Socorrooooooooo ...

Recebi ontem esse email de uma concurseira leitora do blog, o qual me fez pensar em como nos esforçamos tanto, muitas vezes chegamos a nos mutilar (em termos abstratos, claro), para nos adequarmos ao padrão imposto pela maioria. Explico.
É tido como correto dos concurseiros fazerem revisão da matéria estudada na semana anterior a uma prova de concurso público. Professores de cursinho, escritores, bancas, concurseiros, todos reafirmam essa idéia como a única correta. Se por um lado isso essa prática é tranqüila para a maioria dos concurseiros, que conseguem durante essa semana à revisão dos pontos mais importantes das matérias que serão cobrada em prova, por outro lado existe uma boa quantidade de concurseiros que, simplesmente, não conseguem se adequar a essa prática, como a amiga concurseira que enviou o email que abre esse artigo, pessoas que têm na semana de revisão não uma ferramenta de estudo, mas um instrumento de tortura psicológica.
E o que acontece com esses concurseiros não afeitos à prática da semana de revisão? A maioria tenta se adequar ao padrão, se obrigar a ser como os outros concurseiros e fazer a bendita revisão, mesmo que isso signifique nervosismo, desespero, privação de sono, sofrimento. No final o resultado é um só, estuda-se menos e com pior qualidade do que se não se tivesse feito revisão alguma.
E do que adianta ficar uma semana sofrendo por não se conseguir fazer uma revisão como se deve? Qual o sentido disso? Qual o ganho em termos de competitividade para a prova? A resposta está na cara, a revisão acaba sendo uma grande perca de tempo para o concurseiro e fonte de nervosismo e frustração, que afetarão seu desempenho na prova.
Tenho um amigo muito próximo que não é concurseiro, mas que estuda direito por conta do curso de mestrado que começou no início do ano, daí tem de fazer algumas matérias obrigatória, provas e tal. O cara também entra em desespero só de ouvir a menção à palavra revisão. Então o que ele faz? Ele prepara um programa de estudo onde revê a matéria enquanto a estuda, de modo que pode abrir mão das revisões. Pronto, o cara estuda com qualidade, vai preparado para as provas e não sofre mais se obrigado a fazer revisões.
Os concurseiros que enfrentam esse tipo de problema com revisões em geral devem fazer a mesma coisa, largar mão de tentar se adequar à força a algo que não foram talhados para fazer, gastar um tempinho bolando um programa de estudos que torne desnecessária qualquer revisão pré prova e então ser feliz. Simples assim. Tudo é uma questão de se aceitar como se é, nada mais.
Resumo da ópera – Não aceite tudo o que dizem que um concurseiro deva fazer como se fossem verdades absolutas. Cada pessoa é diferente e muitas vezes algumas fórmulas que são vencedoras para a maioria, não são para uma minoria, ou vice-versa. Você deve respeitar seus limites e o estilo de estudo que melhor se adequa a sua personalidade e seus valores. Fazendo isso, gente, não há como não vencer na guerra dos concursos públicos.
Charles Dias é o Concurseiro Solitário.
IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.
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CLIPE DO DIA
Do duo francês BlueLagoon a deliciosa música "Heartbreaker". Acho a menina desse duo muito bonita e com a voz linda. Pena que o duo não vingou.
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