Nada como um concursos após outro

Particularmente acho a Corrida com Obstáculos a modalidade mais interessante do atletismo. Nessa prova homens e mulheres têm de correr cem metros (cento e dez para os homens) saltando sobre uma dezena de barreiras de 84 centímetros de altura, a primeira a 13 metros da largada e as seguintes em intervalos de 8,5 metros. Ao contrário do clássico “100 metros rasos” onde o importante é a velocidade, nessa prova o que faz a diferença é mistura ótima de velocidade com coordenação, o atleta deve saltar cada obstáculo sem deixar que isso diminua sua velocidade.

Se a guerra dos concursos públicos fosse uma corrida, seria dessa modalidade. Nós, concurseiros, seríamos os atletas, a pista seria o caminho que devemos percorrer para chegar à tão desejada posse, a linha de chegada, os obstáculos seriam os concursos prestados. Ao contrário do que você possa estar pensando, nessa minha comparação não passar em um concurso não seria derrubar um obstáculo, nada disso, nessa corrida os obstáculos são fixos, temos de transpô-los de um jeito ou de outro para chegar à linha de chegada ou nada feito.

Concurseiros enfrentam muitas situações onde param e se perguntam “como me motivar a continuar?”. Esse tipo de questionamento surge, inevitavelmente, no dia seguinte ao que se prestou um concurso. Durante semanas ou meses você estudou para um determinado concurso, pensou naquele concurso, dormiu, comeu, sonhou aquele concurso. Sua vida foi dedicada para se preparar para aquele concurso. Então chega o dia da prova, você faz o seu melhor, vai para casa e dorme o sono dos justos. No dia seguinte acorda e a primeira coisa que vem à mente é um “e agora, José?”.

Não há uma única maneira de lidar com esse momento de, digamos, vácuo motivacional. Tem gente que simplesmente passa por cima e continuar estudando. Outros passam horas procurando por uma resposta. Outros preferem assistir ao primeiro filme do “Rocky, Um Lutador” para resolver a questão enquanto assiste ao personagem correndo pelas ruas geladas da Filadélfia para então subir as escadas da prefeitura e ficar pulando no alto com os punhos erguidos ao som daquela musiquinha contagiante (se você não se lembra dela, baixa a música do dia ao final desse artigo).

Para me manter motivado prefiro a técnica da Corrida de Obstáculos, na qual sempre estou inscrito para algum concurso. Fiz a prova de um, já tenho de estudar para outro. É assim que mantenho meu momentum, minha motivação para estudar. Sinceramente, não saberia lidar com fazer um concurso e então não ter nenhum outro marcado, ter de estudar sem um prazo definido para ser cobrado em prova. Tem gente que consegue, admiro essas pessoas, mas não é o meu caso.

Obrigatoriamente chegamos à velha discussão do “prestar muitos ou poucos concursos, eis a questão”. Eu sou dos que advogam prestar muitos concursos. Acho que somente prestando concursos continuamente podemos tanto aumentar nossas chances de aprovação quanto manter a motivação e ajustar continuamente o modo de estudo. Sinceramente não tenho problemas com os concursos nos quais não passei. Se não passei era porque não estava preparado o suficiente, mas todos eles serviram para me mostrar falhas na minha estratégia de estudo, matérias que já dominava e outras que precisava martelar mais e com mais força. Não entendo como muita gente pode ver demérito, vergonha, em prestar concursos com seriedade e não ser aprovado. É a coisa da fila que anda, quem está na frente é atendido primeiro, quem está na guerra dos concursos por mais tempo, estudando a mais tempo, controlando melhor seus pontos fortes e suas fraquezas, alcançará primeiro a aprovação, ponto final.

Resumo da ópera - Não importa como você faz para se manter motivado após as provas de cada concurso que prestar. O que realmente importa é não dar espaço para o desânimo e seguir em frente, estudando, se esforçando, se dedicando, acreditando que sua vitória não falhará, mesmo que tarde um pouco. São em momentos como esses que muitos bons concurseiros esmorecem e abandonam a luta. Não tenha dúvidas, isso acontece com muito mais freqüência do que você possa imaginar e são muitos os sonhos de aprovação que são abandonados em uma crise de falta de motivação.

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PERGUNTA DO DIA

Como, após fazer as provas de um concurso, você se motiva a continuar estudando? Você prefere se inscrever em outros concursos para ter em novas datas de prova a motivação necessária? Prefere confiar somente em sua força interior para se motivar?
Essa pergunta deve ser respondida em nossa comunidade no Orkut. Basta clicar no homenzinho ai em cima (você precisa estar conectado no Orkut em outra janela de navegador para ser levado à página de resposta).

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MÚSICA DO DIA
A musiquinha do Rocky Balboa correndo pelas ruas da Filadélfia que falei no artigo se chama "Gonna Fly Now" e foi composta por Bill Conti. Nessa versão para vocês baixarem tem até ele agradecendo, depois da luta, a sua amada Adria ... hehehehe ... adoro esse filme.

Concurso MMA 2008 - Uma caixinha de surpresas

Nesse domingo prestei prova para o concurso do Ministério do Meio Ambiente, cargo de Analista Ambiental na área de concentração I: Administração e Planejamento em Meio Ambiente.

Esse concurso não teve muita repercussão, principalmente por conta dos cargos serem para Brasília e a remuneração oferecida relativamente baixa para a cidade, em torno de R$3.700,00, além, claro, de metade da matéria prevista no edital ser de Direito Ambiental, algo muito específico.

O preparo

A primeira coisa que fiz antes de planejar os estudos para esse concurso foi conseguir a prova do concurso anterior para o mesmo cargo, realizada em 2005 e faze-la, pois assim poderia ter uma boa idéia do que foi mais cobrado e como foi cobrado então. Não foi surpresa verificar que sem estudar muito bem os tópicos de Direito Ambiental, não teria como fazer uma boa prova.

Como já venho estudando há algum tempo para concursos públicos, montei uma estratégia de estudo privilegiando os tópicos de Direito Ambiental, entremeada com revisões das demais matérias do edital, que já havia estudado antes para outros concursos. Essa era a estratégia mais lógica, não há dúvidas, e eu a segui a risca.

Na sexta-feira da semana passada, antes de partir em viagem para a Capital Federal para prestar a prova, finalmente terminei de estudar e revisar tudo o que havia programado do modo como havia planejado. Saí de viagem tranqüilo, confiante de que estava bem preparado para esse concurso.

A prova

A prova foi preparada pela CESPE, a banca do famoso “mata-mata”, ou seja, cada erro anula um acerto. Eram cento e vinte questões e uma redação de trinta linhas.

A primeira coisa que olhei quando abri o caderno de prova foi o tema da redação. Para esse concurso, em diversos fórums, as apostas eram todas para assuntos relativos ao meio ambiente (aquecimento global, biocombustíveis, ...). Todo mundo perdeu o que apostou, pois o assunto era nada mais, nada menos que “formas de ingresso na carreira pública” + “princípios fundamentais da administração pública”, ou seja, os famosos concursados/comissionados e LIMPE (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência). Surpresa para todos, desespero para muita gente. Quanto a mim, fiquei tranqüilo, já que o assunto é velho conhecido.

Português e atualidades estavam misturados nas mesmas questões e foram cobrados de maneira tranqüila, assim como informática. Raciocínio lógico assustava a primeira vista, mas com um pouco de paciência via-se que não estava assim tão difícil. Somente me ferrei em três questões de análise combinatória, tópico pelo qual tinha somente passado os olhos. Essas foram as matérias básicas.

Nas questões relativas às matérias específicas, esperava uma enxurrada de questões de Direito Ambiental, afinal de contas, era metade dos tópicos constantes do edital e assim foi cobrado na prova de 2005. Surpresa, o número de questões desse tema foi mínimo, assim como as questões sobre administração, direitos constitucional e administrativo e agentes públicos. A maioria das questões foi sobre os tópicos de contabilidade e finanças públicas, orçamento público, administração financeira e orçamentária e planejamento. Aí o bicho pegou. Havia muitas questões complicadinhas de ler, de entender, de interpretar. A cobrança dessas matérias teve a profundidade de uma prova para a área fiscal, onde são de suma importância. Tenho certeza de que tive um bom desempenho nessas questões, mas não tão bom quanto gostaria para ficar tranqüilo.

Faltosos e desistentes

Chamou-me a atenção que na minha sala, de vinte candidatos seis não apareceram para fazer a prova. Ao final de duas horas de prova, havia somente seis candidatos ainda fazendo prova, o restante já tinha ido embora, a maioria desistente, tenho certeza.

Outros candidatos relataram números de faltas e desistências semelhantes ou até mesmo maiores nas salas onde fizeram as provas, o que por um lado pode ser uma boa notícia para quem estudou com seriedade para esse concurso.

Resumo da ópera – Está cada vez mais claro e comprovado de que os concursos públicos se tornaram uma caixinha de surpresas. Não se pode mais ter como base provas anteriores de concursos, principalmente se tiverem mais de um ano, como base para estudo, pois a cobrança tem se tornado muito mais puxada e rigorosa, com certeza em resposta ao aumento expressivo do número de candidatos. Se antes era possível ter uma boa idéia do que estudar mais ou menos tendo como base concursos anteriores para o mesmo cargo, hoje isso já não é mais possível, é preciso, isso, sim, estudar todas as matérias muito bem, pois qualquer uma pode ser a espinha de peixe que engasgará e matará asfixiados muitos candidatos.

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EXPLICAÇÃO - Ontem não teve artigo por um simples motivo, cheguei de Brasília em casa por volta do meio-dia e por conta do cansaço dormi a tarde inteira. Nada mais que o merecido "descanso do guerreiro". Não tive mesmo ânimo ou cabeça para escrever algum artigo ontem. Mas o cansaço já passou e voltamos a nossa programação normal.

Coluna da Raquel - Reflexões de uma concurseira

Olá, concurseiros! Sou a Raquel, uma legítima concurseira carioca.

Venho refletindo sobre estudar e gostaria de dividir com vocês algumas das coisas que venho concluindo a esse respeito.

Depois de dois anos estudando para concursos, concluí que entender qualquer matéria da área de ciências humanas - Direito é o maior exemplo - é uma questão de montar um verdadeiro quebra-cabeça mental. As peças vão se juntando até formar um conjunto único. O que isso tem de utilidade para você que está começando nessa luta? Isso serve de alento porque o início costuma ser difícil e monótono. Contudo, não há motivos para maiores preocupações porque, depois de um tempo, tudo começa a fazer sentido. Quem estuda com seriedade sabe do que estou falando.

Dicas sobre como estudar, ainda não me sinto confiante para dá-las porque ainda estou testando métodos de estudo. Já tentei muita coisa e creio que seja bom variar um pouco quando não está dando certo. Eu tenho conseguido melhorar meus resultados, mas ainda não cheguei lá.

Motivação eu tenho de sobra. A preguiça raramente me atinge. Sabe por quê? Eu sou extremamente apaixonada pelo objetivo de ser aprovada. Eu me vejo no futuro como uma profissional digna de orgulho. É uma questão de vocação e paixão. A estabilidade financeira será apenas conseqüência. Isso é muito importante para criar um comprometimento com o seu objetivo. Crie um vínculo emocional com ele.

Em se tratando de tempo, uma das coisas que resolvi na minha vida é o seguinte: deve-se viver cada dia de uma vez. Não se culpe pelo que não estudou no passado, mas daqui por diante, vá estudar! Falo isso porque algumas pessoas se cobram muito. Portanto, não se culpe pelo que não deu para estudar, pois acontece com todo mundo, até mesmo com alguns primeiros colocados com quem conversei. Todos nós temos momentos ruins!

Veja bem, isso não irá eximi-lo(a) de procurar, dentro do que é possível, fazer o melhor. Então, carpe diem! Aproveite todo o seu tempo livre. Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer! Seja um concurseiro sério.

Quando estiver estudando, não despreze detalhes por excesso de auto-confiança. Os examinadores vêm se superando, cada vez mais, quando o assunto é criar questões difíceis. Saia da posição de conforto.

Outra coisa que recomendo: não seja um concurseiro inseguro e mesquinho que, se puder, atrapalha seus "concorrentes". As aspas foram colocadas porque nossos verdadeiros concorrentes somos nós mesmos. Isso é óbvio e todo mundo repete isso, mas nem todo mundo pratica. O bom concurseiro busca superar as próprias dificuldades. Só que somente você poderá fazer sua prova, mais ninguém! Portanto, se não for ajudar, não atrapalhe as outras pessoas.

Quando estiver se sentindo inseguro e triste, recomendo a leitura das postagens antigas, que ouça a palestra da Lia Salgado. Tenho quase certeza de que você se sentirá melhor.

Aprenda a exercitar a sua paciência para esperar a sua "fila" andar e chegar a sua vez de ser aprovado. Afinal, concurso é questão de maturação e espera. A fila vai andando até que chegará a sua vez.

Em se tratando de isolamento, considero como algo inevitável. Ficar ausente, deixar pessoas com saudades de você é absolutamente é normal, mas passageiro. Peça compreensão.

Resumo da Ópera: Estudar para concursos é uma questão de respirar fundo e agüentar firme porque é apenas uma fase na sua vida. Quanto mais disciplinado você for, mais rápido sua aprovação chegará.

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MÚSICA DO DIA
Notinha: Aqui vai a música Suddenly I see - KT Tunstall do filme ´O Diabo veste Prada` que serve para ajudar a dar força e auto-confiança para mulheres concurseiras.

Coluna do SOLITÁRIO CONCURSEIRO - Se conselho fosse bom ninguém dava, vendia (Parte 2)

Devo confessar, meu desejo de passar em concurso é enorme. Já fui classificado em alguns, não fui chamado pra nenhum até o momento, mas meu nome está lá, ninguém tira. Essa é a graça do concurso público. Mas o que mais me mantém estudando é o exercício que faço. Transformo esse desejo em motivação diária que me faz vencer a inércia da vida. Como? Olhando para o futuro, me colocando no lugar de pessoas que chegaram lá e seguindo uma série de conselhos e dicas que juntei ao longo do caminho.

Falando em dicas, neste artigo trago mais algumas delas. Lembro que são dicas que uso e que serve pra mim, mas podem não servir pra você. Tire o máximo de proveito, afinal, conselho é bom e melhor ainda é colocá-los em prática quando funcionam.

9. Estudar cansa: não existe uma pessoa que eu conheça que apenas estuda para concursos, não trabalha, e que diga que prefere estudar à trabalhar. Estudar é uma atividade cansativa e cruel. E quando todos os seus amigos vivem em festas é pior ainda. A praia, o clube, as festas podem esperar, sua vida não. Lembre-se que estudar é um pequeno sacrifício que você faz hoje em prol do seu futuro.

10. Dez Milhões de concorrentes, e daí?!: não importa a quantidade de candidatos e sim a qualidade do seu estudo. Saiba que se você se preparar bem pra uma prova, não vai importar a quantidade de pessoas inscritas. Existe muita gente que entrou na moda dos concursos de pára-quedas, aliás essa é a grande maioria. Portanto, estude e não se preocupe com quantidade de inscritos.

11. Tempo é dinheiro: assim como no mundo dos negócios, em concursos tempo também é dinheiro. Imagine você fazer cursinho, comprar livros caros e no final gastar seu tempo surfando na Internet ou vendo televisão. No final das contas você não vai conseguir aquele salário almejado e ainda perderá todo o dinheiro que investiu tentando.

12. “Apressado come cru”: o ditado é antigo, mas atual. Quanto mais pressa você tiver para passar em concurso, mais dificuldade terá para estudar e mais ansioso ficará no dia da prova. Tenha paciência, planeje seu estudo. Toda hora sai um novo concurso, não tente abraçar o mundo.

13. Tenha horários: a disciplina ao estudar traz grandes benefícios. Procure planejar seu dia, sua semana e seu mês. Reserve seu horário de estudos e liste o restante das atividades no tempo que sobrar. Organize o seu horário e seja persistente mesmo se o cansaço bater.

14. Rede de contatos: assim como no mercado profissional, tenha a sua rede de contatos concurseiros. Troque informações, materiais e dicas. Mas cuidado, tem muita gente que só quer “sugar”. Corra dessas pessoas e mantenha atualizadas suas fontes de pesquisa.

15. Toda hora é hora: concurseiro de verdade é aquele que só pensa nisso 24 horas por dia, não perde tempo e estuda sempre que tem a oportunidade. Seja no ônibus, no carro, na fila do banco, na academia, toda hora é hora de estudar.

16. Planejamento: isto é o que eu dou mais valor ao estudar para concursos (isso vale um artigo dedicado). O planejamento é a semente da sua conquista, é com ele que você irá trilhar o seu sucesso, vai se disciplinar e vai enxergar perfeitamente o seu objetivo.

17. Aprenda fazendo: aqui vai uma historinha. Conheço uma pessoa que não tinha mais pra onde correr, por conta do desemprego perdeu tudo. A sua única forma de voltar a trabalhar era como servidor público. Ele não sonhou baixo, focou em um cargo que lhe traria todo o seu padrão de vida perdido e se trancou em um quarto, fez 1.000 exercícios de cada matéria e no final obteve êxito. Fazer provas anteriores é a chave do sucesso em concursos públicos, não basta estudar a matéria teórica. Conheço gente que nunca abriu um livro de Direito Constitucional, aprendeu a matéria toda através dos exercícios. Pense nisso.

18. “...afinal eu sou gente”: é verdade, mesmo tendo virado um chato, um verdadeiro anti-social, é preciso relaxar, procure se divertir um pouco, mas cuidado! Relaxar não significa extrapolar, saiba que uma noite mal dormida e bebidas alcoólicas fazem muito mal ao cérebro. Um dia de lazer, pode virar três dias sem estudos.

19. Muito não basta: não pense que é porque estudou 14 horas por dia durante 6 meses é o bastante. Pensando assim você estará menosprezando seu concorrente que pode ter estudado 2 horas por dia , porém com mais qualidade que você. Estude com vontade sempre, pois você só saberá se a sua preparação foi suficiente no dia da prova.

20. Continue sonhando!: Essa foi a primeira e também será a última dica de preparação para o concurso dos seus sonhos. Durante a sua preparação, sonhe e mantenha-o vivo. O sonho é o seu combustível nessa empreitada.“Sonhe porque o amanhã é feitos dos sonhos criados, acariciados e cuidados no hoje”.

Resumo da Ópera: “Se não puder destacar-se pelo talento, vença pelo esforço”.

Bons estudos!

Tiago Gomes, um solitário concurseiro especialmente para o Concurseiro Solitário.

Concurso-Tur

Tenho uma amiga, advogada recém-formada, que começou a estudar para concursos públicos alguns meses antes de mim. Ela estuda bastante, é muito séria e inteligente, mas faz algo que acho que a está prejudicando. Ela opta por fazer ou não concursos dependendo da cidade serão as provas. Se for praia, ela vai. Se for cidade com lugares legais para visitar e sair à noite ela vai. Se for cidade menor ou sem atrativos, ela nem pensa em se inscrever no concurso.

Tempos atrás argumentei com ela que isso não deveria ser seu foco, que poderia a estar atrapalhando tanto nos estudos quanto nas provas. Ela respondeu “desde o ano passado eu não faço outra coisa senão estudar, estudar, estudar. Qual o problema em quando for prestar prova unir o útil ao agradável e também fazer um pouco de turismo para espairecer?”. Vê-se que ela está irredutível nessa decisão.

Quando fiz cursinho pré-vestibular, também conheci muitos vestibulandos que adoravam fazer turismo na época dos vestibulares. Os caras se inscreviam em uma dezena de vestibulares pelo Brasil afora e ficavam dois meses viajando. Tínhamos até um nome para essa prática, vestibo-tur. Extrapolado para o mundo dos concursos públicos, temos o concurso-tur.

Sinceramente não acho que dê para unir a pretensão de ir bem em provas de concursos públicos, onde a dificuldade e concorrência acirrada são as palavras de ordem, com fazer turismo. Tenho vários motivos para sustentar minha opinião. Vejamos.

1 – Quando alguém decide fazer concurso-tur, cria de cara uma expectativa quanto à viagem pelo seu lado prazeroso. A pessoa passa a pensar nos lugares os quais visitará, o que vai fazer, quanto poderá gastar, que tipo de programas preferirá fazer. Essa expectativa atrapalha os estudos. Quando começa a estudar para aquele concurso, batata, uma parte do cérebro já começa a pensar no turismo. Isso atrapalha, pois o concurseiro já não estudará com 100% de atenção.

2 – Viajar para fazer provas é caro, por mais que se tente economizar. Fazer turismo também é caro, por mais que se tente economizar. Juste os dois e você gastará bastante, muito mais do que esperava. A não ser para quem tem uma boa folga financeira, esse custo extra com o turismo significará ter de deixar de comprar algum bom livro de estudo, fazer um bom cursinho, se inscrever e prestar outro concurso. Não creio que valha a pena desviar recursos financeiros que deveriam estar sendo utilizados para encurtar o tempo necessário para ser aprovado e empossado só para fazer um pouco de turismo.

3 – Viajar por prazer, necessariamente, tem de ser feito sem preocupações, para relaxar, esquecer um pouco os problemas, recarregar as baterias. Agora, como alguém pode pensar fazer isso quando viaja para prestar provas de concurso, uma situação altamente estressante e encharcada de ansiedade? A não ser que a pessoa não esteja nem aí para o tal concurso, não dá para relaxar, esquecer os problemas e, muito menos, aproveitar os prazeres que a cidade visitada oferece.

Por esses e outros motivos que acho que concurseiros sérios não devem pensar em turismo quando viajam para prestar concursos públicos. Claro, não sou tão xiita a ponto de dizer que não se deva tirar um tempinho para dar uma volta e espairecer, mas no mais é se concentrar, dar uma lida nos resumos das matérias mais difíceis, enfim, se preparar para a prova. É isso que os atletas profissionais de sucesso fazem. No futebol são vários os exemplos dos grandes times e jogadores (inclusive a seleção brasileira em copa do mundo) que se ferram em jogos fáceis porque no dia anterior foram para a balada ao invés de se concentrarem para o jogo. Porque alguém acharia que com concurseiros seria diferente?

Resumo da ópera – Eu sou do time que prefere colocar o turismo na lista de coisas a serem feitas depois da posse em um bom cargo público. Pensem comigo, depois de empossados teremos tranqüilidade, dinheiro e muito mais satisfação para podermos viajar para onde quisermos, com quem quisermos, com toda a tranqüilidade do mundo, poderemos aproveitar a viajam, descansar, tomar todas e cair na balada até depois do sol nascer sem remorso. Isso é muito melhor do que fazer um turismo tenso e com gosto de culpa, ao mesmo tempo em que se garante uma bela perda de potencial competitivo nos concursos prestados.

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PERGUNTA DO DIA

O que você acha daqueles concurseiros que escolhem os locais de prova pensando, principalmente, em fazer um pouco de turismo? Você acha que quem faz isso não está muito a fim de estudar sério para passar? Você acha que dá para conciliar turismo e concursos?
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MÚSICA DO DIA
Steven Seagal é um ator conhecido por seus filmes que misturam artes marciais com tiroteios e muita pancadaria. Há alguns anos o cara lançou um CD de blues, que no começo foi recebido com espanto e receio, mas que logo foi elogiado pela qualidade sonora. Publicações especializadas, críticos e blueseiros importantes e respeitados elogiaram o trabalho. Realmente é o cara é bom cantor. Com vocês, do seu primeiro CD "Mojo Priest", um blues cujo nome lembra bastante nossa guerra nos concursos públicos, "Slow Boat to China".

Perdido num labirinto de materiais de estudo

Quando o assunto é material de estudo, todo concurseiro sério empina as orelhas e ouve com atenção triplicada. Afinal de contas, todos querem saber quais são e ter acesso aos melhores materiais de estudo, aqueles que renderão mais conhecimento com menor esforço e tempo de estudo. É fato que, dependendo do autor e da didática, um mesmo assunto pode ser apresentado de forma clara e tranqüila ou obscura e de difícil entendimento.

O problema é quando essa busca se transforma numa compulsão por acumular materiais de estudo. Isso acontece com freqüência e com a maioria dos concurseiros. Começa de forma inocente, com um pensamento do tipo “livro/apostila extra nunca é demais”, e vai-se juntando material. Depois de algum tempo, voilá, é tanta coisa que fica difícil decidir que material usar para estudar determinada matéria para determinado concurso público.

O maior problema de juntar material de estudo demais é no tempo que passa a ser gasto para escolher com qual estudar. O concurseiro tem certeza absoluta que o material que tem é muito bom e que cada peça tem seus méritos, logo não consegue decidir por um ou por outro. Pensa coisas do tipo “esse livro é muito bom, trata muito bem do assunto X ... mas esse outro livro também é muito bom e explica direitinho o assunto Y ... de outro lado, essa apostila também é muito boa e tem um resumo ótimo do assunto Z”.

Outro problema é que quando bate o desespero na semana final de estudo antes da prova. Não raro vem aquele sentimento de que se tivesse usado outra opção de material, o estudo teria sido melhor e se estaria mais bem preparado para a prova.

Como quase tudo na vida, peca-se tanto pelo excesso quanto pela falta. É preciso ter equilíbrio na decisão de qual material é bom o bastante para ser guardando e sempre estudado, descartando-se o restante. Não falo somente de material em papel (livros, apostilas, ...), mas também de material digital (ebooks, apostilas em PDF e Word). Imagine abrir uma pasta no computador contendo material de estudo digital de Direito Constitucional e encontrar umas vinte apostilas e ebooks do assunto. Só de abrir cada um e analisar se é o melhor para estudar para determinado concurso, já se foi metade de uma manhã ou tarde de estudo.

Para evitar esse problema, acho que existem algumas regrinhas fundamentais para ajudar na decisão de que material de estudo vale a pena guardar:

Regra 1 – Critério: O concurseiro deve ter critério na hora de classificar o material de estudo. Criando classificações fica fácil fazer isso. Meus critérios de classificação são “ótimo” para materiais bem escritos, claros e que abarquem a maior parte de determinada matéria ou assunto, “bom” para materiais que valem a pena guardar por tratar parte do assunto de maneira ótima e, finalmente, “ruim” para material pouco claro, superficial e por aí vai. Eu só mantenho material “ótimo” e, excepcionalmente, algum material “bom”, descartando todo o resto.

Regra 2 – Bom senso: O que mais tem por aí é material de estudo para concursos públicos. São milhares de livros, apostilas, de papel e digitais, sites e tal. É preciso bom senso para lidar com tudo isso. Se você já tem um material ótimo para determinada matéria, não precisa ficar mais olhando tudo que é material alternativo para a mesma matéria. Não é porque o material está sendo oferecido de graça ou muito barato que você não pode deixar de adicioná-lo ao seu material de estudo.

Regra 3 – Desprendimento: Material de estudo “mais ou menos” deve ser descartado. Se forem livros ou apostilas, você pode vendê-los, doá-los para outros concurseiros ou para bibliotecas públicas. Se for material digital, é para isso que existe no computador a tecla “delete/apagar” no teclado do computador. Se um material que você considerava “ótimo” foi substituído por outro material melhor, não há porque manter o material substituído.

Resumo da ópera – Materiais de estudo não são moedinhas para serem acumuladas. Ter muito material vai somente complicar sua vida e tomar tempo precioso de estudo. Aqui vale o conselho do “pouco é muito”, tenha pouco material, mas que seja o melhor disponível, pois assim você não terá dor de cabeça na hora de saber com que material estudar as matérias a serem cobradas nos concursos públicos em que se inscrever.

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PERGUNTA DO DIA

Você acha que muito material de estudo é bom ou ruim para o concurseiro? É melhor ter material sobrando para ter opção de fontes ou ter pouco material e não correr o risco de não saber com o que estudar?
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MÚSICA DO DIA
Chill out (ou chillout) é um termo derivado para a palavra "relaxar" em inglês e designa um estilo musical emergido na década de 90 como um termo geral para vários estilos de música de relativa melodia e baixo tempo feitas por produtores contemporâneos na música eletrônica. Heather Nova é uma das expoentes desse gênero e "Aquamarine" um de seus maiores sucessos. Então, relaxem e bons estudos.

DICA PRÁTICA - Pasta de Orientação de Concurso

Sou daquele tipo de pessoa que não é muito organizada no sentido convencional do termo, mas que me localizo bem em minha bagunça. Desde que comecei a estudar sério para concursos públicos, soube que não poderia me dar ao luxo de ser desorganizado porque isso somente me atrapalharia.

Hoje, um ano depois de começar a estudar, ainda não posso dizer que sou totalmente organizado, mas já sou bem mais organizado do que quando comecei. Mantendo as coisas em seus lugares e usando técnicas de disposição de material, não perco muito tempo para saber qual matéria estudarei em tal horário, onde está o material de estudo para cada matéria e tal. Isso é imprescindível para o concurseiro, pois assim não se quebra a concentração e o ritmo de estudo.

Desde o começo sempre briguei com os editais dos concursos. Imprimia aquele punhado de páginas e quando precisava de alguma informação ia procurar no edital. Como a maioria dos concurseiros, comecei a marcar as informações mais importante para visualizá-las mais facilmente quando necessitasse. Comecei com o marcador de texto (daqueles verdes), depois passei para as canetinhas coloridas. Não adiantou muito, sempre achei que perdia tempo demais procurando no edital as informações que precisava. Então um belo dia, enquanto assistia um filme, tive uma boa idéia para resolver esse problemas.

O filme se passava na época da Guerra Fria e lá pelas tantas, numa base de lançamentos de mísseis nucleares, os personagens precisavam descobrir como cancelar uma contagem regressiva de lançamento. Então pegaram uma pasta com procedimentos e logo acharam o que precisavam saber. Bingo. Bolei então o que chamo de Pasta de Orientação de Concurso.

Para cada concurso que me inscrevo monto uma dessas pastas. Nela estão todas as informações que vou precisar sobre o concurso, tudo organizado de forma a tornar a consulta rápida e prática. Vejamos como faço essa pasta.

O material para confeccioná-la é bastante simples. Uma pasta de plástico transparente daquelas com presilhas e uma dezena de plásticos perfurados, para proteger as folhas de papel com as informações do concurso, já que serão manuseadas muitas e muitas vezes.

Primeiro monto uma folha de rosto no Powerpoint com a sigla do órgão que promove o concurso, o título “Pasta de Orientação” logo abaixo e então uma imagem que tenha haver com a função do órgão (para o MMA usei uma imagem de floresta, para o do MPOG uma foto com várias notas de Real). Como a pasta é transparente, sempre será visível essa folha de rosto, tornando fácil encontrá-la em meio ao material de estudo.

A segunda página eu chamo de “sumário do concurso”. Nessa página listo todas as informações básicas do concurso, como os cargo que vou concorrer, salários e número de vagas, período de inscrição, valor da inscrição, data da prova, quadro de matérias com o número de questões de cada matéria, se haverá questões discursivas, data provável de divulgação do gabarito e do resultado final, período de interposição de recursos. Essa página é muito útil, já que as informações que ela contém estão dispersas ao longo do edital e são as mais chatas de encontrar.

Nas páginas seguintes listo as matérias que serão cobradas em prova, com os respectivos tópicos. Primeiro as matérias básicas, depois as específicas e depois as mais específicas ainda. Nessa parte tomo o cuidado para deixar o nome das matérias em negrito e cada tópico numa linha ao invés de num bloco único de texto, o que torna muito mais fácil o controle do que já foi estudado e do que falta ainda estudar.

No último plástico da pasta, guardo o comprovante de pagamento da taxa de inscrição, o comprovante de inscrição impresso do site da organizadora, o local de prova e tudo o mais.

Notem que não há segredo em montar uma pasta assim, qualquer um pode fazer. A parte das matérias não precisa ser redigitada, claro, basta copiar do PDF do edital com a ferramenta de cópia de texto do leitor de PDF. Não gasto mais que meia hora para montar uma dessas pastas e até o resultado final do concurso não perco mais tempo lendo e relendo o edital atrás de informações.

Resumo da ópera – Concurseiro precisa de todo o tempo disponível para estudar. Não dá para se dar ao luxo de perder meia hora lendo editais cada vez que precisa de uma informação básica como a data da prova ou os tópicos que serão cobrados da matéria X. Montar pastas de orientação é ser organizado nos estudos, é poupar tempo e paciência preciosos para o estudo efetivo das matérias que serão cobradas no concurso. Por que você não tenta? Garanto que vale a pena.

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MÚSICA DO DIA
A música de hoje é uma mistura muito interessante. O Gotan Project, um grupo musical francês, deu uma inusitada roupagem de tango a um clássico do jazz, "Round About Midnight" do mestre Thelonius Monk ... e funcionou.

Considerações sobre o concurso do STF

Ouvi dizendo que tem gente até apelando para consultoria mística (leia-se astrologia, leitura de cartas, bola de cristal, ...) na tentativa de decidir se vale a pena ou não se inscrever no concurso do STF, com provas marcadas para o primeiro final de semana de julho.

Esse é um bom concurso. Bastante vagas, salário legal e matéria tranqüila. Aí que ta o problema, está todo mundo achando que essa bondade toda vai atrair uma multidão de centenas de milhares de candidatos altamente preparados, tornando a concorrência acirradíssima e levando a nota de corte às alturas.

Eu faço parte do diminuto grupo que aposta justamente no contrário, de que, na verdade, todo esse alvoroço vai é afastar um grande número de candidatos fortes e que, no final, das centenas de milhares de candidatos, a maioria será bucha de canhão, concurseiros pára-quedistas, gente que fará a prova com pouco preparo achando que será ungido por Deus para ganhar uma vaga, isso mesmo, ganhar, porque não tem a mínima chance de realmente concorrer por uma delas.

De qualquer forma, não se iludam, a batalha será sangrenta, feia e brava, como todas as batalhas em concursos públicos.

Como vou prestar provas para as áreas administrativas, focarei nelas, mas muito do que disser tenho certeza de que também vale para quem concorrerá a uma vaga nas áreas judiciárias.

Vejamos, as matérias básicas comuns a todos os cargos serão Português, Atualidades e Noções de Informática. Nenhuma novidade, todos os concursos cobram isso. Português é matéria para sempre ser estudada. Atualidades é estar ligado no que acontece no mundo. Noções de informática e estudar e praticar sempre. Nenhum segredo aqui.

ANALISTA ADMINISTRATIVO

Em conhecimentos complementares temos Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Administrativo, Código de Ética dos Servidores do STF e Regimento Interno do STF. Os dois primeiros são “arroz de festa”, cobrado na maioria dos concursos públicos. Os outros dois são o diferencial, matérias específicas para esse concurso que até o dia do edital pouca gente ao menos sabia que existia.

Em conhecimentos específicos temos Direito Constitucional, Direito Administrativo, Noções de Administração, AFO (Administração Financeira e Orçamentária), Noções de Matemática Financeira, Noções de Administração de Recursos Humanos e Noções de Administração de Materiais. Mais uma vez, nada de diferente do que geralmente é cobrado para analistas administrativos em concursos públicos.

Para esse cargo vejo dois complicadores:

1 – Poucas vagas oferecidas, apenas 05 (sendo 01 para deficientes).

2- Matéria muito variada para relativamente poucas perguntas por matéria. Como a CESPE geralmente cobra tudo que está no edital, já viu.

TÉCNICO ADMINISTRATIVO

Em conhecimentos específicos temos Noções de Direito constitucional, Noções de Direito Administrativo e Gestão Administrativa, nada mais que isso.

Para esse cargo estão sendo oferecidas 44 vagas (sendo 03 para deficientes).

Para esse cargo também vejo dois complicadores:

1 – O grande número de vagas vai atrair uma horda de candidatos, mas muita gente mesmo.

2 – Apenas três matérias, duas delas arroz com feijão. Isso significará somente uma coisa, uma variedade enorme de tópicos cobrados em prova e muitas pegadinhas.

Resumo da ópera – Realmente fica difícil decidir em que cavalo apostar nessa corrida. De um lado temos todos os sinais que apontam para um concurso concorridíssimo. De outro lado, há a possibilidade desses sinais apocalípticos afastar muitos concurseiros mais preparados, que preferirão estudar para outros concursos menos badalados. Como diz o velho ditado popular, “quem viver, verá”.

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PERGUNTA DO DIA

Você acha que o concurso do STF será tão difícil e concorrido como muitos estão pensando ou que, por isso mesmo, espantará muita gente e será mais tranqüilo do que todos imaginam?
Essa pergunta deve ser respondida em nossa comunidade no Orkut. Basta clicar no homenzinho ai em cima (você precisa estar conectado no Orkut em outra janela de navegador para ser levado à página de resposta).

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MÚSICA DO DIA
Antes que alguém me acuse de só gostar de música velha, de flashbacks, olha aqui uma música nova em folha. Direto das pistas de dança européias, um remix moderninho de um sucesso do Pet Shop Boys, "Read My Mind" com The Killers.

Concurseiro Total Flex

Ontem perguntaram-me no chat qual o método de estudo que uso. Se essa pergunta tivesse sido feita no final do ano passado, teria respondido, sem sombra de dúvida, que usava e recomendava o Método das Horas Líquidas (se você não o conhece, procure nos artigos anteriores que descrevo em detalhes como funciona). Mas a pergunta foi feita ontem e minha resposta foi de que depende das matérias que tenho de estudar, do meu humor, do tempo até a prova, de vários fatores, ou seja, dependendo do cenário, uso um método diferente.

Essa flexibilização de posicionamento tem haver com uma mistura muito bem vinda de maturidade concursídica e respeito ao modo como funciono. Sou uma pessoa muito ativa, beiro à hiperatividade. Minha personalidade é assim e tenho de lidar com isso. Muitas vezes me sentia preso, engessado, ao usar somente o Método das Horas Líquidas, que tem seus melhores resultados quando usado com extrema disciplina. Num dado momento, concluí que ficar preso somente naquele método estava fazendo com que subutilizasse minha capacidade de estudo, o que não era nada bem-vindo. Então resolvi aderir à moda dos carros flex e me tornar um concurseiro flex, flexível em termos de métodos de estudo.

Há diversos métodos de estudo que podem ser usados com mais ou menos sucesso no preparo para concursos públicos. Alguns concurseiros preferem se agarrar a um método e fechar os olhos para os outros. Isso é ótimo quando a pessoal se dá bem com o método e tem um aproveitamento ótimo de estudo. Quando a pessoa se agarra ao método errado, uma hora ela acaba sacando que deve mudar de método para ter um aproveitamento melhor, o que também é ótimo, pois “antes tarde que nunca’. Só que algumas pessoas, assim como eu, simplesmente terão seu melhor aproveitamento fazendo um rodízio de métodos de estudo.

É como fazer uma longa viagem, variando o combustível dependendo da região de forma a otimizar o desempenho e economia de combustível. Nas regiões próximas a refinarias ou que demandam menos potência do motor, usa-se gasolina. Nas regiões próximas de usinas de cana ou que demandam mais potência do motor, usa-se álcool. E assim vai, passando pelo gás combustível, biodiesel, combustível nuclear e tal.

Sou uma dessas pessoas, descobri no começo do ano. Como não sou burro nem nada, logo procurei aceitar essa característica e aproveita-la como fator de sucesso na minha guerra pessoal no mundo dos concursos públicos. Hoje não tenho um método fixo de estudo. O método que usarei depende da época, do meu humor e cansaço, do que tenho de estudar, do tempo disponível para estudar. Parece complicado, mas não é. O processo de escolha é automático, não preciso gastar muito tempo para decidir qual método usar.

Vejamos brevemente os métodos que mais uso.

Método das Horas Líquidas – Esse método é o preferido de muitos concurseiros. Divide-se o tempo disponível de estudo em horas e define-se com antecedência quantas horas estudar cada matéria. A chave desse método é o controle rígido de tempo, que deve ser feito na base do cronômetro. Uso esse método quando tenho de estudar uma matéria árida ou que não gosto, mas que tenho de mastigar bem mastigada, e o tempo para fazer isso não é muito.

Método da Imersão Total – Nesse método estuda-se unicamente uma matéria por um período longo o suficiente para que possa ser totalmente destrinchada. Uso esse método quando tenho tempo de sobra e geralmente em períodos semanais. Por exemplo, tiro a semana somente para estudar direito constitucional, o tempo todo.

Método da Imersão Parcial – Essa é uma variação encurtada do método anterior, onde estuda-se o dia todo uma determinada matéria. Uso somente para matérias que já estudei bem e preciso revisar para um determinado concurso.

Método dos Blocos de Estudo – Venho utilizando esse método bastante. Nele o dia é dividido em blocos de estudo. Cada bloco tem um pedaço da matéria de um determinado edital. Estuda-se cada bloco dando mais atenção à qualidade de estudo que ao tempo gasto, ou seja, que pode estourar um pouco o tempo ou mesmo terminar antes do previsto. Uso quando tenho um tempo razoável até as provas de um concurso e são muitas as matérias para estudar.

Método dos Tópicos – Esse método tem um pouco do método da Imersão Parcial e dos Blocos de Estudo, que utilizo quando o concurso cobrará poucos tópicos de cada matéria e o tempo disponível para estudar não é muito longo. Seleciono uma série de tópicos de cada uma das matérias de acordo com a extensão de cada tópicos e então os estudo até dar conta de todos eles, utilizando, no máximo, metade de um dia de estudo para cada bloco, sendo que geralmente divido o dia em três blocos de estudo.

Resumo da ópera - Há, claro, vários outros métodos de estudo, muitos que você conhece e eu não conheço. Se você é do tipo de pessoa que se dá bem utilizando somente um único método, não faça a burrada de fazer diferente. Do mesmo modo, se você é parecido comigo e não se dá bem utilizando somente um método de estudo o tempo todo, não faça a bobagem de querer se forçar a ser alguém que não é. O que importa, no final, é somente uma coisa, estudar pelo menos 90% do tempo com 90% de eficiência, seja utilizando um método, dois, dez métodos.

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PERGUNTA DO DIA

Quem métodos de estudo você usa? Prefere usar somente um método ou varia de método conforme a necessidade?

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MÚSICA DO DIA
Para começar a semana, nada melhor que um flashback lá do início dos anos 90. "Bad Bad Boys" com o trio afro-suíço Midi, Maxi & Efti. É isso mesmo, duas das meninas são irmãs, etiopianas, e a terceira é uma amiga eritréia, cujas famílias procuraram uma nova vida na Suiça ... isso que é globalização.

Bate-papo semanal

Bate-papo do Concurseiro Solitário
(Hoje, domingo, a partir das 20:00)

Vá ao chat do IG (http://batepapo.ig.com.br)

Escolha nas opções de salas o Afinidades.

Escolha o canal Atualidades.

O bate-papo será na Sala 1, onde já estou.

Hoje não tem artigo

Infelizmente a Flávia não pôde enviar um artigo para esse domingo, já que ela está se mudando de apartamento e colocando as coisas no lugar na nova morada.

Nao se esqueçam que hoje tem Chat do Concurseiro Solitário às 20 horas. Passem por aqui um pouco antes para saber o endereço da sala de bate-papo que será usada.

Coluna do SOLITÁRIO CONCURSEIRO - Se conselho fosse bom ninguém dava, vendia.

Definitivamente concurso virou moda. A busca pela estabilidade no emprego leva, todos os anos, quase 10 milhões de pessoas a se inscreverem em concursos públicos em todo o país. A indústria dos concursos movimenta mais de R$1 bilhão em inscrições, cursinhos, editoras e comércio de apostilas e livros. Hoje em dia vende-se material para concursos desde a banca da esquina às grandes redes de livrarias do país. A variedade de material, cursos, sites e blogs é imensa e por isso pode gerar muita dúvida e muitos contratempos.

Devemos confiar em materiais baixados da internet? Confiar no que usuários postam em fóruns? Acreditar em dicas e macetes? A resposta está dentro de nós. Eu procuro sempre observar - onde faço os meus cursinhos – os professores, a estrutura e o material utilizado, sempre buscando a melhor relação custo X benefício. Na internet procuro notícias em sites e blogs que são mantidos por pessoas, assim como eu, interessadas em aprender, interagir e ajudar aos outros.

Pensando nisso tudo, reuni algumas dicas e experiências pessoais que tive ao longo desse tempo que venho estudando para concursos. Irei postá-las aos poucos ao longo de vários artigos, mesmo porque se fizesse de uma vez só, ficaria um artigo muito longo e pesado. Lembro que essas dicas são pessoais e se de um lado servem muito bem pra mim, por outro podem não servir pra você.

1. Sonhe!: Tudo começa com o sonho de ter uma vida melhor, ajudar a família, casar, ter um carro novo, uma casa, enfim ... sonhe. Seus sonhos é sua fonte de motivação. Mas não apenas sonhe, canalize e transforme os sonhos em energia para os estudos.

2. Concurso como objetivo de vida: Você agora tem um objetivo: passar em concurso. Então, incorpore o espírito concurseiro e vá estudar, afinal de contas, ninguém fará a prova para você.

3. “Família, eu quero estudarr!!!”: Apoio da família é fundamental. Pai, mãe, marido, esposa, namorado(a), filhos, sobrinhos, tios, primos, procure a compreensão de todos. Mostre que você está estudando para realizar um sonho e que precisa da ajuda de todos. O carinho da família conforta e diminui o estresse diário dos estudos.

4. “Tô ligado!”: Todo concurseiro deve ser antenado com o que ocorre no mundo dos concursos. Claro, ler um bom jornal, assistir ao noticiário, ler uma boa revista semanal e passear por portais de notícias é fundamental, mas de agora pra frente, as notícias que mais interessam são sobre concursos públicos. Existem vários sites e blogs com notícias confiáveis sobre concursos. Não deixe de passar pelo D.O.U (Diário Oficial da União) digital na seção 3, é lá que são publicados todos os editais de concursos para a área federal.

5. Boato? Tô fora!: Fuja dos boatos. Imagine que a área de concursos é uma grande Bolsa de Valores, ou seja, um mercado altamente especulativo. Todo dia pipocam notícias que o concurso tal está pra sair, que foi lançado um novo livro de direito com todos os macetes possíveis vai revolucionar o mercado, o curso que o fulano vai ministrar vai sobre técnicas de prova irá fazer com que o candidato acerte 95% da prova só no chute e seja aprovado sem estudar. Boatos só atrapalham a concentração e o foco que você precisa ter para estudar, portanto, fuja deles.

6. Tô chato, e daí?!: Vire um chato. Em época de preparação para concurso é período de total dedicação. Fale, pense, sonhe, alimente-se, viva para o concurso. Depois, quando você passar, todo mundo vai dizer que você é uma pessoa muito inteligente e, acredite, gente boa vai falar isso.

7. Atividades extras: Procure fazer exercícios físicos pelo menos 3 vezes por semana. Além de ser ótimo para saúde, você não ficará ansioso e terá muita energia para estudar. Agora, se você, além do exercício físico faz aula de violão, curso de pintura em xícaras, dá aula de catecismo, é voluntário em causas sociais, cuidado. Isso pode te atrapalhar. Faça assim, suspenda todas essas atividades e quando você estiver lá com o seu cargo, poderá fazer tudo que quiser e ainda sobrará tempo.

8. Investimentos: Fazer cursinhos e comprar livros e apostilas não são gastos e sim investimentos. Procure sempre pelo melhor custo x benefício. É melhor estudar por um livro não tão barato do que estudar por um material baixado da internet totalmente desatualizado.

Resumo da ópera: É necessário ter muita força de vontade e determinação para trilhar o caminho da aprovação em concursos públicos. Cada vez está mais difícil, o nível de dificuldade dos exames aumenta a cada dia, assim como o nível de preparo dos candidatos sérios. Não perca tempo. Prepare suas armas, leias as dicas acima e procure adaptá-las a você. Todos lutamos pelo mesmo sonho, sermos empossados em um cargo público ou melhorar de cargo dentro do serviço público. Não desanime, nunca, e lembre-se sempre que “se você tem um plano, vai acabar executando-o; se você não tem um plano, o executado é você” (William Douglas).

Continua no próximo artigo.

Tiago Gomes, 24 anos, publicitário e solitário concurseiro especialmente para o Concurseiro Solitário.

Respondendo algumas perguntas

Hoje é dia de responder algumas perguntas enviadas por leitores do blog nas últimas duas semanas. Posso demorar um pouco para responder, mas é por um bom motivo, para juntar um pouco mais de perguntas e centralizar tudo.

Vamos lá.

Você irá estudar para o concurso da Receita Federal ?

Por enquanto não penso em estudar para a Receita Federal, não. Meu foco no momento está sendo cargos administrativos principalmente do judiciário. Como as matérias de estudo para carreiras fiscais são bem diferentes das dos cargos que são meu foco atual, não tenho como compatibilizá-las.

Gostaria de saber como você faz para organizar a matéria que vai estudar. Muitas vezes eu separo umas duas horas por matéria e não termino um ponto, você acha que deveria continuar e adiar a outra matéria?

Boa pergunta. Eu não tenho um único método de organização e estudo. Tudo depende da minha motivação, animação, gosto pela matéria e urgência do estudo. Algumas vezes estudo duas ou três matérias ao longo do dia, outras vezes estudo uma única matéria. Também quanto a estudar o material programado ou passar para outro sem terminar o anterior, depende. Por exemplo, se noto que estou enrolado na matéria porque não estou num dia bom para estudar aquela matéria em especial, pulo. Se notar que estou enrolado porque a matéria é difícil, estudo até terminar.

Esse assunto merece ser tratado num artigo. Semana que vem postarei esse artigo, fique de olho.

Que tal falar sobre recursos das questões? Você já ingressou com algum?

Outro assunto que merece um artigo, que também publicarei na semana que vem. Posso adiantar que já ingressei, sim, com quatro recursos em uma prova do TJSP feita pela Vunesp, todos para questões de informática.

Você sempre fala que devemos nos motivar e tal, mas o que você faz para conseguir ficar grudado na cadeira??? Estou sofrendo com isso...

Penso em como será a vida depois da aprovação. Penso que além do lado financeiro muito mais tranqüilo, também passarei a ostentar aquela aura de “o cara é fodão, passou em concurso público”. Não, não se escandalizem, porque vocês também gostarão de ostentar essa aura, mesmo que agora neguem. Concurso público se tornou tão difícil, que o mérito de ser aprovado se tornou, mais do que nunca, motivo de orgulho. E não devemos ter vergonha de nos orgulharmos quando vencermos essa guerra. Pense nessas coisas e você achará a cadeira muito mais confortável e os estudos muito mais interessantes.

Vi que você usa a internet para pegar resumos. Achei alguns resumos prontos mas queria saber se você os usa somente como base e vai completando ou se você estuda só por eles pois quando não tem tempo de fazer um próprio, que seria melhor?

Cada pessoa tem um jeito de fazer resumos. Alguns preferem resumos mais superficiais, outros mais detalhados. Dependendo do assunto, pego na Internet resumos postados por outros concurseiros ou professores , dependendo faço meus próprios resumos do zero. Quando pego resumos de outras pessoas, sempre os adapto às minhas necessidades, seja tornando-os mais superficiais ou mais detalhados. Raramente uso um resumo sem modificações. Inclusive, algumas vezes adaptar um resumo pode ser muito mais interessante em termos de aprendizado da matéria do que fazer um do zero.

Uma pergunta que sempre me faço e se será sua idéia com o blog também treinar sua escrita para uma eventual prova de digitação? Se for, é uma excelente idéia.

Em primeiro lugar, esse blog é minha terapia diária. Tudo o que escrevo aqui tem haver com minha realidade pessoal como concurseiro. Se posso fazer isso também ajudando outros concurseiros que vivenciam o mesmo drama, por que não fazê-lo? Mas não vou negar que escrever artigos para o blog também é exercitar a redação, a argumentação, o português e a digitação.

A prova para o STF é no dia 6 de julho, não junho.

Já corrigi o engano, obrigado por apontar o erro.

Sempre recebo perguntas recorrentes sobre alguns temas, então é mais fácil reuni-los em tópicos do que responder cada pergunta individualmente. Vejamos.

Sobre sugestões de apostilas – Como já disse antes em alguns artigos, há por aí tanto ótimas apostilas, quanto apostilas vagabundas. Não existe uma editora ou cursinho que lance somente um tipo. Sob uma mesma marca você encontra os dois tipos. Meu conselho é para que antes de comprar uma apostila, deve-se folheá-la com cuidado, verificar os tópicos abordados, a profundidade. Somente com uma análise cuidadosa é possível saber se tal apostila é boa ou não. Há muitas apostilas que são excelentes, melhores que livros. Outras trazem somente a transcrição de leis que podem ser encontradas gratuitamente na Internet. Tempos atrás vi o site de uma dessas “editoras” de apostilas onde os preços não passavam de R$20. Pedi uma amostra da apostila em PDF. Quando recebi, vi que era somente um apanhado de leis, nada mais.

Sobre sugestões de cursinhos – Até hoje não fiz nenhum cursinho, portanto não tenho conhecimento pessoal para indicar algum. Sorry.

Sobre trocar banners - Claro que quero trocar banners com outros bons sites e blogs concurseiros. Inclusive vou preparar um para o Concurseiro Solitário essa semana. Quem quiser fazer, deixe seu email para contato, por favor.

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O artigo “Concurseiros mudos” criou uma certa polêmica. Vários colegas enviaram mensagens dizendo que não concordavam com minha opinião expressa no artigo e que preferiam o silencio para se concentrar para a prova e outros motivos mais.

Respeito todas as opiniões. Cada um age conforme acha melhor para si. Minha crítica, no entanto, foi voltada especialmente para aqueles concurseiros que querem usar o silêncio como um tipo de arma contra a concorrência, o que é uma grande bobagem, convenhamos.

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Gente, amanhã (sábado) e no domingo serão postados dois ótimos artigos de colaboradores do blog. Não deixem de dar uma passadinha por aqui para lê-los e comenta-los. Acreditem em mim, são ótimos artigos que merecem serem lidos.

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MÚSICA DO DIA
"Get no satisfaction" é um dos grandes sucessos do rock´n roll. Hoje trago para vocês esse sucesso com uma roupagem diferente, uma mistura muito sensual de salsa com big band e voz de Frankie Ruiz. Nada melhor para terminar a semana, só falta uma boa Pinã Colada e uma morena caribenha com um decote generoso ... hum hum ... bom final de semana de estudos.


Concurseiros cegos

O tão esperado concurso do STF (Supremo Tribunal Federal) está correndo e as provas serão no dia 06 de julho. Imaginemos que um candidato fictício, o Austragésilo, vai prestar esse concurso. Ele decidiu fazer concursos públicos no final do ano passado e começou a estudar em janeiro de forma light e mais ou menos contínua, uma ou duas horas cinco vezes por semana. Até hoje já prestou três concursos para diferentes áreas, sendo reprovado em todos, mas não se interessou muito em ver o que errou e acertou ou qual sua classificação.

Quanto Austragésilo terá de desembolsar para prestar o STF? Vejamos os custos prováveis que ele levantou.

Inscrição para os cargos de Analista e técnico – R$100,00
Material de estudo – R$250,00
Passagens aéreas com desconto (ele mora em São Paulo) – R$350,00
Uma diária de hotel – R$120,00
Táxi aeroporto/hotel/local de prova/aeroporto – R$80,00
Alimentação e diversos – R$100,00

TOTAL – R$1.000,00


Nosso amigo Austragésilo é um típico concurseiro cego. Não que ele seja portador de necessidades especiais, que não vê por alguma deficiência no aparelho visual, nada disso, ele não vê é a burrada que está fazendo, o esforço e dinheiro que está jogando fora.

Prestar concursos públicos é estudar, estudar muito. Não adianta querer se enganar achando que estudar mais ou menos durante alguns meses renderá um ótimo cargo público, estável e com salário que beira os dez mil reais. A não ser que a pessoa tenha uma super-inteligência ou compre o gabarito da prova de algum fraudador de concursos públicos, não terá condições de realmente concorrer ao cargo com tão pouco tempo de estudo, mesmo se estudar integralmente.

Ser aprovado em concurso público é uma missão no mínimo de médio prazo. Para quem estuda integralmente, verifica-se a aprovação após um período de um ano e meio a dois anos de estudo. Para quem estuda por volta de cinco horas por dia esse prazo salta para entre dois ano e dois anos e meio de estudo. Claro que há variações, alguns conseguem aprovação antes, outro depois, tudo vai depender do conhecimento anterior de algumas matérias, do nível de interesse e um punhado de outros fatores.

O que importa é que passar em concursos públicos não é algo fácil que se consiga fazer estudando uma horinha por dia durante três ou quatro meses, defintivamente.

O que o Austragésilo deveria fazer então. Vejamos. Primeiro ele deveria parar para pensar se realmente quer estudar sério para concursos públicos, se realmente quer se dedicar. Decidido a fazer isso, deve então montar um planejamento de estudo de longo prazo para dominar as matérias básicas (português, raciocínio lógico e matemático, informática, direito administrativo e direito constitucional). Isso levará por volta de oito meses de estudo sério.. Vencida essa etapa, terá então condições de estudar as matérias específicas dos concursos que decidir prestar, tendo alguma chance de ser aprovado, pequenas mas reais. Então, estudando continuamente diversas matérias, uma hora vai atingir uma massa crítica de conhecimento que o levará a aprovação não apenas em um, mas em vários concursos públicos.

Ou seja, o Austragésilo deveria deixar a cegueira de lado e ao invés de investir esses mil reais para prestar um concurso público no qual ele não tem a mínima chance de ser aprovado, usar esse dinheiro para se preparar com seriedade e qualidade, seja adquirindo bons materiais ou fazendo um bom cursinho das cinco matérias básicas.

Quanto a prestar concursos públicos durante seu preparo, claro que ele deve fazer, pelo menos um por mês. Mas ele não precisa gastar uma grana para prestar concursos em locais distantes, quando há tantos concursos próximos de onde mora nos quais ele não gastaria mais que o valor da inscrição e uns R$50 para transporte, lanche e uma garrafinha de água para a hora da prova.

Resumo da ópera – O que não faltam por aí são concurseiros cegos que gastam uma grana preta prestando concursos nos quais não têm a mínima chance de serem aprovados. Esses concurseiros somente engrossam as estatísticas de candidatos inscritos e recheiam os bolsos das organizadoras de concursos, nada mais. O pior aspecto dessa cegueira concursídica são o desânimo e frustração que prestar tantos concursos sem chance de ser aprovado acaba trazendo, o que geralmente leva a pessoa a desistir da carreira pública achando que é burra demais para isso, algo que a afetará pelo resto da vida.

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PERGUNTA DO DIA

Se preparar e prestar concursos públicos não é fácil e não é barato. O que você acha dos concurseiros que não vêem que estão jogando dinheiro fora quando prestam concursos sem estudar ou somente por esporte? Como você considera o fator custos em seu planejamento?

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MÚSICA DO DIA
Para hoje separei uma música que apesar de ser bem velhinha, nunca deixa de ser dançante e animada. Nessa regravação de Rachid Taha, o sucesso “Rock El Casbah”

Concurseiros surdos

Certa vez li um artigo de arqueologia (assunto que me fascina) no qual em certo ponto o autor dizia algo mais ou menos assim:

A evolução das sociedades é baseada no acúmulo de conhecimento, onde cada geração dá sua parcela de contribuição para o banco central do conhecimento. Infelizmente o ser humano tem uma tendência nata a não querer ouvir seus pares sobre modos diferentes de fazer as coisas. Isso vem desde o tempo em que nossos antepassados viviam nas cavernas, continua hoje e, com toda certeza, acompanhará nossos tetranetos quando forem colonizar outros mundos. Resistimos a aceitar que outras pessoas possam conhecer soluções mais eficientes que as nossas. Queremos trilhar os caminhos mais curtos e empregar o menor esforço para fazer as coisas, mas resistimos quando outras pessoas querem nos dar receitas melhores que as nossas”.

É interessante como temos uma resistência menor quando se trata de ouvir conselhos de estudo, de orientação ou de motivação quando são dados por professores ou de concurseiros vitoriosos que já garantiram sua vitória na guerra em que ainda lutamos. Claro que esse pessoal sabe mais e tem muito a ensinar, isso é fato, mas onde está escrito que outros concurseiros igualmente ou até menos preparados que nós não podem saber de segredos e truques muito eficientes que talvez não conheçamos?

Essa é a surdez a que me refiro, a resistência em ouvir conselhos quando esses não vêm de fontes “aprovadas pelo público e pela crítica”. Se você é leitor desse blog, você não é surdo, afinal de contas, você está lendo conselhos de alguém que ainda não venceu na guerra dos concursos públicos, mas luta como você, tem as mesmas decepções, esperanças, dificuldades.

No começo do ano encontrei com uma amiga que me disse que me disse estar se preparando para um concurso público que seria promovido por uma prefeitura da região onde resido. Disse para ela que já estava estudando havia seis meses e que poderia dar algumas dicas se ela quisesse. “Não precisa se preocupar. Estou fazendo um cursinho e estou legal. Obrigada”. Não esquentei a cabeça, se ela não quis aceitar minha oferta de ajuda, não faria um drama. Duas semanas antes da prova encontrei-a novamente e perguntei como estavam indo os estudos. “Não conseguirei dar conta de estudar toda a matéria do edital. Estudei como os professores disseram, mas como nunca tinha visto as matérias de direito, estou cheia de dúvidas e agora não dá tempo de rever tudo. Se Deus quiser o que estudei será suficiente para eu passar”.

Vocês acham que essa menina estava na lista de aprovados do tal concurso? Podem ter certeza de que não. O maior erro dela foi não ouvir. Não digo ouvir somente a mim, mas a todos os concurseiros que estão por aí dispostos a ajudar. Se ela tivesse me ouvido, lido artigos sobre técnicas de estudo em blogs e sites de concursos, lido mensagens de motivação e dicas em forums concurseiros, com toda certeza ela teria se saído muito melhor. Não digo que os professores do cursinho onde ela estudou a orientaram de forma errada, mas com certeza não a orientaram o suficiente.

Vejamos três bons motivos para ouvir outros concurseiros:

1 – Não adianta querer achar que se sabe todas as técnicas de estudo, todos os modos de resumir a matéria, todas as dicas, porque ninguém sabe tudo. Logo, ouvir outros concurseiros é aumentar seu arsenal de armas de estudo.

2 – Muitas vezes conhecemos boas técnicas e dicas, porém essas não são as mais eficientes. Ouvir outros concurseiros poderá significar descobrir versões melhoradas e mais atuais das técnicas e dicas que você usa, o que significará melhor estudo com menos esforço.

3 – A variedade de conhecimento é a chave para o sucesso. Um concurseiro que conhece um amplo leque de técnicas e dicas terá muito mais chances de se sair melhor nesse mar de variedade que são os concursos públicos do que o concurseiro que tem somente algumas poucas cartas na manga. Lembre-se que uma técnica pode ser ótima para uma banca, porém muito ruim para outra.

Resumo da ópera – Um dos maiores pecados de muitos concurseiros é ser surdo, não ouvir os colegas concurseiros, não dar alguma atenção ao que eles têm a ensinar somente porque estão no mesmo nível de preparo que você ou em um nível menos adiantado. Ouça sempre, pois no mínimo você vai conhecer mais uma técnica ruim que não deve ser usada. Agora, se você encontrar concurseiros surdos, não gaste muito seu tempo tentando obrigá-los a ouvir. É aquela história, “ouve quem quer, fala quem tem juízo”.

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PERGUNTA DO DIA

Todo mundo conhece pelo menos alguns concurseiros que nunca ouvem conselhos, dicas, orientações. O que você acha dessas pessoas que querem fazer tudo sozinhas? Você acha que fazendo isso elas se prejudicam e ao seu estudo? Ou você acha que estão certas de não ouvir outros concurseiros?
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MÚSICA DO DIA

A música de hoje é um clássico do cinema, o tema do filme “Cantando na chuva”, só que com uma roupagem moderninha na voz de Jamie Cullum, boa para um barzinho tranqüilo numa noite chuvosa de sábado. Uma dica, se você nunca assistiu a esse filme, assista, é muito bom.

Concurseiros mudos

Sou um tagarela, confesso. Gosto de falar com outras pessoas, m/e faz bem. Falo quando estou feliz, quando estou triste, na fila do banco, fazendo compras no supermercado, até em velório dou um jeito de bater-papo. Amigos dizem que falo ainda mais quando estou nervoso e só posso acreditar.

Desde a época do vestibular estranhei como quem tem o mesmo objetivo se evita, como se conversar com outros candidatos fosse uma forma de “entregar o ouro ao bandido”, dando ao concorrente alguma vantagem competitiva extraordinária. Eu nunca acreditei nisso. Muito pelo contrário, sempre acreditei que conversar com o máximo de concorrentes possível é, isso sim, uma ferramenta estratégica incrível que a maioria desconhece, porque o que vale ouro é a informação.

(In)Felizmente isso também acontece no universo concursídico.

Por exemplo, no ultimo domingo prestei a prova prática de digitação para o cargo de escrevente do TJSP. Foram 180 candidatos convocados para prestar essa prova na circunscrição em que me inscrevi, divididos em turmas de 20 candidatos agendados para diferentes horários. Desde o momento em que cheguei ao local de prova até cinco segundos antes do seu início, puxei conversa com outros candidatos. A maioria estava tensa, nervosa, “com os nervos a flor da pele”, e após um receio inicial rolava um bom papo sobre aquele concurso, outros concursos e também assuntos banais. O mais interessante é como alguns candidatos se recusavam até a olhar diretamente para seus colegas de prova, quanto mais falar alguma coisa.

Vejamos o que ganhei tagarelando antes dessa prova:

1 – Descobri que apesar de ser um concurso para trabalhar numa cidade do interior paulista, pelo menos na minha turma havia vários candidatos de outros estados e também paulistas de cidades distantes. Além disso, apesar de ser um concurso para nível secundário, a maioria das pessoas tinha grau universitário. Essas pequenas informações são preciosas por comprovarem que a concorrência, mesmo em um concurso de menor vulto e nível secundário, não deve ser desprezada, pois não é formada única e exclusivamente por candidatos locais com nível de instrução médio, mas por concurseiros de longe com instrução mais elevada e que, com toda certeza, não estariam ali se não tivessem estudando muito sério.

2 – Descobri que vários candidatos já haviam prestado aquela prova em um dos dois concursos para o mesmo cargo que haviam sido realizados meses antes, ou seja, não eram concurseiros de primeira viagem, mas também não forma bem o suficiente para serem aprovados antes.

3 – Descobri que quase todos os candidatos com quem conversei estão prestando outros concursos melhores, ou seja, estão usando o método da escada, se forem empossados naquele cargo vão ficar somente até serem nomeados para cargos melhores.

Gente, isso é conhecer o perfil da concorrência, é estratégia pura. Ela é valiosa porque dá a real dimensão da guerra dos concursos públicos, da qualidade da concorrência, do quanto e como você terá de se preparar para se sair vitorioso.

Acho muito engraçado aqueles concurseiros que antes da prova fazem cara de poucos amigos, ficam num canto com expressão soturna, como costuma dizer amigo concurseiro, “fazendo cara de ninja”. Até parece que isso traz alguma vantagem competitiva. Eu não acredito que traga. Acho que só deixa o concurseiro ainda mais tenso, o quê, com toda certeza, refletirá na hora da prova.

Além do lado estratégico, bater papo com outros candidatos antes da prova trás ganhos adicionais muito interessantes. Vejamos.

Diminui a tensão – Todo mundo chega ao local de prova tenso. Isso é fato. Bater-papo com outros candidatos que você nunca viu na vida ajuda a combater essa tensão. Conversar distrai, relaxa, e além disso você passa a ver os outros candidatos como realmente são, gente como você, não gente superdotada que sabe tudo e vai gabaritar a prova com o mínimo esforço.

Torna o ambiente menos hostil – Se você passa a ver seus colegas de prova como gente normal, isso torna o ambiente menos hostil. Podem fazer o teste. Geralmente ficamos um bom tempo na sala de prova aguardando a entrega dos cadernos de questões. Nesse meio tempo, conversar com que está ao seu redor torna o ambiente mais leve, menos opressivo. Agora, se todo mundo fica mudo, olhando uns para os outros disfarçadamente, o ambiente fica pesado e isso influi no desempenho de todos os candidatos que estão lá.

Permite formar uma rede de informações – Sempre troco email com gente que conheço quando vou fazer concursos. Tenho amigos que conheci assim. Isso vale mais que ouro. É assim que tenho acesso a ótimos materiais de estudo, fico sabendo de dicas de estudo muito boas, que me motivo sabendo que gente que conheço foi aprovada e está sendo empossada. Além disso, no futuro próximo conhecerei gente trabalhando em diversos órgãos públicos, o que por si só, é algo muito bom.

Resumo da ópera – Deixe a timidez de lado nos dias de prova e tagarele um pouco. Puxe conversa com outros candidatos antes e depois de entrar na sala de prova. Conversei sobre o tempo, sobre técnicas de estudo, sobre de onde cada um é, sobre o quanto cada um se preparou. Intercale assuntos concurseiros com assuntos banais. Colha informações estratégicas enquanto relaxa, se distrai e conhece gente legal. Você só tem a ganhar com isso, garanto por experiência própria.

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Escrevi um artigo contando como foi a prova prática de digitação para o cargo de escrevente do TJSP especialmente para o blog do professor Douglas, que é voltado para concursos do estado de São Paulo. Para quem quiser conferir, o endereço é www.professordouglas.com

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PERGUNTA DO DIA

O que você acha dos concurseiros que não conversam com outros concurseiros, seja no dia da prova ou em qualquer dia? Você acha que estão certos, que isso é perda de tempo? Ou você acha que estão errados, que informação é tão importante quanto estudar as matérias do edital?

Essa pergunta deve ser respondida em nossa comunidade no Orkut. Basta clicar no homenzinho ai em cima (você precisa estar conectado no Orkut em outra janela de navegador para ser levado à página de resposta).

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MÚSICA DO DIA
Hoje a música é para derreter os corações das concurseiras que visitam o blog. Com vocês "More than this" com Maniacs.

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