O veneno da falta de crença em si mesmo

Recentemente um leitor postou um desabafo dolorido na shoutbox do blog. Ele reclama da falta de apoio dos familiares e amigos, que o recriminam por estudar para concursos há algum tempo sem que ainda tenha alcançado a vitória. “Ficam falando que você é vagabundo, estuda e não passa”. O pior é que esse desabafo revela algo que 99% dos concurseiros sérios já experienciaram, experienciam ou ainda experienciarão.

CRER

Verbo.

1 Ter confiança, ser otimista, ter boas expectativas em relação a algo; ACREDITAR; CONFIAR. [td.: Creio que tudo dará certo.]

2 Considerar como real a existência de [tr. + em: Creio em Deus.: Eu não creio em bruxas, mas que existem, existem.]

3 Aceitar (algo ou alguém, suas palavras ou propostas etc.) como verdadeiro, eficiente, cumpridor do que promete ou capaz de realizar aquilo a que se propõe; ACREDITAR [tr. + a, em: Meu pai crê na medicina chinesa.: Os apóstolos criam a Jesus.]

4 Ter como real, provável ou possível (qualidade, fato, condição etc.); JULGAR; SUPOR [td.: Luíza crê que ele teve razão.] [tdp.: Eu o cria mais inteligente.]

5 Rel. Ter fé; ACREDITAR. [int.: Fez uma promessa, porque crê.]

[F.: Do lat. credere. Hom./Par.: creste(s) [ê] (fl.), creste(s) (fl. de crestar); crê (fl.), cré (sm.); cresse(s) [ê] (fl.), cresce(s) (fl. de crescer); críamos (fl.), criamos (fl. de criar); críeis (fl.), crieis (fl. de criar).]

Sempre que iniciamos um projeto de vida, é porque cremos que o esforço será recompensado e que uma meta será atingida. Diferente de projetos de trabalho, onde muitas vezes trabalhamos neles sem crer que darão certo, quando se trata de nossa própria vida, a crença no sucesso é fundamental.

Crer em si mesmo é fonte primária de força para lutar, agüentar as derrotas, superar os obstáculos, seguir em frente. Se cremos em nós mesmos, cremos que somos capazes de alcançar a vitória com a ajuda de Deus, então a oposição de ninguém significará nada, nadinha de nada.

Não são somente concurseiros que enfrentam a falta de crença de familiares, amigos e colegas de trabalho no sucesso de seus projetos. Empreendedores enfrentam isso, profissionais das mais diversas áreas enfrentam isso, artistas enfrentam isso. Vocês acham que ninguém riu na cara de Santos Dummond e criticou sua idéia louca de inventar um aparelho que voasse? Você acha que ninguém criticou Carlos Chagas em relação às suas pesquisas médicas? Você acha que ninguém criticou o Barack Obama por se candidatar à presidência dos Estados Unidos sendo negro e com sobrenome mulçumano?

É ótimo quando podemos contar com o apoio e crença de nossos familiares e amigos, mas isso não deve ser um ingrediente fundamental, essencial, indispensável em nossa receita de sucesso e vitória na guerra dos concursos públicos, visto sua volatilidade. Algo volátil é algo que pode desaparecer ou dissipar-se com facilidade em dadas circunstâncias. Uma dessas circunstâncias é o tempo. É mais ou menos como acontece com o Big Brother Brasil todos os anos. No lançamento e primeiras semanas, a audiência é enorme. Com o passar do tempo, a audiência vai caindo, caindo, caindo, até que no episódio final, quando o vencedor é corado, volta a ser enorme. Quando alguém se torna concurseiro, recebe o apoio de todos ao seu redor. Mas com o tempo, com as primeiras derrotas, com a demora em alcançar a vitória, o apoio vai diminuindo até sumir, muitas vezes dando lugar às críticas, à gozação, às cobranças.

Acreditar que somente com o apoio de outras pessoas se poderá alcançar o objetivo de vitória, em qualquer projeto pessoal que seja, é se deixar envenenar por um veneno que não tem antídoto. Note que não estou falando que devemos dar às costas para quem nos cerca, não é nada disso, digo que não podemos, isso, sim, é acreditarmos qe somente com apoio irrestrito e geral teremos condições de alcançar algo.

Resumo da ópera – Concurseiro sério deve crer em si mesmo e ponto final, não depende da crença de mais ninguém para continuar lutando. Se contar com o apoio de familiares e amigos, lucro, afinal de contas, apoio nunca deve ser desprezado. Mas se não conta com o apoio de ninguém, não se preocupa com isso, afinal de contas, basta crer em si mesmo para realizar o sonho da posse em concurso público.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA

A música de hoje tem tudo a ver com o artigo, vale a pena procurar na Web a tradução da letra. com Dab Hands & Steve Edwards, "D.Y.O.T" (Do Your Own Thing).

2 Response to "O veneno da falta de crença em si mesmo"

  1. Grande Charles,

    Estava pesquisando apostilas e dei de cara com o teu blog. Suas palavras e videos vieram em ótima hora. Concordo com todos os textos.
    Passo pela mesma situaçao referida, mas nada me dará mais prazer do que esfregar meu primeiro salario na cara daqueles q riram de mim. Aqueles que ja tem emprego do papai e aqueles que passaram na pura sorte em concurso. Nem que eu tenha q trabalhar no ACRE.
    Abraço e muito obrigado.

    Concordo que a pessoa deve acreditar em si próprio, mas com realismo, como bom senso. Não pode o cara que sempre foi mal nos estudos, sempre o aluno mediano, acreditar que vai passar num concurso do TCU, por exemplo, do dia para a noite. A não ser que passe a estudar de verdade, a se preparar a longo prazo. Se sair investindo no curto prazo vai perder tempo e dinheiro.

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