Precisamos de vocês, leitore do blog!

Nossa principal intenção com o Blog do Concurseiro Solitário é ajudar concurseiros a estudarem sérios, mais e melhor para concursos públicos a fim de alcançarem o sonho da posse e dessa forma garantam para si e sua família uma vida mais farta, estável e feliz.

E o que procuramos publicar no blog para atingir ao nosso intento? Artigos com digas de estudo, motivação, desabafos, resenhas e tudo o mais que vocês já estão acostumados e sabem na pele como é. Exatamente por isso abrimos um espaço semanal, às quartas-feiras, para publicar textos de leitores do blog.

Você sabia que seu relato, sua dica de estudo ou desabafo pode ajudar a muitos concurseiros? Exatamente. O que você pode achar superficial de nos enviar em texto pode ser aquelas palavras que alguém precisa para continuar estudando e não desista do sonho da posse. Ou seja, você também tem uma responsabilidade social.

Convidamos a todos vocês a nos enviarem textos de pelo menos uma página para publicarmos no blog. Podem ser desabafos, textos motivacionais, dicas de estudo, relatos, trajetórias, enfim, aquilo que vocês gostariam de um dia ter lido e não encontraram em lugar nenhum.

Envie seu texto para concurseirosolitario@gmail.com e ajude a outros concurseiros que estudam sério e lutam duro como você. Seja solidário, doe palavras!

Equipe do Concurseiro Solitário

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RESENHA - "CESPE – DIREITO ADMINISTRATIVO - Questões Comentadas" de Alessandro Dantas e Ivone Goldner

Para os concurseiro que se prepararam para concursos públicos e querem gabaritar as provas de direito Administrativo do CESPE, preparamos uma resenha muito especial.


ISBN: 9788576264439
Autores: Alessandro Dantas Coutinho e Ivone C. Goldner
Editora: Impetus
Número de Páginas: 248
Ano: 2011

Não é de hoje que digo a vocês que estudar através de questões comentadas é um método muito eficaz de estudo. Aliás, há várias pessoas que realmente se dedicam ao estudo para concursos públicos utilizando, precipuamente, esse valioso método. Que dá certo e se baseia em nossa capacidade de interpretação e raciocínio jurídico da questão.

Treinar é imperioso e imprescindível. Quem não treina, não consegue avaliar a si próprio e o seu estudo, e acaba se perdendo na abstração que estudar tão somente a doutrina pode redundar.

Contudo, é sumamente necessário que se empregue bons materiais por ocasião dessa técnica, e melhor ainda é se utilizar de livros específicos de questões comentadas por autores com experiência na resolução de determinada disciplina.

É o que acontece com a Série “Impetus Questões” da Editora Impetus e, hoje, me detenho à Obra “CESPE – Direito Administrativo – Questões Comentadas”, de Alessandro Dantas e Ivone Goldner.

Nesse sentido, a própria editora apresenta a “Série Impetus Questões” relatando que se trata de:

“Uma seleção didática e moderna, verdadeira ferramenta para você se tornar um servidor público. Por meio de questões selecionadas, os autores proporcionam ao leitor todas as possibilidades dentro da temática abordada, preparando-o para a realidade dos concursos públicos. Foi a observação das dificuldades apontadas pelos candidatos que a Editora Impetus e seus autores, que vivenciem e vencem diariamente a maratona dos concursos, desenvolveram a Série Impetus Questões, constituída por conteúdos aprofundados, macetes, gabaritos comentados de questões objetivas e respostas elaboradas especialmente para questões discursivas.”

Aliás, os autores possuem muita experiência no ensino do Direito Administrativo. Senão vejamos:

ALESSANDRO DANTAS é mestre e especialista em Direito Público, professor de Direito Administrativo do Curso de Direito da FASESA, professor o curso de pós-graduação em Direito da Faculdade de Direito de Vitória e da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), professor de Direito Administrativo da EMES (Escola da Magistratura do Espírito Santo), professor de Direito Administrativo da ESMP (Escola Superior do Ministério Público), professor de Direito Administrativo do CEP (Centro de Evolução Profissional), instrutor de Licitações e contratos da Escola de Serviço Público do Espírito Santo, advogado e autor de livros e artigos jurídico a respeito dessa temática.

IVONE CORDEIRO GOLDNER é servidora pública federal e diretora pedagógica do curso preparatório CEO (Centro de Evolução Profissional), professora de Direito Administrativo e Direito Tributário no CEP e em diversos cursos de graduação e pós-graduação em Direito. Além disso, é doutoranda em Direito pela UBA (Universidade Federal de Buenos Aires).

Com essa vasta experiência, é absolutamente compreensível porque os comentários da Obra “CESPE – Direito Administrativo – Questões Comentadas” possuem tanta profundidade e presteza para os concurseiros que desejam se preparar para os mais variados concursos públicos, considerando que a disciplina de Direito Administrativo pertence às matérias essenciais, por assim dizer, no ramo dos certames, vez que ainda quando se tratam de concursos para o provimento de cargos não jurídicos, o Direito Administrativo continua sendo exigido e cobrado dos candidatos, sendo imprescindível que o estudemos com dedicação.

A obra é muito bem elaborada e possui, em seu conteúdo, questões objetivas e discursivas a respeito dos temas mais exigidos na seara do Direito Administrativo, tais como: princípios (1), poderes administrativos (2), Administração Pública (3), atos administrativos (4), licitações (5), contratos administrativos (6), servidores públicos (7), controle da administração pública (8), improbidade administrativa (9) e responsabilidade civil do Estado (10), todos esses capítulos com subtítulos de grande relevância para a especificidade dos temas.

De igual modo, além do vasto conteúdo administrativo, as questões também vêm analisadas do ponto de vista de seu grau de dificuldade, ou seja, cada questão saliente o nível de conhecimento exigido (baixo, médio e alto), além da exigência de conhecimento (doutrina ou legislação, doutrina e legislação) e existência de pegadinhas (sim ou não), o que facilita muito para que o concurseiro compreenda o que está realizando no que tange a raciocínios jurídicos, bem como onde encontrar, sozinho, mais detalhes a respeito do conteúdo abordado.

RESUMO DA ÓPERA - Estudar através de exercícios é essencial, pois nos faz praticar e treinar aquilo que abstratamente já estudamos, e a nos colocar em situação idêntica à que experimentaremos no ínterim do certame. Essa Obra evidencia a preocupação de preparar o aluno para o estilo de prova da Banca Examinadora CESPE e o faz com maestria, com conteúdos aprofundados e questões de grande valia para o aprendizado do Direito Administrativo. #EuRecomendo

ANA PAULA DE OLIVEIRA MAZONI é concurseira por vocação.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Você pode adquirir seu exemplar desse ótimo livro com total segurança e um bom desconto na LIVRARIA CONCURSAR, parceira do blog.


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LOUCURAS DE AMOR – PARTE 5 - O CASAMENTO

Se você, caríssimo leitor, não está entendendo nada da série “Loucuras de Amor”, seus problemas acabaram. Sente-se direitinho, com boa postura e luminosidade, que a Ana Paula explica para você.

A série se iniciou com a proposta de fazer correlações entre o universo dos casamentos e os concursos públicos, uma analogia pouco usual, mas que vem dizendo respeito à minha realidade pessoal. Devo ficar noiva nos próximos dias (sim, muito feliz e sim, muito ansiosa), e, exatamente por isso, vocês devem entender o quanto o tema “casamento” está em meus pensamentos.

Casamento é uma coisa tão séria e tão pouco valorizada ultimamente que realmente quero fazer de minha etapa de noivado uma preparação deliciosa e importantíssima para o [belo] futuro que virá.

Do mesmo modo, os concursos públicos são uma realidade em minha vida e na vida de todos vocês, que acompanham o Blog “Concurseiro Solitário” diariamente. A esse projeto devotamos nossa vida, nossos horários diários, nossas tarefas mais importantes, nossos pensamentos, posturas pessoais, decisões e realmente é algo bem sério e profundo se dedicar ao estudo para concursos públicos e ninguém deveria fazer isso levianamente, ignorando todo um arcabouço de atitudes e responsabilidade que acompanha tal decisão. Assim como se casar, aliás.

O interessante é que esse tipo de planejamento (casamento/concursos públicos) implica em uma série de momentos, como qualquer projeto importante em nossas vidas, e devemos nos atentar a tais fases (pedido, contrato, dificuldades, vitórias, entre outros) e vive-las plenamente.

Estudar para concursos públicos não pode nos privar de enxergar as grandes verdades que nos são apresentadas pelo Universo. Não estamos sozinhos em nossa preparação e não precisamos ser solitários e carrancudos no ínterim de nossos estudos.

Não precisamos aumentar os graus de dificuldades (já inerentes) aos estudos e não precisamos sofrer. Ou que soframos, mas com a perspectiva de que o amor realmente é capaz de curar tudo (parte 4) e que estudar e casar-se com os concursos públicos é entregar uma “carta branca” a esse projeto, assim como um casal de jovens apaixonados faz no dia do casamento.

Não sabem o que significa essa “Carta Branca”?

Quando nos casamos entregamos ao outro cônjuge um papel em branco, simbolicamente, para que o outro possa escrever o que quiser nele, como que aceitando passar pela vida experimentando o inesperado e imponderável ao lado daquele que se ama.

Com os concursos públicos se passa o mesmo. Precisamos compreender que empreender esse projeto de aprovação é uma Carta Branca em nossa história, e através de doação integral (aos estudos), responsabilidade na tomada de decisões (que não pode ser leviana), seriedade de propósito (sem ser algo passageiro ou suscetível a mudanças por conta dos ventos fortes das dificuldades) e coragem para seguir em frente (ainda que com várias perguntas não respondidas), podemos sim chegar a tão sonhada posse (que, por motivos óbvios, comparo à lua-de-mel – sic).

Essa série pode ter parecido, aos olhos de alguns, uma tremenda bobagem, partindo da insanidade de uma mulher. Mas, como já disse várias vezes, peço licença poética a vocês para escrever textos intimistas vez ou outra, e para que considerem, sempre, que nossos sentimentos são nossas forças vitais na compreensão do mundo que nos cerca, inclusive no que diz respeito a suportar a rotina de estudos e o tempo árduo de preparação e aprendizado (vocês sabem, caríssimos, que a motivação é fator essencial na manutenção do nosso propósito de aprovação).

Pois eu espero, sinceramente, que percebam a realidade belíssima que é a valoração adequada da preparação. Eu noivo e me preparo. Espiritualmente e economicamente (sim, porque ninguém pode discordar de quanto tudo é caro ultimamente). Eu decido estudar e me preparo. Para o aprendizado, para realizar a prova dentro do tempo certo e não esquecer de preencher o gabarito, para adaptar minha rotina à minha realidade fática (filhos, trabalho, cursos, etc), para manter a sanidade mental nesse processo e para amadurecer.

Sim, para amadurecer e carregar em meu coração (e cérebro) - além das mais variadas disciplinas jurídicas ou não, e fórmulas de raciocínio lógico e termos de Informática e esquemas mnemônicos - a consciência de minha missão e vocação como servidor público, a responsabilidade pela consecução dos meus próprios projetos (não, uma mão invisível não fará a prova por você) e a firmeza de propósito de quem decidiu ser pleno naquilo que nasceu para ser e se prepara para isso. Assim como em um noivado e casamento.

E vocês poderiam dizer: __ Mas isso é romantismo demais! __ É uma bobagem nada prática e pouco densa! __ Onde estão as técnicas de estudo?!

E eu responderia que não se trata de romantismo, pelo contrário. Tomar consciência de que preparações são imperiosas, mas que dificilmente se parecem com aquelas dos contos de fadas é absolutamente realista sem deixar, contudo, de ter ternura (“Sim, devemos endurecer, mas sem a perder a ternura jamais” – Che Guevara).

Somente com uma bagagem emocional e sob a forma de consciência de propósito, as técnicas de estudo e todos os esquemas mnemônicos (sumamente importantes) fazem sentido e encontram eco em nossas rotinas. Tudo é uma questão de escolha e de estilo. Absolutamente tudo.

Espero, por fim, que essa singela e despretensiosa série sobre “Casamento e concursos públicos” tenha tocado a vocês, ao menos de alguma forma, nem que seja para fazer um ou outro leitor pensar em se casar com a namorada de longa data assim que for aprovado (sic).

Eu decidi me casar com um rapaz lindo que se chama Guilherme. E decidi devotar minha vida à construção de uma família com ele. Ao mesmo tempo, me decidi dedicar meu tempo, meus interesses, meus pensamentos e até meus momentos de lazer (é impressionante que, ainda que estejamos descansando, sempre encontramos tempo e alguém para conversar sobre concursos públicos, não é mesmo?) a esse projeto de aprovação e esse sonho que é ser servidora pública.

E não irei desistir mesmo que as dificuldades me assombrem e mesmo que pequenas derrotas ocorram. Porque sempre há vitória quando há firmeza de propósito e sempre é possível recomeçar a cada novo dia de estudo e cada prova que realizamos.

RESUMO DA ÓPERA - O que amadurece e ensina não é a concretização do objeto final, mas justamente o caminho percorrido até ele. E que seja fecundo e consciente, o caminho de cada um de vocês.

ANA PAULA DE OLIVEIRA MAZONI é concurseira por vocação.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Três conselhos IMPORTANTÍSSIMOS para concurseiros novatos

É interessante como nos dois Twitcam Tira-Dúvidas que já realizamos houve a participação de concurseiros novatos que pediam orientações de como começar a estudar para concursos públicos, algo muito pertinente, não somente isso, mas indispensável para o estudo sério para concursos públicos.

São várias as orientações importantes para quem está iniciando os estudos para concuros públicos, porém três delas considero as mais importantes e sobre as quais escreverei um pouco nesse artigo.

Escolha um destino - Muitos concurseiros erram por não definir "de cara" qual o destino que querem atingir quando começam a estudar para concursos públicos. É, exatamente, como quando vamos tirar férias. Antes de arrumar as malas, comprar passagens e decidir que atrações visitar, é preciso decidir para onde vamos, senão não teremos como fazer isso. Você quer trabalhar em tribunais? Quer ser agente da Polícia Federal? Está interessado em ser professor de universidade federal? Qual destino você anseia atingir? Se você já começou e ainda não sabe ... melhor parar tudo e recomeçar decidindo qual será esse destino;

Planeje seus estudos -Planejar os estudos é saber o quê estudar, quando estudar, com que material estudar, de que modo estudar e para qual finalidade estudar. Sem planejar os estudos, o concurseiro perde tempo precioso tentando decidir tudo isso em cima da hora, o que somente leva ao estudo pouco eficiente;

Não queira abraçar o mundo -Voltando ao exemplo das férias, imagine que alguém tem recursos limitados e tem a ideia idiota de querer visitar 30 lugares diferentes distantes milhares de quilômetros uns dos outros. Se para um bilionário isso já seria cansativo apesar dos recursos ilimitados que possui, imagine para um mero mortal com a grana contada ... é impossível. Vale a mesma lógica para concursos novatos desavisados que querem estudar para concursos tão díspares como analista de tribunal, agente da PF e escriturário do Banco do Brasil ao mesmo tempo.

RESUMO DA ÓPERA - Começar a estudar para concursos públicos é algo muito sério e que deve seguir uma certa ordem, indo muito, mas muito além da mera decisão, compra de alguns livros e início dos estudos. Antes mesmo de pensar em comprar livros é preciso tomar uma série de decisões. Para quem não começa do jeito certo ... sorry, você vai sofrer mais que o necessário para se tornar servidor público!

Aproveitando para fazer uma propagandinha light, se você quer aprender o jeito correto de começara estudar para concursos públicos, não deixe de ler o recém-lançado "Manual do Concurseiro Iniciante" de minha autoria.

CHARLES DIAS é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Seja Obcecado!!

"Obcecado é uma palavra que os preguiçosos usam para descrever os dedicados” - Autor desconhecido.

Existem vários tipos concurseiros espalhados pelas salas de cursinho ou de concurso e alguns são bem interessantes, vejamos alguns destes “tipos concurseiros” e algumas dicas, incentivos e puxões de orelha, para cada um deles:

1) Concurseiros internautas: Com inúmeros sites de relacionamentos, jogos, compras coletivas, filmes, séries, etc; fica difícil manter a concentração. Contudo é imperioso pelo menos neste momento que a internet seja usada com parcimônia, utilize-a como arma de guerra. Consulte seus e-mails, visite suas páginas pessoais, mas mantenha a direção – não perca o foco.


2) Concurseiros trabalhadores: Saber separar as áreas de sua vida é crucial neste ponto. Deixe os problemas do trabalho no trabalho e concentre-se estudos. Assim como deixe os concursos em casa e/ou no cursinho e trabalhe com excelência. Ser concurseiro não é desculpa para ser relaxado.

3) Concurseiros “pais”: Vivem se sentindo culpados pelo momentos subtraídos ou estressados por ceder aos apelos dos filhos e não conseguirem cumprir suas metas. A Síndrome família “Jolie-Pitt” causa mais desconforto. Segredo de mãe: Otimize!! Reserve tempos adequados e otimize-os. Brinque com todo o coração e estude com toda concentração.

4) Concurseiros de meia-idade: Segundo reportagem da Revista Veja (Clique AQUI para ler): “juventude termina aos 35 e a terceira idade começa aos 58 anos, conforme pesquisa realizada pela Universidade de Kent, na Grã-Bretanha. E longe de crise de meia-idade tem se tornado comum a necessidade de recomeçar nessa faixa etária, seja por questões de financeiras (maiores salários) ou por surpresas do destino (demissão voluntária ou involuntária). Esse tipo concurseiro tem uma característica comum, quase sempre pensa que tem gente mais nova, com menos responsabilidade, com mais tempo na luta e que não vai conseguir. Epa...vai sim....pense no professor William Douglas e lembre-se que “Se você acredita que pode, ou acredita que não pode, você está absolutamente certo”. E outra os concursos são democráticos a princípio todos tem a mesma chance, o diferencial é estudar.

5) Concurseiro “religioso”:A nós descei divina luz”. Vive rezando para ser aprovado, mas esquece do plantio e acha que será iluminado na hora da prova... Helloooo!!! Fica com o popozão pregado no sofá ou gastando tempo à toa e acha que Deus vai fazer o quê??? Para você um velho ditado popular “Deus ajuda, quem cedo madruga.” Acorde!!!

RESUMO DA ÓPERA - Existem inúmeros tipos concurseiros espalhados por aí, uns serão aprovados, outros não. Mas acreditem com toda certeza que o maior número de aprovados se concentra em um só tipo concurseiro: O Esforçado. E você que tipo concurseiro é???

JULIANA KUBO é uma concurseira que respeita suas emoções.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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2o Twitcam Tira Dúvidas do Blog do Concurseiro Solitário

Ontem aconteceuo o 2o Twitcam Tira Dúvidas do Blog do Concurseiro Solitário com Charles Dias, criador e editor do blog, ou seja, uma apresentação ao vivo onde dúvidas enviadas pelos leitores eram respondidas no ar.


Como o tempo de duração do Twitcam, uma hora, não foi suficiente para responder a todas as perguntas enviadas, aproveitamos para publicar aqui tais dúvidas devidamente respondidas, juntamente com o vídeo do 1o Twitcam que foi ao ar semana passada.

ATENÇÃO - O Twitcam de ontem será disponibilizado aqui no blog semana que vem, visto que precisa ser editado e "uploadeado" para nosso canal do YouTube, o que leva algum tempo.

@Joy_Viiana - Qual a melhor forma de estudar para concurso público?

A melhor forma de estudar para concursos públicos é, sem sombra de dúvida, estudar sério e de forma planejada. Sem seriedade não há como estudar adequadamente, visto que não haverá compromisso. O planejamento é necessário para poder se otimizar a utilização do tempo livre para estudar e o aprendizados das matérias estudadas.

@belavbarros - É mais importante anotar tudo o que o professor diz ou prestar atenção nas explicações?

Sem dúvida que prestar atenção às explicações do professor é muito mais importante, porém sem deixar de fazer anotações rápidas dos pontos mais importantes da explicação. O que não pode acontecer é do concurseiro querer transcrever o que o professor diz em seu caderno, abrindo mão de aprender com as explicações que é uma das principais vantagens de se fazer um cursinho para concursos públicos.

@ramosdeamanda - Em um concurso o prazo é de 2 anos prorrogado por + 2 anos, será que podem fazer outro concurso antes de passar os 4 anos?

Fazer outro concurso é, sim, possível. O que não pode acontecer é de nomearem os aprovados nos concursos posteriores antes dos aprovados no concurso público mais antigo que ainda esteja dentro do prazo de validade.

@camillezanon - Gostaria de dicas para iniciar a preparação p/ concursos na área policial.

Primeiramente é preciso escolher com cuidado em qual corporação você deseja ingressar (Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, ...). Feito isso você precisa escolher o cargo (agente, soldado, oficial, ...). Agora, sim, você deve pesquisar sobre como são as provas para o cargo/corporação escolhido, quais matérias são cobradas e como são cobradas, enfim, fazer todo um trabalho de inteligência que prece aos estudos, mas que também fazer parte da preparação.

@Difran04 - Olá galera, o que é melhor, fazer os mapas mentais ou baixar os mapas mentais?

Sem dúvida que fazer os próprios mapas mentais é muito melhor, visto que são personalizados e enfocando o que você considera que há de mais importantes na matéria e, principalmente, o que você tem mais dificuldade em memorizar.

Claro que mapas mentais feitos por outros concurseiros ou mesmo professores têm sua utilidade, porém não a mesma que os mapas mentais individualizados.

@GilvanSSantos - Vale a pena se basear em edital de concurso anterior para começar a estudar? (para o curso específico)

Não apenas vale a pena como na maioria dos casos indispensável, visto que a necessidade de se começar a estudar muito antes da publicação do edital de algum concurso público é grande mente facilitada pela orientação dada por editais de concursos passados. Tem-se, claro, de estar preparado para possíveis mudanças nos editais, que apesar de geralmente serem pontuais, podem surpreender em casos isolados.

@Maurynho - Qual a melhor maneira de estudar informática?

Se você está falando de informática para provas de concursos públicos (e acredito que sim), a melhor forma de estudar a matéria é com bons livros que específicos da mesma para concursos públicos, visto que o que se cobra dela nos certames é bastante diferente do que aprendemos e sabemos usualmente.

@Patricia_Lied - Quero estudar para concurso e não sei por onde começar.

Você deve começar por determinar que concursos pode e quer prestar, para quais esferas e âmbitos da administração pública, cargos e por aí vai. Determinado isso, vem a fase de informar-se sobre o que estudar, como estudar, com o quê estudar. Somente então você começa a estudar de fato.

@ivosilvaesilva - Queria saber qual a bibliografia jurídica das três principais bancas CESPE, ESAF e FCC de constitucional a empresarial.

A melhor bibliografia para essas matérias e bancas dependerá dos certames que você tem interesse em prestar, visto que variam muito segundo essa variável.



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ENTREVISTA ESPECIAL - De médico a servidor público da área administrativa

É muito comum encontrarmos administradores, engenheiros ou economistas na área administrativa do serviço públicos, mas o que vocês achariam de encontrar um médico em um cargo dessa área? Pois bem, conheçam hoje através dessa entrevista especial a trajetória de Gustavo Coelho, um gaúcho que trocou a medicina pelo cargo de Analista Administrativo de uma agência de regulação e se prepara para daqui alguns anos ingressar na magistratura.

O que o levou a decidir se tornar servidora pública? Como foi sua preparação? Enfim, conte-nos um pouco sua trajetória na guerra dos concursos públicos.

Eu havia concluído o curso de Medicina em agosto de 2006, e tinha até o começo do ano para estudar para o concurso de seleção para Residência Médica. Estava em dúvida sobre prosseguir ou não na profissão, pois questões como relacionamento médico-paciente, expectativas dos pacientes com relação ao tratamento e valorização dada pelos pacientes às orientações médicas, na prática, provaram ser bem diferentes de minhas expectativas.

Ainda assim decidi tentar a Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia, como uma última chance para a carreira médica. Nessa época, vi o edital do concurso para Técnico Judiciário do TRT da 4ª Região, e decidi reservar um mês de meus estudos para o Tribunal, pensando em um plano B, para o caso de a Residência comprovar meus temores em relação à Medicina (e, também, porque a prova de Residência é, por si, um concurso público bastante difícil, eu não sabia se conseguiria ser aprovado).

No final, fui aprovado na Residência, e iniciei no Hospital de Clínicas de Porto Alegre em fevereiro de 2007. Fui aprovado no TRT, mas em uma posição ruim (não lembro ao certo, algo como 283º). Continuei na residência até metade do ano seguinte, quando fui chamado pelo Tribunal. A essa altura, já estava claro que eu não queria seguir atuando como médico, por isso saí do hospital e fui trabalhar na 1ª Vara Trabalhista de Canoas.

Um pouco antes de abandonar a Residência, conheci minha atual namorada, e aí surgiu o estímulo que acabou me trazendo à Agência Nacional de Aviação Civil. (ANAC) Ela mora em São Paulo, estava por alguns meses em Porto Alegre para um estágio, e precisou retornar após o término do mesmo. A rotina de relacionamento à distância estava bem complicada, e resolvi começar a prestar concursos que oferecessem vagas em São Paulo.

Assim, prestei o concurso para Oficial de Chancelaria do MRE. Fui chamado, mas todas as vagas acabaram indo para Brasília, por isso nem tomei posse. Prestei também o concurso para Analista Judiciário - Área Administrativa do TRT da 2ª Região, e então minha irmã comentou sobre o edital da ANAC. Minha primeira reação foi: "ANAC? O que é ANAC?"

Tratei de curar minha ignorância. Descobri o que, afinal de contas,era a ANAC e o que fazia (ou deveria fazer) a Agência, e fui ler o edital. Boa remuneração, parte do conteúdo parecido com o TRT, e o mais importante, vagas em São Paulo e São José dos Campos. Prestei o concurso e fui aprovado. Após um ano e meio de ponte aérea Porto Alegre - São Paulo nos feriados, consegui mudar para São Paulo em novembro de 2009. Acabei sendo chamado também no TRT da 2ª Região em janeiro de 2010, mas permaneci na ANAC, porque a remuneração era melhor.

Depois disso ainda prestei o concurso da SUSEP, mas não me dediquei muito a ele, tinha outras prioridades naquele momento, e não fui aprovado. Comecei a cursar Direito agora, e o tempo para estudar para concursos anda quase inexistente. Penso em prestar o lendário concurso do Senado, se um dia resolverem aprová-lo.

Você se formou em Medicina e hoje é servidor público federal na área administrativa. Para muitas pessoas isso é considerado loucura, uma vez que acreditam que você deveria estar trabalhando em algum grande hospital ou clínica. Como é isso para você? Você enfrentou muitas críticas na sua mudança de rumo profissional? Como lidou com elas?

De fato, pensando no estritamente exigido para a realização de concursos públicos, passar 6 anos numa Faculdade de Medicina é um grande desperdício de tempo. Mas eu não me arrependo. O curso é um grande aprendizado, tanto técnico quanto pessoal, é uma experiência única sobre o ser humano e como ele lida com os momentos mais difíceis de sua vida.

Ouvi muitas críticas, inclusive da família, e provavelmente do ponto de vista financeiro, a longo prazo, tenha sido mesmo uma péssima decisão. Mas dei à carreira médica todas as chances que pude, não estava feliz com ela, e fiz o que me pareceu mais sensato. Não foi uma decisão fácil, mas também não foi repentina. Por isso, as críticas negativas foram, e continuarão sendo, pacientemente ouvidas e sumariamente ignoradas.

Você é gaúcho de Porto Alegre, onde ainda mora sua família. Como foi encarar o desafio de mudar-se sozinho para São Paulo para ser empossada na ANAC?

Foi complicado, eu morava em Porto Alegre com meus pais, tive que começar do zero. Gosto muito de São Paulo, mas a cidade tem seus problemas. Trânsito, poluição, aluguéis exorbitantes... Por outro lado, tive muita ajuda da família da minha namorada, teria sido muito mais difícil sem eles.

Hoje, além de ser servidor público federal, você também é estudante do 1o ano de Direito da USP. Isso significa que você pretende no futuro ingressar na carreira jurídica pública? Porquê?

Sim, é o plano, porque os concursos com a melhor remuneração, em geral, são os da área jurídica. Mas isso não significa que eu não possa mudar de idéia até o final do curso, talvez advogar, ou prestar outro concurso fora da área jurídica...

Que conselhos você dá para os concurseiros que podem se ver em uma situação como a sua? Vale a pena fazer o que você fez? Você faria novamente?

É uma decisão muito pessoal. Valeu a pena para mim, mas cada um sabe o que é melhor para si. O importante, eu acho, é pensar bem antes de mudar, evitar expectativas irreais, e não tomar a opinião dos outros como verdade absoluta.

Do ponto de vista prático, o que funciona para mim é fazer um cronograma da matéria, dividindo o tempo disponível, ler e reler o mais possível, e guardar as questões que tenho mais dificuldade para lembrar para rever um ou dois dias antes da prova. Aulas não dão certo (eu durmo em aproximadamente 20 minutos...), nem grifar textos ou fazer resumos, e tabelas eu faço muito raramente.

Também não me atrai o clima de desespero generalizado dos fóruns na Internet, eles são ótimos para acompanhar as novidades depois das provas, mas antes delas eu não me arrisco. Novamente, cada um sabe o que funciona melhor pra si. Eu faria novamente, com certeza.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Cuidado com livros usados para concursos públicos

É fato que a maioria dos concurseiros não dispõem de muitos recursos financeiros e também que bons livros para concursos públicos em geral custam caro, se bem que nos últimos anos o preço vem baixando sensivelmente. Esse cenário é, realmente, complicado, daí poupar sempre que possível é regra, visto que aqueles reais economizados em uma ocasião podem ser a diferença entre comprar ou não um livro muito útil ou prestar ou não um concurso público.

Diante dessa fatídica dobradinha de grana curta e necessidade de estudar com bons livros, muitos concurseiros apelam para duas soluções que valorizam seus parcos recursos financeiros:

1 - Estudar em bibliotecas públicas;

2 - Comprar livros usados.

E o assunto do artigo de hoje é a segunda opção.

Note que há livros e livros em termos de atualização. Vejamos.

Livros de literatura - Não importa o ano da publicação, podem ser lidos tranquilamente. Claro que o "português" pode ser um pouco diferente, mas isso não afeta em nada a história contada. Podem ser comprados usados sem problema algum.

Livros de matérias "estáticas" - São livros de matérias como matemática ou física, ou seja, matérias que não mudam de interpretação ao longo do tempo. O que pode mudar é a didática de ensino, que vem sendo aperfeiçoada com o tempo. De qualquer modo, podem ser comprados usados também sem problema algum.

Livros de matérias "dinâmicas" - São livros de matérias que mudam com o tempo por conta de novas interpretações, descobertas e regramento jurídico, como Administração ou Direito Constitucional. Essas matérias são aquelas que tornam muitos ótimos livros desatualizados depois de algum tempo e, por conta disso, apenas objeto de estudos históricos, consultas muito específicas ou pesos de papel. Livros usados dessas matérias devem ser comprados com muito cuidado.

É engraçado como sempre encontramos concurseiros que herdaram livros e algum parente ou amigo que estudou para concursos públicos há dez, vinte anos atrás ... e muitos insistem em estudar com esses mesmos livros! Calma aí, gente, temos de ter muito cuidado antes de usar livros usados, sejam ganhados ou comprados.

Mudanças conceituais ou legais podem tornar livros de matérias "dinâmicas":

- Totalmente desatualizados;

- Parcialmente desatualizados;

- Não afetam a atualização da obra.

É lógico que devemos evitar os livros que se encaixam na primeira situação, fora no caso de situações muitíssimo específicas. Os livros que se enquadram na segunda situação podem ser utilizados com restrições, porém muitas vezes o trabalho de separar o que está desatualizado do que ainda pode ser atualizado é tão grande que não compensa. Os livros que se enquadram na útlima situação podem e devem ser utilizados sem problemas.

Por isso, gente, tomem muito cuidado com livros usados para concursos públicos. Antes de adquirí-los ou utilizá-los, analise-os com cuidado seguindo os seguintes passos:

1o - São de matérias "estáticas" ou "dinâmicas"? Se forem do primeiro tipo, sem problemas. Se forem do segundo, analise o próximo critério;

2o - Verifique o ano da edição do livro e compare com as atualizações legais e conceituais da matéria para verificar se o mesmo não está desatualizado. Se o livro estiver apenas parcialmente desatualizado, analise o próximo critério;

3o - Analise com atenção se o livro parcialmente desatualizado pode ter essas partes facilmente identificadas, para se evitar seu estudo. Se for o caso, o livro pode ser utilizado.

RESUMO DA ÓPERA - Concurseiros não têm dinheiro sobrando, fato, mas também não podem jogar tempo fora. Muitas vezes é mais rápido e prático gastar um pouco mais em um livro novo do que perder dias separando o que pode ser estudado em um livro semi desatualizado. De qualquer forma fica o conselho de que vocês tomem muito cuidado na hora de adquirir e/ou utilizar livros usados para concursos públicos.

CHARLES DIAS é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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LOUCURAS DE AMOR – PARTE 4 - O AMOR CURA TUDO

ATUALIZANDO - Se você não acompanha essa história de amor entre uma concurseira e os Concursos Públicos desde o início, sugiro que leia as Loucuras de amor – Partes 1 a 3 (O pedido, o noivado e os contratos), todos facilmente encontráveis neste blog.

E brigaram. Feio. Discutiram e começaram a achar que nada valeria a pena. As decepções viriam, os sacrifícios seriam exacerbados, nada mais faria sentido.

O mais sensato seria buscar o fim.

Da história de amor e da própria história.

Todos nós sabemos como brigar é horrível e como nos sentimos um lixo depois de uma decepção ou de uma discussão. Ainda que tenha sido pequena e sem sentido. Ainda sim deixa certas marcas.

É comum depois de uma derrota no universo dos concursos públicos nos sentirmos cabisbaixos e sem rumo, como se nada mais fizesse sentido. Como se a doçura da vida nunca tivesse existido, como se todos os nossos planos fossem ridículos e o fatídico fim fosse a única opção. Desistir. Do sonho e da organicidade da vida.

E como reagimos quando as derrotas nos assombram?

Chego a conclusão de que a mesma reação no que diz respeito à vida e às escolhas pessoais são repetidas no universo do estudo para concursos públicos, ou seja, se costumo desistir facilmente em minha particular, dirigindo meu olhar à outros planos e sonhos e me esquecendo das metas traçadas, sozinha ou em algum relacionamento, também poderia me mostrar com baixa persistência quando perco algo nos estudos ou em algum certame específico.

É preciso ter força para superar algumas dificuldades na vida matrimonial, por exemplo. Casar-se exige reflexão porque não pode ser visto como algo a ser quebrado sob toda e qualquer circunstância. Exige de ambos os cônjuges certa “maturidade” e consciência de que dificuldades de algumas ordens podem ser superadas.

Quando somos assolados com situações adversas, o primeiro pensamento poderia ser: será que vale a pena? Muitos pensam assim. Mas o pensamento ideal deveria ser: como poderei, eu, através de minha vida e minhas escolhas, mudar essa situação?

Nem sempre é fácil. E, obviamente, exige desprendimento, flexibilidade e maturidade de todos nós. É um exercício se superar e superar obstáculo. É um exercício, descobrir no outro a admiração e o amor que também brota de circunstâncias não tão boas. E manter o bom que existe entre ambos.

Ora, porque essa relação não seria aplicável aos nossos estudos?

Por quantas vezes me deixei levar por resultados não satisfatórios, quando deveria me perguntar o que poderia, através de minha vida e minhas escolhas, mudar para melhorar?

A resposta mais fácil é sempre: Nada. Mas posso dizer, com conhecimento de causa, que muito se ganha em avaliar as próprias posturas, seguir em frente e melhorar.

Muito se ganha em persistir. Muito se ganhar em dizer não ao negativismo e à discórdia.

Basta que estejamos dispostos a enxergar o bem pode detrás de certos acontecimentos, pessoais e concurseiros. E que estejamos prontos a fazer sacrifícios (entre eles mudar a si próprio, o que pode ser doloroso) e a seguir em frente, ainda que nossa razão teime em querer se estagnar.

Porque sonhamos. Porque amamos nosso sonho. E porque sentimos que sim, valerá a pena continuar firme nas decisões anteriormente tomadas.

Veja, caríssimos, as vezes podemos ter a sensação de que somos os únicos no mundo a termos problemas. Mas essa não é a realidade. A verdade é que todos nós temos mazelas com as quais devemos aprender a conviver ou a expurgar de nossa própria vida. Todos nós temos qualidades negativas que preferiríamos não ter. Todos nós temos segredos que preferiríamos esquecer.

Mas nossas experiências fazem parte de nossa história. E você precisa apenas de uma vitória para que todas as derrotas anteriores façam sentido, não é mesmo?

Existe um “processo de cura” que deve ser desenvolvido quando caímos. Primeiro, precisamos perdoar a nós mesmos e nos conscientizar de que determinada derrota fará sentido no futuro, ainda que não saibamos exatamente qual. Parece obsoleto dizer isso, mas perdoar a si mesmo é essencial.

Muitas vezes não conseguimos compreender essa verdade e nos punimos por algo que deve estar no passado, na experiência e no amadurecimento progressivo de nossa própria personalidade. E nos culpamos em demasia.

Não esqueça suas derrotas nas provas, nos certames e na vida pessoal. As utilize como trampolim para o aprendizado e desenvolvimento pessoal, mas não se culpe e tranquilize a si mesmo quanto a uma única verdade: você não é a soma de suas derrotas, mas sim o se desenvolver nessas circunstâncias.

RESUMO DA ÓPERA - Siga em frente e enfrente (felicidade no termo – em frente é que se enfrenta) as dificuldades e os problemas. Persista e acredita que momentos melhores são fruto de trabalho, dedicação e amor e não de circunstâncias perfeitas e intocadas. Faça acontecer e crie suas próprias oportunidades. Junto ao seu sonho e não distante dele.

ANA PAULA DE OLIVEIRA MAZONI é concurseira por vocação.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Concurseiros não têm o direito de odiar segundas-feiras

É comum de vermos na Internet imagens que fazem piadinhas com a forma como as pessoas não gostam de segundas-feiras, dia de voltar para o "batente" deixando o descanso e divertimento do final de semana para trás.

Mas será que concurseiros podem se dar ao luxo de compartilhar de tal sentimento, que mesmo escondido atrás de piadinhas é muito real para muita gente? Será que têm o direito de odiarem as segundas-feiras? Vejamos.

Como disse, o motivo desse desconforto com a segunda-feira é porque marca o trabalho que sucede aos descanso ... peraí ... o que menos concurseiros têm é tempo de descanso, sacrifício necessário para estudar sério para concursos públicos, logo não têm do que reclamar da chegada da segunda-feira ... simples assim.

É sabido que o mau humor não faz nada bem (perdão pelo trocadilho infeliz) tanto para a saúde quanto para a motivação para trabalhar/estudar. E, claro, concurseiros não podem cair de modo algum nessa armadilha, afinal de contas, para cada concurseiro mau humorado com a segunda-feira que por conta disso não está nem um pouco a fim de estudar, existem outros que não estão nem aí se é segunda-feira ou não e estão estudando o melhor que podem ... e as consequências disso são fáceis de prever.

Acredito que não preciso usar muito argumentos para convencê-lo de que mau humor na segunda-feira não combina nadinha com concursos públicos, mas só para ter certeza penso que vale a pena listar alguns CONTRAS disso só para que você nunca mais pense em ficar mau humorado nesses dias antes de estar empossado (depois da posse você nem terá mais motivos para ficar mau humorado, acredite). Vamos lá.

- A semana é longa para o concurseiro sério e começá-la de "pé esquerdo" só piora as coisas;

- Concurseiros mau humorados têm menor ânimo e motivação para estudar;

- Mau humor vem de mãos dadas com aquelas dúvidas sem sentido que atrapalham tanto os estudos;

- Quem começa a semana mau humorado terá de gastar tempo e esforço para reverter o humor;

- As dificuldades e derrotas têm um sabor muito mais amargo para concurseiros mau humorados.

RESUMO DA ÓPERA - Hoje é segunda-feira ... então nada de mau humor e VAI ESTUDAR, CONCURSEIRO!

CHARLES DIAS é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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ARTIGO DE LEITOR - O PREÇO QUE SE PAGA

Há alguns dias estava conversando com um antigo colega e amigo que conheci na época do Ensino Médio. Já se vão alguns anos desde os tempos em que eu ainda nem tinha ingressado na universidade (hoje já sou formado). Mas, de qualquer forma, é interessante observar que as pessoas que conhecemos tomam caminhos completamente diferentes com o passar do tempo. A pauta da nossa prosa era sobre expectativas para o futuro. Eu, como não poderia deixar de ser, comentei com acentuada empolgação minha escolha pelo caminho dos concursos públicos. Meu ex-colega falou-me sobre o seu emprego, demonstrando certo arrependimento de não ter continuado nos estudos, ficando apenas com o Ensino Médio. E foi então que surgiu o assunto que é o cerne do presente artigo.

Lembro de ter feito referência às dificuldades que são enfrentadas por alguém que escolhe o caminho dos concursos. Deixei transparecer minha paixão por gêneros literários quando comparei essa jornada a uma “epopéia”, uma “cruzada”, uma “guerra” etc, salientando principalmente que há um “preço” a ser pago antes do extremo regozijo e da comemoração pela aprovação e consequente nomeação. A resposta do ex-colega foi tão trivial quando esclarecedora, a ponto de ser interessante transcrevê-la:

- “Pois é, eu também pago um preço hoje em dia. Pago com ignorância, subserviência e subordinação por não ter continuado firme nos estudos para que um dia pudesse ter um emprego melhor do que o que eu tenho atualmente.”

Ora, como não reparar nesse detalhe? Nós concurseiros por vezes pensamos que estamos pagando um preço alto demais por dedicar nosso precioso tempo a um projeto ambicioso para obter uma vida melhor. Achamos que somos os únicos a fazer sacrifícios. Mas a moeda possui dois lados. A grande e irrefutável verdade é que o preço é pago por todos, não importa o caminho que venham a escolher. A responsabilidade pelas decisões é um míssil teleguiado que volta para quem o lança, cedo ou tarde, trazendo consigo a consequência inevitável ou os louros da conquista almejada.

Confesso que refleti bastante após essa conversa, e acabei me convencendo de que todos nós faremos um sacrifício um dia. Mas há uma peculiaridade: temos a liberdade de escolher se ele será voluntário ou não; se nos levará a algum lugar ou se será um triste confronto com a realidade fruto da nossa irresponsabilidade e inconsequência. Temos, portanto, o destino em nossas mãos, bastando que seja adotada a atitude correta frente aos desafios que a vida nos traz.

RESUMO DA ÓPERA - Por mais que a jornada de estudos para concursos possa ser desgastante, estressante e por vezes desanimadora, precisamos lembrar que escolhemos pagar o preço para conquistar nossos sonhos. Decidimos ter coragem, decidimos lutar, antecipamos o movimento. Aquele que não faz nada se torna figurante de sua própria história. Em contrapartida, aquele que luta está fadado a tornar-se um protagonista vencedor. Paguemos, então, o preço correto para que possamos colher os frutos de uma conquista planejada e que nos traga felicidade e realização.

DARSON PORTO é um concurseiro que está disposto a pagar o preço justo e nada mais que isso.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Dicas sobre fichamento

Sabemos que são os detalhes das leis que nos podem confundir. Por isso, fazemos resumos e mapas mentais que são ótimos, mas que, para mim, ainda não suficientes. Quero compartilhar uma maneira de estudar legislação que está dando muito certo: são as fichas de perguntas e respostas.

Um método baseado nos cartões de memória me ajudou bastante. Em vez de usar fichas com lembretes e macetes, aliás um excelente método que aprendi lendo o blog, apuro um pouco mais a técnica e uso fichas com TODOS os detalhes das leis. A lei em que aplico este método, hoje, é a LC 106 do MPE-RJ. Foi uma verdadeira turbinada no processo de memorização.

Consiste numa leitura detalhada de cada artigo, inciso e alínea. Leio a parte do texto escolhida, assisto às aulas correspondentes pelo computador (estudo em casa, com curso on-line) e, não faço resumos escritos. Depois de dar essa primeira “pincelada”, pego as fichas de 12X7 cm – o pacote com 100 custa uns R$ 2,00 – e escrevo na frente uma pergunta ou afirmativa sobre o artigo lido, que pode estar certa ou errada, sempre incluindo cada detalhe, e, no verso, com caneta de cor diferente, escrevo a resposta. Bem no cantinho de um dos lados escrevo de que parte da lei retirei a informação. Depois, se necessário, é só ler de novo e conferir. Elas podem estar todas misturadas ou separadas por assunto, não importa. Gosto de misturar tudo e embaralhar porque na hora da prova podem vir perguntas de qualquer artigo e tenho que estar preparada.

Com o desenrolar do texto, vão surgindo as dúvidas. Então, formulo mais algumas questões misturando os nomes certos e errados e ponho as respostas no verso da ficha. Os benditos prazos e competências ficam mais claros assim. Gosto de usar fichas sem pauta para que o texto fique mais “limpo”, mas cada um faz como preferir.

Eu sou chata mesmo, muito detalhista. Sei que poderia ter escrito menos fichas, mas isso fica a critério de quem elabora. A lei que estou estudando assim tem 176 artigos. Estou no artigo 122 e já tenho umas 350 fichas. Mas... e daí??

Agora vem a melhor parte: estudar virou um jogo de tabuleiro. Quando meu marido chega do trabalho, entrego nas mãos dele um “montinho” de fichas. Então, sentamos no sofá e ele lê as perguntas que eu mesma elaborei. Resultado: o que seria um resumo para eu ler sozinha pode ser uma brincadeira envolvendo a família. Posso “alugar” mãe, tia, primos, irmã... eles lêem as fichas pra mim e eu faço revisões divertidas toda semana.

Ou não: posso também pegar as fichas e lê-las calmamente olhando no verso a resposta. Fico tranquila porque fui eu que elaborei e sei que não deixei passar nenhum detalhe, o que nem sempre acontece com os livros que compramos ou aulas que assistimos, seja on-line ou presenciais.

Bem, ainda não saiu o edital do concurso e pretendo terminar essa lei até que ele saia. Já comecei a escrever fichas com a CF e com as dicas de informática. Sim, pode ser usado em qualquer matéria!

Esse método reúne:

- a memória visual, quando eu leio;

- a memória auditiva, quando alguém lê as perguntas para que eu responda;

- quando elaboro as perguntas o cérebro já indica as dúvidas e informações ainda confusas. Então, faço mais uma questão dirimindo essa dúvida que surgiu enquanto eu escrevia.

RESUMO DA ÓPERA - Ok, então. Estou adorando estudar com as fichas. Quando estiver bem perto da prova, as revisões serão bem mais rápidas, divertidas e proveitosas. Prazerosas também! Por que não?

ENAILE PEREIRA – “Hoje concurseira; amanhã, concursada”.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Twitcam Tira-dúvidas do blog

Ontem foi ao ar o segundo Twitcam do blog, dessa vez na versão “tira-dúvidas” com nosso editor Charles Dias, e foi ótima a interação com os leitores conectados que assistiram à apresentação.

Para quem ainda sabe o que é, o Twitcam é uma forma de fazer apresentações ao vivo em vídeo através do famoso Twitter. Prático e muito interativo.

Você não pôde assistir a essa apresentação? Sem problemas, trazemos para vocês respondidas algumas das dúvidas mais interessantes que nos foram feitas ontem. Vamos lá.

No concurso do PROCON, o melhor é focar nas legislações ou ponderar entre básico e legislação específica?

Depende do quanto você já estou das matérias “básicas” que serão cobradas nesse concurso. Se você já as estudou muito bem, basta fazer uma revisão bem feita e então focar com força total na legislação específica. Agora, se você ainda não estudou tão bem esse basicão, o melhor é dividir o tempo livre de estudo entre elas e a legislação específica, ponderando pelo peso das matérias versus número de questões de cada uma na prova.

E como determinar a melhor maneira de estudar/revisar os conteúdos de português?

Determinando inicialmente quais são as maneiras possíveis de fazer isso e quais as que resultem no melhor aprendizado para você. Somente a resolução de questões cobradas em concursos passados não deve ser descartada por nenhum concurseiro.

Como me organizar de modo a inserir baterias de exercícios no planejamento de estudo?

Tudo é uma questão de planejar com cuidado como utilizar seu tempo reservado para os estudos. O mais indicado é dividir esse tempo em blocos de estudo, os quais deverão ser divididos por sua vez entre estudo textual, resolução de questões e estudo multimídia (vídeo e/ou áudio aulas).

O corpo e a mente se acostumam se eu diminuir minhas horas de sono para 5 por dia? O rendimento pode diminuir?

É fato que a maior parte das pessoas precisa de 8 horas de sono diário para ter uma vida saudável e produtiva. Claro que isso varia de época para época, quando estamos mais cansados precisamos dormir mais, é lógico. Também há pessoas que precisam de muito menos horas de sono diárias. Agora, dormir pouco para poder estudar é uma solução de curtíssima duração e cujo preço posterior é caro demais para valer a pena. Por algum tempo o concurseiro até conseguirá diminuir radicalmente o número de horas dormidas diariamente, mas depois o esgotamento aparecerá para cobrar a conta ... com juros altíssimos. Não vale a pena seguir por esse caminho, definitivamente.

Para conseguir aprovação em um concurso é necessário estudar quantas horas por dia?

Quantas horas você puder reservar para os estudos diariamente. Se você puder estudar 8 horas diárias, estude. Se você puder estudar apenas 3 horas diárias, estude. O importante é estudar sempre de forma séria, planejada e orientada. Claro que quem estuda mais horas por dia com seriedade tem mais chances de passar mais rápido (o que não é uma regra, no entanto). Quem estuda menos horas por dia também passará, somente precisará de um pouco mais de tempo de estudo (visto que há exceções que fogem a essa regra).

Se eu passar no concurso e não quiser tomar posse imediatamente, meu nome vai para o fim da lista automaticamente?

Na maior parte dos concursos públicos você perde a chance de ser nomeado/empossado no concurso em questão se não tomar posse quando for nomeado. Alguns editais, no entanto, podem prever tal possibilidade. Não são regra, mas pode acontecer.

É melhor estudar várias matérias ou apenas uma por vez na rotina de estudos? Com que frequência e periodicidade devo revisar esse conteúdo?


Vamos por partes.

Essa questão de estudar várias matérias ou apenas uma matéria por vez dependerá de como você absorve melhor o conhecimento. Algumas pessoas precisam centra-se no estudo de apenas uma matéria por vez a fim de absorver melhor o conhecimento. Outras, no entanto, conseguem lidar com o estudo de várias matérias ao mesmo tempo sem que isso afete a absorção de conhecimento. O que não pode acontecer é de você se dar melhor com um desses métodos e forçar-se a utilizar o outro, algo que somente comprometerá o rendimento dos seus estudos.

Quanto à freqüência e periodicidade de revisão de matérias, tudo também dependerá de sua capacidade de memorização e tempo disponível para estudo. Há pessoas que têm ótima memória e podem ficar alguns meses sem revisar a matéria sem que isso signifique perda substancial do que foi aprendido, outras precisam revisar as matérias em intervalos menores para que isso não aconteça. Alguns especialistas no assunto colocam o limite máximo entre revisões em três meses, após o qual a perda de conhecimento é mais acentuada. Quanto ao tempo disponível para o estudo é óbvio que você não deixará de estudar uma matéria que será cobrada em um concurso dali a semanas para revisar uma matéria que não será cobrada. Vale, porém, reservar algumas horas por semana para isso.

Quando uma pessoa passar num concurso é preciso estar em dia com o titulo?

Suponho que você se refira ao Título de Eleitor. Se for o caso, sim, você tem de estar em dia, senão não pode tomar posse em cargo público. Está na 8.112, inclusive.

Saindo mesmo o edital INSS no final de setembro podemos esperar a prova para uns 30 a 40 dias depois?

A média costuma ser essa entre a publicação do edital e a data das provas, mas por enquanto nada impede da prova ser marcada para 15 dias ou 60 dias depois. Por isso o melhor é estudar antes do edital ser publicado.

E não deixe de assistir ao nosso próximo Twitcam Tira-Dúvidas semana que vem. Envie suas dúvidas para nós via Twitter, será um prazer responder.

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Está começando ... Twitcam Tira-Dúvidas do Concurseiro Solitário


Para assistir clique AQUI.

Títulos acadêmicos não garantem emprego


A cada dia fica mais evidente a realidade do ensino superior no Brasil. Os estudantes terminam o ensino médio, se esforçam para entrar numa boa universidade e, logo após a formatura, percebem que “o buraco é bem mais embaixo”.

Comigo não foi diferente. Sempre fui boa aluna no colégio, terminei o ensino médio cedo e em seguida ingressei em uma boa universidade pública. Ao terminar a graduação logo vieram cobranças como “Se formou? Parabéns! E agora?”. Sem perspectivas de emprego, enganei a mim mesma com o argumento de que o melhor caminho a seguir seria a carreira acadêmica. A pesquisa científica ainda hoje me atrai, não posso negar, mas naquele momento eu já sabia que esse caminho não me livraria do desemprego batendo à minha porta. Ingressei no mestrado com uma bolsa do governo (que dava apenas para as despesas pessoais) e finalizei os dois anos pesquisa com os louvores da banca examinadora.

Mas novamente surgiu o velho conhecido “E agora?”. No finalzinho do mestrado prestei um concurso para professor assistente (que exige apenas mestrado) e me deparei com um cenário cada dia mais real: boa parte dos concorrentes tinha doutorado e alguns até pós-doutorado! Sim, existem muitos pós-doutores desempregados no Brasil, vivendo de bolsa em bolsa. Além disso, nos sete, oito anos de dedicação à pesquisa (período suficiente para realizar mestrado, doutorado e pós-doutorado) o pesquisador adquire bolsas que não oferecem nenhum direito trabalhista. Resultado: o profissional chega aos 30, 32 anos com a carteira de trabalho em branco. A realidade é que a vida de pesquisador brasileiro está muito longe da realidade das pesquisas na Europa e nos Estados Unidos.

E foi neste momento que eu tomei a decisão mais difícil da minha vida. Larguei tudo pra virar concurseira. Foi bem difícil, pois apesar de tudo, eu gosto de desenvolver projetos de pesquisa, pôr ideias em prática e ver o trabalho reconhecido. Ainda tenho vontade de fazer o doutorado, mas dessa vez eu penso diferente: é justo viver de bolsa por mais quatro anos e depois voltar ao velho “E agora?”.

Atualmente há um número grande de acadêmicos, do alto de sua pilha de diplomas, que trocariam seus títulos por um bom emprego de nível médio, que muitas vezes possuem remuneração e condições de trabalho melhores do que aquelas oferecidas em muitas universidades, principalmente as particulares, que pagam um salário bem injusto para aqueles que dedicaram uma vida inteira à academia.

Hoje posso dizer estou aprendendo a não ter pressa. Estudo para concursos há cerca de seis meses e sei que tenho uma longa estrada a trilhar, muitos obstáculos a superar, muitas críticas a ouvir.

RESUMO DA ÓPERA - Tenho orgulho de ter tido a humildade de deixar meus títulos de lado e voltado no tempo para estudar assuntos do colégio exigidos nos concursos de nível médio e superior. E se alguém perguntar minha profissão, direi “Sou concurseira, com muito prazer”.

MARIA CUNHA é uma concurseira que sabe que é sábio ser humilde quando o assunto é estudar para concursos públicos.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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NÃO ESQUEÇAM que hoje tàs 21 horas teremos um Twitcam Tira-Dúvidas com o criador e editor do Concurseiro Solitário, Charles Dias. E haverá sorteio de livros para quem estiver assistindo!

Faltando 5 minutos para começar a palestra postaremos aqui no blog e no nosso Twitter (@concurseirosoli) o link para que vocês possam assistí-la. Não percam!

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