ARTIGO DE LEITOR - Acredite ou seja surdo !!!

Recentemente recebei pela Internet mais uma daquelas muitas mensagens encaminhadas com apresentações, não leio a maioria, mas essa resolvi ler para ver se animava meu dia, pasmem adorei e me identifiquei com os sapinhos.

O e-mail narra uma corrida de alguns sapinhos, e o objetivo desta competição era chegar ao alto de uma torre e, lógico, tinha uma multidão assistindo a corrida e “torcendo” por eles. Mas a multidão não acreditava realmente que eles pudessem chegar ao topo da torre, e logo começaram as lamúrias: “ que pena, eles não vão conseguir, que pena...mas não vão chegar lá....”, um por um os queridos sapinhos foram desistindo da corrida, e somente um continuava a grande corrida até o topo, a multidão continuava “ ele não vai conseguir”, mas finalmente o incrível sapinho chegou ao topo!!! Todos ficaram intrigados, como ele havia conseguido tal proeza?! Foi aí que todos descobriram que ele era SURDO!

As vezes as pessoas nem imaginam que tal comentário seja tão fatal para um concurseiro, assim o melhor é você se proteger e ter uma audição seletiva. As frases de motivação realmente funcionam, assim como o oposto.

Resumo da ópera - Bom pessoal, desde que iniciei minha caminhada de concurseira tenho ouvido muitas lamúrias, se estamos bem e focados, nem notamos, mas nos dias de desespero soam como sinos repetidos na nossa cabeça e acabam nos desanimando. Portanto nesses momentos, fiquem absolutamente SURDOS!!

Bióloga Minas, uma bióloga ex-professora que saiu do emprego e hoje se dedica integralmente aos concursos públicos.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

1 Response to "ARTIGO DE LEITOR - Acredite ou seja surdo !!!"

  1. Acho que o título devesse (ou deveria?) ter sido: Acredite E seja surdo.

    Dependendo do seu círculo social, é natural que você ouça essas "lamúrias".
    Essas lamentações, muitas vezes, são proferidas por pessoas que não venceram na vida. Desfecho esperado, já que não tiveram, maioria dos casos, coragem de lutar. Sem luta não há vitória nem derrota. Derrota? Há,sim, para aqueles que não lutam. Quem perde e quem não luta fica chupando dedo.
    Mas há perdedores e perdedores. Há aqueles que voltam a lutar até vencer. Esses são do tipo que se fortalecem a cada derrota ou ficam enfraquecidos, a ponto de ficarem menos tensos, estudando e resolvendo prova de um modo melhor (sem aquele medo de ser reprovado, ficar abalado com mais uma derrota). Há também os perdedorem que jogam a toalha, após uma quantidade x de derrota. Esses, muitas vezes, são aqueles que vão tentar desestimular os colegas, dizendo que quem acertar mais de 90% é quem compra gabarito, que só quem vive para estudar passa, que tem que ter pais inteligentes(genética) e bem-sucedidos; quem fez escola particular, quem estudou na federal, quem isso, quem aquilo. São as mesmas justificativas daquelas pessoas que não são derrotadas(não perderem, proque não tentaram).

    Quando eu prestava vestibular, eu estava com o dinheiro contado, pois havia trabalhado e feito economia para só estudar.
    Uma vizinha minha vivia me dizendo que, se eu não saísse de casa, eu não iria passar. Falou que tinha que sair (balada, viagem).
    Na época, eu pensei que ela tivesse me dito isso, a fim de me desviar dos estudos e ser reprovado no vestibular.
    Após uns 6 ou 7 anos, eu vi que ela não falou por mal. Ela fez cursinho por um ano e tentou passar no vestibular, mas não conseguiu. Ficou traumatizada e com aversão a estudo. Entrou em uma impopular faculdade particular de Administração. Muito arrogante, se achava as bolachas de todo um pacote, bem esnobe e cheia de querer dar uma de executiva bem-sucedida. Assim que terminou a graduação, ficou desempregada. Durante a mesma, ficava no máximo um ano nos empregos. Não sei se eram estágios. Pois bem, ficou desempregada. Não conseguiu passar nas entrevistas para a sua carreira.Tbm não queria saber de outros cargos inferiores, para não queimar currículo (ela nem era gerente, mas sim aux. administrativo). Ficou 5 anos desempregada, mas não estudou para nada, apesar de sua mãe aconselhá-la. Dizia que tinha que sair, para passar. Como a mãe dela era manicure (de salão chique, Bem!), não tinha dinheiro para bancar os passeios da filha. Esta ficava o dia inteiro em casa, gritando com o cachorro. Segundo a mãe, ficava chorando todos os dias, por não estar trabalhando e por não passar nas entrevistas.
    Bem! Se ela não acreditasse que deveria sair para passar, ela teria estudado. Em 5 anos de tempo integral dá para passar pelo menos num cargo de nível médio federal.
    Hj, ela cedeu e está trabalhando como vendedora, ofício que ela desprezava. É uma pessoa totalmente frustrada. Hj, bem diferente de outra época, ela se faz de coitadinha. "Ah! Não vou comprar isso, porque sou uma coitada! AH! Eu não tenho dinheiro. Eu ganho pouco! Não tive sorte na vida!". Antes, ela era tão convencida quanto o finado Clodovil.

    A mãe dela dizia que ela deveria fazer igual a mim: estudar,lutar. Neste dia, a filha gritou: "ELE NÃO ESTUDA,SÓ FICA ENROLANDO!" A mãe se calou um pouco e falou: "vc tem que lutar...".
    Passado algum tempo, sem aprovação, a mãe dela começou a achar a mesma coisa. Uma vez, ouvi a mãe e a filha falando mal de mim, em seu banheiro, o qual dá de frente para a minha janela.
    A mãe disse que eu não estudava nem estava prestando nada. Que ficou com dó à toa (ela me disse q até rezava por mim! Apesar de ser ateu, agradeci o gesto!rs). A filha citou as saídas dos amigos que moram em sítio e acrescentou: imagina ele (eu) que mora na cidade. Disse que eu só enrolada.
    Cruel foi ouvir a mãe disse que não prestava nada.

    Para contrariar, prestei coisas bem acessíveis e passei. A primeira delas foi o concurso do INSS/2008. Não passei dentro das vagas, mas sim do número de candidatos que são chamados durante a validade. Fiquei em 60 e pouco, com 1 mês de estudo. Na capital de SP e em suas redondezas, o INSS nomeou pelo menos os 90 primeiros classificados de cada APS. Na APS do centro, chamou mais de 150, sendo que no edital havia menos de 12 vagas.
    Nem tenho a certeza de que vou ser chamado, mas tirei a maior onda das manés. Enchi a boca para dizer que passei, mas acrescentei que demoraria para me chamar!rs
    No edital do INSS está escrito que só podem ser nomeados quem ficou até o dobro das vagas. Não li isso no edital, mas é o que dizem. Se procurarem informações, verão muitas pessoas falando sobre o dobro.

    Eu tbm prestei o concurso do INSS por causa de uma "tia" minha. Prestei lá na cidade dela, para ficar vergonhoso para ela. Ela é do tipo de pessoa que vive falando aos outros que nada vai dar certo. Que devemos nos contentar com um "servicinho"! Que o bom na vida é ter um "servicinho"!
    Quando eu não passava no vestibular, era um prato cheio a ela, pois aí ela arrumava justificativa para me falar merda.
    Aliás, mandava recado pelos meus pais, pois eu evitava essa mulher maldita.
    Era o ano inteiro a mulher enchendo saco dos meus pais. O vestibular só ocorre no final do ano, mas todo mês a mulher perguntava se passei. Obviamente, os meus pais diziam que não, pois nem havia sido realizada a prova, mas a mulher teimava em dizer: "Não passou? Fala para ele desistir!".
    Meus pais ficavam super constrangidos. A mulher é cheia de querer falar com autoridade, mas não se formou em nada, nem sei se completou o ensino básico. Dos seus 4 filhos, apenas um fez faculdade, ainda entrou atrasada e numa particular. A mulher vive com o telefone cortado, além dos seus filhos não ganharem bem, mas ainda quer direcionar (limitar) a vida dos outros.

    Por dificuldades de leitura, raciocínio e concentração, acabei me desiludindo com o vestibular. Mas o que me perturbava mesmo era o falatório do pessoal. Eu não conseguia mais estudar, pois sempre ficava pensando nas críticas. Eu via os meus pais envergonhados por minha causa. Eles acreditavam em mim, mas sucumbiam diante da pseudo-autoridade alheia. Não deixavam de acreditar, mas não tinham como contestar as pessoas, porque eu não passava. Sou o único da família e, até onde sei, da minha rua, que passou no vestibular. Por não existir nenhum conhecido que havia sido bem-sucedido, as pessoas achavam que era impossível.
    Mas eu passei. Demorei, mas passei!rs Comecei em 2001 e só passei em 2008. Desisti em 2003, mas, como me disseram que fui amaldiçoado por Deus, resolvi tentar até passar. Nesse tempo eu mais enrolei do que estudei.
    Em 2001, eu estava esperando a empresa me chamar devolta. Eu era temporário, aí... O gerente falou que ia me chamar, para eu ficar sossegado. Era um banco multinacional, pagava bem para o digitador. Para não ficar tão ocioso, eu peguei os livros do meu irmão (então vestibulando) para estudar.Foi muito difícil estudar Matemática sozinho, mas eu era perseverante: ficava de 2 a 3 horas para resolver apenas um exercício. Levava uma ou duas semans para virar uma página de exercício. Como era muito trabalhoso, paraa cada dia que eu resolvia questões, eu me dava dois ou três de descanso. Era meio sufocante pensar em encarar mais 1, 2 ou 3 para resolver UM exercício. E eu achava que não havia a hipótese do gabarito estar errado. Engano! Fiquei super revoltado, qdo vi q um estava errado. Porque eu ia tentando, tentando... Eram horas e horas. Acabei não estudando nem 25% da Matemática e vi 2 ou3 capítulos de Biologia naquele ano. Reprovei, mas com consciência. No dia da prova pensei: deveria ter estudado mais; agora fica pro ano que vem.
    No seguinte, resolvi fazer cursinho. A empresa não me chamou, então arrumei outro trabalho para bancar o cursinho. Tudo que eu ganhei foi reservado para as mensalidades. Fiz 5 meses de cursinho em 2002 e mais 5 meses em 2003.
    Em 2002, eu não aprendi nada no cursinho, apesar da propaganda dizer que ele é o nº1 e onde estão as melhores cabeças!rs
    E eu não era o único, pois meus colegas de cursinho tbm não aprendiam nada. Teve um que nem prestou vestibular, pois sabia que não iria passar. Estava ali porque a gente zoava pra caramba e tbm sua empresa pagava a mensalidade. Mas todo mundo ia pra aula. Eu me desencanei, iria só para as últimas. Ficava em casa vendo novela e depois saía. Não aprendia nada mesmo. Ia mesmo só para ver alguns professores aloprados e trocar idéia com os colegas, na hora do intervalo. Comecei a estudar em julho, quando o cursinho entrou de férias. Matemática e Física. Percebi que conseguia aprender em casa, aliás, com leitura. Mas eu nem me dedicava muito. Consegui estudar boa parte da Matemática, mas não consegui resolvê-la na prova. Caíram mais equações para montar, mas não consegui.
    Veio 2003. Eu estava cria no mito de que no 2º ano de cursinho a vida ficava mais fácil. Porém, logo no início, eu vi que era a mesma coisa, a mesma dificuldade.
    Nas férias de início de ano, eu estudei tudo de Matemática, resolvendo apenas 3 questões de cada capítulo. Em maio, qdo reiniciei o cursinho, já cheguei para tirar dúvidas. Na sala de aula, eu não prestava atenção no prof.; só ficava fazendo meus exercícios e copiando os que o prof resolvia. Não me lembro se terminei Física, mas estudei bastante, além da Química, da qual vi tudo.
    Parei com tudo para estudar História. Foram 3 meses, 40 min. por página, do Mundo Grego até o Absolutismo; não deu tempo de ver o resto. Fiquei chateado com os 40 min.. Eu me queixei disso para uma amiga que fazia facu particular, e ela riu e me respondeu que tenho problemas. E eu, seriamente, respondi: "devo ter mesmo". Mas isso é uma coisa super normal. Porque eu ficava 40 min. por página e não precisava mais estudar, pois decorava até as vírgulas. Estudei muitos impérios e depois os confundi, pois não sabia mais a qual certa coisa pertencia.
    Fiz o vestibular, mas nem cheguei às questões de história. Matei todo o tempo na Química e na Matemática. Reprovei.
    Já tinha combinado comigo mesmo que, se eu naõ passasse ou se não estudasse bem, iria desistir.
    Eu estudei poucas matérias, a fim de gabaritá-las, mas nem isso consegui. Se conseguisse gabaritá-las em bom tempo, estudaria outras matérias que faltaram, como o restante de História e tudo de Geografia e Literatura.
    Eu me lembro que no mês que antecedia a prova eu estudava 10 horas por dia. Dava para ver muita coisa e leitura fluía até que bem.
    Enfim, não cumpri minha meta mínima, então desisti. Mas voltei qdo minha mãe falou que eu fui amaldiçoado por Deus. Minha mãe é uma caçadora de recompensas e queria q eu a ajudasse a cuidar de um doente mental. Com isso, ela queria ficar famosa na igreja e ganhar um carro de Deus. Eu não quis, então ela jogou uma praga. Ela não tem poder de nada, já presumia que eu não fosse passar. Disse qeu, se eu não a ajudasse, Deus não me deixaria passar no vestibular. Ora dizia que era Deus ora dizia que era o Diabo que me fazia demorar nas questões.
    Parei de ir à igreja e rompi a relação com os meus melhores amigos (q eram da igreja), só para ser mais digno das maldições de Deus. E falei pra minha mãe: "bota mais farinha na sua macumba e mande seu Deus tomar umas bombas, caso contrário eu vou passar!"
    Em 2004, só me restavam 100 reais das economias, não dava para pagar cursinho nem o queria fazer, já que não aprendia nada. Mas meu pai insistiu para eu fazer e disse que iria pagar. Acabei aceitando a sua oferta. Porém deixei tudo por conta do cursinho, não estudava em casa. No meu lar, eu procurava desenvolver a minha leitura e concentração. Escolhi o livro Memórias Póstumas de Brás Cubas. Levei 3 meses para lê-lo. Mentalmente, modifiquei a história várias vezes, parava para imaginar o que estaria por vir etc.
    Eu precisava desenvolver minha leitura, pois eu ficava uns 5 minutos, só nos enunciados das questões. Qdo vinha uma prova de interpretação de longos textos era uma desgraça só.
    Assim q terminei MPBC, voltei a estudar exatas. Fui bem, até auxiliava uma colega de sala. Uma colega pilantrinha! Eu falei para ela do meu probleam de leitura. Aí lea me disse que lê livros em uma semana, dois dias. E olha que ela trabalhava. Eu ficava surpreso e gostaria de ser como ela. Uma vez, ela pegou um livro e física e ficou 1 semana com ela. Me disse que leu tudo, mas depois me perguntou uma coisa me ridícula. Não sei se ela não leu ou se leu, mas não entendeu nada. Só sei que ue paguei o maior pau, qdo ela me disse que leu tudo. Até a parabenizei.
    Já era o 3º ano de cursinho dela. Ela disse q não passou no anterior, porque brigou com o namorado e ficou nervosa na hora da prova. Disse não fez nada! Qdo ela chegou ao cursinho, ela não sabia nada e não sabia explicar como se esqueceu de tudo. Pô! Nem relendo a matéria ela conseguia fazer as coisas. Mó xaveco! Ela queria Enfermagem, mas acabou desistindo, um ou dois anos depois.
    Nunca mais vi o nome dela nos vestibulares. A última vez que vi era para nível médio: técnico em informática, mas nem isso ela conseguiu. Pior que ela era outra pessoa que se achava. Humilhava um outro colega nosso que não conseguia aprender nada. Tirava o cara de burro na cara dura. Ela ficava convencida, só porque contava certo os H (hidrogênios) de alguma questão, coisa básica.
    Enfim, chegou ao final do ano, fui prestar vestibular. Optei por um curso mais difícil: Economia. Errei uma de Física e uma de Biologia (conhecimento adquirido em 2002, no mês no vestibular). Eram 12 questões de cada matéria. De Matemática, não consegui fazer nem a metade. O restante da prova eu nem vi. Reprovei. Tive que engolir o sapo da minha mãe!rs
    Ah! Tbm prestei Farmácia na Unesp. Fiz 90% na específica de matemática (a mesma nota da galera que ficou com as vagas de Medicina), mas não me sobrou muito tempo para a Física nem para as outras: Biologia e Química. Dancei!
    Em 2005, meu pai falou para eu voltar ao cursinho, mas bati o pé e não fiz matrícula.
    Baixei e li O Crime do Padre Amaro, como tentativa de desenvolver a leitura. Li com tempo melhor.
    Mas fiquei super perturbado. Ficava me lembrando das pessoas que diziam que eu não ia passar, da minha mãe e de outras. Ficava totalmente desconcentrado. A fim de amenizar o tempo que eu perdia com divagações, eu deixava de tomar banho. Tomava banho a cada 2 ou 3 dias. Era foda ficar sentado durante 4 ou 5 horas, mas se concentrar durante apenas 15 minutos.
    Me desencanei de exatas e resolvi estudar apenas humanas:história e geografia. Em 2 meses, consegui ver tudo. No meio do ano, prestei vestibular e gabarite história e fiz 70% em Geo, mas naõ fiz nem 30% nas duas, na específica dissertativa. Dancei.
    O fim do ano foi o fim da picada: fiquei uma hora e meia em duas questões de matemática sobre porcentagem da UNICAMP, mas acabei errando. Meu mundo desmorou por conta disso. Tanto tempo dedicado a uma questão, para nada. Depois disso, me conformei em ser um fracasso. Um vez depois, veio a Fuvest. Perdi a prova por ter confundido o horário, mas nem liguei muito, já que eu era um zero a esquerda.
    Em 2006, eu me desencanei de estudar para o vestibular. Comecei a fazer concurso, a fim de resolver questões de Português e Matemática em bom tempo. Meu 1º concurso foi o TJ-Campinas. Em Português, tirei a mesma nota que os classificados dentro das vagas. Matemática tava muito fácil. Só não passei, porque não estudei as matérias específicas. Gabaritei Penal, tbm, com muito pouco estudo.
    Comecei a pegar gosto por concurso, pois achei que seria mais fácil do que passar no vestibular. Aliás, nem tinha esperança de passar no vestiba.
    Parei de estudar. Só ficava navegando na net. Não estava mais a fim de ficar estressado. Minha mente se limpou, não pensava mais em ninguém que me aborrecesse. No ano anterior, eu até havia ficado broxa. Acho que em 2004 e 2005, eu fiquei assim, sem vigor... Quis fazer uma abstinência sexual, a fim de me forçar a estudar mais. Acabei ficando broxa e nem virei CDF!rs
    Me alimentei mal em 2004 e passei fome em 2005.
    Em 2004, eu comia só um amendoin de 50g por dia, para não sobrecarregar o meu pai, visto q ele já pagava o meu cursinho e o transporte.
    Em 2005, minha mãe não queria fazer comida e, qdo fazia, era algo de q eu não gosta de comer. Eu nem reclamava e preferia dormir com fome. Virei uma caveira. Senti até o meu coração fraco.

    Em 2006, prestei Fuvest e fui pra 2ª fase pela primeira vez (e sem estudar). Foi para o mesmo curso que eu estava prestando: Contábeis. Fiquei super indignado e nem quis fazer a 2ª fase. A única coisa q fiz foi não fazer questões de exatas. Fiz só a metade e já parti para a humana. Nem terminei a prova, mas ainda assim fiquei 10 pontos acima do corte. Decidi prestar um curso mais difícil no ano seguinte. Um curso de Humanas. Pensei em Direito.
    ...
    Vou pra facu, agora.
    Depois relato 2007!

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