Síndrome do já estudei isso, então pula

É interessante como a guerra dos concursos públicos se parece mesmo com uma guerra de verdade. Temos armas mais ou menos eficientes, estratégias de batalha, tipos de abordagem e, também, armadilhas. Algumas armadilhas são mais toscas e fazem vítimas apenas entre os novatos, outras são mais sofisticadas e fazem vítimas de todos os tipos, mas há armadilhas inteligentes que fazem vítimas apenas entre os concurseiros mais experientes, que adoram os “macacos velhos” e que, por isso mesmo, são impiedosas.

Uma dessas armadilhas é o que chamo de “Síndrome do Já Estudei Isso, Então Pula”.

Essa síndrome afeta quase que exclusivamente concurseiros experientes. Quanto maior a experiência e o tempo estudando para concursos e fazendo provas, mais essa armadilha surge no meio do caminho, do nada, secreta, silenciosa ... e mortal.

A “Síndrome do Já Estudei Isso, Então Pula” age basicamente em três momentos do cotidiano do concurseiro sério experiente e é importante observarmos como acontece em cada um.

1º Momento – Na leitura dos editais

Depois de um ano de estudo, o concurseiro sério já deve ter lido pelo menos uns trinta editais de concurso, no começo apenas para treinar, depois para brigar seriamente por uma das vagas oferecidas. Lá pelas tantas aparece a “Síndrome do Já Estudei Isso, Então Pula” e é raro o concurseiro que não é vitimado por ela.

Uma vez vitimado, o concurseiro simplesmente começa a pular extensas partes dos editais de concursos sem nenhuma dor na consciência, porque seu cérebro infectado fica lhe dizendo que “isso é igual em todos os editais, então você não precisa perder seu tempo lendo tudo de novo, pula, pula”.

2º Momento – Durante o estudo

Todo concurseiro sério e mais experiente sabe que “a repetição é mãe do aprendizado”. Infelizmente muito das matérias cobradas em concurso precisa não apenas ser entendido e compreendido, mas também memorizado. São prazos, definições, nomes e tal. Se no começo tudo é novidade, com o tempo tudo vai ficando conhecido e é nesse momento que surge a “Síndrome do Já Estudei Isso, Então Pula” e faz do concurseiro mais uma vítima.

Uma vez vitimado, quando está estudando partes de matérias que precisam memorizadas, a síndrome faz com seu cérebro dispare uma mensagem falsa que diz “item memorizado, pode pular”. Só que o item não foi memorizado coisa nenhuma, ele foi apenas reconhecido de cara por ter sido lido tantas vezes, mas não foi memorizado como deveria.

3º Momento – Durante a prova

Não há provas de concursos que não tragam um punhado de questões longas, chatas e/ou difíceis de ler. O Cespe faz isso, a Esaf é craque em fazer isso, a Vunesp faz, a FCC adora, enfim, todas as bancas usam desse tipo de questão. É claro que temos de dar a essas questões ainda mais atenção do que às questões curtas, pois há o tempo envolvido na leitura versus o tempo curto para fazer toda a prova e ainda marcar a folha de resposta, há a possibilidade de haver “pegadinhas” no meio dessas questões e por aí vai. Só que a pressa e a sensação de conforto que o tempo mais longo de estudo do concurseiro mais experiente formam um terreno fértil para a “Síndrome do Já Estudei Isso, Então Pula” e lá se vai mais um punhado de vítimas.

Uma vez vitimado, o concurseiro desenvolve o fatal costume de ler questões pela metade. Funciona assim. O concurseiro começa a ler a questão e muitas vezes o cérebro afetado pela síndrome dispara uma mensagem de “já vi isso em algum lugar, estava exatamente assim quando você leu”, o que dá uma falsa sensação de conforto e faz o concurseiro simplesmente deixar de ler o restante da questão ou então ler com menos atenção antes de dar a resposta, o que, claro, é fatal em muitos casos.

Como vocês podem notar, a “Síndrome do Já Estudei Isso, Então Pula” é muito séria e geralmente prejudica muito os concurseiros vitimados, mas ela pode ser evitada e tratada com alguns cuidados simples, porém de resultados altamente eficiente e cientificamente comprovados.

No 1º momento, resista à tentação de pular trechos do edital. Simplesmente leia item por item mesmo que você já tenha lido cada um dezenas de vezes. E leia com muita atenção. Pode acontecer de alguns itens serem modificados pela banca apenas levemente, mas o que pode ser suficiente para mudar profundamente as regras do jogo.

No 2º momento, simplesmente desconsidere qualquer mensagem do seu cérebro dizendo que um item já foi memorizado. Por via das dúvidas, assuma que você não memorizou coisa alguma. Estude cada item do material com o máximo de atenção, como se sua vida dependesse de entender, compreender e memorizar devidamente o que está sendo lido.

No 3º momento, por nada desse mundo deixe de ler cada item de cada questão inteirinho pelo menos duas vezes. Isso mesmo, leia a questão toda, de cima abaixo, com a mesma atenção máxima, com o mesmo cuidado máximo, não apenas uma vez, mas pelo menos duas. Se puder ler três vezes, melhor ainda.

Resumo da ópera – Não pensem que a “Síndrome do Já Estudei Isso, Então Pula” é uma doença física, porque não é, trata-se de uma doença de estudo, uma doença que somente existe em nossa mente, mas que é tão perigosa e fatal quanto uma daquelas doenças de filmes apocalípticos que devastam o planeta e transformam todos em zumbis. Essa síndrome não escolhe idade, cor, sexo, classe social, ela é democrática em sua predileção por concurseiros experientes. Se você já foi vítima dela, sabe exatamente do que estou falando. Se ainda não foi, cuidado para não se tornar a próxima. Se você é, basta seguir os cuidados que listei que você será curado rapidamente. Digo isso como um concurseiro que já foi vítima dessa síndrome maledeta e sentiu na pele o quanto ela pode ser nociva e prejudicial para os estudos, para a moral e a motivação.

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Procuramos concurseiros de diferentes lugares do Brasil que topem bater um papo com a gente. Esses papos irão servir de base para um futuro artigo do blog, de viés jornalístico. Emails para concurseirosolitario@gmail.com

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PERGUNTA DO DIA

Você já foi vítima algum dia da "Síndrome do já estudei isso, então pula"? Se não foi, acha que existe mesmo ou que é bobagem? Tem medo de ser infectado?

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G A B A R I T O - Simulado RI-STJ #2


1 – E ...............Art. 3º
2 – E ...............Art. 6º
3 – E ...............Art. 10º, VIII
4 – C ...............Art. 13, I, “a”
5 – C …………..Art. 14, Parágrafo Único
6 – E …………..Art. 17
7 – E …………..Art. 19
8 – C …………..Art. 21
9 – C …………..Art. 22
10 – C………….Art. 23


Amanhã publicaremos um novo simulado com uma nova dezena de questões inéditas. Não perca!

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Clipe do dia



O "No Angels" é um grupo alemão formado só por meninas que faz um sucesso danado na Europa, mas que, curiosamente, não é conhecido no Brasil. Um de seus maiores sucessos foi a regravação de um sucesso dos anos 80 que ficou conhecimento mundialmente por ter sido música tema do famoso filme "Top Gun", a música "There Must Be an Angel" originalmente gravada pelo Eurythmics.

Para os concurseiros homens de plantão eu já aviso, a moreninha de cabelos encaracolados é minha, ví primeiro, ninguém tasca!

Concursos: necessidade ou modismo?

Salvo exceções, é típico do ser humano correr para o lado que o vento sopra. Não me refiro apenas à necessidade, mas também ao modismo desregrado. É de assustar o movimento que se faz, em todo o país, entorno do assunto “concurso público”. A mídia abriu espaço, os cursinhos tomaram o espaço das faculdades, professores viraram celebridades e os candidatos aprovados são invejados por onde passam. Diante da situação, faço uma pergunta: hoje as pessoas estudam para concurso apenas por necessidade e opção de vida, ou porque os concursos viraram moda?

Todos nós sabemos que a necessidade faz o momento, tem até um ditado que diz assim: “cada um sabe onde o sapato lhe aperta”. Apesar dos avanços, nosso país não consegue absorver todas as pessoas no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, assistimos ao crescente número de concursos, sinal da democratização da máquina pública, que se desfaz cada vez mais de nepotismos e falcatruas. Ora, se sobram vagas no serviço público, onde existe estabilidade e paga-se bons salários, por que não prestar concursos? Essa é a pergunta que vem sendo amplamente difundida pela mídia e que acabou criando um modismo que pode gerar frustração em muita gente.

Infelizmente, a mesma mídia e os próprios cursinhos vendem a idéia que estudar para concursos é fácil. Basta estudar e pronto. A vaga estará garantida. Não é bem assim. Se você começou a estudar agora ou já está na estrada há um tempo e continua pensando dessa forma, cuidado! Estudar para concursos é difícil, doloroso e, muitas vezes, cruel. Por algum tempo você estudará pra algo que não consegue apalpar (diferente do ensino médio e faculdade, quando você estuda para tirar a nota e passar de ano). Por algum tempo, terá que correr em um túnel assombroso, escuro e sem uma luz sequer. Terá que controlar sua ansiedade, seus medos, seu nervosismo. Matará dois leões por dia porque um leão todo mundo mata. Você lutará contra o sono, a preguiça, a desmotivação. Vai ter que se virar pra arrumar forças que você nunca achou que tivesse.

Pode ser que você não precisa passar por nada disso? Pode. Mas saiba que será uma exceção. A regra é: o estudo para concursos é difícil e doloroso. Para alguns pode até ser um pouco mais fácil, para outros, muito, mas muito mais difícil. Não conheço ninguém que tenha passado em um concurso sem ter se privado de algo na vida para encarar a dura batalha dos estudos e das provas. Entrar neste “mundo” sem saber onde está pisando pode ser frustrante. Por isso é importante que o candidato saiba um pouco sobre a guerra dos concursos públicos e não se iluda com promessas da mídia e cursinhos quando afirmam ser um processo fácil e sem maiores problemas.

Outro ponto importante: o serviço público não enriquece ninguém (a não ser por meios ilícitos). Quem pensa o contrário está enganado e é melhor que se prepare para a área privada. Essa sim pode dar altíssimos salários a nível executivo. O serviço público é uma opção de vida, o indivíduo tem a estabilidade para desempenhar um serviço para a sociedade mediante uma remuneração justa. O servidor não trabalha 2 dias na semana, 4 horas por dia. Acredite, existe muito trabalho no serviço público. O que pode não ter é a mesma cobrança da área privada.

Pelo modismo, os pais que antes queriam que seus filhos fossem médicos, engenheiros, advogados, hoje sonham que os filhos sejam “funcionários públicos”. Criam expectativas em jovens que estão em processo de formação e que poderão não se adaptar ao trabalho no serviço público. Como é o caso do pai que deseja que o filho (perna de pau) seja jogador de futebol sem ao menos dar a ele outras oportunidades. O garoto não conseguirá atingir o sonho do pai e poderá perder boas oportunidades em outras áreas. Ao entrarmos para o serviço público, nossa função será de servir a sociedade, devemos estar preparados para isso.

Resumo da Ópera: Este é um assunto espinhoso, porém necessário. Muitos entram de cabeça no mundo dos concursos sem saber o que lhes espera. Estudar para concursos é uma atividade difícil, pois vai muito além do estudo em si. É a vida do indivíduo que estará em jogo. A partir do momento que estudamos para concursos, além da necessidade, fazemos uma opção de vida e devemos estar preparados para os obstáculos. O serviço público, pela estabilidade e tranqüilidade pode ser muito bom para muitos, mas pela burocracia e monotonia pode ser péssimo para outros. Saber antes onde estará pisando é crucial para o neo-candidato. A rapadura é doce mas não é mole não.

Tiago Gomes, um solitário concurseiro especialmente para o Concurseiro Solitário.

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PERGUNTA DO TIAGO

E você, acha que concursos públicos vêem se tornando uma necessidade em termos de opção de carreira e trabalho, ou acha que todo esse "barulho" em torno do assunto é puro modismo?

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Simulado RI-STJ #2


1 – O Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor são eleitos em plenário dentre os seus membros.

2 - Junto ao Tribunal funciona o Conselho de Justiça Federal, com atuação em todo o território nacional , cabendo-lhe a supervisão administrativa e financeira da Justiça Federal de primeiro e segundo graus.

3 – Compete à Corte Especial aprovar o Regimento Interno do Conselho de Justiça Federal .

4 – Compete às Turmas julgar, originariamente, os habeas corpus, quando for coator Governador de Estado e do Distrito Federal, Desembargador dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, membro dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e do Ministério Público da União que oficie perante Tribunais;

5 – Em regra, a remessa feito à Sessão, pela Turma, far-se-á independentemente de acórdão.

6 – A eleição, por voto secreto do Plenário, dar-se-á sessenta dias antes do término do biênio.

7 – Se ocorrer vaga no cargo de Vice-Presidente será chamado o Coordenador-Geral da Justiça para sucedê-lo.

8 – É de competência do Presidente presidir e supervisionar a distribuição dos feitos aos Ministros do Tribunal e assinar a ata respectiva, ainda quando realizada pelo sistema eletrônico de processamento de dados.

9 - O Vice-Presidente integra o Plenário e a Corte Especial também nas funções de relator e revisor.

10 - O Coordenador-Geral exercerá, no Conselho da Justiça Federal as atribuições que lhe couberem, na conformidade da lei e do seu Regimento Interno e integrará o Plenário e a Corte Especial também nas funções de relator e revisor.

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Clipe do dia



Esse clipe é uma cena do filme "Ritmo Total" (Drumline). O filme é estilo sessão da tarde, mas a cena com instrumentos de percussão é contagiante. Depois desse artigo espinhoso, o clipe servirá para amenizar um pouco a tensão e voltar aos estudos com força total.

Vencendo gigantes

A Bíblia narra uma história interessante sobre o povo judeu. Conta-se que Moisés, líder deste povo, enviou doze homens para espionar uma terra que Israel desejava conquistar. Desses doze homens, dez retornaram dizendo que a terra era muito boa, que era fértil e dava bons frutos, mas que o seu povo era forte e de grande estatura, verdadeiros gigantes. Disseram ainda que, diante de tal povo, os israelitas eram como gafanhotos. Começaram logo a reclamar e a dizer que deveriam voltar para o Egito, para o lugar onde eram escravos. Porém, dois homens desse grupo de espias, retornaram contando outra história. Para eles a terra manava leite e mel, era muito boa, muito produtiva e que poderia ser conquistada. Eles não mencionaram nada sobre os gigantes que lá viram, mas olharam apenas para as boas qualidades que a terra possuía. E dos dozes homens enviados, apenas esses dois, Josué e Calebe, que acreditaram que poderiam possuir a tal terra, foram os que realmente a possuíram.

Na guerra dos concursos somos como esses dozes espias. Sabemos que a aprovação em concurso público nos dará tranqüilidade, nos proporcionará um trabalho prazeroso e produtivo e nos livrará de vez da condição de escravos. Mas, muitos olham apenas os gigantes:

- Concorrência muito grande;
- Poucas vagas ou cadastro de reserva;
- Muita matéria;
- Falta de tempo;
- Falta de dinheiro;
- Falta de apoio dos familiares, amigos;
- Desânimo;
- Preguiça;
- Pressão e cobrança.

Enfim, quando olham para o cargo almejado, para o concurso dos sonhos, tudo que vêem são gigantes a sua frente, fortes e fortemente armados. Olham para si mesmos e se sentem incapazes, como pequenos gafanhotos que podem ser facilmente esmagados por tantos gigantes.

Aqueles que vêem os gigantes como obstáculos contornáveis são os que conquistarão os cargos públicos, são os que vencerão essa guerra e desfrutarão de todos os deleites da vitória.

Isso não quer dizer que não teremos que lutar. Pelo contrário, teremos que suar muito a camisa para vencer tais gigantes. Não é fácil, mas possuímos capacidade e armas eficientes para vencer essa guerra.

Muitas vezes eu apenas olhava para os gigantes da minha vida, para tantos obstáculos que iam se levantando e não me permitiam enxergar meu sonho. Eles iam se aglomerando e se tornavam cada vez mais assustadores. E eu ia ficando cada vez mais fraquinha e incapaz, me sentindo um nada diante de tantos obstáculos. Até que um dia decidi que ia vencer esses gigantes. E fui destruindo um por um: arrumei dinheiro e comprei bons livros, abri mão de passeios e algumas amizades para ficar estudando, coloquei a preguiça de lado e me forcei a estudar, comecei a fazer “ouvido de mercador” para as críticas e pressões. Enfim, fui aos pouquinhos derrubando esses gigantes e limpando minha visão, enxergando que sou, sim, capaz de vencer essa luta.

Ainda não venci a guerra dos concursos públicos, perdi algumas batalhas que me deixaram feridas, mas não fui derrotada. Afinal, preciso vencer apenas uma batalha para ser vitoriosa nessa guerra.

Resumo da Ópera – Quando entramos nessa guerra com uma visão pessimista, olhando apenas as dificuldades, já entramos derrotados e nunca conseguiremos vencer. Olhe para si mesmo e enxergue o guerreiro forte e destemido que você pode se tornar e derrubar sozinho todo o exército de gigantes que se levantam para tentar te derrotar. Lute com toda sua força e dedicação, tendo diante de seus olhos apenas a vitória e não os gigantes que a guardam ao longo do caminho.

Malu, concurseira do Paraíso das Águas (Maceió).

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PERGUNTA DA MALU

Na guerra dos concursos públicos enfrentamos diversos gigantes. Quais são os gigantes que você precisa derrotar? Como você os derrotou ou pretende derrotá-los?

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G A B A R I T O - Simulado RI-STJ #1


1 – E Art. 1º
2 – E Art. 8º
3 – E Art. 17º
4 – E Art. 22º
5 – C Art. 27º
6 – C Art. 30º
7 – C Art. 39º
8 – E Art. 49º
9 – E Art. 59º
10 – E Art. 65º

Amanhã publicaremos um novo simulado com uma nova dezena de questões inéditas. Não perca!

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Clipe do dia



Essa é uma das músicas que mais gosto, adoro a melodia, a letra. Seu nome é "Keep Bleeding" e quem interpreta é Leona Lewis.

A pancada da Vunesp na prova da SMA-SP

Ontem fiz a prova do concurso promovido pela SMA-SP (Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Estado de São Paulo), concorrendo a uma das vagas oferecidas de Especialista Ambiental I – Gestão Governamental em Meio Ambiente, que teve como banca a Vunesp.

Decidi prestar esse concurso porque não faz muito tempo prestei o concurso promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, pelo CESPE, e como as matérias cobradas em ambos eram similares, não havia sentido em não fazer isso.

Vejamos como foi essa prova em minha opinião estritamente pessoal.

Língua Portuguesa – Sinceramente não achei difíceis as dez questões apresentadas, em sua maioria de interpretação de texto, sendo que as poucas questões de gramática eram bastante simples. O que poderia assustar um pouco mais foi o fato de que um dos textos se tratava de um poema, mas que não apresentou grandes problemas de interpretação ou questões por demais complicadas.

Raciocínio Lógico – Foram três questões do que chamo de “raciocínio lógico de passatempo”, ou seja, questões envolvendo lógica e matemática que dá para resolver sem precisar estudar o Raciocínio Lógico tradicional dos concursos públicos, com suas tabelas-verdades e tal. As questões foram bastante simples e com um pouco de raciocínio e paciência sua resolução era possível sem maiores dramas.

Informática – Comigo essa matéria é “oito ou oitenta”, geralmente não tenho problemas com ela, mas de vez em quando o bicho pega ... como nessa prova. Foram apenas três questões da matéria, mas fiquei em dúvida quanto a duas delas, pois tratavam de detalhes que, realmente, me fugiam à memória. Depois de analisar com cuidado cada uma, respondi mais no chute que na certeza, mas dessa vez fiz dois gols ... yessss.

Atualidades em Questões Ambientais – Essa matéria pegou muita gente de surpresa, inclusive a mim. Todos esperavam questões que tratassem realmente de atualidades no segmento ambiental, mas o que a Vunesp cobrou nas quatro questões da matéria foi algo completamente diferente, detalhes de leis específicas de meio ambiente e Direito Constitucional aplicado ao meio ambiente!

Direito Administrativo e Constitucional – Ficou claro que a Vunesp anda namorando com a Esaf por conta das várias questões no estilo dessa banca. Foi bastante usado um tipo de questão que, particularmente, detesto, onde são apresentados cinco longos parágrafos e então os candidatos devem indicar qual está correto ou incorreto, sendo que o que está certo ou errado é um detalhezinho que teima em escapar à observação atenta. No geral, considerei a cobrança dessas matérias justa e bastante variada, apesar da minha birra com questões que tratam de minúcias de detalhes.

Administração Pública – Nessa matéria também foi usada prodigamente questões no estilo “um pequeno detalhe fez uma grande diferença”. De administração mesmo foram poucas questões, havendo também algumas que, claramente, eram de Direito Constitucional (e, portanto, estavam no lugar errado). A maior parte das questões, no entanto, foi sobre Orçamento Público e Licitações e Contratos (Lei 8.6666/93). Apesar de não ter tido problemas nessa parte, pois já venho estudando essas matérias faz tempo, tenho certeza de que foi “osso duro de roer” para a maioria dos candidatos.

Políticas Ambientais – Quando decidi prestar esse concurso tinha certeza de que essa matéria seria problema. O edital trazia uma listagem curta de tópicos, que eram, no entanto, muito abrangentes. Prevendo que isso poderia acontecer, estudei o melhor que pude esses tópicos sem, porém, aprofundar demais, mas preferi deslocar maior parcela da minha atenção para as outras matérias. Minha estratégia foi sensata. Nessa matéria a banca, simplesmente, cobrou um pouco de tudo e com vários níveis de detalhamento. O que estudei foi suficiente para dar conta de pouco mais da metade das questões e o restante somente respondeu com 100% de certeza quem tinha um vasto e profundo conhecimento da matéria.

Resumo da ópera – Comparativamente à prova do Ministério do Meio Ambiente, deixando de lado as particularidades das bancas, considero essa prova da SMA-SP um pouco mais difícil e abrangente, com mais cara de prova de um órgão de meio ambiente. Saí da prova confiante e agora é esperar pelo resultado. De qualquer modo aprendi algo muito importante com essa prova, de que a Vunesp está de olho no que bancas consideradas mais difíceis estão fazendo e está mudando seu estilo de prova.

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Simulado RI-STJ #1


1 – O Superior Tribunal de Justiça, com sede em Brasília e jurisdição em todo o território nacional, compõe-se de trinta e três Ministros.

2 – Há no Tribunal três áreas de especialização estabelecidas em razão da competência.

3 – O Presidente e o Vice-Presidente têm mandato por dois anos, a contar de sua eleição, vedada a reeleição.

4 – É atribuição do Presidente presidir a distribuição dos feitos de competência das Seções e Turmas, assinando a ata respectiva.

5 – Os membros do Tribunal receberão, quando possível, com antecedência de, no mínimo, setenta e duas horas da data da sessão, relação dos candidatos, instruída com cópia dos respectivos currículos.

6 – A antigüidade do Ministro no Tribunal, para sua colocação nas sessões, distribuição de serviço, revisão dos processos, substituições e outros quaisquer efeitos legais ou regimentais, é regulada primeiramente pela data da posse.

7 – Dos atos e decisões do Conselho de Administração não cabe recurso administrativo.

8 – Dos atos e decisões do Conselho da Justiça Federal cabe recurso administrativo.

9 – A polícia das sessões e das audiências compete ao seu Vice-Presidente.

10 – Cabe ao Procurador-Geral o pedido de preferência para julgamento de processo em pauta.

O gabarito será divulgado amanhã. Boa resolução.

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Clipe do dia



Um belo dueto de Lisa Stansfield com Barry White em um dos maiores sucessos de sua carreira, "All around the world" de 1989, que garantiu o primiero lugar nas paradas inglesas e cravou o terceiro lugar no United States Billboard Hot 100.

COLUNA DA RAQUEL SOLITÁRIA - Uma carreira x um sonho x raízes: a escolha de Sophia

Tempos atrás, fiz concurso para a Marinha pela terceira vez, mas não fui bem. Todo mundo já está careca de saber isso. Em decorrência desse fato, eu estou sendo obrigada a pensar sobre diversas coisas. Não tem sido muito fácil. Tem sido um sofrimento, pra falar a verdade. Afinal, o show precisa continuar. Eu preciso continuar estudando, achar uma meta e focar nela. Eu funciono assim.

Não sei sair estudando para um monte de coisas diferentes e para as quais acho que não tenho menor chance de passar. Eu sou uma concurseira séria que sempre estudou para a área federal. Portanto, estudar para a área estadual ou com conteúdo muito diferente, inviabiliza minhas chances. Melhor sempre ir aperfeiçõando aquilo que já sei.

Por isso, existem três rumos a tomar: um é ter uma carreira bacana ainda que longe; outro manter-me conectada ao sonho da Marinha e tentar outra vez e; por derradeiro, esperar uma oportunidade de concurso no Rio de Janeiro, mesmo que demore.

Eu poderia continuar tentando o concurso da Marinha pela 4ª vez, o que me faria ingressar nela aos 29 anos, pois o concurso é apenas uma vez ao ano. O processo seletivo dura uns 6 meses. Façam os cálculos. Eu estou com 27 agora, aos 28 eu faria a prova e aos 29 entraria. Tudo isso, supondo que eu vá bem. Ótimo, se eu não estivesse nessa desde os 25! Quando paro para pensar, precebo que é muito tempo de uma vida! Eu precisaria abrir mão de muitas coisas mais do que já abri. Eu já cortei a gordura. Se assim fosse, precisaria começar a cortar a carne! A vida tem pressa...o tempo não perdoa.

Então, enquanto eu não decido se sigo meu sonho, eu vou tentando o concurso da ESAEX (Exército) e o STJ, pois muitas matérias são semelhantes. Até aí, tudo bem também. A carreira e o salário são muito bons, mas não é meu sonho. Eu acho que deve ser um bom trabalho (não tenho medo de tabalhar, rsrsrs), mas não desperta a paixão como a Marinha faz. Além disso, eu iria para longe, o que esbarraria na questão das minhas raízes (já abordadas em artigo pretérito).

Em relação às raízes, os relembro: estou pagando um preço alto por ficar tentando concurso somente no Rio de Janeiro. As provas são incrivelmente difíceis se comparadas a concursos de outros estados, pois há uma grande concentração de pessoas concorrendo. Além disso, eu restrinjo as minhas possibilidades de aprovação se me mantiver aqui, tentando outros concursos. O Sudeste está meio parado com bons concursos para a minha área. Já sei que dirão que há muitos concursos sendo divulgados, mas eu não dou ouvidos a boatos de concursos que só acontecerão daqui a um ano. Lembrem-se que o tempo não perdoa...

Há alguns poucos concursos abertos para Direito, mas eu não vejo possibilidade de ser aprovada, pois o foco é completamente diverso do meu atual. Os salários não tem sido muito bons, o que me deixa mais chateada.

Ainda não consegui decidir. Minha cabeça fica longe, meu coração fica apertado com tanta coisa para considerar. Sinto que preciso decidir logo, sob pena de não ter nada na minha vida, perder todas as oportunidades.

É doloroso porque qualquer decisão que tomar, eu deixarei algo grande para trás. Eu saio perdendo em todas as opções. Posso até magoar as pessoas mais importantes na minha vida, dependendo do que decidir. Eu posso me magoar muito. Eu posso dar com os burros n´água. É tudo muito arriscado.

A tristeza que dá é porque eu sou uma pessoa extremamente ligada a minha família, meus amigos, meu namorado. Eu sofreria muito se ficasse longe deles. Por outro lado, sofreria se passasse mais tanto tempo para obter vitória no mundo dos concursos. Ou poderia sofrer demais com a frustração de não vestir uma farda. Enfim, preciso decidir com seriedade e maturidade.

Resumo da Ópera - Que a vida é complicada, isso não é novidade. Faça sempre o seu melhor quando resolver estudar para concursos, pois o tempo não socorre aos que dormem. Afinal, custa a muita gente vencer mesmo dando seu sangue como eu dei. Faça sempre o seu melhor na sua vida para não ter que tomar decisões tão difíceis. Caso não exista outro jeito e tenha que tomar uma decisão dessas, veja todos os prós e contras. Veja-se como estará daqui a dez anos. Eu ainda não tomei a minha decisão, mas eu me forçarei a tomá-la em breve. Que Deus me mostre o melhor caminho a seguir. Que eu seja feliz no que eu escolher. Que sejampos felizes em nossas "escolhas de Sophia".

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PERGUNTA DA RAQUEL

Quando você resolveu fazer concursos foi por causa de uma carreira com que sonha (promotor, fiscal, defensor, juiz, etc.) ou isso pouco importa, pois um bom salário já te fará feliz?

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Clipe do dia


Hoje para vocês Amy Winehouse com a "Back to Black", uma bela música que retrata exatamente como venho me sentindo nesses dias.

COLUNA DA CONCURSEIRA CRÔNICA - Concurso parado, trabalho dobrado

Você estudou, se dedicou muito e fez a prova. Esperou ansiosamente a liberação do gabarito, participou de rankings na internet e constatou, feliz, que sua classificação seria boa. Quando veio o resultado final, a ratificação da vitória: seu nome figurava numa belíssima posição. Missão cumprida!

Missão cumprida? Meses depois da divulgação do resultado final, seu concurso sequer foi homologado, ou pior: houve homologação, mas ninguém foi convocado para exames médicos. As especulações são muitas, contudo não há informações oficiais. Vendo a areia da ampulheta do prazo de validade correndo cada vez mais rápido, você, que já se via trabalhando, começa a se preocupar. Parece que esse emprego não vem mesmo.

Infelizmente, a situação que descrevi acima é mais corriqueira do que deveria ser – ou que gostaríamos que fosse. Os motivos, por outro lado, não são poucos: a Administração é um organismo complexo e há muito que se ajustar antes de convocar novos concursados. Problemas como desorganização interna, falta de verbas para salários e atraso na aprovação de lei que cria novos cargos são alguns dos motivos mais comuns. Como ainda não estamos na engrenagem, ficamos sedentos por ver nosso nome no Diário Oficial.

Fazendo um exercício “Pollyanna”, quero dizer algumas palavras para tranqüilizar e estimular aqueles que, como eu, vivem essa situação no momento:

1. É preferível esperar mais um pouco e encontrar uma casa arrumada do que cair de pára-quedas no meio de uma repartição infernal. Se o caso do seu concurso é esse, “the best is yet to come”. Fique feliz da vida porque sua situação de dureza é temporária. Em compensação, terá dias calmos quando finalmente chegar em sua repartição pública e não encontrar gente muito mal-humorada porque não foi removida ou realocada como queria. Um ambiente de trabalho organizado e harmônico vale muito mais que dois ou três meses de salário...

2. Se a homologação ainda não aconteceu, o tempo está positivamente parado. Apesar do seu bolso dizer o contrário, essa é a situação em que o concursando deve estar mais tranqüilo. Se a homologação está demorando a acontecer, não começou a correr o prazo de validade; se não corre o prazo de validade, não há motivo pra desespero. Você ainda terá bastante tempo pra ser chamado.

3. Tempestade é véspera de bonança. À primeira vista, um espaço muito grande entre uma leva de convocações e outra pode assustar – principalmente se você é a bola da vez. Veja isso por outro ângulo: nesse meio-tempo, mais vagas podem ter surgido de exonerações, demissões, aposentadorias, pessoas que não tomaram posse e vagas novas autorizadas por lei. Talvez seu cargo público esteja mais perto do que você imagina.

4. Controle a ansiedade; busque informações. Não vale a pena ficar enlouquecido porque o concurso está parado. Pra amenizar a tensão, procure informações em comunidades existentes em sites de relacionamento, converse com colegas concurseiros, acompanhe as movimentações do Diário Oficial. Quando a gente tem uma idéia mais clara do que está acontecendo, tende a ficar mais tranqüilo. Agora, se essas informações te deixam mais ansioso ainda, o jeito é esquecer do concurso e estudar pra outros até o dia em que o telegrama chegar à sua casa.

5. Zele por seus direitos. Segundo o entendimento sumulado pelo STJ, candidato aprovado dentro do número de vagas oferecido no edital teria direito de assumir seu posto. Mantenha a tranqüilidade, mas fique de olho para não ser privado dos seus direitos...

É isso, gente. Para encerrar esse artigo, conto pra vocês uma historinha que aconteceu com dois amigos meus dos tempos de faculdade. Em meados de 2006, eles prestaram um concurso pra nossa área. Como o certame era para um único cargo do Ministério da Cultura, mas as vagas eram divididas entre as diferentes fundações pertencentes a ele – uma média de 2 vagas para cada uma – havia a possibilidade do candidato listar, por ordem de preferência, três fundações. Meus referidos amigos ficaram classificados entre o 70º e 80º colocados; evidentemente não tinham a menor chance de convocação e esqueceram do concurso. Semana passada, um deles estava tirando um cochilo quando a empregada o acordou, dizendo que tinha uma ligação pra ele. Do outro lado da linha, a responsável pelo RH da Biblioteca Nacional disse que, dali a dois dias, ele deveria estar lá para a solenidade de posse! Depois de novas vagas autorizadas pelo Ministério do Planejamento, desistências do concurso e muitas vacâncias, meu amigo tornara-se a última pessoa classificada ao cargo; se não assumisse, a vaga ficaria... vaga! Ao fim e ao cabo, ele começou a trabalhar no dia do vencimento do prazo de validade da prorrogação, vejam vocês!

Resumo da ópera: A Administração é uma engrenagem viva, e os fatores que determinam o andamento dos concursos são a necessidade e a disponibilidade desse fascinante organismo. Um concurseiro sério deve ter isso em mente sempre.

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Clipe do dia



Paulinho da Viola e Maria Bethânia, na flor dos seus 20 e poucos anos, em 1969, fazendo música boa na praia de Itaipú, em Niterói. Estavam sendo entrevistados por Pierre Barouh, que fazia o documentário "Saravah". Essas imagens transbordam informalidade e juventude; são encantadoras.

Se você quer vencer essa guerra, lute conosco!

Hoje é um dia muito especial para este blog, o dia em que publicamos o artigo de número 250!

Não quero jogar confete em nossas próprias cabeças, mas hoje o Concurseiro Solitário simplesmente não tem similares no mecado, o que é uma grande pena. Quando o assunto é sites e blogs de concursos públicos, temos, principalmente, os de cursinhos e editoras voltadas para o segmento e alguns mantidos por concurseiros, a maioria com material para baixar.

Para nós é um grande prazer podermos manter um blog com atualização diária que trate de assuntos que fazem parte do dia-a-dia do concurseiro, com uma abordagem clara, simples, direta e honesta, sem firulas, “panos quentes” ou aquela irritante aura de auto-ajuda à la Paulo Coelho (que me perdoem os fãs do gênero e desse autor em particular).

Tempos atrás estava pensando sobre esse segmento que chamo de “auto-ajuda concurseira”. É incrível como há público para esse material. É também incrível como é fácil escrever esse tipo de material. Agora, o mais incrível ainda é como a fórmula da auto-ajuda funciona em qualquer lugar. Particularmente não simpatizo com a auto-ajuda, acho que é uma forma fácil de mistificar dificuldades que são muito reais, de responsabilizar “as forças universais” por problemas que nós mesmos causamos e temos capacidade de resolver.

A auto-ajuda, concurseira ou não, sempre repete os mesmos bordões, “Não desanime”, “tenha fé”, “acredite em você mesmo”. O problema é que não é sugerida nenhuma ação prática para fazer reais esses objetivos um tanto genéricos. É exatamente o contrário do que procuramos fazer no Concurseiro Solitário, que é dizer para vocês não desanimarem, mas também dar algumas dicas práticas de como não desanimar, dicas que nós mesmos usamos para nos animar. É muito fácil dizer “existe um mundo melhor do outro lado do arco-íris” sem apontar o caminho. Mas de que isso adianta? Absolutamente nada se não é apontado um caminhou ou, pelo menos, dado algumas pistas para você encontrar esse caminho.

Sempre recebemos emails de concurseiros leitores do blog que pedem que inclinemos nossa “linha editorial” mais em direção à auto-ajuda concurseira, mas nos recusamos a fazer isso, mesmo porque não acreditamos que seja o melhor para os concurseiros. Encarar a realidade é dureza, mas é necessário. Não adianta ficar “dourando a pílula”, querendo fazer acreditar que concursos públicos são fáceis, porque não são. Nem os concursos, nem a preparação necessária para conseguir vencer essa guerra.

Esse é outro ponto que gostaria de tocar. Muitos concurseiros gostam de comparar os concursos públicos a esportes, mas vejo diferente, vejo como uma guerra, não entre os concurseiros, mas entre cada concurseiro e sua falta de disciplina, sua falta de motivação, sua falta de determinação, sua preguiça, ou seja, com um exército de inimigos internos. E temos de lutar ferozmente para vencer cada um, várias vezes, até que vençamos a guerra e conquistemos o grande prêmio que é a posse em um cargo público ... ou então sejamos derrotados e fujamos com o rabo entre as pernas (como acontece com muito concurseiros).

Nos duzentos e cinquenta artigos que já foram postados até hoje nesse blog, procuramos reforçar exatamente isso, que se você quer mesmo vencer a guerra dos concursos públicos, tem de encara-la de frente, com coragem, não ficar se enganando que é algo tranquilinho, um passeio no parque ou uma disputa entre cavalheiros cavalheiros. Essa guerra não perdoa ingênuos ou iludidos, ela os mastiga a seco antes do café da manhã. Não é uma guerrinha de paintball de mentirinha, é uma guerra de verdade entre vikings furiosos e sedentos de sangue.

Resumo da ópera – O Concurseiro Solitário existe para ajudar concurseiros sérios que não têm medo de encarar a guerra dos concursos públicos com coragem e para vencer. É como no filme Matrix, se você quer encarar esse mundo como ele realmente é, continue com a gente. Agora, se você quer continuar vivendo num mundo de “faz de conta”, em qualquer livraria você encontra uma tonelada de livros de auto-ajuda que vão ajudá-lo a se mandar iludido que a guerra dos concursos públicos é refresco.

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A partir de segunda-feira passaremos a publicar diariamente simulados exclusivos do Regimento Interno do STJ.

Não perca!

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Clipe do dia



A música de hoje é um hit que fez muito sucesso faz algum tempo. “Who let the dogs out” do finado grupo Bahaman. Essa música tem uma história interessante. Ela foi composta para ser tocada no carnaval de uma ilha caribenha. Alguém que estava de férias por lá gravou um vídeo onde a música tocava no fundo e levou para a Inglaterra. Lá mostrou para os amigos, sendo que um deles trabalhava numa gravadora e adorou a danada. Então o cara levou o vídeo para a gravadora e o dono, que estava lançando um novo grupo musical, o Bahaman, resolveu que aquela música era perfeita para o grupo. A música fez muito sucesso, mas foi a única que prestava do grupo ... hehehehe.

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