Haja paciência com essas bancas de concurso

Nesse final de semana quem estava inscrito no concurso do Ministério da Justiça organizado pela notaria desconhecida banca FUNRIO, teve uma desagradável surpresa.

Pelo que entendi da história, o maior problema aconteceu em Brasília, onde a confusão foi total, uma mistura de completo despreparo de fiscais de prova com desorganização generalizada da banca. Houve relatos de provas sendo iniciadas antes do sinal tradicionalmente dado para tal e que garante que todos os candidatos comecem a fazer a prova ao mesmo tempo, de listagens de candidatos faltando nomes, de provas vindo em pacote sem lacre, uma festa de irregularidades.

Menos pior que a banca reconheceu que não teria como levar tal concurso adiante naquelas condições e no domingo mesmo, horas após o início das provas, tomou a sábia decisão de anulá-las para que fossem realizadas como se deve (esperamos) outro dia, mais exatamente dia 27 de Setembro como foi noticiado ontem por vários websites de concursos públicos.

Pois bem, volto a um assunto que já tratei pelo menos duas vezes aqui no blog, mas que pelo jeito não dá sinais de melhorar. Como é que essas instituições que se propõem a realizar concursos públicos nacionais de grande porte podem cometer erros tão grosseiros de organização? Sinceramente, não tenho idéia. Coisas assim já aconteceram como ESAF, CESPE, FCC e todas as outras bancas, e pelo jeito vai continuar acontecendo.

Não é preciso dizer que esse serviço é pago e muito bem pago, então não é por falta de dinheiro que essas empresas não podem evitar esses problemas crassos de organização.

Será que nos contratos firmados entre o Poder Público e esses empresas há a previsão de multas a serem pagas caso ocorra esse tipo de problemas de organização que estão longe de serem causados por caso fortuito ou força maior, mas por falta de responsabilidade mesmo? Acho que não, porque se tivesse, ahhh meus amigos, não acorreriam problemas vergonhosos como os que testemunhamos todos os anos.

Há pelo menos algo bom acontecendo em meio a toda essa bagunça, a repercussão. Se até alguns anos passados problemas sérios como esse em concursos públicos valeriam apenas uma notinha rápida nos jornais e menos de 30 segundos nos telejornais, hoje rendem repercussão muito maior na mídia por muito mais tempo. Além disso, graças à Internet os concurseiros podem se coordenar e pressionar com mais eficiência tanto as bancas quanto o Poder Público. Acredito, sinceramente, que é por conta da conjunção desses fatores que as bancas vêm ficando muito mais “espertas” quando acontece algum problema de organização ou suspeita de fraude nos concursos que organiza.

Resumo da ópera – Cabe a nós, concurseiros, pressionar sempre as bancas e o Administração Pública para que haja mais lisura nos concursos públicos e que erros de organização como o que aconteceu no concurso do Ministério da Justiça sejam cada vez mais raros e, quando ocorram, que as provas sejam anulas e realizadas novamente outro dia. Se nós não ficarmos sempre vigilantes, seremos nós mesmos os prejudicados.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA



Em um dia chuvoso e escuro como hoje, nada melhor como uma música bem animada. O clipe de hoje é uma versão modernizada de um clássico do rock´n roll. Com vocês "La Bamba" na interpretação de Los Lonely Boys & Carlos Santana.

1 Response to "Haja paciência com essas bancas de concurso"

  1. ODISSEU says:

    Grande Charles : venho acompanhando seu blog há alguns meses e só tenho a te parabenizar pela iniciativa. Bem mais realista e estratégica que muitos conselhos de " mestres" de concurso (sem querer criticar, mas há pessoas sem pragmatismo). Cara : estou com uma dúvida e acho que pode ser tema para um artigo. O que fazer quando vc quer muito fazer o concurso e vem como sua meta principal, mas para tua região quase não há vagas ? Tenho um filho pequeno (3 anos) que é a minha luz, sou louco por ele (e se não o vejo frequentemente, fico pra lá de triste), sou separado (logo a convivência com ele é mais restrita), estou parado (a crise detonou meu emprego e vou vivendo de FGTS, que está pra acabar), ja passei dos 35 e moro com meus pais (que não estão bem de saúde devido a idade). Estou me preparando há 01 ano e meio para o Concurso da PRF (Na época : previstas por lei 3000 vagas, havia a previsão de ser Cespe, nacional, curso superior, com um programa menos extenso e mais aprofundado. Hoje : 750 autorizadas pelo MPOG, regionalizado, programa mais extenso ainda e FUNRIO). Quando saiu a lista de vagas por estado,a maioria dos estados da minha região (NE) só dispoe de 04 a 06 vagas (exceto BA e MA, com 40). Do resto, só as regiões centro-oeste e sul é que foram mais contempladas . Acredito que tenho condições de passar, mas se escolher uma região distante, só após 03 anos na localidade é que posso COMEÇAR (note : começar) a pleitear uma remoção. Pode-se dizer : preucupe-se em passar na prova, o resto vem depois. Mas as regras do edital deixaram claro que vc tem de traçar uma estratégia já na inscrição. Sei que concurso é uma escolha de vida. Quero muito a PRF mas também visualizo concurso em outros órgãos (não sou daqueles que elegem aquele concurso e se não for ele, o resto não serve). Pergunta : vc optaria por sacrificar sua convivência com as pessoas que ama (especialmente seu filho pequeno, numa fase em que vc quer acompanhar seu crescimento) em prol de um concurso ? Sei que é algo pessoal, mas qualquer opinião já vale a pena. Obrigado, amigo. Sucesso !!!

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