Quando os videntes erram

Após alguns dias de sumiço por conta do concurso do Ministério da Fazenda, estou de volta à ativa aqui no blog.

Olha, gente, a prova desse concurso me surpreendeu e tenho assunto para artigos até sexta-feira. Mas comecemos pelo começo e hoje comentarei o mais sério dos assuntos.

Semanas antes da prova, pulularam na Internet vários vídeos e artigos de professores de cursinhos e autores famosos de livros voltados para concursos com previsões, dicas e conselhos relativos a esse concurso. Para os concurseiros que se preparavam com afinco para esse concurso, que apesar da remuneração não tão interessante, oferece um número respeitável de vagas, 2.000 distribuídas pelo país, qualquer vantagem competitiva seria uma benção.

Eu, claro, também assisti e li a esses vídeos e artigos, pois não sou besta. Só que macaco velho, não vou na conversa de outras pessoas sem antes analisar muito bem cada informação e conselho, e ver com cuidado como cada mudança de estratégia proposta impacta na minha estratégia original. Concordo com o ditado popular que diz que “se conselho fosse bom ninguém dava, vendia”. Conselhos devem ser analisados com muito cuidado, pois cada pessoa é uma pessoa, e a solução que é ótima para você pode não ser para mim e vice-versa.

Pois bem, os professores e autores dos vídeos e artigos que assisti e li foram unânimes em uma coisa, de que os candidatos desse concurso deveriam focar 100% na lei seca e deixar de lado a idéia de estudar teoria, principalmente no tocante aos direitos Previdenciário e Tributário.

Vocês bem acompanharam aqui através de três ou quatro artigos, minha luta com Direito Tributário, matéria que nunca tinha estudado e que achei, particularmente, chatinha de estudar. Pois bem, comecei tentando estudar a matéria pelo Código Tributário Nacional, mas sem dominar o jargão e conceitos básicos na disciplina, preferi deixar de “bater em ferro frio” e toquei a estudar um bom livro basicão da matéria. Pois bem, depois de estudar o livro por duas vezes, me senti confortável para estudar o CTN, nisso faltavam dez dias para a prova.

Com Direito Previdenciário a coisa foi um pouco mais tranqüila, pois já tinha estudado a matéria antes. De qualquer forma preferi estudar utilizando um curso do Ponto dos Concurso que já tinha e depois estudei um pouco da lei seca.

Pois bem, na minha visão estritamente pessoa, quem estudou essas matérias apenas pela lei seca deve ter encontrado mais dificuldades para resolver as questões que quem estudou também por teoria.

Além disso, para Previdenciário, muitos foram os conselhos para que fosse feito um esforço extra para se decorar prazos e tal. Bem, praticamente não foram cobrados prazos nessa prova.

Resumo da ópera – Muito cuidado com os videntes de plantão no universo concurseiro, pois como os videntes comuns, eles mais erram que acertam. Pese muito bem o que os outros dizem com o que seu instinto o manda fazer, é no equilíbrio dessas informações muitas vezes contraditórias que você encontrará a melhor estratégia de estudo.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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1 Response to "Quando os videntes erram"

  1. Cleber says:

    De fato, Charles. Quem vai para ganhar, estuda de tudo, não apenas decora. Abraço.

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