COLUNA DO SOLITÁRIO CONCURSEIRO - Decisões ...

O ano do concurseiro é dividido da seguinte forma: concursos do 1º semestre e concursos do 2º semestre. É impressionante como estudamos para os concursos da primeira metade do ano, já pensando nos concursos que virão na outra metade. Uns dizem que é falta de foco, outros já acham que é esperteza, pois assim o estudo começa antes mesmo do edital.

O certo é que o mundo dos concursos é feito de boatos. Também de escolhas e decisões. Como não poderia deixar de ser, já fiz minhas para este 2º semestre. Nada melhor que escrevê-las. Daqui pra frente é o que vale.

Portando, decidi não me contentar mais com resultados bons. Já é hora de dar um basta! Neste semestre irei dar o melhor de mim e não descansarei nenhum minuto. As 24 horas do dias serão poucas para o meu entusiasmo e motivação. Não precisarei do pó de guaraná porque os meus objetivos serão a minha fonte de energia.

Decidi que passarei em 1º Lugar no concurso para o Senado. De quebra, levarei o 1º lugar, também, no concurso do STJ. Como não poderei trabalhar nos dois, optarei pelo Senado e farei um aprovado no STJ mais feliz.

Os vários TRT´s também estarão na minha mira e não irei descansar enquanto não passar por cada um deles. Não me interessa resultados bons, acho que já disse isso não é?! Eles terão que ser os melhores e para isso moverei o mundo, sem deixar a honestidade e a humildade de lado, é claro.

Chegarei a esses resultados porque criarei um método revolucionário de estudos. Um método prático, fácil e eficiente, capaz de fazer com que concurseiros de todo o Brasil sejam aprovados mais rapidamente. Se você não tem idéia de como seja, é porque estou no caminho certo. Ah! Cobrarei royalties, claro.

Grandes nomes da literatura concurseira me convidarão para escrever livros sobre a nova técnica. Recusarei. Darei preferência aos colunistas deste blog e nos tornaremos sócios. Será criada a “Concurseiro Solitário Corporation”, que terá como missão ajudar milhões de concurseiros por todo o país a alcançar o sonho do serviço público.

Enquanto isso, continuarei estudando e aperfeiçoando meus conhecimentos. No 1º semestre do ano que vem haverá mais concursos e farei os melhores. Nem preciso dizer quais serão os resultados, preciso?

Decidi que darei uma entrevista ao Jô Soares, junto com os amigos colunistas deste blog. Contaremos um pouco a nossa história e sobre o método revolucionário. O Jô fará as piadinhas de sempre e não conseguiremos falar muita coisa, desculpa!

Enfim, não sei quais as suas decisões para este semestre, mas sonhar não custa nada. Ou quase nada.

Que suas decisões o levem para o sucesso e que nós, do blog, possamos ajudar de alguma forma.

Como disse o grande Renato Russo: “Quem acredita sempre alcança”.

Bons estudos!

Tiago Gomes, um solitário concurseiro, especialmente para o Concurseiro Solitário.

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Clipe do dia



Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley, foi um dos maiores artistas do nosso tempo. Suas músicas ecoam gritos à liberdade e contra a opressão. Esta canção, em especial, se tornou um hino mundial à liberdade. Com vocês "Redemption Song".

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ARTIGO DE LEITOR DO BLOG - Auto-sabotagem?

Acho que li em maio um artigo do nosso concurseiro solitário que classificava os concurseiros em três categorias O “falso concurseiro”, o “fazedor de concurso” e o legitimo “concurseiro”.

Acredito que há pessoas que passam por todas estas três categorias como se fossem fases, na ordem apresentada, porém passei por elas de forma diferente.

Logo que escolhi está estrada, fui uma concurseira séria (a legitima) estudava com afinco, mas pelos materiais errados, com apostilas de baixa qualidade, era uma concurseira com sede que não tinha consciência de que estava no deserto. Resultado: Apesar de estudar muito, não consegui lograr um resultado positivo. Isso me assustou. Pensei: O que está acontecendo de errado? Eu sempre me considerei inteligente e não consegui nem ao menos ser classificada! Será que eu sou tão burra e incapaz?

Hoje sei quais foram meus erros, todavia naquela época, não entendia o q estava acontecendo.

Depois creio que passei pela fase do “falso concurseiro”. Todos sabiam que eu tinha entrado na guerra dos concursos e para manter minha imagem, apesar de não acreditar mais, continuei fazendo concurso. Nesse ínterim conheci pessoas que me deram dicas, tive acesso a bons livros e sites, comecei a perceber meus erros e aprendi onde encontrar material de qualidade. Mas nesse ponto o mal já estava feito, eu sabia onde estava a fonte, mas faltavam forças para atravessar o deserto.

Transpus algumas experiências ruins, noites mal dormidas, sentimento de culpa, dinheiro desperdiçado e tempo perdido. Pensei que houvesse encontrado a força necessária para lutar, entretanto ainda não obtinha o resultado esperado.

Certo dia conversando com uma colega que tem problemas com o peso, ela me relatou que através de sua analista descobriu que estava com um sério problema, o chamado “auto boicote". Para ir de sua casa para o trabalho ela poderia escolher entre dois caminhos e percebeu que quando estava de regime, escolhia sempre o caminho por onde teria que passar por uma tentadora lanchonete. Podem imaginar o resultado? Ela percebeu que fazia isso inconscientemente. Parece algo masoquista. Não? Pensei: Como é possível uma pessoa normal fazer algo que vai lhe fazer mal? Será que Freud explica!?

Aquilo me deu um estalo. Uma seqüência de cenas passou pela minha cabeça. Estava em casa tentando estudar:

- Começava a estudar pelas matérias mais “cascudas”, resultado quando chegava ás matérias de minha predileção, minha mente estava saturada;

- Marcava para estudar em horários impróprios, em que com certeza seria interrompida e inventava mil desculpas para atrasar o inicio da hora marcada para estudar;

- Sempre me esquecia de pegar uma caneta ou lápis ou apostila, isto me levava a levantar para pegá-los e até voltar a sentar havia se passado meia hora ou mais;

Em algumas vezes começava a estudar e de repente lembrava-me de algo pendente para fazer e não conseguia me concentrar até parar e terminar o que estava pendente.

No final das contas rendia poucas horas liquidas de estudo. Naquele momento percebi que sofria do mesmo mal. Sabia onde estava a água, conhecia o caminho, mas ficava caindo nas tentações que surgiam pelo caminho e ainda criei desvios que me fizerem perder de vista meu objetivo.

Eu estava passado pela “auto-sabotagem”! E para meu desespero me dei conta que não era somente com relação aos concursos, mas também em outras áreas de minha vida. Quantas coisas deixei de fazer por medo de me machucar? Quanto abdiquei de minha vida por medo de mudar?

Sempre culpava o trabalho, a família que não me deixava estudar, a falta de dinheiro para comprar o material necessário, falta de tempo para me dedicar. Destarte a culpa não era minha e sim da confluência de diversos fatores que me impediam de explorar todo meu potencial. Estava mentindo para mim mesma.

Era mais fácil colocar culpa em outros. Minha desvairada psique para me proteger impedia-me de estudar. Acho que acreditava lá no fundo que agora que eu conhecia o caminho, se por acaso eu o percorresse e não conseguisse beber da água da fonte então poderia constatar minha inépcia. Melhor viver com uma indulgente quimera do que com a inexorável verdade!

Quando você está acostumado a vencer o medo de perder é deveras assustador! Assim era melhor me iludir culpando a vida. Para não voltar a cair nesta armadilha é uma luta tremenda. Mas vou conseguir!

Resumo da ópera - Hoje acredito que estou em processo de cura. Estou deixando de ser uma “fazedora de concurso” e estou me transformando em uma concurseira de verdade.

Juliana Chaves, mais uma concurseira solitária.

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Clipe do dia



Life is like a boat” é a musica de encerramento da 1ª temporada de Bleach. Quem canta é Rie Fu, uma japonesa de voz suave e doce, suas músicas são escritas e cantadas em japonês e inglês.


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- Não deixe de dizer o que você achou desse artigo, para isso envie seu comentário agora mesmo! A autora ficará muito satisfeita em saber o que vocês acharam do artigo que ela escreveu com tanto carinho para o "Concurseiro Solitário".

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Mudanças no blog

Amigos concurseiros, hoje ao invés de um artigo sobre concursos públicos trago notícias muito interessante sobre algumas mudanças que estamos promovendo no blog e também algumas novidades que estão para sair do forno.

Criei esse blog em outubro do ano passado como uma forma de compartilhar o que venho aprendendo na guerra dos concursos públicos. Por vários meses escrevi sozinho para o blog, mas com o tempo alguns leitores começaram a enviar artigos e acabaram tornando-se colunistas fixos, o caso da Raquel Monteiro, da Flavia Crespo e do Tiago Gomes. Há, claro, alguns colegas concurseiros que enviam artigos eventuais. Esse "sangue novo" enriqueceu muito o blog e permitiu que todos os dias haja um artigo novo, o mês todo. Poderíamos ter escolhido o caminho mais fácil, mais cômodo, de deixar o blog como está. Só que idéias foram surgindo e a vontade de evoluir falou mais alto. Então chegou a hora de evoluirmos. Vejamos o que está acontecendo e o quê está para acontecer nos próximos dias.

Melhor uso da coluna fixa

O blog que aparece em seu monitor é dividido em duas colunas. Do lado esquerdo está a coluna onde vão os artigos e que é atualizada diariamente. Do lado direito há uma coluna fixa onde há algumas informações e ferramentas fixas.

Se vocês derem uma olhadinha na coluna fixa agora mesmo, notarão que temos uma pesquisa no topo da coluna (hoje com uma enquete sobre o formato da "música do dia"). Pois bem, passaremos a usar essa ferramenta de enquete constantemente. Semanalmente haverá uma enquete diferente, cujos resultados usaremos para preparar artigos especiais.

Notem também que há uma pequena apresentação da equipe fixa que escreve para o blog e no final da coluna uma listagem de sites e blogs concurseiros que indicamos e consideramos muito importantes para os concurseiros sérios. O funcionamento dessa lista é inteligente e mostra um pedacinho do artigo mais recente de cada indicação para vocês terem uma idéia do que está rolando por lá e animarem a fazer uma visita.

Artigos conjuntos

Na última sexta-feira postamos nosso primeiro artigo escrito em conjunto, ou seja, em que os quatro concurseiros da equipe fixa do blog participaram na confecção. O feedback que tivemos foi muito bom e isso nos animou a levar esse projeto em frente.

Ainda não definimos exatamente como será a regularidade desses artigos, mas a idéia é que tenhamos todas as sextas um artigo escrito em conjunto. Para essa sexta já estamos preparando uma segunda parte do artigo de sexta passada, dessa vez analisando detalhadamente o edital do concurso do STJ.

Newsletter de notícias concurseiras

Todos concurseiro sério dedica pelo menos meia hora diariamente para navegar pela Internet em busca de notícias importantes e relevantes sobre concursos públicos, seja sobre novos concursos, técnicas e material de estudo, motivação, enfim, tudo o que pode nos ajudar a lutar melhor na guerra dos concursos públicos.

Devido ao formato do blog, não há espaço para divulgarmos todas as notícias interessantes com que topamos, apesar de muitas vezes pensarmos em como seria bom divulgar essas notícias para os leitores do blog. Para resolver isso criamos o Newsletter do Concurseiro Solitário.

Funcionará assim.Todas as notícias e informações que achemos importantes e que valham a pena serem divulgadas serão incluídas em um newsletter, que será enviado por email para os leitores que se cadastrarem para recebê-lo. Simples, fácil e prático.

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Podcast do Concurseiro Solitário

Podcast – Um blog em audio, tipicamente atualizado semanalmente, que pode ser ouvido tanto no computador quanto em um tocador de MP3.

Exatamente, estamos também estamos criando um podscast do blog. Basicamente será um artigo feito em conjunto pela equipe do blog e disponibilizado em audio. Haverá também uma versão resumida em texto para quem não quiser/puder baixar o arquivo mp3.

Gente, não está sendo brincadeira para alguns de nós deixar a vergonha de lado e gravar o programa, mas está ficando muito bom. A primeira edição do podcast será lançada em breve.

Bem, essas são as novidades e esperamos que vocês as apreciem. Para nós está sendo um prazer e também uma grande motivação fazer esse trabalho.

Equipe do Concurseiro Solitário

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Por favor, respondam à enquête sobre o formato da “música do dia”. É rapidinho!

COLUNA DA RAQUEL SOLITÁRIA - Uma concurseira à deriva

Olá concurseiros! Vocês devem estar curiosos para saber se eu fui bem no concurso da Marinha. Pois é...quando um concurseiro entra no limbo parece que nunca vai sair. Explico o que aconteceu: eu acreditava que seria aprovada nesse concurso, pois me sentia muito bem preparada. Os professores do meu cursinho diziam que eu era uma das apostas deles de aprovação, só que o destino me deu aquela lambada mais uma vez. Conferi o gabarito e não fui bem. Fiz apenas 27 acertos.

Foi uma tremenda sofreguidão esperar pelo danado do gabarito, que saiu mais de uma semana depois da prova. O coração já estava ficando a mil. Engraçado é que circulou um gabarito extra-oficial pela internet no dia da divulgação do oficial e foi a maior confusão. Não sei quem foi que fez aquilo, mas no dia 15 não se falava em outra coisa! Eu mesma cheguei a corrigir minha prova por ele, pois pensei que fosse o real. Quando vi no site da marinha que não havia gabarito oficial ainda, resolvi desconsiderar o tal.

Então foi divulgado o gabarito oficial. Comparando com o outro gabarito, houve mudanças em algumas carreiras; Direito manteve as mesmas disposições. Muita gente acabou precisando rever suas notas depois disso. Eu sei que foi o maior bafafá na Comunidade do Quadro Técnico da Marinha. Havia gente me ofendendo porque eu não queria deixar o gabarito falso por lá. As pessoas gostam de sofrer! Pra quê ficar se enganando com um gabarito que não tem validade?! Melhor esperar o gabarito oficial.

Bem, visto o gabarito oficial, percebi que evoluí um pouco em relação aos anos anteriores em que prestei o mesmo concurso. Contudo a melhora não foi suficiente para eu ser aprovada. Isso me dói muito, pois eu não tinha um plano B. Não me passava pela cabeça não ser aprovada. Eu sei a matéria que foi cobrada na prova. Li a bibliografia recomendada não sei o que aconteceu. As repostas de muitas questões me deixaram perplexa.

Tenho vontade de recorrer de algumas questões, mas isso custará caro, pois é preciso pagar R$ 12,50 por questão recursada. Como estou em dúvida quanto a nove questões, estou aqui ponderando sobre esses R$ 112,50 que gastaria sem nenhuma garantia de que meus recursos serão acolhidos. Raramento vejo recursos serem acolhidos nesse concurso. Como Direito não é uma ciência exata, fica complicado fundamentar e ter minhas razões aceitas.

Agora estou realmente confusa. Sinto que estou sem chão, sem respostas, sem norte. Estou à deriva! Não sei se vale a pena tentar novamente esse concurso da Marinha ano que vem, o que implicaria começar os estudos em dezembro. Não sei se vale a pena tentar ESAEX (Exército), pois há pessoas estudando há muito tempo conhecimentos pra lá de específicos e exóticos, como Geografia e História do Brasil. Por fim, não sei se vale tentar STJ e seus milhares de candidatos correndo o risco de viajar para a capital do país e voltar meio deprê com as provas da CESPE.

Eu sei que, inicialmente, eu pretendia escrever um artigo completamente diferente para hoje. Pensava em dizer que minha vez havia chegado e como se deve agir diante de uma prova como aquela, mas fica para a próxima oportunidade. Parece que esse limbo veio pra ficar.

Resumo da Ópera - Quando estiver assim e pensando no que fazer, fique feliz por ter amigos e não se sinta culpado por ficar meio letárgico. Só não fique muito tempo nessa. Eu logo devo decidir no que focar. Afinal, eu sou uma concurseira no limbo, mas não posso ficar nessa muito tempo.

Amigos, obrigada pelas mensagens de apoio e de carinho que têm me enviado. Sem vocês, eu estaria pior que estou. O tombo foi grande.

Raquel, uma legítima concurseira carioca.

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Música de hoje



Para animar o final de semana de estudos de você, uma música que gosto muito do Jamie Cullum chamada "Mind Trick".

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Bate-papo do Concurseiro Solitário
(Hoje, DOMINGO, a partir das 20:00)

Vá ao chat do IG (http://batepapo.ig.com.br/)

Escolha nas opções de salas o Afinidades.

Escolha o canal Atualidades.

O bate-papo será na Sala 1.

COLUNA DA CONCURSEIRA CRÔNICA - O acerto e o erro

A estrada dos concursos pode ser bem traiçoeira. Ao adotar uma estratégia aparentemente boa, podemos dar um belo tropeção, dar com a cara no chão e levar um tempo até recuperar o prejuízo.

Eu chutei uma belíssima “bora fora” recentemente por um desses erros estratégicos. Entre um concurso de nível médio pra tribunal pro qual não tinha tempo hábil pra estudar e outro de nível médio pra empresa pública, fiquei com o segundo. Não dava pra fazer os dois, já que as provas seriam no mesmo dia e horário. Com uma boa pitada de prepotência, achei que a concorrência ia se concentrar toda no tribunal, já que este concurso estava pra sair havia séculos e o Rio de Janeiro inteiro estava estudando pra ele. Segundo meu raciocínio, pra empresa ficaria “o resto”. Minhas impressões começaram a se mostrar equivocadas quando entrei na sala de provas e comecei a conversar com os concorrentes. Embora o local estivesse bem vazio e as pessoas com quem falei não fossem “do ramo”, assustei-me quando elas me interaram da concorrência absurdamente alta para o cargo. Senti que o buraco seria bem, mas bem mais embaixo. O tempo da prova era curtíssimo para resolver as questões de Matemática e Matemática Financeira; a prova de Informática, que era específica, só parecia fácil. Além disso, a forma de avaliação era totalmente inusitada: apenas a nota da prova específica era contabilizada para classificação; a parte não-específica só contaria para fins eliminatórios e possíveis desempates. Trocando em miúdos, só se classificaria dentro das vagas quem praticamente gabaritasse as questões de Matemática Financeira, Informática e Processos Administrativos (pelo menos essa eu gabaritei...), com boas possibilidades de ficar nas primeiras posições para os que pontuassem bem em Português e Matemática. Como eu sofro muito com o pouco espaço para fazer continhas e “viajei” na Informática, tropecei – com dignidade, devo dizer – nas específicas. Nem meu aproveitamento de 100% em Português serviu para me deixar numa posição melhor do que um frustrante 1195º. Isso mesmo. Nem eu acreditei em tamanho fiasco, só comparável ao meu primeiro concurso.

Não, não estou me considerando uma parede depois disso. Só errei na minha aposta. Entre o cavalo garboso e vencedor e o cavalo com cara de azarão, fiquei com o azarão. O primeiro cumpriu seu “destino histórico” e eu, me achando muito esperta, perdi as fichas no azarão-azarado. Faz parte. Nesse erro não incorro mais. Como digo à exaustão, cada escorregão tem que ser convertido em pedrinha de brita para pavimentar o caminho do sucesso. Tem momentos em que o foco é mais importante que o oportunismo. E é nessa trilha que vou agora, rumo ao objetivo de figurar mais vezes no diário oficial...

Flávia Crespo é a concurseira crônica.

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Bate-papo do Concurseiro Solitário
(Amanhã, DOMINGO, a partir das 20:00)

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Escolha o canal Atualidades.

O bate-papo será na Sala 1.

ARTIGO ESPECIAL - Estudando o edital de cabo a rabo

Todo concurseiro sério sabe (ou deveria saber) que o edital é a lei dos concursos públicos. As bancas que elaboram as provas e coordenam os concursos são obrigadas a seguir o que está ali e ponto final, não há espaço para modificações muito próximas ou posteriores às provas. É no edital que está a listagem de matérias que serão cobradas em prova, entre outras informações muito importantes.

Infelizmente muitos concurseiros simplesmente dão uma olhada rápida nessas informações preciosas sem lhes dar a atenção devida. Não é a toa que há em todos os concursos muitos candidatos que realmente estudaram muito para o certame simplesmente não alcançam a vitória porque estudaram a matéria errada de forma mais errada ainda. Isso acontece porque quando pegaram o edital do concursos, apenas passaram os olhos por tudo e na parte das matérias que precisaria estudar pensou “hummm, deixa eu ver, português, direito constitucional, direito administrativo, atualidades, administração pública e legislação específica, beleza”. Com base apenas nessas informações para lá de superficiais começaram a se preparar estudando o que na sua cabeça seria cobrado dessas matérias ... só que, geralmente, isso não dá muito certo.

Gente, calma aí. Se para direito constitucional é preciso estudar apenas uma dezena de tópicos e subtópicos, porque alguém em sã consciência quereria estudar matérias que não estão previstas no programa e que, por isso, não poderão ser cobradas em prova?! Simples, por falta de atenção e planejamento, inimigos mortais da vitória na guerra dos concursos públicos.

Porque ler com muita atenção o programa de matérias que será cobrado e estudar apenas o que está previsto nesse documento? Há várias razões para isso, mas considero três mais importantes:

1 – Você não perderá tempo estudando o que não é preciso estudar, podendo com isso concentrar-se no que realmente será cobrado em prova;

2 – Como saber no dia da prova se alguma questão estará fora do programa de matérias previstas no edital e, portanto, que não poderia estar lá, se você estudou muito mais que o edital exigia?

3 – Se você não prestou atenção nem nas matérias que deveria estudar para o concurso, com certeza você também deixou de ler alguma outra informação importante existente no edital.

Matérias, tópicos e subtópicos

No edital dos concursos, a matéria que será cobrada em prova tem uma divisão que muitas vezes não é facilmente visualizada, já que para poupar espaço tudo é condensado num parágrafo só, o que dificulta analisar com atenção o que deve ser estudado.

Vejamos um exemplo prático tirado de um edital de concurso recente:

Direito Constitucional: Noções de Direito Constitucional: Natureza e conceito - Objeto - Da Constituição: Conceito - Objeto e conteúdo - Supremacia e as Cláusulas Pétreas - Dos Princípios Constitucionais: Conceito e conteúdo - Função e relevância dos princípios constitucionais - Do Estado Brasileiro: A República Federativa - Poder e divisão - A Constituição Federal de 1988: Princípios Constitucionais - Direitos e Garantias individuais e coletivos - Da Organização Político Administrativa (União, Estados Federados e Municípios) - Das Finanças Públicas e do orçamento.

Realmente fica complicado visualizar exatamente o que será preciso estudar dessa matéria. Para facilitar a vida, o melhor a se fazer é verticalizar o programa cobrado no edital. Além de ajudar os seus estudos, a verticalização da matéria dará uma visão mais nítida do que precisa ser estudado. Para fazer isso é simples, vamos quebrar esse bloco em tópicos:

Direito Constitucional:

Noções de Direito Constitucional: Natureza e conceito - Objeto –

Da Constituição: Conceito - Objeto e conteúdo - Supremacia e as Cláusulas Pétreas –

Dos Princípios Constitucionais: Conceito e conteúdo - Função e relevância dos princípios constitucionais –

Do Estado Brasileiro: A República Federativa - Poder e divisão –

A Constituição Federal de 1988: Princípios Constitucionais - Direitos e Garantias individuais e coletivos – Da Organização Político Administrativa (União, Estados Federados e Municípios) - Das Finanças Públicas e do orçamento.

Opa, melhorou. Agora vemos claramente que temos cinco tópicos para estudar dessa matéria. Só que se nos basearmos somente nos tópicos, ainda assim teremos muita coisa para estudar. Veja o primeiro tópico, “Noções de Direito Constitucional”, esse danado pode significar tanto algumas dezenas de páginas de texto quanto uma dúzia de grossos livros. Para evitar esse problema devemos quebrar os tópicos em subtópicos:

Direito Constitucional:

Noções de Direito Constitucional:

- Natureza e conceito

- Objeto

Da Constituição:

- Conceito

- Objeto e conteúdo

- Supremacia e as Cláusulas Pétreas

Dos Princípios Constitucionais:

- Conceito e conteúdo

- Função e relevância dos princípios constitucionais

Do Estado Brasileiro:

- A República Federativa

- Poder e divisão

A Constituição Federal de 1988:

- Princípios Constitucionais

- Direitos e Garantias individuais e coletivos

- Da Organização Político Administrativa (União, Estados Federados e Municípios)

- Das Finanças Públicas e do orçamento.

Agora, sim, sabemos com exatidão o que deveremos estudar dessa matéria. De cada tópico estudaremos apenas os subtópicos especificados, nada mais, nada menos.

Note que fazer o que foi mostrado é rápido, simples e prático. Se você fizer isso sempre, poderá estudar muito melhor e mais tranquilamente. Se não faz, bem, então é melhor ir preparando a bunda para ficar sentado estudando muito mais matéria do que deveria e o espírito para uma provável nova derrota na guerra dos concursos públicos, porque quem faz esse pequeno e rápido exercício de triagem de matéria para estudar está quilômetros na frente de quem não faz.

Organização é fundamental

Certo, você aprendeu que precisa estudar com atenção apenas as matérias, tópicos e subtópicos previstos no edital, aprendeu a fazer triagem, separou seu material de estudo, planeja fazer resumos, anotações e tal. Ótimo começo. Mas você há de concordar comigo de que tudo isso gerará uma boa quantidade de papel e arquivos de computador que podem virar uma bagunça e dificultar muito o estudo.

Organização é fundamental para qualquer concurseiro sério. Tem gente que é organizado naturalmente, ótimo, se você é uma dessas pessoas pode pular essa parte do artigo. Agora, se você não tem esse com natural para a organização, então precisará adquirir o hábito de organizar tudo bonitinho, porque há poucas coisas piores do que perder um tempão de estudo procurando o material correto para estudar em meio a pilhas de material.

Organize o material de estudo em pastas ou gavetas, para cada matéria, tópico e subtópico do edital, tenha tudo separadinho, assim ficará muito mais fácil estudar e revisar o material quando você terminar de estudar tudo. A mesma lógica vale para arquivos armazenados no computador. Crie uma pasta para cada matéria, dentro dela várias pastas para os tópicos e dentro delas outras pastas para os subtópicos, onde você irá guardar o material pertinente a cada um. Uma outra forma de organização é criar pastas para cada or concurso e, dentro delas, outras para cada matéria que será cobrada em prova. Quando o material que usarei está na pasta de outro concurso, basta aproveita-la.

Lembre-se, um concurseiro sério organizado vale por três concurseiros sérios desorganizados.

Os malditos tópicos obscuros

Não são poucos os editais de concursos públicos que trazem tópicos e subtópicos obscuros, misteriosos e até conflitantes. Quando isso acontece não adianta entrar em contato com a banca organizadora, pois o máximo que você receberá é um email pré-formatado dizendo que o edital está suficientemente explicado e que fica ao critério de cada um sua interpretação em quesitos específicos.

Quando topar com um desses malditos, não fique na dúvida e/ou estude errado. É para isso que existem os fóruns, comunidades e listas de discussão de concursos públicos, para tirar essas dúvidas. Para ter certeza de que receberá várias respostas, poste sua dúvida em vários e depois tire uma média das respostas para saber como lidar com os danados. Também vale perguntar para professores de cursinhos para concursos e para colegas concurseiros. O que não pode acontecer, claro, é ficar com a dúvida e com isso correr o risco de se ferrar na prova ... vai que a banca resolva cobrar metade das questões de uma matéria sobre um tópicos desses!

Estudar seguindo o edital, a lei ou o livro?

Constantemente vemos editais que não seguem o rumo natural da lei ou do nosso livro preferido. Ou então, trazem tópicos que não constam entre os capítulos de leis ou livros. É nessa hora que muitos concurseiros entram em pânico. E agora? Por onde começar a estudar? Onde achar essa matéria nesse emaranhado de leis e páginas de livros?

Quanto à ordem do estudo, a dica é a seguinte: se você já sabe a matéria, já viu o assunto, comece pelos tópicos que você tem mais dificuldade, posteriormente revise os que são mais fáceis. Não se esqueça que, às vezes, um tópico leva ao outro. Agora, se você nunca viu a matéria, não sabe por onde começar, comece estudando os “conceitos e princípios”. Eles darão o rumo certo para que você possa desbravar todos os tópicos e subtópicos indicados no edital.

Agora, se os tópicos e subtópicos do edital usam nomenclatura diferente da usada na lei ou nos livros que você tem, o caminho será mais penoso e o segredo do sucesso é ter paciência. Procure na lei ou no livro capítulos que podem levar ao assunto abordado pelo edital. Faça uma análise minuciosa e extraia todo o conteúdo que seja conexo com o conteúdo programático.

Lembre-se, é melhor perder algum tempo analisando o conteúdo programático do edital (a matéria que será cobrada em prova) para que o estudo seja totalmente dirigido à matéria que constará na prova, do que tentar estudar sem saber direito o que é necessário estudar e somente tarde demais descobrir que não estudou o que era preciso. E podem acreditar, isso é frustrante.

Cara a cara com a matéria

Prepare um guia de estudos da matéria prevista no edital para ser cobrada no concurso que você for prestar. Esse guia nada mais é que uma listagem de tópicos e subtópicos. Quando construir o guia, deixe um espaço entre os assuntos, de modo que possa riscar cada tópico e subtópico a medida que vai concluindo os estudo de cada um. Esse será seu manual de orientação de estudo muito mais eficiente e menos complicado de visualizar e trabalhar que o edital seco.

Alguns tópicos devem ser estudados diretamente pela lei e outros pela doutrina. Claro que quando começamos a estudar para concursos públicos sempre nos damos mal por não sabe interpretar os sinais indicativos de qual fonte de estudo devemos usar, mas com o tempo passamos a visualizá-los. São os aspectos doutrinários ou teóricos que nos dão essas dicas e aparecem como, por exemplo, "Conceito e classificações" ou "Princípios" ou "Fontes".

Muitos assuntos podem ser cobrados simultâneamente. Um bom exemplo está num tópico de Direito Administrativo, "Responsabilidade Civil do Estado: Controle Interno e Externo". Num primeiro momento parece que teremos de estudar dois assuntos que, à primeira vista, parecem distintos (Controle dos Atos Administrativos e Responsabilidade Civil do Estado). Contudo a malandragem está em relacionar o que foi aprendido. Somente quem aprendeu e não apenas memorizou (habilidade que a banca quer, mas não diz que quer) saberá do que se trata.

Outra coisa importante é que apesar de não ser possível ser tão antenado como se deve ser em termos de jurisprudência e atualidades (jurídicas e não jurídicas), devemos atentar a um mínimo necessário de notícias. Isso já ajuda porque algumas questões podem ser elucidadas com esses conhecimentos superficiais. Se não der pra saber muito, pelo menos saiba o mínimo. Inadmissível é ignorar o que anda acontecendo no mundo.

Outro aspecto que só quem estuda sabe é a mudança de leis após a saída do edital. Se antes isso era motivo de dúvidas, agora vê-se que convém estudar as novas (somente se entrarem em vigor antes da prova) e as antigas (para o caso de regras de transição). As bancas adoram atualidades, gostam de testar se o candidato está “antenado”, a par do que acontece no Brasil e no mundo. Elas só não colocam em prova aquilo que é controvertido ou muito extenso.

Outras informações importantes do edital

1.1 Pesos, valorações e critérios de eliminação e desempate

Além da matéria propriamente dita, é fundamental que o concurseiro saiba a relevância que cada disciplina terá na prova. Enquanto alguns concursos trazem a prova no estilo ponto-a-ponto, ou seja, cada questão certa, um ponto na prova, outros valoram de forma diferente, atribuindo pesos às questões. No último concurso da CGU, por exemplo, a prova de Técnico de Finanças e Controle teve disciplinas com peso 3, 2 e 1. Uma questão errada de Português comia 3 pontos na prova; uma correta de Informática rendia 1 mero pontinho. Pra qual delas, portanto, você daria maior ênfase nos estudos?

Outro ponto importante são os critérios de eliminação. Semanas atrás, fiz um concurso sem estudar muito, de forma bem despretensiosa. Como esperava, não passei, mas minha surpresa veio quando soube o motivo da eliminação: havia feito pontos suficientes para ter a redação corrigida, mas havia errado as duas únicas questões de Direito Civil – pelo edital, nenhuma disciplina poderia ser zerada. Isso é bem melindroso, principalmente numa prova em que são apenas 2 ou 3 questões para cada disciplina. Então, preste muita atenção no edital, lendo-o de forma interpretativa: quando ele trouxer um número x de questões, não muito alto, para serem dividas entre muitas disciplinas, com a agravante de nenhuma delas poder ser zerada, redobre os cuidados com os estudos.

Os critérios de desempate, muitas vezes dispensados da leitura, também não podem ser jogados pra escanteio. Se você tivesse que escolher entre estudar mais a disciplina A ou B, qual escolheria, se soubesse que A é o primeiro critério de desempate, e pode te elevar mais de 100 posições entre pessoas com a mesma nota? É importantíssimo saber desses critérios, até para não ter surpresas desagradáveis na classificação final...

1.2 Atribuições do cargo

Não é só a questão da escolaridade exigida: cargo tem atribuições, e nem sempre elas são compatíveis com as habilidades pessoais do concurseiro. Antes de optar pelo cargo, leia bem essa parte do edital, tentando visualizar o tipo de atividade (atendimento ao público, rotina administrativa...) e o lugar de exercício (repartição, posto de fiscalização, visita em empresas...). Tem a ver com você? Iria se sentir confortável fazendo isso? Pior do que ser reprovado num concurso é ser aprovado, começar a trabalhar e ficar desesperado para passar em outro ou ser removido...

1.3 Salário

Muita gente se inscreve em concurso acreditando nos valores de salário que vêem em primeira página de jornal. Não deveria ser assim: quem diz o salário é o edital. Nele, você sabe qual é a parcela fixa e quais são as gratificações e os benefícios. Muitas vezes, os jornais publicam salários mais altos, convertendo em dinheiro os valores do auxílio-saúde e vale-refeição. Isso dá uma falsa idéia dos rendimentos, já que o funcionário não poderá dispor livremente desses benefícios, como se eles fossem seu salário propriamente dito.

1.4 Local de trabalho

Onde você irá trabalhar? Para onde são as vagas? “Estado do Rio”, por exemplo, é muito genérico: engloba desde o Norte-fluminense, distante centenas de quilômetros da capital, até a Região dos Lagos, com seu estilo de vida praieiro, passando pela charmosa Região Serrana e a Baixada Fluminense, ótima para quem lá mora, mas de acesso difícil para moradores da Capital. O próprio município do Rio abarca os subúrbios da Leopoldina, a chamada “cidade” e a Zona Sul dos postais. No edital, preste muita, mas muita atenção mesmo nisso. É sério, gente. Dependendo de onde você for trabalhar, terá mais gastos e poderá ter de mudar seu estilo de vida. Um morador de Ipanema, por exemplo, que vá trabalhar em Duque de Caxias, terá de enfrentar horas de trânsito, dirigindo ou usando 2, 3 meios de transporte – e vice-versa pra um caxiense. Se optar por trabalhar na cidade, tudo será mais simples. Nesse ponto, a avaliação é sua, mas não prescinda dela: estaria disponível pra viver e trabalhar no interior? Quanto quer se deslocar da sua casa até o trabalho? Algum leitor deve estar pensando: “Ah, até parece, concurseiro vai pra qualquer lugar...”, mas acreditem: não é bem assim. No concurso da ANTT, em 2005, eram 67 vagas iniciais e todo o cadastro de reserva foi chamado. Sabem qual foi a origem da maioria das vagas ascendentes? Pessoas que passaram nas vagas e não assumiram o cargo porque teriam que se mudar ou levar horas pra chegar ao trabalho! Não é melhor, então, prestar atenção nisso na hora de ler o edital?

Resumo da ópera – Gente, não é a toa que qualquer concurso público somente tem início com a publicação do seu edital, afinal de contas, essas são as regras do jogo. E como alguém pode imaginar de jogar apostando seu tempo, eu esforço, sua motivação, seus sonhos ... sem saber as regras do jogo? Claro que é impensável e irresponsável fazer isso, mas muita gente faz. Com esse artigo queremos chamar a atenção para os aspectos mais importantes dos editais de concursos, mas, principalmente, para a importância do concurseiro sério estuda-lo com tanta ou até mais atenção que estuda a matéria que será cobrada em prova. Então, a partir de hoje, não pense mais que é bobagem dedicar algumas horas para estudar minunciosa e detalhadamente os editais de concursos que você vai prestar ou mesmo cogita prestar, porque não é perda de tempo, muito pelo contrário, é garantir que se vai jogar sabendo as regras do jogo.

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Esse é o primeiro artigo especial escrito em conjunto pelos quatro articulistas do blog. Nossa intenção ao fazer isso foi de preparar um artigo mais completo e abrangente sobre o assunto abordado, contando para isso com o ponto de vista, dicas e experiência de cada um.

Queremos muito saber o que você achou desse artigo, do formato, da abordagem do assunto. Para isso você pode nos enviar um comentário, postar sua opinião no box de mensagens na coluna da direita do blog (logo acima do mapinha de visitantes) ou deixando seu comentário em nossa comunidade no Orkut (basta clicar no homenzinho aí embaixo). Só não deixe de nos enviar sua opinião, comentários, dúvidas e sugestões quanto a esse artigo.

IMPORTANTE - Esse assunto é muito importante para todos os concurseiros sérios. Ajude-nos a divulgá-lo enviando o link para um amigo, para os colegas de cursinho, indicando em seu blog. Se cada leitor do blog indicar o artigo para algum amigo ou colega, muito mais concurseiros saberão que caso as bancas não respeitem os editais dos concursos, estarão agindo elegalmente. E já viu, quanto mais concurseiros conscientizados e conscientes dos seus diretos, menos fraudes e injustiças acontecerão.

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Recursos de questões - Será que vale o esforço?

Você resolve prestar determinado concurso. Como bom concurseiro sério você analisa o edital com cuidado para ter certeza do que estudar, usa o melhor material de que pode dispor, faz exercícios, resumos, estuda lei seca, ou seja, se prepara para a prova. Então chega o grande dia, o fiscal lhe entrega o caderno de questões e você começa a fazer a prova. Não demora muito para você encontrar uma questão mal formulada que torna respondê-la adequadamente uma missão praticamente impossível. Uma dúzia de questões depois você encontra outra questão com problemas, dessa vez ela apresenta algum item discrepante ou contraditório. No final da prova você está com a pulga atrás da orelha em relação a algumas das questões que tem certeza de que não poderiam estar na prova da forma como foram formuladas. Alguns dias depois a banca divulga o gabarito oficial da prova. Com concurseiro sério não tem medo de conferir esses gabaritos, lá vai você checar seu desempenho. Também não demora muito para você encontrar algumas respostas do gabarito que estão claramente errada, questões que você jura de pé junto que acertou e tem todos os argumentos para defender sua resposta.

Quando acontecem situações assim, o concurseiro dispõe de uma ferramenta muito importante, mas também pouco compreendida, pouco usada e, principalmente, mal usada, o recurso.

Uma das definições para “recurso” apresentadas pelo dicionário Houaiss é uma definição como termo jurídico e diz o seguinte:

Rubrica: termo jurídico - meio que a parte vencida em um processo possui para provocar a revisão de uma decisão judicial desfavorável.

Traduzindo essa definição para o meio concursídico fica assim:

Rubrica: termo concursídico - meio que o concurseiro possui para provocar a revisão da correção de alguma questão de prova.

Basicamente o recurso deve ser usado quando:

- Há vícios de formulação em alguma questão.

- A resposta apresentada no gabarito oficial para alguma questão está errada.

Na primeira situação é claro que não há como responder a questão ou que haja apenas uma resposta possível, visto que foi mal formulada é questão mal feita, mal pensada, mal escrita. No segundo caso a resposta do gabarito simplesmente está errada.

Então o recurso nada mais é que um pedido para que a banca analise seus argumentos e com base em sua validade e correção anule as questões viciadas e/ou corrija o gabarito. Ou seja, é um procedimento oficial que tem um rito a ser seguido.

Prazo –O edital traz o prazo em que os candidatos poderão interpor recursos, ou seja, candidatos descontentes somente poderão recursar durante um intervalo específico de tempo e ponto final.

Exemplo:

2.1. O candidato que desejar interpor recursos contra os gabaritos oficiais preliminares da prova objetiva disporá de até 05 (cinco) dias úteis, a contar do primeiro dia útil subseqüente ao da divulgação desses gabaritos.

2.2.1 O recurso interposto fora do prazo não será conhecido, sendo considerada, para tanto, a data da interposição no endereço eletrônico acima indicado.

Procedimento – Interpor recursos requer um procedimento formal e determinado também no edital. Em tempos de Internet as bancas geralmente disponibilizam uma tela específica para isso em seus sites no prazo definido para a interposição de recursos.

Exemplo:

2.2. Para recorrer do indeferimento da redução da taxa de inscrição, do gabarito, da pontuação dos títulos, do resultado da perícia médica para os portadores de deficiência e da classificação final o candidato deverá utilizar o endereço eletrônico www.banca.com.br e seguir as instruções ali contidas.

2.2.2 Não será aceito recurso interposto via fax, e-mail ou por qualquer outro meio além dos previstos neste capítulo.

Embasamento – O recurso é o meio que os candidatos têm de fazer a banca conhecer seus argumentos quanto ao vício de questões e incorreção do gabarito. Argumento é a prova que serve para afirmar ou negar um fato, logo tem de ser algo relevante, fundamentado. Não adianta nada interpor um recurso do tipo:

“Não concordo que a questão tal deva ser mantida na prova, visto que ela está mal formulada. Além disso, o gabarito da questão xx também está errado e deve ser corrigido”.

Imagine se você fosse o examinador da banca que recebesse esse recurso para analisar. Há algum argumento aí? Há alguma prova de que alguma questão está mal formulada ou que o gabarito de alguma outra está incorreto? Claro que não, então esse recurso não tem porque ser acolhido.

Argumentar significa provar com lógica e/ou exposições sobre o assunto de autores consagrados que você está certo e a banca errada. Algo mais ou menos assim:

“Não concordo que a questão tal deva ser mantida na prova, visto que o uso da palavra xxx induz o candidato a considerar que a primeira parte do argumento contradiz a segunda parte, visto que sua definição pelo dicionário Houaiss, blá blá blá, torna clara e inequívoca tal constatação. Além disso, o gabarito da questão xx está errado, pois segundo o jurista fulano de tal em sua obra xyz “blá blá blá blá”, portanto é claro e inequívoco que tal questão está correta, ao contrário da resposta apresentada no gabarito oficial, fazendo-se necessário, portanto, sua correção”.

IMPORTANTE – Notem que também há recursos para a correção de redações e questões dissertativas em geral.

Após o período para a interposição de recursos, as bancas deverão analisar cada um e então comunicar se foram acolhidos ou recusados. Se acolhidos os recursos, as questões deverão ser anuladas e/ou o gabarito corrigido. Se não foram, o candidato tem o direito de saber o porquê da recusa.

“As bancas de concurso, freqüentemente, produzem questões mal formuladas, com duas respostas ou sem resposta.

Os recursos administrativos feitos pelos concursandos para a anulação de questões ou mudança de gabarito devem ser analisados e fundamentados com observância do princípio da motivação (art. 50, III da lei 9784/99).Comumente as bancas não justificam as análises dos recursos.

Esse princípio determina que todos os atos administrativos, acerca de concurso público, deverão ser justificados.

Trata-se de direito líquido e certo do candidato a observância desse princípio, podendo ser corrigida a omissão pelo remédio constitucional mandado de segurança.

Assim, não só as questões que tiveram o recurso acolhido devem ser motivadas, mas também todas as outras que não sofreram alteração de gabarito ou não foram anuladas.

Com a motivação, o candidato poderá ajuizar ação anulatória com fundamento na teoria dos motivos determinantes.”

Fonte: www.pciconcursos.com.br/consultoria/108

Eu, particularmente, raramente não apresento algum recurso nos concursos que presto, mesmo nos que sei que não tenho chances de aprovação. Faço isso porque:

1 – É meu direito e vou fazer uso dele sempre que houver necessidade para isso.

2 – Se encontro questões com vício de formulação ou respostas erradas nos gabaritos oficiais, não deixo barato ou levo desaforo para casa não reclamando.

3 – Somente com enxurradas de recursos as bancas passarão a prestar mais atenção à formulação das provas e confecção dos gabaritos. Afinal de contas, para analisar os recursos elas precisam de especialistas, o que significará custos e, portanto, menos lucro. É fazendo pesar no bolso das bancas que conseguiremos que elas respeitem mais os concurseiros e façam provas bem feita e gabaritos sem erros.

Resumo da ópera – Recursar contra questões com vícios de formulação e/ou gabaritos errados é seu direito líquido e certo, que você não somente pode, mas deve usar. Claro, faça isso direito. Apresente recursos muito bem fundamentados e que não possam ser facilmente recusados, afinal de contas, concurseiros sérios devem ser sérios tanto no estudo quanto ao fazer valer seus direitos.

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1 - Por favor, quem nos enviar mensagens pelo Orkut não se esqueça de verificar nas configurações de sua conta se qualquer pessoa poderá lhes enviar uma resposta. Está acontecendo muito de recebermos perguntas e comentários e não termos como responder simplesmente porque as pessoas configuram suas contas para somente receberem mensagens e scraps de gente que está na sua lista de amigos!

2 - Amanhã, sexta-feira, postaremos um artigo muito bom sobre como extrair corretamente do edital de concursos que matéria será preciso estudar, otimizando assim o tempo e a forma de estudo. Não perca.

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Clipe do dia



Um clip vindo do filme "O Talentoso Ripley" com os clássico da música italiana "Tu Vuo' Fa L'Americano". Adoro essa música.

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