Aquela impressão chata de que poderia ter feito melhor

Desde o começo de novembro estou estudando para dois concursos públicos, ambos com provas marcadas para dezembro. Finalmente, estou a apenas uma semana da primeira prova e a duas semanas da segunda prova, e a sensação que sinto é estranha, desconfortável.

É sempre a mesma coisa, quando falta uma semana para qualquer prova de concurso na qual esteja inscrito, vem a tal sensação de que eu poderia ter feito melhor, de que poderia ter estudado mais e com mais qualidade, de que poderia ter memorizado mais pontos importantes, ou seja, uma certa sensação de insegurança que bate forte, bate com vontade.

Nos meus primeiros meses como concurseiro cheguei a pensar que esse tipo de sensação seria uma demonstração de fraqueza, um sinal claro de culpa por não ter estudado como deveria. Isso me incomodava, era aquela pulguinha atrás da minha orelha que sussurrava coisas que minavam minha auto-confiança, minha motivação, minha decisão de fazer meu melhor.

Hoje, concurseiro experiente com um ano e sete meses de luta, já encontrei muitos concurseiros sérios que têm o mesmo tipo de sensação e, com isso, concluí que estava redondamente enganado, que sentir isso nos dias que precedem a prova não tem nada haver com culpa ou remorso, mas que é um sinal claro de responsabilidade e seriedade nos estudos, é a sensação de insegurança ausente de culpa que apenas concurseiros sérios que estudaram com afinco e honestidade têm o privilégio de sentir.

Culpa, essa é a grande diferença. O sentimento de culpa pode ser definido como o mal-estar decorrente de uma responsabilidade intrínseca por ter agido mal ou ter causado algum mal. Logo, uma coisa é o sentimento puro de insegurança, algo saudável e esperado entre quem estuda seriamente, outra coisa completamente diferente é o sentimento impuro de insegurança, aquele misturado com sentimento de culpa, aquele sentido por quem não estudou com seriedade, que sabe que fez errado, sabe que não terá chances reais de competir por uma vaga na carreira pública porque não estudou com a seriedade necessária.

De onde vem esse sentimento puro de insegurança, o sentimento bom? Não tenho a mínima idéia. Andei pesquisando a respeito, e dizem alguns especialistas que vem do fato de que quem faz algo com muita seriedade o faz com perfeccionismo e como para o perfeccionista nunca nada está perfeito, sempre seria possível fazer alguma coisa melhor, então daí nasceria tal sentimento.

Mais fácil foi, no entanto, descobrir que esse sentimento é saudável. É o sentimento de insegurança que nos faz ficarmos alerta e não cometermos erros idiotas, dos quais seríamos vítimas se estivéssemos 100% confiantes e tranqüilos.

Como lido com esse sentimento de insegurança? Hoje lido com ele com tranqüilidade, em paz. É chatinho de sentir, sei disso, mas está lá e temos de lidar com ele da melhor forma possível. Procuro, também, estudar de forma diferenciada, estratégica, de forma a minimizar tal sentimento. Noto que quando na última semana de estudos antes de um prova faço um estudo mais detalhado, mais atento àqueles pontos que considero pegadinhas, o sentimento de insegurança diminui muito.

Resumo da ópera – É, gente, sentimentos assim nos assaltam, queiramos ou não, e cabe a nós entendê-los e lidar com eles da melhor forma possível. Lutar contra são só é inútil como contraproducente. É muito melhor aprendermos a lidar com ele e fazer com que trabalhem a nosso favor. Claro que seria muito melhor que não existissem e que pudéssemos estudar e fazer provas de forma desapaixonada, fria, calculada, mas somos humanos, temos sentimentos e medos, funciona assim com a gente. É aquela velha história, dominamos nossos sentimentos ou deixamos que eles nos dominem. Eu prefiro a primeira opção, pelo menos em se tratando de concursos públicos (risos).

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A V I S O S I M P O R T A N T E S

1 - Que prestará o concurso público do TRE-MG não deve deixar de ler a sugestão de guia de estudos para esse concurso que foi publicada ontem, domingo.

2 - Que tal fazermos uma brincadeira interativa para mostrarmos nosso local de luta diária nos estudos para concursos públicos? Como? Simples. Peço que vocês tirem uma foto de sua mesa de estudo e nos enviem por email para concurseirosolitario@gmail.com para que no próximo final de semana possamos montar uma galeria com as fotos. Contamos com a participação de vocês.

CONTINUAÇÃO - Final de Semana Vitaminado

Guia de Estudos para o Concurso do TRE-MG
Charles Dias

Como prometido hoje vou dar uma sugestão de guia de estudos para o concurso do TRE-MG. Antes de começar, porém, se faz necessário chamar a atenção dos concurseiros que irão prestar esse concurso para qiese atentem a dois pontos muito importantes.

1º - Esse concurso será realizado apenas em março do ano que vem, a matéria para estudar é relativamente tranqüila e a prova será curta, com apenas 60 (sessenta) questões, logo a briga será muito, mas muito feia mesmo. Será coisa de quem fizer menos de 95% de acertos não ter a mínima chance de estar concorrendo realmente para uma das vagas oferecidas ... talvez até mais!

2º - Não pense que será fácil ficar mais de três meses estudando exaustivamente as mesmas matérias, porque não será. O preparo a longo prazo para um concurso público é mais ou menos como levar uma vida monástica, onde a repetição e a disciplina sem fim são o carro-chefe, as palavras de ordem.

Vamos então à minha sugestão de guia estudos para esse concurso, lembrando que estou focando no “CARGO DE TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA 1: ADMINISTRATIVA”. Comecemos analisando as matérias.

Ahhh, peraí, outra coisa ... saquem só essa passagenzinha do edital:

“8.4 Para cada candidato não eliminado segundo os critérios definidos no subitem 8.3, será calculada a nota final nas provas objetivas (NFPO) pela média ponderada das notas obtidas nas provas P1 e P2, atribuindo-se os pesos 1 e 3, respectivamente, conforme a seguinte fórmula NFPO = (NP1 + 3NP2) / 4.”

Ou seja, a prova P2, a de conhecimentos específicos, terá peso três vezes maior que a prova P1 de conhecimentos básicos! E do que se tratam esses conhecimentos específicos? Hehehehe, veremos logo a frente.

Outra coisinha muito importante. Ao contrário das costumeiras provas da CESPE onde são apresentadas para os candidatos afirmações que devem ser avaliadas como certas (C) ou erradas (E), nesse concurso a banca utilizará o sistema tradicional de enunciado + cinco alternativas, para que os candidatos marquem a que considerarem correta.

Comecemos com a prova P1, de Conhecimentos Básicos.

LÍNGUA PORTUGUESA (PARA TODAS AS ESPECIALIDADES) – Como já tinha dito na análise do edital desse concurso no final de semana passada, não há surpresas nessa matéria. É o português nosso de concursos públicos de cada dia, ou seja, é preciso saber tudo muito bem. Considerando que teremos no mínimo 10 (dez) questões dessa matéria, é bom estudá-la seriamente.

NOÇÕES DE INFORMÁTICA (PARA TODAS AS ESPECIALIDADES, EXCETO PROGRAMAÇÃO DE SISTEMAS) – Os tópicos dessa matéria estão bastante tranqüilos, nada de diferente como Linux ou Open Office, o que facilitará em muito seu estudo. Aqui a palavra-chave é decoreba ... decoreba de atalhos, decoreba de funções, decoreba de nomes em inglês. Considerando a média de questões cobradas dessa matéria em provas de concurso e sua importância para o dia-a-dia do servidor público, aposto que serão cobradas 04 (quatro) questões dessa matéria.

ARQUIVOLOGIA (SOMENTE PARA A ATIVIDADE ADMINISTRATIVA – ÁREAS 1 E 2) – Essa é uma matéria não muito difícil e bastante agradável de estudar. Nenhum segredo aqui e, também, aposto que serão cobradas 04 (quatro) questões dessa matéria.

RACIOCÍNIO LÓGICO (PARA TODAS AS ESPECIALIDADES) – Essa matéria é o bicho-papão de um grande número de concurseiros. Apesar de não ser difícil, requer concentração, estudo contínuo e muito raciocínio. E nesse edital estão previstos vários tópicos, bastante coisa para estudar. Aposto que serão cobradas apenas 02 (duas) questões dessa matéria nesse concurso.

Vejamos. Português será preciso estudar muito bem queira ou não. Arquivologia é tranqüila, mas é preciso estudar com seriedade e atenção. Informática é chatinha de estudar, mas também não dá para dar bobeira. Quanto ao raciocínio lógico, bem, dá para abordar a matéria com duas estratégias bastante diferentes. A primeira é para quem não gosta dessa matéria e, simplesmente, deixa-se de estudá-la, apostando para que sejam cobradas em provas apenas duas questões mesmo e que, estudando melhor as outras três matérias, se possa compensar as duas questões perdidas com maior índice de acertos em outras matérias. Outra estratégia é estudar a matéria muito bem e garantir o máximo de chances de acertas as questões apresentadas em prova. Qual estratégia você deve usar? Só você pode dizer, mas pessoalmente não acho que a primeira seja um bom negócio nesse concurso, não, visto o pequeno número de concorrência e o alto nível de concorrência esperado.

Passemos para a prova P2, de Conhecimentos Específicos.

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL – Sinceramente esperava um maior número de tópicos complexos nessa matéria, ao invés disso temos apenas três tópicos muito básicos de Direito Constitucional, que todo concurseiro sério com pelo menos um ano de estudo deve ter na ponta da língua. Decoreba pura. Para essa matéria chuto que haverão 05 (cinco) questões.

NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO – Agora “a porca torce o rabo”. Diferente da matéria anterior, temos aqui um número maior de tópicos que tratam de assuntos complexos e de estudo mais difícil. Essa matéria promete dar muito trabalho aos candidatos desse concurso. Para essa matéria chuto que serão, pelo menos, 10 (dez) questões.

NOÇÕES DE DIREITO ELEITORAL – Independente do número de tópicos e sua complexidade, essa matéria é exótica, longe do foco de estudo de grande parte dos concurseiros, e, por isso mesmo, considero que deva ser tratada como matéria muito difícil, mesmo que não seja. Como o concurso é de um tribunal eleitoral, esperem pelo menos 10 (dez) questões dessa matéria.

NORMAS APLICÁVEIS AOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS – Aqui temos nada mais nada menos que nossa velha conhecida Lei n.º 8.112/90, longa, complexa, cheia de decoreba, difícil. Para essa matéria teremos, pelo menos, umas 05 (cinco) questões.

REGIMENTO DOS JUÍZOS E CARTÓRIOS DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MINAS GERAIS – Mais uma matéria exótica, bem exótica, e, portanto, deve ser considerada como muito difícil. Para essa matéria também aposto em 05 (cinco) questões em prova.

REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MINAS GERAIS – Como a matéria anterior, temos outra matéria exótica-difícil, que deverá cobrar também 05 (cinco) questões.

Tendo em mente que essas matérias terão as questões “pesando” três vezes mais que as questões das matérias de Conhecimentos Básicos, seu estudo se torna muito, mas muito mais importante. Se vocês querem mesmo saber, tenho por mim que é suicídio prestar esse concurso sabendo menos que 90% dessas matérias na ponta da língua!

Para facilitar a vida, consideremos que temos 03 (três) meses fechados de 30 (trinta) dias para estudar tudo isso e então fazer a prova. A questão é como planejar a distribuição de tempo para cada matéria, para cada tópico, para estudar lei seca, doutrina, fazer questões de provas anteriores e tal.

Como diria Jack, o Estripador, vamos por partes.

Considerando o peso três da prova P2 de Conhecimentos Específicos, tenho por mim que o mais prudente será dedicar um mês ao estudo das matérias de Conhecimentos Básicos e dois meses para estudar as matérias de conhecimentos específicos.

Claro que não é para estudar Conhecimentos Básicos o mês de dezembro todo e depois Conhecimentos Específicos janeiro e fevereiro inteiro, nada disso, o tempo de estudo deve ser intercalado. Assim para os três meses, 10 dias deverão ser dedicados ao estudo das matérias de Conhecimentos Básicos e 20 dias às matérias de Conhecimentos Específicos, intercalados de acordo com a disponibilidade de tempo e particularidades de cada concurseiro.

Muita gente nos pergunta quanto tempo devem dedicar ao estudo de cada matéria. Bem, não temos como responder isso, pois tudo dependerá de vários fatores, como o quanto cada um sabe de cada matéria, qual a familiaridade de cada um com elas e tal. Alguns candidatos a esse concurso precisarão estudar apenas uma semana de Raciocínio Lógico para saberem a matéria, outros precisarão de duas semanas, um mês inteiro. Varia muito.

Resumo da ópera – Esse concurso não será bolinho, não, gente. Podem apostar que será um dos mais concorridos de 2009 e com concurseiro com melhor preparo. Não pensem que festas de final de ano, férias de janeiro e carnaval vão afastar os concurseiros sérios que querem brigar feio nesse concurso porque não vai. Então, se você quer mesmo ter alguma chance de abocanhar uma das vagas oferecidas pelo TER-MG, então é melhor começar a estudar hoje mesmo e com muita, muita seriedade.

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E terminamos por aqui, amigos concurseiros!

Não se esqueçam de nos enviar uma foto da sua mesa de estudos para concurseirosolitario@gmail.com

Até o próximo final de semana!

Final de Semana Vitaminado

Chegamos a mais um Final de Semana Vitaminado aqui no blog, o primeiro do último mês do ano! É, gente, o tempo passa e passa muito rápido.

Nesse final de semana não contaremos com a presença da Fabi Pacheco, que está no Rio de Janeiro prestando mais um concurso para Magistratura. Contamos com vocês para se juntarem a nós em uma corrente de pensamento positivo para essa nossa amiga concurseira, para que o sucesso esteja ao seu lado nesse concurso.

SURPRESA - Que tal fazermos uma brincadeira interativa para mostrarmos nosso local de luta diária nos estudos para concursos públicos? Como? Simples. Peço que vocês tirem uma foto de sua mesa de estudo e nos enviem por email para
concurseirosolitario@gmail.com para que no próximo final de semana possamos montar uma galeria com as fotos. Contamos com a participação de vocês.

Então, boa leitura!

Equipe do Concurseiro Solitário

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O Uso da Internet nos Estudos
Thaís Dias

Eu sou do tipo de pessoa que não consegue viver sem internet. Posso ficar sem televisão, mas não sem internet. Também não há nada que dê para assistir na TV hoje em dia, a não ser telejornais.

Acontece que como tudo na vida, sempre há o bom e o ruim. Na internet também é assim. A quantidade de informação que circula pelos milhões de sites é gigantesca e por isso mesmo que devemos ter certa cautela. Cautela sim!

Imagine você, concurseiro, anos de estudos perdidos devido há um material duvidoso com erros gritantes. Claro, que o concurseiro sério já tem seu pezinho atrás com os materiais, até mesmo os que vêm de apostilas.

O problema na verdade é como saber se o material há erros ou não ou como saber onde procurar informações corretas.

Eu, particularmente, uso a internet como forma de pesquisas de assuntos que desconheço e também baixar leis de sites do próprio Governo, que sem dúvida é a fonte mais confiável, pois a atualização é constante.

Acontece que não só queremos as leis. Também queremos explicações, doutrinas ou algo mais aprofundado. Dependendo do assunto já é difícil achar qualquer explicação que seja, quanto mais procurar o assunto aprofundado.

O meu método de pesquisa é simples. Uso sites com credibilidade e que sei que não vão publicar qualquer coisa em suas páginas.

A ferramenta de busca é muito importante e nisso aparecerão centenas e milhares de páginas com o assunto abordado. O legal é olhar página por página, site por site e ir comparando o que cada uma vai dizendo. Se não há divergências e se todos acabam dizendo a mesma coisa, presumo que está correto o assunto. Mesmo assim, se tiver dúvida, o interessante é ter algum conhecido ou amigo concurseiro que possa quebrar esse galho de sua dúvida.

Isso acontece mais com matérias jurídicas, pois a maioria de sites “famosos” tem a parte de educação escolar que tem matérias básicas como português e matemática.

Claro, que sempre há os sites que oferecem apostilas e informações desde que você pague por esse serviço. Já comprei muitos livros pela internet mas de sites ou editoras conhecidas, mas serviços ou aulas-vídeos nunca comprei. Deve-se ter muito cuidado com esse tipo de compra. Você deve conhecer muito bem o site, para depois não ter problemas com cobranças indevidas e material ruim.

Para quem tem costume de participar de fórum ou debates em sites e acabam pegando algum material, mas cuidado ainda! Por dois motivos: você não sabe se o arquivo tem vírus e se o material está correto. Você pode ser um concurseiro de boa vontade que gosta de ajudar, mas conheço também os que não gostam. Nestes fóruns de discussão também não confio, principalmente naqueles que tem ranking. Há pessoas que mentem nota na sua frente, porque não irão mentir pela internet?!?!

Nos espaços de troca de informação ou até mesmo de ajuda ocorre uma disputa de ego e de quem sabe mais que ninguém merece! É melhor fugir disso.

Ah! Um detalhe fundamental. Quem não consegue ficar longe da internet, assim como eu, deve limitar o seu tempo em frente ao computador. Isso porque eu não me controlo!! (rsrsrs) Só fico o tempo realmente necessário em frente ao computador.
Por mais que eu pesquise e tudo mais, sempre acabo no meu email e no orkut. Sei que não deveria, por isso limito o tempo no computador.

Resumo da Ópera - A internet é muito importante para o nosso dia e saber usá-la ao seu favor é essencial. Cuidado com tudo que lê, não acredite em tudo que veja. Saiba distinguir os materiais e o sites idôneos. Se tiver em dúvida, peça ajuda e informações sobre os sites. Use-a de forma complementar aos seus estudos e não como meio principal.

Alguns sites que uso:

http://educacao.uol.com.br

http://pt.wikipedia.org/wiki/Portal:Direito

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,5604,00.html (Repare que há uma coluna de um professor famoso de português, com muitas dicas importantes)

http://www.portrasdasletras.com.br

http://jus.uol.com.br/doutrina/

Um pouquinho de humor também é importante ... Rafinha Bastos (aquele do CQC)



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Concurseiro Não Tem Idade

Malu Heli
Sonhei que estava em meu carro, meu lindo carro, cheirando ainda a novo, totalmente equipado com as mais novas tecnologias. E lá estava eu dirigindo aquele carro maravilhoso, vestida com a melhor roupa. E tinha aquela sensação. Uma sensação inexplicável, boa demais. Aquela sensação de despreocupação. Olhei pelo retrovisor e o que eu vi? Um imenso sorriso de felicidade genuína. Não, não era aquele tipo de felicidade de comercial. Era algo real, palpável. Eu sabia que estava bem, porque tinha conseguido realizar meus sonhos. Sabia que tudo aquilo era verdadeiro. No meio daquela maravilhosa sensação eu pensei: “Como foi mesmo que eu cheguei até aqui?” Não conseguia lembrar-me se havia sido uma jornada dolorosa, se havia sido muito cansativo. Não lembrava sequer se em algum momento de minha jornada eu havia pensado em desistir. Era tudo tão bom. Estava a caminho do meu trabalho. E depois teria algumas coisas para fazer. Em minha agenda estavam as passagens de minha viagem de férias para a Europa. Eu, na Europa? E pensar que aquela altura do campeonato eu já havia conhecido todo o Brasil. Como nosso país é lindo! Com o final de semana se aproximando para onde eu iria? Essa era minha maior preocupação no momento. Que sensação boa!

Então, eu vi que estava sonhando acordada. Mas, percebi uma coisa: não conseguia, em nenhum momento, lembrar de todo sacrifício que tive que fazer para chegar até ali! Tudo estava bom demais para que eu pudesse me ater a coisas passadas. Claro que eu sabia que tudo aquilo advinha do meu esforço e que sem dedicação nada disso teria se tornado realidade. Porém, não me lembrava de nenhum tipo dor. Só lembrava o prazer de poder dizer que tudo aquilo tinha sido conquistado por mim. E só conseguia desfrutar daquela sensação boa demais, aquela sensação de ter feito meu sonho se tornar realidade, aquela sensação de segurança, enfim, de dever cumprido. Um dever que foi cumprido comigo mesma e não com os outros.

Você hoje pode ter tido uma imensa dificuldade para levantar da cama. Acordou e pensou: Não agüento mais ter que estudar! E naquele momento milhares de coisas começaram a passar na sua cabeça: tudo que você já tinha estudado e não tinha conseguido; todo o dinheiro que foi gasto com inscrições, livros e apostilas; os relacionamentos e festas perdidos. Mas, não é só isso, não é mesmo? Essas coisas todas você sabe que poderá recuperar. O pior é aquela sensação de fracasso, de frustração, de se sentir um zero a esquerda. Aquele peso na sua cabeça e aquela vozinha lá dentro da sua cabeça que insiste em dizer que você não vai conseguir e que é muito difícil.

Você está cansado, não é mesmo? Como tudo é difícil! Tão bom seria se as coisas fossem mais fáceis, você deve pensar.

Não se desespere. Todo mundo um dia já acordou com essa sensação. Cansaço faz parte do nosso caminho. Frustração e fracasso são os melhores amigos do cansaço e sempre andam juntos. E, por isso mesmo, quando um decide fazer uma visitinha todos vão junto, para nossa tristeza.

É tão difícil aprender a lidar com esse cansaço que muitos concurseiros cometem “concurcídio” (gente, essa palavra eu inventei, tá?). E para piorar a situação, justo nesse dia aparece alguém para te colocar para baixo. Ou então, acontece alguma coisa que só te faz se sentir mais fracassado.
Quem disse que concurseiro só tem que lutar com os livros, leis, provas e ter muita disciplina? Penso que deveria existir uma pílula anti-cansaço.

Só que neste momento, concurseiro, neste exato momento em que você está prestes a desistir de tudo e se atirar feito um louco na frente do inimigo para ser encravado de tiros, neste justo momento, eu te digo: SONHE! Isso mesmo! Sonhe acordado assim como eu fiz no início do artigo. Sonhe, sonhe e sonhe! Feche os olhos e tente sentir aquela sensação gostosa, boa demais que você terá quando for nomeado, quando estiver colhendo os frutos do seu esforço! Será bom demais! Cometer suicídio concurseiro agora que você está tão perto? De jeito nenhum!

Ao invés de desistir, vá perguntar a sua mãe ou sua esposa ou qualquer mulher que já teve filhos do que elas mais lembram na hora do parto. Eu nunca tive filhos, mas até hoje todas as mães que conheço sempre se recordam daquele momento em que seus bebês nasceram com muito prazer. E quem disse que parir uma criança não é doloroso? Com toda certeza, dói muito. Mas, qual é a mãe que lembra da dor diante daquela sensação maravilhosa de ter seu filho nos braços? Creio que nenhuma.

Quando alcançarmos nossos sonhos, quando estivermos com nossos filhos nos braços não nos lembraremos desse momento. Só teremos aquela sensação maravilhosa. Eu sei que agora está dolorido, cansativo e que tudo é muito exaustivo. E você pensa em como arranjar motivos para continuar, em como encontrar forças para não desistir. Por isso que te digo, concurseiro, não desista, mas apenas SONHE!

Resumo da Ópera – Passar por momentos de cansaço, de crises durante essa jornada é simplesmente normal. Isso fará de você um concurseiro mais experiente e, com certeza, dará um gosto melhor a sua aprovação. Saiba que você não está sozinho nesse barco e que todos aqueles que chegaram lá também se sentiram assim em algum momento de suas vidas. Mas, tenho certeza que eles conseguiram sonhar e, assim, encontrar forças para continuar lutando. Se você hoje amanheceu assim, cansado, apenas SONHE!

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Guia de Estudos para o Concurso do TRE-MG
Charles Dias

NÃO PERCA - Amanhã publicaremos esse guia de estudo.

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Simulado de Direito Administrativo
Malu Heli

1.A organização administrativa brasileira tem como característica a:

a)Não previsão de estruturas descentralizadas.
b)Ausência de relações de hierarquia.
c)Ausência de mecanismos de coordenação e de controle finalístico.
d)Personificação de entes integrantes da Administração indireta.
e)Inexistência de entidades submetidas a certas regras de direito privado.

2.A criação de subsidiárias de uma empresa pública:

a)É vedada pela Constituição Federal.
b)Depende de autorização legislativa, em cada caso.
c)Depende de autorização por decreto do chefe do Poder Executivo em questão.
d)Depende de autorização por simples ato de gestão societária praticado pelo Poder Público, enquanto acionista controlador.
e)Depende de autorização judicial, em cada caso.

3.Sociedade de economia mista e empresa pública diferem quanto ao seguinte elemento:

a)Regime de seu pessoal.
b)Composição de seu capital.
c)Natureza de sua atividade.
d)Patrimônio.
e)Forma de sujeição ao controle estatal.

4.São exemplos da aplicação do princípio da impessoalidade, EXCETO:

a)Licitação.
b)Concurso público.
c)Precatório.
d)Otimização da relação custo/benefício.
e)Ato legislativo perfeito.

5.NÃO se compreende dentre possíveis manifestações do poder hierárquico, no âmbito da Administração Pública:

a)O acolhimento de um recurso, por autoridade superior àquela que proferiu decisão administrativa.
b)A delegação de competências.
c)A avocação de competências.
d)O acolhimento de um pedido de reconsideração pela autoridade que proferiu decisão administrativa.
e)A coordenação das ações de servidores subordinados.

6.Assinale a opção correta acerca das autarquias:

a)As autarquias são detentoras, em nome próprio, de direitos e obrigações, poderes e deveres, prerrogativas e responsabilidades.
b)As autarquias são hierarquicamente subordinadas à administração pública que as criou.
c)As autarquias são criadas e extintas por ato do chefe do Poder Executivo.
d)Ao criar uma autarquia, a administração pública apenas transfere a ela a execução de determinado serviço público, permanecendo com a titularidade desse serviço.
e)As autarquias não estão sujeitas ao controle externo do Poder Legislativo.

7.Atividade da administração pública, expressa em atos normativos ou concretos, de condicionar, com fundamento em sua supremacia geral e na forma da lei, a liberdade e a
propriedade dos indivíduos, mediante ação ora fiscalizadora, ora preventiva, ora repressiva, impondo coercitivamente aos particulares um dever de abstenção (non facere), a fim de conformar-lhes os comportamentos aos interesses sociais consagrados no sistema normativo.
Celso Antônio Bandeira de Mello. Curso de direito
administrativo. Editora Malheiros. 20.ª ed., p. 787.

A definição objeto do fragmento de texto acima se refere ao poder:

a)Regulamentar.
b)Discricionário.
c)De polícia.
d)Hierárquico.
e)Disciplinar.

8.Acerca dos processos licitatórios, assinale a opção correta:

a)Considera-se deserta a licitação quando nenhum dos interessados é selecionado em decorrência de inabilitação ou desclassificação.
b)A modalidade de licitação denominada pregão, nos termos da legislação vigente, somente pode ser adotada no âmbito da União.
c)É inexigível a licitação para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado.
d)Na modalidade de licitação denominada pregão, caso o licitante vencedor seja inabilitado, o pregoeiro deverá declarar a licitação fracassada e realizar novo julgamento.
e)Havendo interesse público superveniente, a administração poderá deixar de firmar o contrato, ainda que o resultado da licitação já tenha sido homologado.

9.Assinale a opção correta no que concerne à responsabilidade civil do Estado:

a)Nos Estados absolutistas, negava-se a obrigação da administração pública de indenizar os prejuízos causados por seus agentes aos administrados, com fundamento no
entendimento de que o Estado não podia causar males ou danos a quem quer que fosse (the king can do no wrong). Segundo a classificação da doutrina, a teoria adotada nesse
período era a teoria do risco integral.
b)Perante o transportado, a responsabilidade da transportadora que exerça função pública sob concessão é contratual e subjetiva.
c)A Constituição Federal de 1988 adotou o princípio da responsabilidade civil subjetiva para as autarquias.
d)De acordo com a teoria da responsabilidade objetiva, o Estado responde pelos danos causados por seus agentes a terceiros, independentemente da prova de culpa ou da
demonstração do nexo causal.
e)Uma sociedade de economia mista prestadora de serviço público responderá por danos causados a terceiros independentemente da prova de culpa.

10.Com relação aos atos administrativos, assinale a opção correta:

a)A revogação do ato administrativo incide sobre ato inválido.
b)A revogação do ato administrativo tem efeitos ex tunc.
c)Somente a administração pública possui competência para revogar os atos administrativos por ela praticados.
d)O Poder Legislativo pode invalidar atos administrativos praticados pelos demais poderes.
e)O ato administrativo discricionário é insuscetível de exame pelo Poder Judiciário.

ATENÇÃO - O gabarito será publicado na 2a Feira.

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Simulado de Racioncínio Lógico
Thaís Dias

ATENÇÃO - O gabarito será publicado na 2a Feira.

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E terminamos por aqui, amigos concurseiros!

Não se esqueçam de nos enviar uma foto da sua mesa de estudos para concurseirosolitario@gmail.com

Até o próximo final de semana!

Vale a pena prestar concursos públicos com remuneração baixa?

CONCURSO PÚBLICO - Confirmadas 13.933 vagas de até R$ 1,5 mil

Vai me dizer que uma chamada assim não chama a sua atenção. É só juntar o termo “Concurso Público” e um número grande seguido da palavra “vagas” para imediatamente chamar a atenção de meio mundo de concurseiros ávidos pelo sonho dourado de um concurso público com tantas vagas que torne a conquista de uma delas fácil independente do número de candidatos.

Ok, sua atenção foi chamada, mas daí vem a decepção quando você vê o valor da remuneração ... “Só R$ 1,5 mil?!”. Nesse momento 80% dos concurseiros que voltaram sua atenção voltada para aquela chamada desistem do concurso sem ao menos obter mais informações sobre ele.

Pergunto ... não vale mesmo a pena prestar concursos com remuneração tão baixa?

Bem, ao meu ver a resposta é simples ... SIM ... e ... NÃO. Explico.

Devemos considerar vários fatores antes de decidir se vale ou não a pena prestar um concursos para cargos com remuneração baixa. Para facilitar as coisas, dividamos esses fatores em “materiais” e “mentais” e vamos dar uma olhadinha rápida nos mais importantes.

Fatores Materiais

Situação financeira do concurseiro – Um fator muito importante que o concurseiro deve levar em consideração é sua situação financeira. Se o cara tem uma situação mais folgada, conta com uma poupança ou com a ajuda de familiares para pagar suas contas, comprar material de estudo, pagar inscrições, bancas despesas de viagem para prestar provas, então, tudo bem. Agora, se o cara anda com a grana curtíssima e isso está afetando seus estudos diretamente (não pode comprar materiais de estudo, não presta concursos porque não tem grana para a inscrição ou viagem, ...), então é bom colocar na cabeça que R$ 1,5 mil é muito maior que R$ 0,0 mil!

Local de residência e exercício do cargo – Outro fator muito importante a ser considerado são os custos envolvidos com assumir o cargo caso o concurseiro passe no concurso e seja empossado. Se essa posse for significar mudança de cidade, arrumar um novo local para morar, comprar móveis, ou seja, despesas, então é mesmo melhor nem pensar em prestar concursos com esse nível de remuneração. Agora, se o cara irá trabalhar na cidade onde já mora ou onde tenha parentes legais que possam abrigá-lo sem custos, então a coisa fica mais palatável.

Fatores Mentais

Há quanto tempo se está estudando para concursos públicos – Estudar muito tempo para concursos sem alcançar nenhum sucesso é dose para leão. Então porque não prestar um concurso mesmo que tenha remuneração baixa apenas para ter o gostinho de estar entre a lista dos aprovados? Olha, estar numa lista de aprovados é um ótimo incentivo para continuar estudando com força para concursos melhores.

Peso da auto-cobrança e cobrança de familiares e amigos – Outra coisa que incomoda e mesmo atrapalha a muitos concurseiros é a cobrança, própria e de pessoas próprias. Outro motivo para prestar um concurso mesmo que ofereça baixa remuneração. Passando você está calando a própria boca ou a de amigos e familiares. Dica: Não diga para ninguém que você prestará um concurso desse tipo, para evitar que lhe encham o saco caso você não passe, o que pode acontecer, nunca se sabe.

Resumo da ópera – Como vocês podem ver, não devemos descartar de cara concursos públicos levando em conta apenas a remuneração, pois existem outros fatores que podem os tornar muito interessantes para muitos concurseiros, talvez até para você. Então, que tal reservar meia horinha para pensar sobre o que falei, talvez você conclua que um concurso assim não seja assim tão mal para você!

Charles Dias é o Concurseiro Solitário

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Clipe do dia




"Love is Noise" com The Verve ... música muito dançante e clipe muito legal!

A Teoria do Ponto de Ônibus

Dias atrás recebemos esse um comentário para um dos artigos que publicamos, enviado pela concurseira Mônica Lago, que diz exatamente isso logo no comecinho:

“Eu ando muito desanimada ultimamente. Não sei direito o que aconteceu comigo, mas sei que foi desde a "paulada" que levei no STJ, que era meu sonho... Foi marcante essa última experiência, porque mexeu comigo de uma forma diferente (cheguei a ficar doente, de cama). Uma semana antes da prova, eu vi o ônibus do tribunal passando na porta de casa. Parei na esquina, fiquei olhando, olhando ... Os dias passaram e, depois que fiz a prova e corrigi, vi que tinha ido muito mal e fiquei pensando: "Meu sonho foi embora, como aquele ônibus!". Desde então, não tenho conseguido estudar com a mesma motivação.”

A Mônica inclusive reclamou que não havíamos publicado seu comentário, só que ela não sabia é que eu o havia selecionado para ser parte desse artigo, na verdade foi ele que me inspirou a escrever esse artigo. Vamos lá.

Ontem mesmo expliquei para uma amiga concurseira que também anda meio desanimada com a demora no sucesso na Guerra dos Concursos Públicos a boa e velha Teoria do Ponto do Ônibus, uma teoria brilhantemente simples e que se aplica, perfeitamente, à nossa luta.

Essa teoria tem um enunciado simples:

“Depois que você espera muito tempo por um ônibus que teima em não passar, não vale a pena você desistir porque, provavelmente, ele passará pelo ponto apenas alguns minutos depois que você desistiu e foi embora achando que ele não passaria mais.”

Traduzindo para nossa realidade concursídica:

“Depois que você estuda muito tempo para passar em concursos públicos e o sucesso teima em não acontecer, não vale a pena você abandonar a luta porque, provavelmente, o ônibus da posse passará apenas alguns minutos depois no ponto em que você estava e do qual foi embora achando que o sucesso nunca passaria mais por lá”.

É exatamente isso que a Mônica parece estar fazendo com o seu “Meu sonho foi embora, como aquele ônibus”, assim como minha amiga que estuda há dois anos e até agora nada de sucesso, nada de posse, nada de poder comemorar o esforço recompensado.

Analisem comigo. Ambas já ficaram um tempão no ponto esperando o ônibus do sucesso. O ônibus de todo mundo passa e elas continuam lá, esperando o delas. A Mônica até se animou com um ônibus que achou que era o dela, mas não era, pelo menos nesse momento. Agora, imaginem que as duas decidam que já esperaram demais, que não tem um ônibus como nome delas que passará naquele ponto e resolvem ir embora, procurar outros ônibus, outros pontos. Daí, pouco tempo depois que elas se ausentaram passa seus ônibus, param no ponto por alguns minutos, como elas não aparecem para embarcar, vão embora. Agora, pior, imaginem que elas vejam tudo isso de uma boa distância do ponto, tentam correr de volta, mas não dá tempo e têm de dar tchau para seu ônibus que passaram, pararam, e nenhuma delas embarcou! (Até rimou ... hehehe).

Muita gente, como a Mônica, tem um cargo e um órgão do coração. Seu sonho dourado é trabalhar lá. Acontece, gente, que concursos acontecem sempre, em todos os órgãos e entidades da administração pública. Pode demorar alguns anos, mas acontecem. Daqui um, dois ou três anos haverá outro concurso do STJ. Isso não significa que você, Mônica, deva esperar “desempossada” até lá. Não! Continue estudando com garra, passe em outros concursos, seja empossada em outros cargos e continue estudando. Se quando for publicado o edital do próximo concurso do STJ você ainda quiser ir para lá, faça a prova (porque você continuou estudando), passe e seja feliz!

Resumo da ópera – Para quem já estudou sério por pelo menos um ano ininterrupto, vale a Teoria do Ponto de Ônibus. Portanto, se você se encaixa nela pense muito bem antes de abandonar o ponto, pois seu ônibus pode justamente estar virando aquela esquina ali pertinho para vir te pegar em seguida!

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Clipe do dia



"Então moçada! Estou guardando aqui algumas sugestões enviadas por vocês, mas hoje eu encontrei uma música que marcou minha adolescência! Lembro que na época que fazia a sétima série (por volta de 1988) eu tinha uma fita K7 com duas versões dessa musica, e o que me chamava atenção era justamente a versão remix que começava com um diálogo em português! Até hoje eu me lembro que emprestei essa bendita fita para um amigo de sala e o lazarento não me devolveu, inventou que tinha sido roubado com um história mais feia do mundo!" (http://xpock.com.br)

E chegou mais um final de ano ... socorro!

Ontem o final de ano finalmente chegou para mim. Antes alheio a todas as propagandas natalinas em jornais, revistas, TV e rádio, finalmente tive minha atenção chamada para o fato de que o ano está mesmo n finalzinho e que logo estaremos em 2009. O que aconteceu? Simples, minha mãe comprou um panetone Bauducco de um quilo!

É como que uma tradição familiar. Enquanto minha mãe não compra o bendito panetone, para nós oficialmente o ano ainda não chegou ao fim. Mas quando ela chega em casa trazendo a grande caixa do seu quitute preferido de natal (que ela aprecia consumir com boas xícaras de café com leite bem quente), então é hora de tomar as providências para dar adeus ao ano velho e boas vindas ao ano novo.

Confesso que a chegada do final do ano me deu uma certa aflição. Esse será o segundo natal que passo como concurseiro. Tudo bem que nesse natal estou comparativamente melhor do que estava no natal do ano passado, afinal de contas aguardo duas nomeações (que insistem em não saírem), tenho uma carga muito maior de conhecimentos e experiência, estou muito mais maduro na minha escolha pela carreira pública e tal ... mas ainda não fui empossado e no final é isso que realmente importa.

É, gente, de vez em quando somente nós, concurseiros, sabemos como é difícil conter a onda de frustração que advém de meses, anos de estudo, nomeações encalacradas, posses que parecem tão distantes. Afinal de contas, não são poucos de nós que colocam a vida em pausa para estudar para concursos públicos e nesse meio tempo nada de ganhar dinheiro, nada de consumir, nada de viagens, nada de realizar sonhos de consumo, apenas estudar, estudar, estudar e estudar mais um pouco. Mas o que breca essas ondas de aflição, no final, é a certeza de que se continuarmos lutando firme, venceremos essa guerra, que no final de uma longa caminhada de estudos e dificuldades, está um cargo público brilhando, com nossos nomes escrito nele, sussurrando para nós palavras doces como “estabilidade no emprego”, “aumentos anuais haja crise ou não”, “orgulho de ter vencido a guerra dos concursos públicos”.

Engrosso o coro daqueles que dizem “quando comecei a estudar para concursos públicos não achava que fosse tão difícil”. Claro que eu não achava, muito pelo contrário, tinha certeza de que o primeiro concurso que prestasse seria aprovação certa, nomeação dois dias depois e então era curtir a bela remuneração mensal, sol e praia. Claro que quebrei a cara e descobrir que “o buraco é mais embaixo”. Mas querem saber, isso está sendo ótimo. Hoje sei que posso ir muito além dos que acreditava serem meus limites. Se antes já tinha uma boa noção de que nada vem de graça, hoje tenho certeza.

Não conheço muitos ex-concurseiros que hoje já são servidores públicos, digo, ex-concurseiros que começaram a estudar no máximo há três anos atrás, mesmo porque antes era muito mais fácil estudar e ser aprovado em concursos públicos, mas tenho certeza de que a maioria concordaria comigo em dizer que ter lutado nessa guerra fez deles pessoas melhores, amigos melhores, filhos melhores, companheiros melhores, pais melhores. Essa experiência que estamos vivendo, se vivida até o final, é algo que muda nossas vidas e nosso modo de ver as coisas para sempre.

Essa crise global está tirando o sono de muita gente. As montadoras de automóveis já anunciaram férias coletivas. Lojas de motos tiveram uma queda absurda nas vendas por conta da dificuldade de financiamento, já que 80% das suas vendas eram financiadas. Fusões de bancos acontecem secretamente e centenas de seus funcionários estão recebendo junto com a cesta de natal uma cartinha de demissão. Só de pensar que servidores públicos não estão nem aí para tudo isso é um alento, pois logo serei um deles e também não estarei nem aí para essas coisas.

Resumo da ópera - Esse mês presto dois concursos, um deles na semana anterior ao natal, então é estudo na veia até esse dia. Depois disso já tenho concurso marcado para o começo do ano, então é estudo na veia depois desse dia. Descanso só após a posse, comemoração também. Enquanto isso é comer uma bela fatia de panetone Bauducco acompanhada de uma xícara bem quente de café com leite e voltar aos estudos, porque nosso presente de natal está guardado e depende de nós fazermos por merecê-lo!

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ATENÇÃO - O Guia de Estudos para o TRE-MG será publicado nesse final de semana.

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Piada do dia (ripada do www.omedi.net)

Aposto ‘dé reaus’ como você nunca tinha visto uma propaganda de privada/bidê antes. Pela cara do japonês deve ser um negócio prazeroso.




COLUNA DA RAQUEL SOLITÁRIA - Solitário? Nem tanto

Olá amigos do Concurseiro Solitário. Hoje, eu vou ceder meu espaço para um ex-concurseiro e hoje Procurador Federal, o Igor Rodrigues (do Blog www.blogdoigor.com). Ele foi um concurseiro sério e dedicado. De quebra, ainda é solidário com os que continuam na luta. Vale a pena ler o artigo dele e fazer uma visita ao blog dele.

Semana que vem, eu volto com mais um capítulo da minha odisséia militar (risos).

Boa leitura! Raquel Solitária

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A idéia do nome deste blog sempre me intrigou. Afinal, são seis pessoas escrevendo. Solitário COMO?

Sacaneando a Raquel a respeito disso, ela explicou que o ponto é que concurseiro sempre acaba se afastando do convívio social e, necessariamente, passando por momentos de solidão enquanto constrói o conhecimento para obter a aprovação.

Refletindo, me ocorreu que isso não é totalmente verdade. Todo concurseiro tem sempre a companhia da entidade mais conhecida em nosso meio: Lorde Murphy (que, para um a cada mil acaba se travestindo de Lady Luck).

Fale com as pessoas. Todos têm uma história para contar. Seja a prova que foi anulada por conta da queda de uma árvore em São Paulo, seja a prova da segunda fase de juiz federal que se tornou muito mais difícil por conta de uma inesperada diarréia, seja o vestibular perdido porque caiu um avião na estrada que liga Novo Hamburgo a Porto Alegre (juro!).

Nada sai exatamente como planejado, e sempre acabamos surpreendidos por imprevistos que, de um jeito ou de outro, obstaculizam a corrida pela vaga.

Por isso, é essencial que antes de estudar, que se "pense" o estudo. Assim, se de um lado sabemos que isso é inevitável, de outro ter essa noção prévia nos permite aprender a conviver com Murphy.

Para essa convivência dar certo, a primeira atitude que um concursando precisa tomar é colocar no papel todo o seu planejamento, separando horários de trabalho, lazer e estudo. De posse dessa tabelinha, o próximo passo é pressupor que imprevistos ocorrerão toda semana, e colocar isso no programa, na forma de uma reserva de horas para compensar aquelas horas de estudo perdidas.

No meu caso, por exemplo, quando estava estudando para concurso, organizei minha rotina com horas de estudo de segunda a sexta. No sábado, tinha separado um banco de horas. Nesse horário, nunca programava nada.

Assim, sempre que minha rotina em qualquer dos dias era atrapalhada, compensava no sábado e, nas (raras) semanas em que tudo acontecia como esperado, utilizava esse tempo "reserva" para meu puro deleite, sem nenhum peso na consciência, pois sabia que já tinha cumprido as horas de estudo para as quais tinha me agendado.

De modo similar, outros imprevistos relacionados ao concurso (especialmente no prova) devem ser antevistos pelo concursando e, na medida do possível, evitados.

Nunca será possível, claro, eliminar o fator sorte/acaso inerente a todo concurso, mas as medidas acima sugeridas se prestam a reduzir sua influência na hora de determinar se você será ou não aprovado.

Resumo da ópera - Imprevistos acontecem a toda hora quando se está estudando para concurso. Por conta disso, é essencial antevê-los e se preparar para compensá-los, afastando, assim, o peso que o acaso terá na hora da aprovação.

Igor Rodrigues é ex-concurseiro e editor do Blog do Igor.

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Clipe do dia



Vamos murmurar!!!! (risos)

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Gabarito do Simulado de Direito Constitucional
do último Final de Semana Vitaminado

1. D

2. E

3. A

4. D

5. D

6. B

7. A

8. B

9. D

10. C




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