E agora, como ficará a torneira dos concursos públicos?

Finalmente terminou a novela da sucessão presidencial, o Brasil tem sua primeira presidente eleita democraticamente, já começou até a transição de governo e tudo o mais. Entre os concurseiros (e também servidores público) a grande dúvida é de como ficará a torneira dos concursos públicos. Será que a torneira será totalmente aberta e teremos em 2011 muitos bons concursos públicos? Será que será fechada e teremos menos concursos que em 2010? Será que ficará a mesma coisa de 2010, que de forma alguma foi um mau ano para concursos públicos? Dúvida, grande dúvida.

Em suas entrevistas recentes, a nova presidente tem sido muito prudente no que diz e, no final das contas, não dá muitas dicas de como será seu primeiro ano de governo em vários aspectos, garantindo apenas a continuidade da estabilidade e do crescimento econômicos.

Pois bem, a expectativa é de que se n não permaneça no mesmo nível, que pelo menos haja um pequeno aumento no número de concursos públicos e oferta de vagas nos órgãos e entidades do governo federal, isso porque os governos do PT são tradicionalmente generosos com o serviço público. Para apoiar essa expectativa há o mais que constatado envelhecimento de boa parcela dos servidores públicos, com grande volume de aposentadorias esperadas para 2011, o que causará um sensível esvaziamento de muitos órgãos e entidades públicas.

Há também, claro, uma corrente com expectativas menos positivas em relação a esse assunto, que acredita que a política do nova presidente privilegiará outros setores e investimentos, preferindo nesse primeiro ano de governo fechar um pouco a torneira dos concursos públicos. O principal argumento para apoiar tal expectativa é o de que a nova presidente procurará "mostrar serviço" em seu primeir ano de governo, direcionando investimento para áreas com maior "apelo popular" e evitando áreas mais impopulares, como aumento dos gastos com a máquina estatal.

Resumo da ópera - Para nós, concurseiros, cabe, nesse momento, fazer apenas duas coisas, continuar estudando e ficar de olho no que diz a nova presidente e sua equipe de governo. Eu, particularmente, acredito que teremos em 2011 tantos concursos como tivemos em 2010, talvez um pouco mais para compensar as muitas aposentadorias esperadas entre esse final de ano e o começo do ano seguinte.

CHARLES DIAS é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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1 Response to "E agora, como ficará a torneira dos concursos públicos?"

  1. Juca says:

    Não sei se foi na voz do Brasil ou no Jornal do Senado que deu, antes do pleito à presidência, uma pesquisa que revelou que mais de 50% dos servidores deverão entrar no processo de aposentadoria em um período menor que uma década. Afirmaram ainda que os atrativos já foram dados ao máximo para evitar essa saída e que para reter, novos, precisaram ser criados.


    De qualquer formar, pelo desenvolvimento do Brasil será preciso qualificar a mão de obra pública, o que já vem sendo feito, e ainda, desatolar questões como o INSS, MPU, DPF que precisam de pessoal para continuar funcionando.

    O INSS por exemplo, já cresceu e ainda precisa crescer só que não tem pessoal suficiente.

    Então, temos uma pesquisa que afirma que 50% do pessoal deve se aposentar em menos de 10 anos, outra questão que mostra que o estado carece de pessoal principalmente para manter o pique e por fim, o fato de que o PT ou Lulismo usa os concursos como alavancagem do índice de emprego.

    Então, nossa demanda é garantida :)

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