Hoje o blog faz aniversário!

Quando comecei a estudar para concursos público no ano passado, não demorou muito para eu sentir falta de algo além de bom material de estudo e dicas de como estudar direito para poder enfrentar essa guerra. Apesar da boa quantidade de websites e blogs voltados para concursos públicos, sentia falta de algo mais humano, mais centrado nas expectativas, medos, forças, fraquezas, certezas e dúvidas dos concurseiros. Procurei muito por algo assim na Internet, o máximo que encontrei foram mensagens esparsas em fórums concurseiros.

Um belo dia pensei “se ninguém faz, farei eu” e então criei esse blog, cujo nome representava exatamente como me sentia isolado de outros concurseiros, Concurseiro Solitário.

No começo eu escrevia sozinho sobre minhas experiências na guerra dos concursos públicos, fazia algumas divagações, reclamava de algumas coisas. Sinceramente, escrevia como uma forma de terapia diária, como uma forma de externalizar o que sentia ... sem precisar pagar para um analista me ouvir fazendo cara de paisagem ... hehehe. Só que outros concurseiros começaram a ler o que eu escrevia e começaram a se identificar com tudo aquilo. Comentários começaram a ser postados, a terapia individual passou a ser de grupo.

Hoje o Concurseiro Solitário é lido por milhares de concurseiros todos os dias, tem uma equipe de excelentes articulistas, recebe comentários, agradecimentos, sugestões e tal (apesar de que gostaríamos que mais gente comentasse, agradecesse, sugerisse ... fica a dica). O blog hoje é citado por concurseiros, por outros blogs, por websites, por professores de cursinhos. Não, não ganhamos nem um tostão com isso e nem queremos. O que nos anima e nos faz seguir em frente é sabermos que com nossos artigos diários, ajudamos muitos concurseiros como nós mesmos a continuar lutando por seu sonho de uma vida melhor na carreira pública, a acreditar que é possível alcançar esse sonho, a não se deixar abater. Quer prova melhor de que a vitória é possível que a vitória recente de nossa amiga Flávia Crespo, que está com data de posse marcada no TJRJ?!

Algumas coisas tornam o Concurseiro Solitário único na Internet brasileira:

1 – Quem escreve no blog é gente que luta na guerra dos concursos públicos da mesma forma como quem lê. Somos todos concurseiros e, portanto, nos entendemos melhor que ninguém.

2 – Temos atualização diária, de domingo a domingo. Todos os dias (com raras falhas) publicamos artigos inéditos.

3 – Não fazemos isso com finalidade de ganhar dinheiro, nem propaganda temos no blog.

A responsabilidade é grande. Não é raro de recebermos emails de concurseiros declarando que somente continuam na guerra dos concursos públicos porque podem contar com a força que passamos através do blog. Já recebemos vários mails de leitores que alcançaram a vitória e nos agradeceram porque parte desse sucesso nos é devido. Isso tudo requer responsabilidade, pois estamos lidando com algo muito precioso e sensível, a esperança e a motivação das pessoas.

Planos para o blog temos muitos, mas também temos paciência. Vamos fazendo alguns projetos especiais ao longo do tempo, temos outras surpresas no forno, mas tudo sem correria, com calma. Já nos perguntaram porque não lançamos um livro ... lançaremos, depois da nossa vitória, da nossa posse.

Resumo da ópera – Fico muito feliz em estar comemorando um ano de aniversário do blog. Só ganhei com essa idéia. Ganhei motivação e coragem para lutar, ganhei amigos, ganhei a certeza de que estou ajudando outros concurseiros, tudo isso vale ouro, gente!

Charles Dias, o Concurseiro Solitário.

Clipe especial de aniversário


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Em outubro do ano passado eu estava deprimida demais. Eu era reprovada sempre nos concursos para os quais estudava, tirava as mesmas notas que muitos concurseiros que fingiam estudar, o que acabava com a minha auto-estima.

Comecei uma busca alucinante por mecanismos para melhorar minhas técnicas de estudos. Buscava no Orkut, buscava no Google, quando me deparei com um sujeito no Orkut que divulgava na comunidade "Eu estudo sozinho para concursos" o seu blog. Muito desconfiada, pois há muita coisa ruim pela Internet, eu li o primeiro artigo desse rapaz. Eu fiquei muito desconfiada, pois ele usava um perfil com cara de fake (risos).

Lido o primeiro artigo, gostei e comecei a acompanhar mais. Eu sempre ficava com medo de comentar porque, até então, eu tinha medo de me expor pela Internet. Foi com o artigo "A fila anda" que eu resolvi tomar coragem para comentar e procurei saber mais sobre o blog em questão. Daí, intriguei-me com o nome Concurseiro Solitário, sua descrição e todo o layout! Depois disso, virou minha leitura diária.

Simplesmente, eu fui tocada por aquele artigo, pois refletia exatamente o momento triste em que eu vivia e ali estava a solução. Depois de muito participar, eu até ganhei um artigo só pra mim (risos), pois eu estava em dúvida sobre se faria prova para a Marinha novamente. Realmente, aquilo ajudou muito porque, mesmo sendo a maior responsável pela decisão, a análise fria me ajudou a enxergar meu caminho. Afinal, concurseiros vivem se deparando com obstáculos quase paralisantes.

Depois, minha participação foi crescendo, crescendo até que eu adicionei aquele "perfil fake" no orkut. O Charles se tornou meu amigo e me fez o convite para escrever para o blog. Senti um tremendo receio, pois havia artigos muito bons. Comecei tímida, mas depois saí abrindo a geladeira para pegar um suco e agora faço parte da equipe.

Resumo da Ópera (esse trecho para conclusão sempre me intrigava) - Esse blog me ajudou muito a aprender a amadurecer, a ter novas amizades, a aprender a passar o que aprendi, a compartilhar com as pessoas. Comparo a concurseira de outubro de 2007 com a de agora e fico com orgulho de mim. Compartilhar não nos enfraquece, mas nos fortalece. Esse blog tem grande parcela de influência no meu modus operandi atual de estudar.

Raquel Solitária, uma legítima concurseira carioca.


Clipe especial de aniversário


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O que estou fazendo aqui? Boa pergunta... nunca parei para pensar como eu vim parar no Concurseiro Solitário. Pra falar a verdade, eu não ando lembrando de nada a não ser dos benditos artigos e matérias que farão com que eu passe em um concurso público. Mas como hoje é uma data especial, vou fazer esse grande esforço.

Estudo há dois anos para concursos e nunca fui de usar a Internet como arma em meus estudos. Gosto de ir para uma biblioteca, me envolver com meus livros e folhas, além da minha lapiseira. Não, não uso aquele monte de canetinhas colorida, não faço mapas mentais e nem resumos. Sou um concurseiro antiquado, mas tenho conseguido coisa boa assim. No começo do ano, dando minhas voltinhas pela Internet, conheci o Concurseiro Solitário. Não me pergunte como e nem onde. Simplesmente cheguei aqui e gostei do que vi. Passei a acompanhar, não diariamente. De vez em quando passava por aqui e lia os artigos, ou seja, eu só recebia e tentava colocar o que lia em prática.

No final do mês de março o Charles colocou um aviso, em um dos artigos, convidando leitores a escreverem para o blog. Nem levei a sério, pensei logo que centenas de pessoas mandariam e o meu texto ia passar batido. Meu português, até então, estava enferrujado e eu não ia passar essa vergonha. Foi então que ele colocou outros avisos e aí um dia eu tive uma idéia, inspirado em uma frase que eu tinha visto, também não sei onde. Foi então que escrevi um artigo chamado "Herrar é o mano" que, para a minha surpresa, foi o primeiro artigo de um leitor convidado a ser postado neste blog, isso aconteceu no dia 5 de abril deste ano. No outro dia foi publicado um texto de outra leitora, chamada Flávia Crespo, e na outra semana um artigo de uma leitora chamada Raquel Monteiro.

Depois desse primeiro artigo, vários outros vieram. Lembro que mandava o texto durante a semana e ficava torcendo para que ele fosse publicado no final de semana. Como eram três pessoas que mandavam o texto, sempre sobrava um. Até então, não tinha nenhum contato com o Charles e nem com Flávia e Raquel. Apenas mandava os textos e esperava que eles fossem incluídos no blog. Eu era, portanto, um mero desconhecido com quase dez artigos publicados. Ninguém manda ser anti-social... me desculpem.

Foi então que ganhei a minha coluna semanal, na ocasião escrevi um artigo chamado "Eu protesto!", muito legal e que marcou a minha passagem por aqui desde então. Passei a ter contato com as outras leitoras convidadas e agora colunistas (Flávia e Raquel) e junto com o Charles formamos por um tempo o staff do Concurseiro Solitário. De nossas cabeças saíram idéias mirabolantes que até hoje estão para ser colocadas em prática. Mais recentemente foram integradas ao nosso grupo a Malu e a Fabi. A equipe cresceu junto com a nossa responsabilidade para com você leitor, responsável pela existência desse primeiro ano de blog.

Acredito firmemente que não existe nada melhor do que fazer algo por prazer. Escrevo por prazer e pra mim. Se a carapuça serve para você, concurseiro como a gente, é porque estamos no mesmo barco. Estudar para concursos é um processo e por mais que as pessoas sejam diferentes, cada vez mais acredito que o processo de sofrimento de todos nós seja o mesmo. Espero que seja apenas o primeiro ano e espero escrever muita "porralouquice" por aqui ainda.

Feliz aniversário Concurseiro Solitário, depois eu mando a conta!!!!

Resumo da Ópera - Não há nada mais resumido do que o resumo do resumo da ópera. The End!

Tiago Gomes, o Solitário Concurseiro, especialmente para o Concurseiro Solitário.

Clipe especial de aniversário


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Comecei a estudar pra concursos público há exatos dois anos, ainda um pouco reticente quanto a ser uma escolha definitiva, mas com muita vontade de ser aprovada. Em dezembro de 2007, comecei a me sentir um tanto quanto angustiada: um ano de sangue, suor e lágrimas e nenhum cargo público. Acho que é normal entrar em crises do gênero quando as respostas não são imediatas; como toda concurseira inexperiente, pensei que, para mim, tudo aconteceria um pouco mais rápido.

Nessa época, como sempre fiz em minha vida, resolvi descarregar as tensões na pena. Modéstia à parte, sempre escrevi bem, e desde cedo a escrita foi minha forma preferida de expressar sentimentos de uma forma precisa. Era através do papel que me sentia segura e à vontade para externar amor, raiva, tristeza, alegria e, principalmente, para fazer as minhas pequenas catarses pessoais. Nesse espírito, criei o blog "O Concurseiro – Crônica de uma aventura pública", destinado, inicialmente, a contar minhas histórias de concurseira e algumas percepções pessoais sobre o serviço público. Experiência para tal eu tinha: desde criança convivo com a "coisa pública" bem de perto.

"O Concurseiro" conquistou alguns leitores, o que me deixou bem feliz. Em março desse ano, um artigo sobre as "cascas de banana" da vida inspirou um elogio e um convite: o Charles gostou do meu jeito de escrever e me chamou para embarcar na nau do Concurseiro Solitário. Fiquei feliz e empolgada com a possibilidade de dividir histórias e conhecer pessoas que passavam por um momento semelhante ao meu. Devo dizer a vocês que isso aconteceu num contexto em que eu precisava sobremaneira desse sopro de vida. Dias antes, durante o processo de mudança para a casa dos meus pais no interior, depois de muitos anos morando sozinha, para economizar e estudar para concursos, aconteceu algo bem desagradável. Havia encontrado um espírito de porco, conhecido da família, que tinha simplesmente arrasado com meus sonhos concurseiros e as minhas escolhas profissionais anteriores. Estava tão fragilizada que não consegui reagir. Nunca me senti tão só, mas tudo iria mudar. Posso dizer, sem pestanejar, que o Concurseiro Solitário me ajudou a passar sem maiores traumas pela mudança e pelos primeiros tempos aqui na "roça" de luxo.

Minha estréia foi em 6 de abril. Logo depois, uniram-se a mim e ao Charles a Raquel e o Tiago, que rapidamente viraram amigos dos mais queridos, e depois Malu e Fabi, que ainda estou conhecendo melhor. Juntos discutimos, rimos, brincamos e compartilhamos sucessos e desventuras, sempre com o bom tempero da participação de vocês, leitores. É para vocês que pensamos projetos megalomaníacos – sim, temos um quê de loucos, senão não estaríamos aqui... – e imaginamos textos informativos ou bombásticos. E é com vocês, nesse turbilhão de emoções que é a nossa aventura pública, que seguiremos em frente, prova após prova, posse após posse, até chegar lá – onde quer que seja o "lá" de cada um de nós!

Resumo da Ópera - Mal posso esperar para encontrar o tal espírito de porco agora... risos, muitos risos!

Flavia Crespo, a Concurseira Crônica.

Clipe especial de aniversário


Chico Buarque - "Essa Moça Tá Diferente"

COLUNA DO SOLITÁRIO CONCURSEIRO - Diário de Guerra – Batalha 2: TRT-GO

Há algumas semanas fiz a prova de Alagoas e escrevi aqui que a FCC estava mudando seu estilo de prova. Fiz até elogios porque ninguém agüentava mais as provas cheias de questões decorebas. Pois bem, final de semana passado fiz a prova em TRT-GO. Me preparei pela doutrina, vi as súmulas e me aprofundei no conteúdo. Deixei de lado um pouco a lei seca (já tinha estudado pro TRT-AL) e fui para prova. Sabe o que adiantou? NADA! A FCC se mostrou incapaz de elaborar uma prova diferente. Tá certo que a prova foi mais difícil do que em Alagoas, porém a banca usou apenas a lei seca. Ela se utilizou dos detalhes da lei, ou seja, aqueles pontos em que nossos olhos e nossos estudos passam batidos.

Vamos a analise das provas?

Português: Prova com um nível mais alto que a de Alagoas. Questões de interpretação que exigiram do candidato mais atenção e conhecimento sobre como fazer uma boa interpretação do texto. As questões de gramática estavam relativamente fáceis, mas no geral a prova exigiu um conhecimento médio do candidato.

Constitucional: Sete questões com níveis entre fácil e difícil. No último caso, não porque eles aprofundaram na matéria, mas, como eu disse acima, eles foram naqueles pontos em que não estudamos tanto porque nunca achamos que vá cair uma questão daquele assunto na prova.

Administrativo: Sete questões também, sendo uma questão sobre atos administrativo muito difícil. A resposta dela, inclusive, está nas edições mais novas do livro de Direito Administrativo Descomplicado. Aliás, cada vez mais as bancas têm utilizado este livro. Até os exemplos são os mesmos.

Trabalho: Prova fácil, sem maiores problemas. Aqui a banca utilizou uma súmula do TST, porém, não foi para aprofundar o conteúdo e sim porque o único lugar que fala sobre terceirização, cobrado no edital, é na súmula 331 do TST. Ficou fácil assim não?!

Processual do Trabalho: Como sempre, a prova mais chatinha de todas. Como estudei muito a matéria, não tive grande dificuldade. Mas as pessoas que conheço e que fizeram a prova, acharam um pouco complicado. A banca cobrou outros pontos da matéria, bem diferente da prova de Alagoas.

Redação: Meio mundo de gente ficou parado nela. Quem mora em Brasília ou quem estudou bem a história da vinda da capital para o Centro-Oeste se deu bem. O tema da redação era se a vinda da capital para o planalto central tinha atingido o objetivo de Juscelino de desenvolver a região. Difícil? Rs....

Infelizmente não tem como falar como fui nesta prova, mesmo acreditando que tenha ido bem como em Alagoas. O TRT e a FCC tiveram a brilhante idéia de soltar o gabarito preliminar junto com o resultado do concurso. Um absurdo! As redações são classificatórias e qualquer mudança no gabarito, eles terão que corrigir tudo novamente. Ou seja, o resultado final pode mudar completamente. Enfim... vamos esperar pra ver o que acontece.

Resumo da Ópera - Mais uma batalha foi travada. Dessa vez ainda não sabemos quem ganhou. Sinto-me cada vez mais preparado e sei que a última delas, em São Paulo, será a maior e a melhor de todas. Estarei mais confiante, saberei ainda mais e vou com tudo. Gabaritar é o limite. Ou vai ou racha! Quem venha o TRT-SP!!!!!!!

Tiago Gomes, o Solitário Concurseiro.

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Clipe do dia



Misturar a batida eletrônica psicodélica com instrumentos e voz, essa é a mistura do Infected Mushroom em "Becoming Insane".

Maktub?

Ontem fui vítima de uma tragédia causada em grande parte por mim mesmo. Ao pegar o boleto para pagamento da minha inscrição para o concurso do Senado Federal, para o qual já venho estudando faz um bom tempo, descobri que o vencimento havia sido no dia anterior, na segunda feira.

Surpresa!

Pânico!

Frustração!

Pânico!

Como aconteceu? Bem, em primeiro lugar fiz a enorme bobagem de deixar para pagar o danado do boleto mais para o final do prazo, coisa que não deveria, NUNCA, ter feito. Em segundo lugar, quinta-feira passada meu velho computador faleceu e tive de providenciar a compra de um novo, montagem, configuração e tudo o mais, o que me deixou fora do ar e sem receber os lembretes que me envio por email. Em terceiro lugar, falta de organização, claro.

Bem, gente, o que importa é que perdi mesmo a data de pagamento do boleto de inscrição, o que me deixa fora desse concurso. Garanto para vocês, a sensação de descobrir isso não é nada boa, não mesmo.

Comentei o ocorrido com vários amigos e em meio às mensagens de solidariedade, veio uma luzinha no fim do túnel. “Mas será que essa greve dos bancos não atrapalhou muitos outro candidatos no pagamento da inscrição?” ... hummm ... realmente. Liguei para a FGV (o que foi um parto, porque para falar com alguém da organização de concursos dessa instituição significou ter de ficar naquele “ligue para tal número” e “não é aqui, ligue nesse número” por pelo menos 10 minutos) e perguntei se por conta da greve dos bancos não haveria modificação na data de pagamento dos boletos. A resposta não foi das melhores, mas também não foi das piores, além de ter um gerundismo ... “estamos recebendo vários telefonemas de candidatos sobre o assunto, que estamos repassando para a comissão do concursos. Se houver modificação será comunicado pelo site”.

Lá fui eu para alguns fórums desse concurso para saber se alguém mais havia feito a mesma cagada que eu, se não para encontrar alguma notícia boa, pelo menos para não me achar o único concurseiro idiota do mundo. E lá pelas tantas encontro algumas mensagens comentado sobre ações na justiça com boas chances de obrigar a comissão do concurso a fazer correções no edital, o que obrigaria também a reabertura das inscrições.

Só fui me acalmar mesmo quando uma amiga disse uma simples palavra, que para bom entendedor basta ... maktub. A palavra Maktub quer dizer "está escrito" em árabe. Com isso ela quis dizer que o for para ser, será.

Resumo da ópera – NÃO deixem, NUNCA, para pagar seus boletos de inscrição de concursos públicos perto do final do prazo!

Charles Dias, o Cconcurseiro Solitário.


COLUNA DA MALU - Nem tanto ao céu, nem tanto a terra

As últimas semanas do mês de setembro foram muito corridas e estafantes para mim. Fiz duas provas muito importantes e, por causa da ansiedade, passei por períodos de estresse muito intensos. Foi quando percebi o quão importante e fundamental é ter equilíbrio em nossos estudos.

Não tem muito tempo que entrei nessa luta, mas já passei por vários extremos. Já fui daquela fase de falsa concurseira até a fase de concurseira neurótica, que só pensava em estudar.

Na minha fase de falsa concurseira eu só pensava em estudar pouco para não me estressar. Dizia para os outros que se estudasse demais ficaria muito ansiosa e poderia ficar doente e isso não seria bom. Tinha que estudar pouco para não me estressar. Sofria da velha “desculpite aguda”. No meu caso, acho que a desculpite era crônica mesmo! E com isso enganava aos outros e a mim mesma.

Até que um belo dia a ficha caiu e o desespero bateu legal. Foi a vez de ir para o extremo oposto. Passei da fase em que mal estudava 4 horas por dia para querer estudar por 14 horas seguidas. Acordava de madrugada para ter mais tempo para estudar. Não queria sair, só pensava que o tempo estava passando e eu ali sem sair do lugar. Colocava muita pressão sobre mim mesma. Era como se aquele concurso fosse o último da face da Terra. O resultado de toda essa neurose foi igual ao da fase oposta: não passei.

Foi quando percebi que se realmente quiser vencer essa guerra tenho que encontrar o equilíbrio e me manter nele.

Às vezes, pensava que essa jornada concurseira era como uma corrida de 100m rasos. Nesse tipo de corrida, o atleta tem que correr o mais rápido que puder. Cada segundo é importante. Mas, ao contrário, essa nossa jornada é como uma maratona. Já assistiram uma maratona? Se já, devem ter percebido que os atletas experientes começam a corrida em ritmo lento, pois sabem que o trajeto é longo e que precisam poupar energia. O atleta inexperiente começa logo com todo gás e no meio do caminho não agüenta e tem que desistir da corrida. Mas, o vencedor é aquele que manteve o mesmo ritmo durante todo o percurso. Pode ser que em certos momentos ele tenha que colocar um pouco mais de velocidade, mas ele sabe qual o seu limite. Não vai além daquilo.

Não podemos parar toda nossa vida por causa dos concursos. É verdade que muitas coisas mudam. E que não podemos levar a mesma vida de antes. Mas, a obsessão tem o mesmo resultado do desleixo: a reprovação! Temos que ter equilíbrio para estudar sem esquecer que somos seres humanos e não máquinas. E como seres humanos temos diversas áreas de nossas vidas que não podem ser negligenciadas. É essencial reservarmos tempo para cuidar de outras áreas de nossas vidas. Tempo para o lazer, para conviver com a família e com os amigos. Tempo para cuidar de nós mesmos. Tempo para colocar os pés para cima e não pensar em nada.

Não sabemos quanto tempo exatamente levaremos até o dia da nossa aprovação e posse. Já imaginou se demorar três anos? No dia da posse lá estarão os homens e mulheres das cavernas...cabelos compridos, unhas grandes....(risos). Exageros à parte, nossa vida não pode parar completamente. Temos que aprender a equilibrar as coisas. E isso é muito complicado. Tem dias que eu sei que estou me cobrando demais. Então, tento diminuir. E é aí que caio na velha desculpite do descanso. Por isso é importante termos disciplina. Equilíbrio e disciplina são melhores amigos. Andam juntinhos! Até para o lazer e coisas simples de nosso dia-a-dia precisamos desses dois amigos.

Resumo da Ópera – Procure encontrar o equilíbrio em tudo. Não queira estudar demais, a ponto de ficar parecido com o homem das cavernas (risos)! E nem descansar tanto a ponto de se tornar o melhor amigo do vendedor de coco da praia (risos)! Tenha sempre disciplina e equilíbrio na sua vida e você alcançará a vitória mais rápido. Lembre-se sempre: nem tanto ao céu, nem tanto a terra!

Malu Heli, Concurseira do Paraíso das Águas e, agora, muito equilibrada.

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Clipe do dia

O link: http://www.youtube.com/watch?v=9vbV5WSkr54
E o embed:


A música de hoje é meio antiga, mas que fez muito sucesso na época. Interpretada por Alejandro Sanz, "Corazon Partio". Muito linda e romântica!



Hoje não tem artigo, blog em manutenção



COLUNA DA CONCURSEIRA CRÔNICA - Acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é meu lugar!

Eu vim!

Antes de qualquer coisa, preciso pedir desculpas aos amigos concurseiros. Sei que muitos perguntaram por mim, sentiram a falta desta humilde escriba nos finais de semana de nosso blog. Acreditem: foi mais difícil para mim do que para vocês. A ausência forçada foi um exílio doloroso. Nem eu mesma sabia o quanto o Concurseiro Solitário já tinha conquistado um espaço importante na minha vida. O contato com os leitores, os colegas de redação – Charles, Tiago, Raquel e nossas novas colunistas, que ainda espero conhecer –, tudo passou a fazer parte de meu cotidiano de forma intrínseca. A lacuna que ficou nesses quase dois meses dava uma sensação incômoda de não estar cumprindo um dever que assumi.

A distância do CS deveu-se a problemas realmente sérios. Posso dizer a vocês sem medo de exagerar que, nesses muitos dias, passei pelos piores momentos dos meus 28 anos de vida, completos em meio à tormenta. Foi uma onda brava que causou muitas lágrimas e tristezas que pareciam infindáveis para a minha família. Ainda estamos reconstruindo os caquinhos, mas acredito piamente naquele velho clichê: de toda grande crise, sempre sobram lições edificantes e percepções salutares. Hoje sei que o amor e a fé em minha casa são inabaláveis, e sempre nos ajudarão a sair dos problemas ainda mais fortalecidos. Não há preço para essas certezas.

E, por falar em clichê, como depois da tempestade, vem a bonança... semana passada recebi meu quinhão de felicidade. Estava na casa dos meus tios em Brasília, tirando uns dias de descanso de problemas após o famigerado concurso do STJ, quando resolvi dar uma triscada no Orkut. Qual não foi minha saborosa surpresa quando me deparei com a novidade dos sonhos de qualquer concurseiro sério: naquele dia, havia saído minha tão sonhada 1ª convocação! Sim – lá estava meu nome, com datas para entrega de exames médicos, documentos e início do estágio probatório! É uma sensação única e indescritível. Lembrei-me de quantas vezes, nos momentos de reprovação e baixos emocionais, duvidei que esse dia chegaria, e o quanto de suor e horas de estudo me custou essa primeira conquista. Fiquei extremamente feliz e empolgada com a perspectiva de começar a trabalhar como servidora pública em cargo efetivo. Ah, alegria existe, sim! Reavivem minha memória para que eu nunca mais me dê ao luxo de vacilar.

E é assim, meus amigos tão queridos, concurseiros solitários e vencedores como eu, que retorno ao nosso blog. Como meu momento pessoal no universo concurseiro é outro, e outros serão os meus desafios, trarei algumas novidades sobre o pós-concurso, para ajudá-los a enfrentar esse segundo momento que chegará para todos nós: documentos, exames, posse, exercício e novas metas como concurseiro, já que parar não está nos meus (nossos) planos. Confesso que não sei se poderei voltar a escrever com a mesma freqüência, já que nesse momento preciso dirigir 20 km para acessar a internet e tenho que cuidar de uma série de questões ascendentes: nova moradia no Rio, rotina de trabalho conjugada com os estudos e otras cositas más. Farei o possível para estar sempre aqui, compartilhando com vocês as novas experiências.

Resumo da ópera - Só tenho a agradecer pela compreensão e o carinho de todos. Fazer esse blog, tenham certeza, foi a melhor coisa que me aconteceu durante a trajetória concurseira.

Flávia Crespo, a Concurseira Crônica.



COLUNA DA RAQUEL SOLITÁRIA - Dá para ser feliz estudando para concursos?

Muitos concurseiros, eu incluída, depois de muito tempo de privação e estudos, começam a se sentir tristes e angustiados. Bem, você pode até continuar sofrendo, mas eu não estou mais! Não, não aconteceu nenhum milagre.
Depois de muito tempo sofrendo, vi que aquelas lágrimas, aquela dor toda eram inúteis. Então, se você olha para o seu livro, sua lei, seus informativos e tem vontade de gritar "eu quero minha mãe", está na hora de rever sua vida.

Fiquei um bom tempo procurando saber onde havia errado, me lamentando e isso só me puxou para trás. Eu acabei caindo cada vez mais. Fui me deixando levar por tudo de ruim ou de potencialmente ruim que me cercava. Eu deixei até as pessoas que faziam comentários ruins a meu respeito me abalarem!

Tive um estalo após a prova da Br Distribuidora. Eu vi que a única maneira de sair do sofrimento é lutando. Daí, voltei a me sentir feliz, animada. Voltei a ficar conectada aos meus sonhos. Com essa postura mais otimista, eu consegui achar soluções para alguns problemas de estratégia com mais clareza. Isso foi, sem dúvida, muito libertador.

Some-se a isso, que vi nossa amiga e colunista Flavia Crespo, o Alfredo Madeiro e outras pessoas próximas serem nomeadas em concursos. Eu comecei a sentir uma esperança brotar dentro de mim, como uma flor que brota no asfalto quente. Isso começou a me contagiar.

Muitos sempre me disseram (por razões científicas e psicológicas) que é possível e fundamental ser feliz estudando, mas eu só enxerguei isso quando eu despertei. Realmente, o cérebro humano capta conhecimento, aprendizado com muito mais facilidade quando se põe vivacidade, emoção e alegria nesse momento. Essa mudança de postura, me fez olhar mais otimista sobre essa "aventura pública", como gosta de falar a nossa amiga Flavia. Vi que aprendi muito e conquistei muitas coisas para a minha vida. Uma dessas coisas foi a de que é possível estudar por muitas e muitas horas e que o saber não ocupa espaço. Com isso, eu comecei a desejar muito mais para a minha vida do que antes. Pude ver que eu posso ser muita coisa nessa vida e que o passaporte para elas é o estudo. Percebi que posso assumir responsabilidades, ser versátil e criativa, pois os concursos exigem isso de mim. Outro grande ganho foram as amizades reais e "virtuais", que apesar desse nome, são laços grandes e profundos que jamais imaginei um dia vir a tê-los. Eu conheci o verdadeiro espírito solidário nessas pessoas. Nunca esquecerei isso.

Resumo da Ópera - Sofremos para aprender, é fato. Quem disse que amadurecer é fácil? Por outro lado, devemos procurar perceber nosso crescimento, valorizar como somos mais sábios que antes e como pudemos experimentar coisas novas. Tudo isso é muito prático, por mais genérico e clichê do tipo "corpo são e mente sã" possam parecer. O fato é que se formos mais felizes ao estudar, toda essa fase será menos difícil para atravessar. Isso é muito importante e poderoso. Nos move, nos faz ter mais fé! Eu gostaria de agradecer aos meus amigos que sempre estão ao meu lado nessa luta por todo apoio que recebo.

Se você deseja dar sugestões, fazer perguntas para mim, pode mandar um e-mail para raquel.solitaria@gmail.comSerá um prazer responder!

Raquel Monteiro, uma legítima concurseira carioca.


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