Mas eu fiz tudo certo...

Sempre leio um artigo motivador (falando de planejamento, revezes, histórias de superação e sucesso) todo dia antes de estudar para não deixar a peteca cair - e para que, com ela, não venham as desculpites das mais variadas.

Lendo um artigo no SOS Concurseiros chamado "A importância do planejamento pelo candidato" reparei que fiz exatamente o que o artigo sugeriu mas assim como muitos de vocês, ainda não me sinto totalmente preparado para o próximo concurso que farei: o do MPU.

Vamos lá:

1) Definir exatamente o meu objetivo, pois a falta de foco me fez perder muito tempo nesse cada vez mais concorrido mundo dos concursos.

Defini que quero estudar para a área judiciária e de segurança pública, mas isso não é uma regra absoluta, claro que se surgir algum concurso em que a matéria seja similar e/ou eu tenha alguns meses para estudar conteúdo novo, óbvio que não vou fechar os olhos e deixar passar batido.

O meu inconsciente diz: "Mas eu fiz tudo certo..."

2) Consulte editais anteriores e trace seus objetivos.

Fiz isso há muito tempo, criei uma pasta no computador e outra física só com os últimos editais dos concursos que pretendo fazer.

Mas usei mais nesse ano, quando me dediquei mais aos estudos.

O meu inconsciente mais uma vez: "Mas eu fiz tudo certo..." Será Diego?

3) Planeje sua preparação e seus horários de estudo, decida quais serão os métodos utilizados, programe simulados e revisões e busque todas informações possíveis sobre como conquistar o cargo desejado.

Há muito tempo li um artigo do site do William Douglas, no qual ele disponibiliza gratuitamente um quadro-horário e tenho ele impresso (mas só ficou como enfeite há muito tempo), pois o meu modo de estudo - que eu acho que rendo melhor- é o "Método global", onde eu estudo TUDO de uma só matéria, para depois começar estudar uma segunda matéria E inserir a primeira dia sim, dia não para não cair na Curva do Esquecimento. Obviamente que não vai dar para ser assim nesse concurso, mas é assim que estudo.

Outro erro meu: eu quase não fazia exercícios, ficava muito na teoria e na hora de fazer prova, caía em pegadinhas...

Ai cala a boca inconsciente: "Mas eu fiz tudo certo..."

4) O concurseiro deve começar a estudar para as provas o quanto antes. Desde o ensino médio é possível ir se preparando, ainda que não tenha idade para tanto. Quando chegar à maioridade praticamente estará pronto e passará com certa facilidade. Na universidade é a mesma situação, pois os professores podem esclarecer sobre algum ponto do edital, o que é muito importante na preparação, além, também, dos alunos poderem formar grupos de estudo específicos para concursos. Mas ainda que essas oportunidades não foram aproveitadas, o candidato não deve esperar mais nada e iniciar imediatamente. Por isso, o planejamento é a base do sucesso.

Pela primeira vez, ano passado eu comecei a estudar sem um edital a vista, o que para uma mente teimosa como a minha é uma vitória. E hoje eu falo isso para minha irmã: você já tem 17 anos, porque ao invés de fazer vestibular, você não faz concurso público? O quanto antes você ficar independente melhor: o bolso dos seus pais agradecem!

"Mas eu fiz tudo..." (barulho de tapa na própria cabeça)

5) Nada que é feito para surtir algum resultado positivo deixa de lado o planejamento. No planejamento o concurseiro estabelece e sabe quanto tempo ele tem disponível por dia para estudar, quais as matérias do dia, quais materiais (livros, apostilas, cadernos, fichas) que utilizará, descanso e lazer apropriados e rendimento do estudo, além de outras situações pessoais próprias.

Agora sim, desde esse ano eu comecei a usar (e não ter somente como enfeite) meu quadro-horário, sempre rabiscando, apagando, porque cada dia estudo uma matéria diferente e como algumas vezes algumas coisas que estão escritas não "batem" com meu modo de estudar, adapto-as.

E comprei também um apoio da leitura da Yes e um protetor auricular que a Raquel me disse onde vendia aqui no Rio. Falta somente uma cadeira nova (a minha está velha e fico com dores nas costas).

E também ganhei um Livro de Direito do Trabalho na promoção do twitter do CS, uhuuuuuu! Já tinha desistido de fazer o concurso do TRT -RJ que vai sair mas como é para técnico judiciário - área de transporte eles pedem carteira D ou E e demora 3 anos para eu sair da B para a D. Mas farei mesmo assim!

E já sei também que meu estudo tem que ter: EXERCÍCIOS, ESQUEMAS, RESUMOS e SIMULADOS.

Mas eu fiz tudo certo... Fez nada Diego!

Ainda não consegui internalizar tudo isso (nem terei tempo, pois a prova do MPU é daqui a um mês) e criar uma rotina a partir daí mas meus estudos e absorção de conhecimento tem sido constantes.

6) E como o concurseiro deve definir o método de estudo? Cada candidato, e as pessoas de um modo geral são assim, tem um canal de aprendizagem mais evoluído ou propício para sua aprendizagem. Tem pessoas que aprendem mais ouvindo, outras vendo e outras praticando.

Já tenho a Constituição Federal em áudio mas minha captação auditiva é baixa, ao contrário da visual. Lembro de um resumo que fiz da Lei nº 9504, na época que fiz o concurso do TRE e mesmo não tendo rendido o que rendo hoje, na hora de ler a pergunta já sabia de que cor e em que posição da folha de papel eu tinha visto aquilo. Eu rendo mais no visual mesmo!

7) Essas anotações propiciam que o candidato reduza seu volume de material de estudo, de forma que possa até acompanhá-lo em vários locais, não permitindo que se perca tempo, além, também, de proporcionarem a revisão e repetição constantes. As anotações eficazes consistem em sublinhar textos (reduzindo-os para uma síntese), resumir (por meio de palavras próprias) e esquematizar (chaves – quadro sinótico – e mapas mentais).

Mesmo caprichando na letra e na variedade de cores para conseguir captar o maior conteúdo possível, me via com um calhamaço de folhas indo para o cursinho. Fora a culpa em achar que estava perdendo tempo e me sabotando fazendo esquemas. Mas faz parte do jogo, já vi que isso só acrescenta e não me prejudica.

8) Entre os métodos eficazes está também a elaboração de questionário, com perguntas e respostas, tendo inclusive o objetivo do candidato de se imaginar na condição de examinador e prevendo o que poderia este perguntar sobre a matéria. Lembre-se: somente no dicionário é que aprovação vem antes de estudo e planejamento. Na vida real, ela com certeza vem depois.

Resumo da ópera - Olha só quanto tempo eu parei de errar, já que eu nadava, nadava e morria na praia - isso quando eu ia fazer as provas... Mas o projeto de lei que cria as mais de 6 mil vagas efetivas foi aprovado pelo Senado e só espera sanção do Presidente Lula. O edital que saiu no dia 1º de julho prevê 594 vagas imediatas mais cadastro de reserva mas este projeto de lei estipula 10.479 cargos (3.749 são para analista e 3.055 para técnicos). O montante é para ser preenchido entre 2011 e 2014, com percentual de até 25% em cada ano.

Então, não desanimem, pois como o prazo de validade deste concurso é 1 ano + 1 ano, será preciso outros concursos para preencher todas as vagas e, até lá, teremos tempo suficiente para nos dedicarmos mais do que a este agora.

Depois do MPU, tenho alguns concursos engatilhados (e vi que a maioria das pessoas fazia isso, mas só esse ano minha teimosia deixou). Planejamento é sucesso, disciplina é liberdade, uhuuuuuuuuu!

Diego Ximenes, um concurseiro que aprendeu a planejar.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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1 Response to "Mas eu fiz tudo certo..."

  1. Rico says:

    Sensacional esse relato, e fiquei super feliz em saber que a forma como estou me preparando esta mais que certa, pois estava com inumeras duvidas. Parabens ao site, ao blog a todos !

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