Seus problemas acabaram!

Todo final de ano é a mesma coisa. Em meio às festas, trocas de presentes, panetones de todas as qualidades, apelo irrefreável ao consumo e papais noeis fajutos, não pode faltar o clássico “mudança de vida x soluções milagrosas”.

Ao exemplo de nosso amigo Jack, o Estripador, vamos por partes.

“Mudança de vida” – É no final do ano que muita gente entra numas de que sua vida não é como foi sonhada tempos atrás, de que não aconteceu no ano que finda todas as coisas boas que gostaria que tivessem acontecido, não foram cumpridas todas as promessas feitas no natal anterior. Ou seja, a vida está uma droga e precisa melhorar. Isso é uma coisa boa, claro, pois nos impulsiona a buscar algo melhor, não nos deixa ficar acomodados.

“Soluções milagrosas” – Essas soluções são quase tão velhas quanto a humanidade. Sempre tem alguém oferecendo atalhos que, supostamente, permitirão que solucionemos nossos problemas, que mudemos nossa vida para melhor de modo muito mais fácil e rápido do que usando soluções tradicionais que envolvem esforço, trabalho duro e escolhas geralmente não muito agradáveis de serem feitas.

O que isso tem a ver com concursos públicos? Simplesmente tem tudo a ver. Vejamos.Temos um final de ano de crise que trouxe de volta para o cotidiano do brasileiro o fantasma do desemprego. Quem já não perdeu o emprego está morrendo de medo de ser a próxima vítima, ainda mais que é fato que em janeiro haverão muito mais demissões. Nesse “mato sem cachorro” tem muita gente decidida de “mudar de vida”, conseguir um emprego onde não morra de medo de ser demitido, onde não tenha de se submeter à exploração por parte dos patrões “sem poder dizer um ah” por medo de estar na próxima lista de demissões. Esse é terreno fértil para cursinhos e editoras de concurso venderem sua solução milagrosa, claro. Já vi várias propagandas do tipo “concursos públicos: o remédio para o desemprego” e “mude de vida agora mesmo, torne-se um servidor público”.

Imaginem um cara que está empregado na iniciativa privada, tremendo de medo de ser demitido, cheio de contas para pagar. O cara já jogou em todas as loterias disponíveis, jogou no bicho, não abre mão de participar de sorteios de prêmios, mas até agora não conseguiu ganhar nada. O cara está desesperado e não para de pensar que precisa encontrar uma solução mágica para resolver seus problemas. Então ele passa por uma banca de jornal e vê uma chamada sugestiva do tipo “Seja servidor público, salário de R$5 mil com estabilidade para o resto da vida”. Claro que ele abraçará essa solução mágica!

Se esse contingente de “concurseiros em busca de uma solução mágica” afeta a vida dos concurseiros sérios? Claro que afeta e em vários pontos. Vejamos alguns.

Concursos mais difíceis – É fato que os organizadores dos concursos e as bancas responsáveis por sua realização trabalham a dificuldade das provas de acordo com o número de candidatos. Quanto maior o contingente de candidatos, mais estreito tem de ser o funil.

Material de estudo mais caro e difícil de encontrar – Claro que cursinhos e editoras aproveitarão esse momento de aumento da demanda por seus produtos e serviços para ganharem mais e isso é feito com a majoração de preços e restrição na oferta. Já está sendo mais difícil e caro comprar muitos títulos mais famosos de matérias comuns em concursos públicos como Direito Constitucional, Direito Administrativo, Português, entre outros.

Custos de fazer prova mais caros – Quanto mais gente for prestar um concurso público, mais cara será a viagem para todos. Hotéis mais baratos lotam mais rápido, passagens idem, táxis aumentam o preço das corridas nos dias de prova.

Cobrança maior – Acho que essa é a pior parte. Quando “gatos e cachorros” estão prestando concursos, maior é a cobrança por parte de conhecidos, colegas, amigos e parentes. Concursos públicos ficam em evidência, assim como quem os está prestando. Daí é gente perguntando toda hora “você já passou?” ou “quando você começará a trabalhar”.

Resumo da ópera – É, amiguinhos, tem gente que acredita nessa “solução mágica” de que concursos públicos são a solução para todos os problemas trazidos pela crise. Mal sabem os que compram essa solução que o bicho é bravo, muito bravo, e que para “comerem a carne, terão de roer muito osso”, algo que somente nós, concurseiros sérios, sabemos e estamos preparados para enfrentar.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Clipe do dia

Idéia muito criativa deste casal. A música é a “No Air”. Para assistir, PRIMEIRO dê o play no vídeo DA DIREITA, vai aparecer uma contagem regressiva nele, então quando chegar a 00, dê o play no vídeo DA ESQUERDA. Cuidado nessa parte, senão os vídeos não ficarão devidamente sincronizados, que é a alma da coisa.

Ripado do blog www.chongas.com.br


Hora de arrumar a bagunça

Concurseiros são especialistas em juntar papelada, isso é fato. São livros, apostilas, impressos, editais, resumos, anotações, simulados, e por aí vai. São pilhas e pilhas de papelada que são usados com mais ou menos freqüência, companheiros de luta dos concurseiros em seu estudo diário.

O problema é que tudo em excesso atrapalha. Estudo em excesso atrapalha a saúde e a concentração. Concursos em excesso atrapalham o preparo correto para enfrentar as provas. Livros em excesso dificultam o estudo. Papelada solta, então, nem digo, atrapalham de todos os modos possíveis, para guardar, para encontrar algo, para organizar, para qualquer coisa.

Que tal aproveitar o final de ano para tirar uma folga e organizar toda essa papelada que você juntou ao longo do ano? Eu farei isso, preciso fazer isso, e tenho certeza de que o mesmo vale para você também.

Até para organizar a papelada é preciso de método, senão a tarefa se torna uma tortura e no final se perde tempo e esforço para se conseguir, apenas, uma bagunça um pouco maior que aquela que havia no começo. Por isso vou apresentar para vocês meu método de organização da papelada, que venho usando faz alguns anos e funciona muito bem.

1º Passo – Juntar a papelada

A primeira coisa a fazer é juntar em um mesmo lugar toda a papelada que você irá organizar. Não adianta nada ter papelada no quarto, na sala, no banheiro, no guarda-roupa, e então fazer várias organizações parciais em cada lugar, porque depois da segunda organização parcial você perderá a paciência e não quererá mais mexer com isso. Então, junte tudo em um único lugar.

2º Passo – Separar por utilização

Essa seleção é, geralmente, muito difícil para o concurseiro. Nela é necessário dividir a papelada em quatro grupos. O primeiro é o grupo do material que será muito utilizado nos seus estudos do próximo ano. O segundo é o grupo do material que será utilizado eventualmente, ou seja, que é importante para seu estudo do próximo ano, mas que não será usado constantemente. O terceiro grupo é o que vai para doação, aquele material de boa qualidade que você não utilizará mais, mas que será muito útil para outros concurseiros se doado diretamente para eles ou para uma biblioteca pública. O quarto grupo é o que vai para o lixo, aquele material que não tem mais valo de estudo e também não pode ser aproveitado por mais ninguém, como anotações e resumos..

3º Passo – Separar por tipo

Ao contrário da seleção anterior, essa seleção é muito fácil de ser feita, bastando agrupar o material por matérias. Por exemplo, tudo o que é de Direito Constitucional fica junto, mas separado de tudo o que é de Arquivologia e assim por diante.

IMPORTANTE – Por razões práticas, o 2º e 3º passos deverão ser realizados simultaneamente.

4ª Passo – Destinação

Agora que você tem seu material separado por grupos, chegou a hora de dar uma destinação a eles. Os materiais de uso contínuo deverão ficar em um local de fácil acesso e que permita manter a organização. Os materiais de uso eventual poderão ficar guardados em um local menos acessível. O material destinado para doação deverá ser acondicionado em caixas e doado o quanto antes, para não ficar atulhando sua casa. O material que irá para o lixo deverá ser acondicionado em sacos de lixo e descartados no lugar apropriado o quanto antes (se tiver coleta seletiva de lixo em sua cidade, coloque a papelada na lixeira para papéis).

Resumo da ópera - Pronto, feito isso você terá todo seu material organizadinho por matérias e prioridade de uso, terá dado um fim no material que não usará mais, fazendo a doação do material bom que você não usa mais terá também feito uma boa ação, e descartando a papelada no lixo reciclável terá também ajudado a preservar a natureza. Bom para todo mundo e seu estudo agradecerá muito pela organização.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Clipe do dia



Ouvi essa música pela primeira vez numa coletânea das mais tocadas no Reino Unido em Outubro. Muito legal o som nervoso do Kaiser Chiefs. A música se chama "Ruby".

Decisões estratégicas nunca são fáceis de serem tomadas

Desde quinta-feira da semana passada me vi mergulhado em um mar de dúvida em relação ao meu final de semana como concurseiro. Até a manhã de sábado fiquei perdido em uma densa neblina de dúvida e isso me angustiou. Finalmente, pouco antes do horário do almoço no sábado, achei por bem tomar uma decisão estratégia que, sinceramente, dadas outras circunstâncias, nem pensaria em tomar.

Antes de falar sobre isso, vejamos o que é essa tal “decisão estratégica”.

Decisão
[Do lat. decisione.]
Substantivo feminino.
1.Ato ou efeito de decidir(-se); capacidade de decidir; de tomar decisões.

Estratégia
[Do gr. strategía, pelo lat. strategia.]
Substantivo feminino.
1.Arte militar de planejar e executar movimentos e operações de tropas, navios e/ou aviões, visando a alcançar ou manter posições relativas e potenciais bélicos favoráveis a futuras ações táticas sobre determinados objetivos.
2.Arte militar de escolher onde, quando e com que travar um combate ou uma batalha. [Cf., nesta acepç., tática (2).]
3.P. ext. Arte de aplicar os meios disponíveis com vista à consecução de objetivos específicos.
4.P. ext. Arte de explorar condições favoráveis com o fim de alcançar objetivos específicos.
5.Fig. Fam. V. estratagema (2).

Juntando essas definições de dicionário, podemos chegar a uma boa e clara definição ... Decisão estratégia é usar da arte de escolher onde, quando e com que travar um combate ou batalha para decidir o melhor meio de atingir objetivos específicos.

É interessante como a fadiga chega sem que os concurseiros notem e, quase sempre, nos momentos mais impróprios. Isso já acontece com milhares de concurseiros sérios a cada ano e semana passada aconteceu comigo. Vejamos o que é isso.

Fadiga
[Dev. de fadigar.]
Substantivo feminino.
1.Cansaço, canseira, fatigamento.
2.Trabalho, faina, lida.
3.Diminuição gradual da resistência de um material por efeito de solicitações repetidas.
4.Med. Condição em que um indivíduo acusa crescente desconforto e decrescente capacidade física e/ou mental, decorrendo ambos de atividade prolongada ou excessiva para a sua capacidade de tolerância.

Venho estudando para concursos públicos há pouco mais de 17 meses, sem descanso, sem férias. Claro que tomo o cuidado de tirar um dia de folga a intervalos regulares, faço atividade física, cuido da saúde e da alimentação. Durante todo esse tempo isso foi suficiente para evitar que a fadiga chegasse, mas finalmente ela chegou e me também me pegou de surpresa.

Desde o final de outubro vinha me preparando para prestar dois concursos públicos em dezembro, os últimos do ano. Um seria nesse final de semana em Belo Horizonte e o outro no final de semana que vem em São Paulo. Até o final de novembro estudei tranqüilamente, com o mesmo ânimo e seriedade que sempre tive para estudar. Estava tudo ok. No final de semana passada alguma coisa mudou.

Dormi mal de sexta para sábado e de sábado para domingo. Notei que estava mais cansado que de costume. Para contornar a situação, não estudei no final de semana. Na segunda-feira me sentia melhor, então voltei à carga de estudos normal e assim também foi na terça. Na quarta-feira dormi muito mal novamente, acordei cansado, com olheiras, além disso, estava com o estômago ruim, embrulhado, como se tivesse comido uma feijoada de procedência duvidosa na noite anterior, coisa que, definitivamente, não fiz. Tomei um remedinho, lavei o rosto com água bem fria e tentei retomar os estudos ... não consegui.

Gente, é incrível como quando a fadiga chega simplesmente não se consegue estudar mais. A cabeça manda, mas o cérebro não obedece. Não é possível manter o foco, a atenção no material a ser estudado. É aquela coisa de começar a estudar e a mente dá para divagar por conta própria. Enquanto isso dá-lhe bocejos, estômago revirando, mal estar.

E lá se foi a quarta-feira, perdida entre várias tentativas sem sucesso de estudar.

Na quinta-feira meu quadro estava um pouco pior. Pensando na prova de domingo, decidi tirar o dia de folga para na sexta e sábado poder fazer uma boa revisão rápida. Dormi bastante, assistir dois filmes, fiz uma longa caminha. Miraculosamente os sintomas desapareceram, voltei a estar ótimo, 100%. Isso me deixou feliz e decido a estudar forte nos dois dias seguintes.

Sexta-feira acordei um lixo novamente. Não tive dúvida, marquei uma consulta com meu médico. O diagnóstico não foi outro, fadiga, cansaço acumulado, stress, tudo se manifestando com sintomas típicos. Na receita um bom complexo vitamínico e a recomendação para tirar duas semanas de folga.

Angústia. Estava então diante de uma decisão muito importante. Com dois concursos batendo à minha porta, fui avisado que tinha em minha arma um último disparo e que deveria escolher o alvo. Tinha duas opções:

Opção 1 – Prestar a prova de Belo Horizonte no domingo, ficar sem gás para estudar qualquer coisa essa semana e prestar a prova de São Paulo no final de semana que vem só com o que já estudei.

Opção 2 – Não prestar a prova de Belo Horizonte, mas ao invés disso descansar bastante no final de semana, de forma a usar o restante de energia que tenho para estudar o melhor que puder ao longo da semana para a prova de São Paulo e apostar nela todas as minhas fichas.

Daí lá vou eu pesar número de vagas, número de candidatos, remuneração, matéria da prova, descrições de cargo e tal e tal e tal. Fiquei toda a sexta-feira nisso e fui dormir sem tomar uma decisão.

Finalmente, no sábado, parei para pensar com cuidado novamente e decidi que minhas maiores chances dadas as circunstâncias estava em estrategicamente me abster de prestar a prova de Belo Horizonte, de forma a maximizar minhas chances no concurso de São Paulo. Pronto, tinha decidido.

Agora, gente, esse tipo de decisão não é nem um pouco fácil de ser tomada, não é mesmo. Para quem estuda sério para concursos públicos, isso tem um cheiro de desistência. Se de um lado ficamos tranqüilos porque estamos fazendo uma decisão estratégia, não desistindo de nada, mesmo assim fica uma voz baixinha no fundo da mente dizendo que estamos desistindo. E se tem uma palavra que concurseiro sério odeia é a palavra “desistência”. Graças a Deus essa vozinha não tem muita força e não demora muito a se extinguir.

Dormi muito melhor no final de semana, sinto que já descansei um pouco. Hoje acordei muito mais animado, o estômago está melhor. Mas não vou abusar, estudarei de leve, sem estresse, sem correria, sem desespero. Montei um esquema de blocos de estudos entremeados de blocos de descanso e lazer. Farei caminhadas mais longas, assistirei a um filme por dia, tirarei uns cochilos preguiçosos, tudo para poder estudar com qualidade nos blocos de estudo, sem cair novamente na armadilha da fadiga e chegar domingo bem preparado à última prova de concurso que enfrentarei esse ano. Depois serão duas semanas de férias não merecidas, mas necessárias, muito necessárias.

Resumo da ópera – Para alguns concurseiros a chegada da fadiga é facilmente previsa, para outros, como eu, chega de surpresa, sem avisar, de qualquer forma, todos os concurseiros sérios, sem exceção, uma hora ou outra, serão vítimas dela. Quando isso acontecer o melhor a fazer é tirar o pé do acelerador, respeitar seus limites, fazer o melhor que puder no curto prazo e então dar uma folga aos estudos para poder retomá-los algumas semanas depois com força total. Sofrer de fadiga é algo natural e não deve ser visto como motivo de culpa, de vergonha ou mesmo como desistência. Digo isso com conhecimento de causa.

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Clipe do dia



Na linda voz de Adele, uma música que tem tudo a ver com a fase que estou vivendo ... "Tired" (Cansado).

O peso das porcentagens

"Será coisa de quem fizer menos de 95% de acertos não ter a mínima chance de estar concorrendo realmente para uma das vagas oferecidas ... talvez até mais!"

Meu, que terrorismo!!! Vai confiando em inocência de banca...vide concurso da PRF... ou TRT 2 FCC. Se quiserem rasgar, eles rasgam tranqüilamente ... Colocam tantos textos cabeludos que neguinho fica zuretinha, aí eu quero ver o pessoal fazendo 95 %. Dúvido !

Abraços

André


O André nos enviou esse email comentando minha sugestão de guia de estudos para o concurso do TRE-MG. Acho que o assunto é importante e que merece um artigo a respeito. Então vamos lá.

Bom seria se estivesse fazendo terrorismo, mas não é o caso. Analisem comigo.

1 - O edital desse concurso é bastante tranqüilo em termos de matérias e excetuando as matérias específicas de Direito Eleitoral e de regramento interno do tribunal, não há nada exótico ou tremendamente difícil. Além disso, a remuneração oferecida é muito atraente, os tribunais eleitorais são conhecidos por terem uma carga de trabalho relativamente mais tranqüila que outros tribunais e órgãos do judiciário e todos os cargos são para Minas Gerais, onde por mais interiorana que seja a cidade, ela não fica a mais de cinco ou seis horas de distância de uma grande cidade ou capital. Por fim, as provas serão realizadas no início de março, o que dará muito mais tempo para os candidatos estudarem que a maioria dos concursos, cujo tempo entre a publicação do edital e as provas são de um mês, no máximo um mês e meio. Tudo somado resulta em apenas uma coisa, muitos candidatos muito bem preparados. Isso é fato.

2 – As matérias específicas, cuja maior parte trata de Direito Eleitoral e regramento interno do tribunal, terão peso 3. Como se trata de muita lei seca, onde a decoreba é rainha absoluta e haverá tempo suficiente para muita memorização, o bicho vai pegar.

3 – A CESPE é uma banca que tem por tradição não fazer provas extremamente difíceis. Eu, pelo menos, nunca soube dessa banca apertar tanto alguma prova de concurso a ponto de fazer o índice máximo de acertos atingidos pelos candidatos despencarem. Pode ser que isso mude nesse concurso, pode, mas acho que é muito difícil disso acontecer.

Somando 1 + 2 + 3 temos que continuo com minha opinião de que esse concurso será muito, mas muito concorrido e que a disputa entre os melhores colocados será por décimos de pontos. E isso independerá se o índice máximo de acerto seja 99% ou 79%, a disputa continuará feia.

Entendo que o André e muitos outros leitores possam ter se assustado com o que disse tanto na análise do edital quanto na minha sugestão de guia de estudo para esse concurso, mas a realidade é mesmo essa e não há como escapar dela. Na verdade, essa é a realidade dos concursos atualmente e tende a piorar ainda mais ano que vem, com a onda de demissões que estão acontecendo na Economia por conta dos reflexos internos da crise internacional de crédito.

Semana passada mesmo, dois amigos engenheiros foram demitidos de um grande banco. Os caras trabalhavam justamente numa área fortemente atingida pela tal crise, área de financiamentos. Eles ganhavam muito bem, por volta de R$6 mil, tinham uma série de benefícios. Foram demitidos juntamente com metade do departamento que tinha duzentos funcionários. em uma tranquila manhã de quinta-feira Adivinham o que eles já começaram a fazer? Bingo, estudar para concursos. Vão prestar Anatel e TRE-MG.

Alguns podem argumentar que esses meus amigos e outros tantos novos concurseiros como eles não terão chances reais de serem aprovados. Será? Esses dois amigos são casados, um tem uma filhinha de 6 meses e outro um filho de 2 anos. Eles não podem se dar ao luxo de ficarem um ou dois anos sem trabalhar apenas estudando. Os caras estão desesperados. Por terem cursado engenharia, estão acostumados a estudar feito condenados. Quem achar que esses caras, considerando que façam um bom cursinho até as provas, usem bons materiais e estudem sério, não têm chances reais de conquistar uma vaga ... bem, quem achar isso está “tapando o sol com a peneira”, está flertando com o desastre. Eu, que não sou besta, não vou subestimar esses caras!

Resumo da ópera – Gente, a briga do TRE-MG será muito feia, assim como a briga da Anatel, da Antaq, de qualquer bom concurso que será realizado em 2009. Quem não quiser acreditar nisso e estudar considerando isso como a nova realidade dos concursos públicos no Brasilestará fadado a se decepcionar e muito no próximo ano. Não caiam nessa armadilha!

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Clipe do dia


Paddys Revenge - Steve Mac

Não sei se já posei esse clique aqui antes, mas gosto tanto da música e da animação dele que estou postando novamente. De Steve Mac, "Paddy´s Revenge".

COLUNA DO TIAGO - Escolhas

Você pode ser feliz ou viver triste por não ser quem gostaria.

Você pode ser um concurseiro nato ou se esforçar para virar um ex-concurseiro.

Você pode estudar as matérias que domina ou encarar as que realmente o levará ao sucesso.

Você pode deixar que o medo atrapalhe ou insistir com muita vontade de vencer.

Você pode bater na trave sem esforço ou colecionar aprovações.

Você pode estudar sozinho ou acreditar que os cursinhos guardam todos os segredos.

Você pode falar o que pensa ou ser prisioneiro dos seus próprios pensamentos.

Você pode mentir para si mesmo ou encarar a verdade como ela é.

Você pode acreditar em você mesmo ou deixar que os outros julguem sua capacidade.

Você pode vencer ou se contentar com a vitória de outras pessoas.

Você pode continuar escravo da preguiça ou comprometer-se com seus objetivos.

Você pode escolher as melhores estratégias ou partir para o tudo ou nada.

Você pode vencer batalhas ou se preparar para vencer a guerra dos concursos.

Você pode lutar sozinho ou se juntar a milhares de soldados como você.

Você pode fazer o que gosta ou insistir naquilo que dá dinheiro mas não prazer.

Você pode escolher o seu destino ou acreditar que ele está escrito nas estrelas.

Você pode alcançar o sucesso ou viver à sombra da derrota.

Você pode ser independente ou pensar que a dependência depende do processo.

Você pode sonhar acordado ou arregaçar as mangas e viver o sonho realizado.

Você pode abrir seu caminho ou trilhar outros já percorridos.

Suas escolhas fazem você.

Que o ano de 2009 seja o seu, repleto de conquistas e realizações.

Tiago Gomes é o Solitário Concurseiro.

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Clipe do dia



Moby é o queridinho dos publicitários. Suas músicas parecem temas da nossa própria vida. "Porcelain" não é diferente. Sua batida nos remete a lembranças esquecidas e, ao mesmo tempo, reflexões sobre o futuro. É a música certa para escutar bem alto, logo pela manhã. Carpe diem!
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A V I S O S I M P O R T A N T E S

1 - Que prestará o concurso público do TRE-MG não deve deixar de ler a sugestão de guia de estudos para esse concurso que foi publicada ontem, domingo.

2 - Que tal fazermos uma brincadeira interativa para mostrarmos nosso local de luta diária nos estudos para concursos públicos? Como? Simples. Peço que vocês tirem uma foto de sua mesa de estudo e nos enviem por email para concurseirosolitario@gmail.com para que no próximo final de semana possamos montar uma galeria com as fotos. Contamos com a participação de vocês.

COLUNA DA RAQUEL SOLITÁRIA - Novas reflexões

Olá, concurseiros. Estou de volta depois de um período conturbado em que aguardava pacientemente o gabarito da prova da Aeronáutica. O gabarito saiu, eu conferi minhas notas, mas ainda falta a redação. Recorri de algumas questões problemáticas. Apesar disso, fiquei bem surpresa com a organização da Consulplan. A banca, além de divulgar gabaritos, exibiu as provas resolvidas. Isso já elucida boa parte das dúvidas. As demais ficam para a quota dos recursos mesmo. Quanto a saber se deu para mim, eu penso que, enquanto existir dúvida, existe esperança (risos). Isso eu saberei quando sair o resultado.

***

Ultimamente, venho tendo contato com concurseiros de todos os gêneros. Vocês sabem: quando se faz cursinho, se tem muitos amigos, tem-se contato com vários tipos.

Os que mais me preocupam são aqueles que esperam demais para realizar uma prova. Tudo bem que eu já passei por fase semelhante: ficava meses a fio sem realizar nenhum concursinho. Só depois eu via como aquilo era ruim para mim. Não é porque a gente coleciona uma ou algumas derrotas que se justifica esperar por sabe-se-lá-quando estaremos preparados para fazer uma prova. Muitas vezes, somos extremamente perfeccionistas e deixamos nos levar pela nossa total falta de autoconfiança. Quando conseguimos nos libertar desse vício, temos boas surpresas. Portanto, permita-se! Você, concurseiro de um concursos só, arrume coragem para fazer mais provas.

***

Concurseiros experientes: noto que existe grande preocupação em motivar o concurseiro iniciante ou aquele que está no meio do caminho.Penso que devamos dar atenção especial ao experiente. Por carregar o peso dessa palavra, esse concurseiro é visto erroneamente como auto-suficiente. Nada mais equivocado.

Essa pessoa esperou muito seu ônibus, pelo foguete que parece que não vem nunca. Essa pessoa passou pelos diversos dissabores que essa vida abnegada de estudos tem. Ouviu críticas dos leigos, adoeceu de estresse um sem-número de vezes, teve queda de cabelo, terminou namoro, passou apertos financeiros, foi muito reprovado, atravessou concursos anulados, alcançou boa colocação e não foi nomeado. No entanto, teve pulso para reagir a tudo isso.

Acontece que existem ciclos de cansaço. Enjoa-se do estilo de vida (mas nunca do sonho), começa-se a ter vontade de viver outras coisas. Afinal, até para quem aprendeu a gostar de estudar, como eu, às vezes essa rotina parece uma prisão. É NESSA HORA QUE VOCÊ DEVE SER MAIS FORTE QUE NUNCA!!!! Segura a sua onda, concurseiro(a)!!!!!!

Peço para que você, concurseiro experiente, que estuda há mais de dois anos um pouco de paciência. Falo isso porque eu ando assim também. Somos humanos, não somos máquinas. Estamos desgastados. Eu completo, em breve, 3 anos estudando para concursos. Foram erros e acertos, dramas e pequenas alegrias. Isso cansa, desgasta. Todavia, quem vence é aquele que soube administrar essa onda de cansaço. Para encerrar, fica o poema 'Mar Salgado', de Fernando Pessoa:

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Resumo da Ópera - Força acima de tudo. Tudo vale a pena se o desejo não é pequeno. Para ir além do imaginável, é preciso saber suportar a dor. Não perca as esperanças e não deixe de fazer provas. Elas sempre são reveladoras e fontes de boas surpresas.

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Clipe do dia



"Conforto dos seus braços" - Rita Ribeiro

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Gabarito do Simulado de Direito Administrativo
(publicado no último Fim de Semana Vitaminado)

1.D
2.B
3.B
4.D
5.D
6.A
7.C
8.E
9.E
10.C

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A V I S O S I M P O R T A N T E S

1 - Que prestará o concurso público do TRE-MG não deve deixar de ler a sugestão de guia de estudos para esse concurso que foi publicada ontem, domingo.

2 - Que tal fazermos uma brincadeira interativa para mostrarmos nosso local de luta diária nos estudos para concursos públicos? Como? Simples. Peço que vocês tirem uma foto de sua mesa de estudo e nos enviem por email para concurseirosolitario@gmail.com para que no próximo final de semana possamos montar uma galeria com as fotos. Contamos com a participação de vocês.

Fui nomeado ... o que eu faço agora?

“Uma coisa que achei que nunca fosse acontecer, está acontecendo... Talvez por saber que estou cada vez mais pertinho de conquistar minha vaga no serviço público, ou seja, está cada vez mais próximo de acontecer pra valer! Tenho 25 anos, sempre morei com meu pais e meu irmão. Só que sempre quis ter minha independência financeira e também morar sozinha, pois penso que assim amadureceria em vários sentidos. Mas agora, diferente do que imaginei, estou com medo! Medo de ficar longe deles. Medo de ir pra uma cidadezinha nos cafundós, sozinha, a 800km daqui. Medo de acontecer algo com eles e eu não estar por perto” (Juliana)

Esse trecho de um email enviado para o blog revela algo que passa pela cabeça de poucos concurseiros antes de alcançarem sua tão sonhada nomeação, mas que depois dela se transformam num monstro assustador que lhes tira o sono e o sossego, o fato de que muitas vezes a posse em cargo público requer mudar de cidade.

Uma coisa é estudar tendo como única meta e objetivo se aprovador em concurso público. Damos o sangue para isso, estudamos feito condenados, nos preocupamos, sofremos, corremos atrás, devoramos dezenas, centenas de livros e apostilas, milhares e milhares de páginas de texto e exercícios de matérias diversas, a maioria das quais nunca tivemos contato antes. Daí vem a grande recompensa, a nomeação para um cargo público. Choramos de alegria, pulamos, saltamos, gritamos. Tudo é festa, tudo é comemoração. Então depois do porre da comemoração a ficha cai ... tomar posse de tal cargo significa, muitas vezes, termos de arrumar as trouxas e nos mudarmos para uma outra cidade, muitas vezes distante dezenas, centenas ou milhares de quilômetros. Daí, como disse Drummond em sua poesia ... “E agora, José?”.

Uma coisa é prestar concurso público para ser empossado em um cargo a ser exercido na própria cidade onde o concurseiro reside, daí a mudança na vida é somente para melhor, afinal ele continua na cidade que conhece, próximo da família e amigos. Agora, outra coisa completamente diferente é ser empossado em uma cidade diferente e distante, um mundo completamente novo, com gente diferente, costumes diferentes.

Se a primeira possibilidade é considerada perfeita pela maioria dos concurseiros, a segunda se mostra completamente aterradora, assustadora, paralisante!

Para concurseiros mais velhos que já tiveram suas próprias casas em outras cidades, voltar para a cidade natal para a casa dos pais ou de familiares isso sim é aterrador, sendo o sonho dourado ser empossado logo para poder recuperar a vida própria, ter novamente sua própria casa, retomar sua vida que está em pause ... digo isso com conhecimento de causa. Para os concurseiros mais novos que nunca saíram de casa, como nossa amiga Juliana que enviou o email que abre esse artigo, tudo isso é, sim, de gelar o sangue, sei como é, lembro-me como é, passei por isso quando fui aprovado no vestibular e tive de sair do interior de Minas Gerais para viver na metrópole paulistana.

Vejamos alguns pontos importantes dessa questão que aterroriza a Juliana e tantos outros concurseiros que ainda não saíram do ninho.

Amigos e parentes que ficam para trás – Vejam bem, eles podem ficar para trás, mas não significa que morreram. O contato entre vocês será menor e mais espaçado, mas somente deixa de existir se você quiser. E quanto a acontecer alguma coisa de ruim, se for para acontecer acontecerão esteja você a um ou mil quilômetros de distância delas.

O coração que fica – Aqui a coisa pode ser simples ou complicada. Quando se trata de noivado ou casamento, a coisa rola mais tranqüila, afinal de contas, os lanços do relacionamento são mais fortes. Agora, quando se trata de namoro, somente se o relacionamento for baseado na confiança e na cumplicidade para a distância não ser um problema. Pense da seguinte forma, se a outra pessoa não quiser aceitar que você está partindo para buscar uma vida melhor para ambos, talvez o relacionamento não tenha mesmo muito futuro, triste, mas real.

Um estranho num mundo estranho – Para quem nunca viveu uma situação desse tipo, a possibilidade de ser um total estranho num mundo totalmente estranho e diferente parece assustadora, mas dependendo do modo como a pessoa encara a situação, pode ser tanto uma grande aventura quanto uma grande dor de cabeça. Ponha na sua cabeça o seguinte, encare a situação como uma das maiores aventuras da sua vida, tenha a mente aberta, seja amigável, vá alegremente para sua nova morada como quem vai para um grande parque de diversões, então tudo dará certo!

Lidando com a solidão – É interessante como a solidão é o principal medo dos concurseiros que estão para sair do ninho. Isso não deve ser uma preocupação, afinal de contas, é muito mais difícil lidar com o que ao mesmo tempo desconhecemos e tememos, pois aumentamos a dimensão do problema. Solidão é combatida com novas amizades e aproveitando a nova vida como servidor público.

Agora, gente, se vocês nunca pararam para pensar nessa questão, é muito importante fazer isso com muita calma e seriedade o quanto antes, para evitar que vocês passem em um concurso público, sejam nomeados e só então descubram que não estão preparados ou mesmo não querem abandonar o ninho para descobrir novas terras, daí terão de amargar a situação de vencer a guerra, mas não levar o prêmio!

Há, também, outras questões muito importantes relativas a essa questão de ser nomeado para exercício em outra cidade que poucos concurseiros levam em consideração antes de efetuarem sua inscrição no concurso. Vejamos.

Uma dessas questões, e muito importante, tem haver com a relação “remuneração x custo de vida”. Conheço alguns concurseiros que após a felicidade da nomeação levaram um banho de água fria ao fazerem as contas e descobrirem que a remuneração que receberiam mal daria para pagar as contas de viver sozinho na cidade de exercício. Viver sozinho implica em muitos gastos, com aluguel, alimentação, móveis para a nova casa, água, energia e tudo o mais. Se prestar concursos públicos tem como principal motivação melhorar de vida, ter grana para consumir e tal, acaba sendo frustrante descobrir que no final do mês mal sobram uns trocados no bolso!

Por último, mas não menos importante, há a questão do “aprender a se virar sozinho” que vem com a necessidade de mudança para outra cidade para assumir um cargo público. Acho impressionante como tem gente que não sabe montar e manter uma casa, cuidar das próprias finanças, manter a saúde e uma boa alimentação. Lembre-se que sair de casa implica em não ter mais os pais e/ou empregada para cuidar da roupa suja, fazer comida, enfim, cuidar de tudo. Então, se você está prestando concursos para outras cidades e não sabe fazer nada disso, aproveite agora para aprender a fazer alguma coisa, porque depois será tarde demais e pode ter certeza de que contratar gente para fazer tudo isso para você custará muito caro.

Resumo da ópera – Ter sua própria casa, cuidar da sua própria vida sem interferência, se independente, tudo isso é muito bom, podem acreditar. Quem teve de abrir mão temporariamente disso tudo como eu anseia por ter de volta o que se tornou tão importante, quem nunca teve pode ansiar por isso porque é, realmente, muito bom. Se você sente um frio na barriga quando pensa na possibilidade cada vez mais real de ter de abandonar o ninho e iniciar sozinho uma nova vida, assim como a Juliana, digo somente uma coisa ... é melhor que montanha russa!Vá com fé porque depois você não vai mais querer nada diferente.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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A V I S O S I M P O R T A N T E S

1 - Que prestará o concurso público do TRE-MG não deve deixar de ler a sugestão de guia de estudos para esse concurso que foi publicada ontem, domingo.

2 - Que tal fazermos uma brincadeira interativa para mostrarmos nosso local de luta diária nos estudos para concursos públicos? Como? Simples. Peço que vocês tirem uma foto de sua mesa de estudo e nos enviem por email para concurseirosolitario@gmail.com para que no próximo final de semana possamos montar uma galeria com as fotos. Contamos com a participação de vocês.

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