RESENHA - "Administração de Recursos Materiais para Concursos" de Carolina Teixeira

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Administração de Recursos Materais para Concursos
Autor: Carolina Teixeira
Editora: Método
Edição: 1ª edição, 2010, São Paulo
Páginas: 122
ISBN: 978-85-309-3292-3

Costumo dizer que em concursos públicos temos três tipos de matérias que são cobradas em prova, as comuns (aquelas usuais de serem cobradas em concursos públicos como Direito Constitucional), as incomuns (aquelas usuais, mas cobradas apenas em concursos específicos como Administração financeira e orçamentária) e, por fim, as exóticas (aquelas notórias desconhecidas para a grande parte dos concurseiros, como Administração de recursos materais).

Antes de falarmos do livro, falemos da autora. Carolina Teixeira é formada em Administração de Empresas pela Universidade de Brasília (UnB). Bem sucedida na guerra dos concursos públicos, é ex-servidora do Supremo Tribunal Federal e atualmente é servidora da Câmara dos Deputados, tendo sido aprovada em 4.º lugar nacional no concurso seletivo para o órgão. Também é professora de Administração de Recursos Materiais e de Arquivologia para concursos em cursinhos da capital federal.

Mas afinal de contas que matéria é essa? Foi exatamente isso que me perguntei a primeira vez com que me deparei com ela em um edital de concurso público. Basicamente, nas palavras de Carolina Teixeira, "a Administração de Recursos Materiais (ARM) pode ser definida como um conjunto de atividades desenvolvidas dentro de uma empresa, destinadas a suprir as diversas unidades com os materais necessários ao desempenho normal e suas atribuições". Por tratar exatamente de uma das principais atribuições dos departamentos administrativos de qualquer órgão, entidade ou empresa pública, tal matéria vem sendo cada vez mais cobradas em concursos públicos para os cargos de técnico e analista administrativos, tornando seu estudo orientado uma necessidade para quem tem como objetivo tais cargos.

Esse livro de Carolina Teixeira é, nada mais nada menos, que o primeiro livro da matéria específico para concursos públicos. Um grande alívio para para os concurseiros sérios de plantão, visto que estudar essa matéria antes demandava muita paciência para peneirar material de estudo, entre apostilas e capítulos de livros de administração.

Carolina Teixeira trata da matéria de uma forma muito didática, com uma linguagem clara e direta, o que torna o livro fácil de ler e estudar, sem abrir mão de abordar os principais pontos da matéria cobrados em concursos públicos. Vejamos.

Capítulo 1 - INTRODUÇÃO
1.1 Subsistemas da administração de recursos materiais
1.2 Questões comentadas

Capítulo 2 - ESTOQUE
2.1 Introdução
2.1.1 Definição
2.1.2 Objetivos de estoque
2.1.3 Classificação dos estoques
2.1.4 Questões comentadas
2.2 Previsão de consumo para os estoques
2.2.1 Evolução do consumo
2.2.2 Método do último período
2.2.3 Método da média móvel
2.2.4 Método da média móvel ponderada
2.2.5 Método da média com ponderação exponencial
2.2.6 Questões comentadas
2.3 Custos dos estoques
2.3.1 Custos de armazenagem
2.3.2 Custo de pedido
2.3.3 Custo de falta de estoque
2.3.4 Questões comentadas
2.4 Níveis de estoque
2.4.1 Curva dente de serra
2.4.2 Tempo de reposição
2.4.3 Ponto de pedido
2.4.4 Intervalo de ressuprimento
2.4.5 Estoque máximo
2.4.6 Ruptura de estoque
2.4.7 Giro de estoque
2.4.8 Questões comentadas
2.5 Classificação ABC
2.5.1 Questões comentadas
2.6 Lote econômico de compras
2.6.1 Questões comentadas
2.7 Just-in-time
2.7.1 Kanban
2.7.2 Questões comentadas
2.8 Avaliação dos estoques
2.8.1 Custo médio
2.8.2 Método Peps (FIFO)
2.8.3 Método UEPS (LIFO)
2.8.4 Custo de reposição
2.8.5 Questões comentadas

Capítulo 3 - OPERAÇÕES DE ALMOXARIFADO
3.1 Introdução
3.2 Classificação de materiais
3.2.1 Por tipo de demanda
3.2.1.1 Materiais de estoque
3.2.1.2 Materiais de não estoque
3.2.2 Materiais críticos
3.2.3 Materiais obsoletos e inservíveis
3.2.4 Questões comentadas
3.3 Inventário
3.3.1 Inventários anuais
3.3.2 Inventários rotativos
3.4 Movimentação de materiais
3.5 Questões comentadas

Capítulo 4 - ADMINISTRAÇÃO DE COMPRAS
4.1 Introdução
4.2 Atividades típicas do departamento de compras
4.3 Estratégias de aquisição de recursos materiais
4.3.1 Verticalização
4.3.2 Horizontalização
4.4 Questões comentadas

Capítulo 5 - GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS
5.1 Questões comentadas

Outro diferencial extremamente positivo desse livro é a grande quantidade de questões da matéria que foram cobradas em provas do CESPE, devidamente gabaritadas e, principalmente, comentadas, algo muito bom para treinar e fixar os conhecimentos. Infelizmente, nessa primeira edição não há questões da matéria de outras bancas, algo que, segundo a Editora Método, poderá ser corrigido em edições futuras.

Em termos de qualidade, o livro é excelente. Papel de primeiríssima, impressão perfeita, fontes claras e fáceis de serem lidas. Capa resistente. Podem ter certeza de que esse livro é resistente e de ótima qualidade, garantindo continuar perfeito mesmo após anos de uso intensivo.

Por fim, esse livro foi lançado pelo selo dos respeitados Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino da Ediora Método, uma garantia adicional da qualidade do livro e seriedade da autora.

Resumo da ópera - Se você tem como objetivo cargos públicos na área administrativa, notadamente técnico e analista administrativo, esse livro é mais do que indicado para fazer parte daqueles que você estuda. Um ótimo livro da matéria de Administração de Recursos Materiais que, com certeza, lhe dará grande vantagem competitiva nas provas dos concursos que prestar.

CHARLES DIAS é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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E vocês acham que eu perderia a chance de entrevistar a autora dessea excelente obra? De maneira alguma! Confiram nossa entrevista exclusiva com CAROLINA TEIXEIRA.

1 - O que a levou a escrever esse livro e qual o espaço no mercado editorial você pretende ocupar com ele?

A história deste livro começou de uma maneira curiosa, com o meu blog no sítio do Ponto. Lá, eu escrevi, certa vez, que havia estudado Administração de Recursos Materiais (ARM) para os dois concursos em que fui aprovada. Recebi, então, dezenas de emails perguntando qual a bibliografia que eu, à época, utilizei.

Fui justamente aí que surgiu a ideia de escrever o livro: suprir a carência do mercado em relação a essa matéria, especificamente para concursos públicos.

O espaço editorial que eu pretendo ocupar com este livro está bem definido: a ideia é que o livro seja um “norte” para o concursando que desejar estudar ARM.

Hoje em dia, quem deseja estudar essa matéria fica, geralmente, perdido. A ideia é, então, que o meu livro dê uma direção ao concursando de qual caminho seguir durante os seus estudos, em ARM.

2 - Porque, em sua opinião, a matéria de Administração de Recursos Materiais vem sendo cada vez mais cobrado em concursos para área administrativa?

Eu acredito que a razão seja bem simples. Quando uma pessoa é aprovada para um concurso da área administrativa, ela pode ser alocada em diversos setores dentro do órgão.

Todo órgão possui um departamento de recursos materiais, comumente chamado de Departamento de Material e Patrimônio. É quase certo que, em um concurso da área administrativa, ao menos um servidor seja alocado neste departamento. Ora, este servidor precisará saber, então, o mínimo sobre ARM.

Mas isso não acontece só com ARM, não. Em concursos da área administrativa, os servidores geralmente são distribuídos entre os setores de material, de recursos humanos, de finanças e de arquivo. E é por isso que, nos últimos concursos, essas matérias têm sido reiteradamente cobradas.

3 - Essa matéria é realmente difícil ou a aparência engana?

Olha, a matéria não é difícil não! Acredito, entretanto, que dois pontos a desfavoreçam, a saber:

a. Em primeiro lugar, a matéria possui alguns cálculos e isso, por si só, já apavora alguns alunos. Conheço várias pessoas que se desesperam ao saber que haverá cálculos na prova. Mas, na nossa matéria, não há motivo algum para pânico! Os cálculos são simples e, com cuidado e atenção, é possível resolvê-los sem maiores problemas.

b. O CESPE, em seus últimos editais (por exemplo, os do MPU e da ABIN), têm adotado a postura de não especificar, em nada, a matéria. No edital, vem escrito: “administração de recursos materiais”, sem absolutamente nenhum norte para o concursando.

Aí, o que acontece é que o professor (e os autores de livros específicos para concurso, por consequencia), muitas vezes, são afetados, também, por essa generalidade do edital.

Você vai concordar comigo que é muito difícil escrever um livro voltado para concursos quando o universo a ser cobrado é muito grande. Então, a linha que adotei no livro para tentar suprir esse problema da matéria é focar naqueles assuntos reincidentes, já cobrados anteriormente pela banca.

Em suma, apesar de não ser difícil, a matéria é mistificada pelos concurseiros, por esses dois problemas apresentados acima. Mas, repito, o conteúdo da matéria não é difícil não! Aliás, se me permite, desafio alguém a ler o livro e achar, ainda assim, a matéria difícil!

4 - Você já é servidora pública federal e essa não foi sua primeira vitória na guerra dos concursos públicos. Fale-nos um pouco sobre sua jornada como concurseira.

Bom, jornada de concurseiro algum é fácil. Não tem jeito, é aquela rotina engessada mesmo de estudos e mais estudos.

Enquanto concurseira, eu era super dedicada e metódica. Para você ter uma ideia, o meu aniversário é em fevereiro. Minha mãe me deu um presente e pediu que eu o escolhesse. Só em agosto, após a prova da Câmara (concurso para o qual eu estudava, à época) é que eu escolhi o bendito presente! Durante todos esse meses, fiquei concentradíssima na prova.

Eu procurava usar muito bem o meu tempo, estudando o máximo que eu conseguia. Mas, por outro lado, também tinha a minha “válvula de escape”, que, no caso, era a prática de exercícios físicos (sou viciada!).

Quanto estudava para o concurso, estudei, com muito afinco, ponto a ponto do edital! Estudava a teoria, por materiais e livros de qualidade, e, depois, fazia e refazia exercícios. À época do concurso da Câmara, lembro-me que, depois que comecei a contar, resolvi 74 provas anteriores da banca examinadora.

5 - Que conselhos você dá para os concurseiros que continuam na luta?

Olha, o conselho que eu posso dar para os concurseiros que continuam na luta é encarar o estudo para concursos públicos como uma profissão, que deve ser levada muito a sério.

Acredito que muitos alunos pecam na dedicação e no empenho durante os seus estudos. Sei que é chato, mas tente pensar que a preparação é uma fase que, apesar de cansativa, te dará frutos a serem colhidos pelo resto de sua vida.

Além disso, os concurseiros precisam aprender a estudar de forma produtiva. Não adianta dedicar-se com afinco mas não possuir um método de estudo eficiente.

Eu, particularmente, sou fã de exercícios. Para mim, são a melhor forma de orientação de estudos que um candidato pode ter. Não adianta brigar com a banca examinadora! Você, ao contrário, deve fazer de tudo para, no dia da prova, estar bem alinhado com aquilo em que ela acredita.

Por fim, gostaria de desejar muita sorte aos leitores do blog e dizer que, de coração, espero que, de alguma forma, o livro seja útil na sua preparação, rumo ao cargo público dos seus sonhos. Bons estudos!

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Para facilitar sua vida, já que sabemos que grana de concurseiro é para lá de contada e que bons livros para estudar para concursos públicos sofrem uma variação de preço muito grande dependendo de onde são vendidos, sugerimos que vocês o adquiram da própria editora:



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Como e quando recorrer

Passado todo aquele estresse da prova, chega enfim a segunda etapa, importante para qualquer concurseiro sério: conferir o gabarito para aferir o desempenho. Para uns, decepção, pois “como fui errar aquela questão tão fácil”? Para outros, alívio, pois ainda estão no páreo. Outros, entretanto, não partilham de doces momentos, pois veem que o examinador, em seu entender, falhou ao atribuir como certa uma alternativa tão claramente equivocada. Nessa hora é que deve-se pensar na hipótese da oferta de um recurso.

Não, não vamos nos deter em explicar a natureza jurídica de um recurso; deixemos isso para os autores de Direito Administrativo. Recurso, sem o juridiquês, é um meio de tentar reverter a situação quando o concurseiro sente que o examinador pisou na bola. Essa possibilidade vem discriminada no corpo do edital do processo seletivo, documento em que fala-se também do meio de se recorrer, do modo de encaminhamento e do prazo para tanto. Cabe a análise, então, de duas perguntas: como recorrer, e quando recorrer?

Como recorrer: Recorra da forma estipulada pelo edital. Se você quiser ver seu recurso no mínimo lido, faça conforme as regras. Não adianta implorar para o examinador te favorecer, explicar sua situação: a banca não é consultório psicológico. Também seja claro e objetivo, pois você quer que o recurso seja considerado, não é mesmo? Não erre nem por falta, esquecendo de fundamentar com doutrina, jurisprudência e boa argumentação, tampouco por excesso, colocando aquela linguagem que nem Luís de Camões entenderia. Seja simples, porém eficiente. Ainda, siga os modelos, forma, prazo e meio de remessa estipulados pelo edital. Já tive recurso indeferido porque não segui o modelo do anexo tal do edital, que falava em apresentar um recurso por questão... e continuo aqui estudando. Há bancas que trazem bibliografia? Melhor assim, cite-as para o bom embasamento. Finalmente, indique a questão da maneira mais específica que puder – número, alternativa correta, o erro – para o recurso não ficar confuso e tornar-se ineficaz.

Quando recorrer: Recorra quando você tiver certeza de que o teu embasamento seja capaz de alterar algo na opinião da banca, a seu favor. Se o fundamento for impertinente, que com um exame simples de lei ele se vê equivocado, poupe-se, poupe sua impressora, os nossos correios e a paciência do examinador. Além disso, recorra se você tiver chances pessoais de ser beneficiado. Concurso não é exercício de altruísmo para você recorrer pensando em ajudar um amigo seu a entrar. Limite-se a instruí-lo, se for o caso ainda. Finalmente, pense duas vezes em recorrer. Vale a pena examinar a questão? A prova é tão relevante assim que mereça minha atenção para buscar uma solução satisfatória? O ganho é real, sobretudo se a questão só puder ser anulada, ao invés de atribuir acerto à alternativa que você assinalou como correta? Pense bem. Não entre numa disputa de cabeça quente, como que se quisesse se vingar do examinador. Ele sequer te conhece e, honestamente, não está preocupado com os seus acessos emocionais!

Uma última recomendação. Sempre que possível, retenha o seu caderno de questões. Há bancas que não liberam por supostamente proteção a direitos autorais, outras que só o fazem “após transcorridos tantas horas de prova”. Fique até o fim, se o caso; se não der, marque o gabarito num papel à parte, e depois baixe o caderno de provas. É um direito seu ofertar recurso, e isso deve ser respeitado por qualquer banca, séria ou não.

Resumo da ópera – Digo isso como importante e oportuno, pois recentemente tive a necessidade de recorrer de nada menos de dez questões de certo processo seletivo em que continuo concorrendo. Dez. E não foram soluções forjadas, pois algumas delas eram texto literal de lei que foi ignorado pelo examinador. Valeu a pena. Uma questão pode ser a di-ferença entre o “bem-vindo à investidura” e o “tente outra vez”.

CLEBER OLYMPIO, um concurseiro que não será vítima dos detalhes, nem dos gabaritos errados.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Resenha - Ponto dos Concursos - Direito Administrativo: a jurisprudência cobrada em concursos públicos pelas mais diversas bancas

A fim de auxiliar aos leitores que têm dúvidas se vale a pena adquirir os cursos online do famoso Ponto dos Concursos, a partir de agora faremos regularmente resenhas dos cursos oferecidos a fim de sanar essa dúvida de todos vocês.



Esse foi o primeiro curso que fiz pelo Ponto dos Concursos. Foi tão bom, que depois cursei o de Legislação Específica do MPU, bem como o de resumões. A impressão que ficou sobre a experiência que vivi não podia ser melhor.

Como já cansamos de falar, a jurisprudência é uma realidade cada vez mais difundida entre os concursos públicos. Eu já vi ocorrências em concursos de nível médio, de nível superior, como os de Analista e nos clássicos, como os de Defensor, Delegado, Juiz e Ministério Público.

Preocupada com essa situação, eu tenho procurado sempre novos meios de aprender como sistematizar esse aprendizado. Já lhes mostrei a opção de uma coleção de livros e hoje mostro-lhes a opção do curso online do professor Armando Mercadante.

Antes de apresentar o mestre, já lhes digo que é uma excelente maneira de ter um primeiro contato com o mundo complicadinho do estudo desses julgados. Afinal, quando você pega na página do STF e do STJ o conteúdo cru e todo junto, aquilo parece algo assustador. Inibe mesmo o começo do estudo.

Bem, Armando Mercadante é Procurador do Estado de Minas Gerais e autor de livro. Por isso, podemos ter certeza, pela cargo que ocupa, que estamos em mãos seguras. Afinal, um PGE está sempre lidando com o Direito Público de forma muito íntima.

No que tange à metodologia de aula, o professor tem um jeito holístico de trabalhar o conteúdo. Para não causar mais traumas que o estudo da jurisprudência costuma trazer, ele faz um link sempre com a matéria teórica que estudamos nos livros. Assim, a gente revisa e faz um plus mental do entendimento dos tribunais superiores.

O curso é constituído de uma aula demonstrativa e 3 aulas pagas. Vamos detalhar a programação.

Na aula 0, o professor cuida de competências passíveis de delegação do Presidente da República e de aposentadoria especial dos professores. Nessa aula, ele demonstra uma série de nuances que o tema enseja. Além disso, ainda dá uma previsão do tamanho da extensão de suas aulas semanais. Assim, o estudante tem como se programar para estudar pelo curso. Como seria de adivinhar, despertou meu interesse em continuar com a parte paga.

Na aula 1, já paga, são abordados Princípios, Administração Pública Indireta e a Primeira Parte de servidores Públicos. Gostei dos truques mneumônicos para memorizar alguns artigos de lei. O professor vai do básicão até o mais complicadinho, pois o público é misto: bacharéis em direito e pessoas com outra formação. Achei legal mesmo ver quadros sinóticos do que foi visto na aula. Gostei também de ver muitos exercícios ilustrando aquilo que o professor tanto destaca em sua explanação.

Na aula 2, o professor leciona sobre Atos Administrativos, Poderes Administrativos e segunda parte de Servidores Públicos. Realmente, em alguns cursos que já fiz, alguns professores vinham com a visão dos cursos de graduação para dar aula. Com isso, não ensinavam as pegadinhas, as armadilhas que caem nas provas. E neste curso, estou atentando para um sem-número delas!

A sequência da aula segue como que na cadência de uma aula oral, mas com a vantagem de não precisar ficar se esfolando de escrever e com o risco de perder algum detalhe. Não corremos o risco de anotar algo errado, de fazer uma anotação hoje que será incompreensível amanhã.

Na aula 3, o professor trata de Responsabilidade Civil do Estado e fecha o ciclo do tema Servidores Públicos, que é muito importante. Como podemos observar, é um tema que figurinha carimbada nos concursos públicos.

Pelo que pude observar, o professor é super atencioso quanto às nossas dúvidas. Ele mesmo sanou questionamentos meus sobre temas que não constavam do material, mas que foram extremamente importantes para meus estudos. Um exemplo foi a diferenciação entre OS e OSCIP, bem como a classificação dos atos editados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

Mais uma vez, destaco que esse tipo de proposta de curso é muito boa porque permite flexibilidade no estudo. Não há rigidez de horário nas aulas, pois você cursar no horário em que estiver disponível para tanto. Não há ninguém monopolizando as aulas com as próprias dúvidas. Além disso, o professor sempre cumpre o programa que se dispõe a dar. Isso é muito vantajoso, pode ter certeza disso.

Resumo da ópera - Esse curso é mais uma opção de estudo da jurisprudência que eu recomendo como eficaz. Serve para todos os concursandos que desejam fazer provas da área jurídica, judiciária e até mesmo da área fiscal.

RAQUEL MONTEIRO é uma legítima concurseira solitária.

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Se você pretende prestar o concurso da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), não deixe de estudar com um dos melhores materiais disponível no Brasil para esse concurso, aquele que tem o selo de qualidade do Ponto dos Concursos. Clique na imagem acima, adquira seu curso e comece a estudar com vantagem para esse concurso.

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Diário de Bordo - A segunda semana de trabalho

Geralmente escolho muito rápido as imagens que vão ilustrar os artigos que publicamos aqui no blog. Dessa vez, como acontece muitas poucas vezes, demorei uma boa meia hora procurando a imagem que ilustraria exatamente o que vou narrar para vocês neste artigo, como foi minha segunda semana de trabalho como servidor público federal.

Notem que, inclusive, criei um marcado novo para esses artigos ... "Sobre ser servidor público" ... afinal de contas, quero contar para vocês como é a vida após a posse.

Diferente, alías, muito diferente da primeira semana que foi de tranquilo aprendizado, na segunda semana "o bicho pegou" e pegou legal.

Estou alocado em um setor que cuida da logística de transporte de algumas dezenas de Inspacs (Inspetores de Aviação Civil) que rodam o país fiscalizando aeroportos, aviões e fazendo vôos de checagem com novos pilotos. Sem um trabalho eficiente dessa área, as missões desses Inspacs não acontecem (medo).

Pois bem, estão alocandos nesse setor três servidores, eu, o novato, e outros dois. Infelizmente um deles está se recuperando de um acidente de moto e ajuda no que pode trabalhando em casa via Internet. Há também duas secretárias que apesar de não estarem alocadas no setor, ajudam no que podem quando não estão ocupadas com outros afazeres.

Semana retrasada, minha primeira de trabalho, saiu em cima da hora a aprovação por Brasília para que esse outro servidor alocado na área participasse de um treinamento que duraria toda a semana passada ... de participação compulsória. Ou seja, eu e as duas secretárias teríamos de dar conta de todo volume de trabalho semanal do setor sozinhos. MEEEEEDO. Como sou novato e ainda estou pegando o jeito com o trabalho (que é cheio de detalhes). Como não havia como deslocar outro servidor que trabalha no mesmo setor da ANAC de São José dos Campos, ficou acertado que uma das servidoras de lá ajudaria no que pudesse via Internet, telefone e Comunicator (um tipo de MSN Messenger para comunicação entre os servidores da ANAC).

Gente, a semana foi pauleira. Todas as solicitações de missões e demais solicitações enviada ao setor chegavam a mim, que tinha de fazer o que podia dar conta e delegar o que não podia para a servidora de São José dos Campos e para as secretárias. Até quarta-feira foi bravo, mas administrável. Daí o que já estava complicado piorou quando uma das secretárias passou mal e teve de ir embora logo no início da manhã. Problema, uma vez que a carga de trabalho do setor aumenta sensivelmente às quintas e sextas-feiras.

Corre daqui, "se vira nos trinta" dali, dá um jeitinho acolá, tudo com a providencial ajuda de colegas de trabalho de oturos setores, e a quinta-feira termina com uma boa dose de cansaço, mas com 100% do trabalho feito. Mas o dia acabou com uma notícia nada boa, a outra secretária poderia ficar no trabalho somente até o meio dia de sexta-feira, uma vez que teve uma consulta médica antecipada. MEEEDO DUPLO.

Sexta-feira o dia pegou, gente, e pegou legal. Além do volume de trabalho, o mais grave era que grande parte das missões a serem realizadas pelos Inspacs na segunda e terça-feira dessa semana dependeriam do trabalho realizado por mim e pela outra servidora de São José dos Campos naquele dia. Gente, me desfiz em três, assim como essa outra servidora. Liguei um sem número de vezes para Brasília solicitando agilidade na aprovação de missões e emissão de passagens aéreas. Graças a Deus e a muita ajuda de vários colegas de trabalho, tudo deu certo e o trabalho que tinha de ser feito foi feito à contento.

Se fiquei cansado, estressado, tenso? O que vocês acham?!

Isso é o que chamam nos Estados Unidos de "crash course", ou seja, "o aprendizado rápido e intensivo que geralmente se obtém em situações reais e/ou de emergência".

Resumo da ópera - É, caros concurseiros leitores, se vocês pensam que vão encontrar boa vida no serviço público, com pouco trabalho e muito dinheiro no bolso mensalmente, está mais do que na hora de "rever seus conceitos". Ganha-se bem no serviço público, têm-se estabilidade, mas há também serviço de sobra para ser feito com muita eficiência ... e tome "se vira nos trinta".

CHARLES DIAS é o Concurseiro Solitário.

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Grupo de estudo para concurso público

De vez em quando recebo e-mails de leitores do blog com a seguinte dúvida: estudar em grupo ou sozinho, qual é a melhor estratégia? Sem dúvidas que o estudo em grupo é muito válido, entretanto essa técnica deve ser usada apenas como complemento, assim como o curso preparatório ou aquele curso online. Nunca se deve abandonar o estudo sozinho, pois ele é fundamental para uma boa preparação.

Para muitos concurseiros que não conseguem ter uma organização ou tão pouco, uma disciplina no ato de estudar, um grupo de estudo sendo bem organizado pode ser uma boa alternativa. Principalmente quando todos os participantes estão em busca do mesmo objetivo.

Atualmente, além do grupo de estudo presencial, outra modalidade que está sendo muito difundida atualmente na internet é a online, existentes principalmente nos fóruns de sites específicos para concursos como o próprio ATÉPASSAR – GRUPOS DE ESTUDO, parceiro do blog. Tendo como principais vantagens: a comodidade de não precisar se locomover da sua casa, manter contato com pessoas da sua mesma área de interesse e conseguir até hospedagem nas casas dos colegas virtuais, quando prestar provas em outras cidades. As desvantagens são inúmeras: falta de compromisso na entrega do material, entrega de material clonado (estilo CTRL+C – CTRL+V) ou mal elaborado, fora das regras definidas pelo grupo. Entretanto uma boa organização e planejamento são suficientes para afastar essas “pragas virtuais”.

Há inúmeras criticas quanto ao estudo em grupo, sendo que muitos desses críticos nunca sequer tiveram a experiência de participar, ou se participaram não contribuíram muito para seu sucesso. Então como falar se algo não funciona antes mesmo de testar?! Considero válida toda e qualquer forma de estudo, desde que organizado e voltado verdadeiramente para sua finalidade. Grupo de estudo é diferente de grupo de conversa fiada ou grupo para passar o tempo.

Destaco algumas das principais vantagens (EXPERIÊNCIA PRÓPRIA) do estudo em grupo (online ou presencial):

a) Economia na compra de livros e cursos preparatórios;

b) Troca de conhecimentos e informações entre os participantes;

c) Melhora do aprendizado, pois quem mais aprende é justamente quem ensina;

d) Mudança na rotina, aumentando a motivação.

Embora muitos concurseiros já pratiquem essa atividade, alguns ainda não conseguiram uma técnica ideal para aprimorar o estudo, como é caso de uma leitora do blog que assina como Katarina e, que recentemente postou no shoutbox as seguintes dúvidas:

Oi gente! Estou aqui hoje para compartilhar um problema que estou vivenciando com outros dois amigos, tb concurseiros: Estudamos para concursos há dois anos. São concursos jurídicos com inúmeras matérias temos o dia inteiro par estudar e fazemos dois blocos de 4 horas pela manhã e mais 4 a tarde, cada um com uma matéria diferente. Aos sábados nos reunimos para estudar em conjunto e tirar dúvidas. Ocorre que, constatamos que somos muito lentos! falando por mim agora, só consigo estudar em média 30 páginas de livro a cada 4 horas! Já tentei aumentar o número, mas isso me deixa exausta e depois não consigo nem olhar para o livro! Desta forma, passo as vezes o dia inteiro e não consigo sair de um capítulo (o que geralmente ocorre!). Alguém conhece alguma técnica para melhorar este desempenho. Quero estudar mais, mas quero reter o conteúdo! não adianta ler 100 páginas e não ficar nem 10 na cabeça!! Desde já agradeço! obs.: meus amigos não se diferem muito de mim na lentidão e o desespero aqui está coletivo! Seria cômico se não fosse trágico!”.

Com base nesse texto, deixo algumas sugestões tanto para o grupo da colega Katarina como para outras pessoas que estão participando ou pretendem participar de grupos de estudo:

1 - forme grupos no máximo com 5 integrantes e que estes integrantes estejam estudando matérias comuns a sua área de atuação como, por exemplo: concursos para Tribunais (Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil etc.) e Fiscais (Direito Tributário, Direito Financeiro, Contabilidade etc.);

2 - diversifique as atividades do grupo a cada encontro. Existem inúmeras atividades que um grupo de estudo pode realizar, além da leitura, exemplo: resumos (fichamentos), simulados de questões (elaborando e comentando) simulados de aulas (cada participante simula uma aula como se fosse o professor), simulados de provas (simulação do dia da prova), elaboração de mapas mentais, cartões de memória, processos mnemônicos (melhora a capacidade de memorização, eliminando os famosos “brancos”) etc.;

3 - não compare seu grupo a outros grupos e nem você e seus colegas aos outros, cada um tem um ritmo próprio e uma forma diferente de fazer alguma coisa. O máximo que pode acontecer é aproveitar os métodos dos outros e adaptar para sua realidade;

4 - o estudo de 2 matérias por dia está excelente e vai depender também do ritmo de cada participante. O importante é não deixar o estudo virar rotina;

5 - criação de regras de convivência. Assim o participante saberá que existem regras e limites dentro do grupo (serve também para afastar curiosos). Dê também um nome para seu grupo (cria personalidade e autoestima para seus participantes);

6 - encontros do grupo em locais próprios para o estudo, como bibliotecas e com o planejamento já definido (atividade do dia, hora para começar, tempo de intervalos e hora para terminar). Esse encontro pode ser uma ou duas vezes por semana (dependendo da disponibilidade de tempo de cada um);

7 - quanto ao estado psicológico dos participantes (nervosismo e ansiedade), uma atividade física regular (corrida ou caminhada 3x por semana), relaxamento através de música clássica, mascar chiclete (sem açúcar) para aumentar a atenção na hora da leitura e outras pequenas mudanças de hábitos (sono e alimentação controlados).

Resumo da ópera - Mais do que um simples grupo de estudo, essa técnica visa ampliar o horizonte do concurseiro que não consegue definir um planejamento e ter disciplina no estudo, além de explorar alternativas de conhecimentos através do relacionamento com pessoas que buscam o mesmo objetivo em comum (passar em concurso público). Portanto, antes de dizer que algo não funciona, experimente ver se o problema não é com você mesmo.

Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.” (Confúcio)

Fontenele é um concurseiro que acredita no estudo em grupo.

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Uma das melhores alternativa


Ontem um leitor do blog perguntou no shoutbox:

"Alguém já optou pela carreira pública devido ao desanimo em relação à carreira/graduação que escolheu? Por falta de oportunidade ou que não tinha vocação pela profissão?"

Essa pergunta é muito pertinente por tocar em algo muito importante, o que leva alguém a deixar de lado o mercado de trabalho privado para abraçar a carreira pública. Tratemos desse assunto de uma forma realista.

Acredito que há, sim, gente que abraça a carreira pública porque quer trabalhar para o bem comum, para ajudar a tornar a Administração Pública mais eficiente, honesta e ética. Ou seja, gente que opta pelo serviço público como carreira profissional por ideologia, digamos assim. Só que essas pessoas formam uma minoria.

O serviço público se tornou uma alternativa de trabalho interessante em termos de remuneração há apenas alguns anos, menos de uma década atrás. Antes disso a baixa remuneração e condições precárias de trabalho afastavam da Administração Pública as pessoas com melhor formação educacional e acadêmia, que na iniciativa privada encontravam oportunidades muito melhores.

A partir do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, a implanção acelerada da Administração Pública Gerencial trouxe o reaparelhamento do serviço público, a informatização e, principalmente, aumentos vitaminados na remuneração dos servidores públicos a fim de competir no mercado de trabalho pelos melhores profissionais. E então o serviço público se tornou muito atrativo para profissionais de todas as formações por conta da ótima remuneração, da estabilidade no trabalho e, principalmente, pelo critério de seleção mais democrático que existe, o concurso público.

Há quem optou pelo serviço público porque desanimou quanto a carreira e/ou curso de graduação que escolheu? Muitos.

Há quem optou pelo serviço público por falta de oportunidades para sua profissão no mercado privado? Mais uma vez muito.

Há quem optou pelo serviço público por falta de vocação para qualquer outra profissão? Muitos também.

Há quem optou pelo serviço público porque cansou da eterna ameaça de demissão e abusos das empresas privadas? Muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos e muitos.

Há quem optou pelo serviço público porque não concorda com os critérios de seleção subjetivos adotados pelas empresas privadas (grafologia, Q.I. quem indica, ...)? Muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos e muitos.

Resumo da ópera - Dessa forma, não é preciso se sentir vergonha ou mesmo meio mercenário por estar lutando por uma vaga no serviço público por algum desses motivos, porque são perfeitamente normais. Acredito que algum dia, sim, haverá quem opte desde muito cedo pela carreira no serviço público como quem opta pela medicina, por alguma profissão tecnológica ou por ser ator ... e sempre vai existir quem opte pelo serviço público por algum outro motivo, digamos, menos nobre. O importante, no final das contas, é apenas uma coisa, que quem se torne servidor público abrace a honestida, a ética e a eficiência no trabalho como bandeiras e não se deixe levar pela lama fétida da corrupção, das negociatas, das propinas, porque isso não vale a pena, não vale mesmo.

CHARLES DIAS é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um(a) revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Críticas


Essa semana eu recebi um email do Charles, me passando um tema muito, mas muito interessante. Esse email falava sobre um concurseiro que tem um amigo que desistiu de concursos, fica reclamando da sua própria vida, critica muito os outros e principalmente os que fazem concurso, estudam e trabalham ao mesmo tempo. Disse que quem estuda para concursos e trabalha, não tem condições de passar.

É fato, que por uma diferença de disponibilidade de horários, os concurseiros que trabalham tem uma grande disvantagem dos que não trabalham. Mas isso vai depender muito de um fator primordial que é quantidade de empenho e energia que os dois colocam nisso. Conheço histórias de pessoas que se doam ao máximo até conseguir aquilo que querem. Tudo é enormemente relativo. As pessoas são relativas. Conheço gente que obteve sucesso em concursos com muito pouco e outras que precisaram de um esforço imenso. Será que isso se deve ao fato das pessoas serem diferentes? Obviamente que sim, mas o mais importante é que essas mesmas pessoas podem gerar a habilidade de modelar os padrões de sucesso já existentes e criar seus próprios destinos.
Quando você ouvir as críticas de uma pessoa, algumas coisas podem acontecer:

Você fica chateado e cede.

Você não fica chateado e cede.

Você fica chateado mas não cede.

Você não fica chateado e não cede.

Nas duas primeiras partes, você irá se deparar com dois conflitos internos. Lembre-se que as coisas que acontecem contigo estão sempre dentro de você. O que quero dizer com isso é que você, quando é ofendido por alguém, se você se sentiu ofendido, é porque você tem um sistema interno que o deixa desse modo, mas caso você não se sinta ofendido é porque você tem um sistema que o permite se sentir desta maneira. Sempre é você nunca é o outro.

Se você cede, independente de ter ficado chateado ou não, isso significa que você não está realmente engajado, o argumento externo somente veio para confirmar uma dúvida interna, a de que você não quer concursos em sua vida. Se caso você não ceder, significa o oposto.

Há uma diferença crucial entre uma pessoa que desiste de concursos porque não se vê trabalhando como concursado e uma pessoa que desiste porque já está cansado de tentar e não passar. Essa diferença está no fato de que em a primeira de fato descobriu o que quer na vida e a outra ainda não tem força para se manter determinada em algo, passará a vida inteira sempre “tentando” e não fazendo.

Resumo da ópera - Não escute aguçadamente as críticas feitas diretamente a você. As pessoas falam o que querem e no fundo elas reclamam aquilo que faltam nelas mesmas. Fique atento ao que você de fato quer, sempre se pergunte se você está feliz com suas decisões. Isso é o básico para se manter firme e constante em qualquer grande empreitada em nossas vidas. Ame cada etapa do processo.

Sucesso!

Eric Gerhard

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Análise do edital da ABIN - Informações Gerais


Colegas concurseiros, finalmente saiu o já anunciado e esperado edital da ABIN! Considerando o fato de este ser o PRIMEIRO concurso, salvo melhor juízo, feito para todos os cargos oferecidos no presente momento, dentre os quais, para alegria dos formados em Direito que buscam um um trabalho que não exija como pré-requisito a prática forense ou a atividade jurídica e remunere bem, como eu, oferece 8 vagas para Oficial na área do Direito, definitivamente, esse edital é merecedor de análise esmiuçada pelo nosso querido Blog.

Então comecemos:

•A organizadora, como já havia sido divulgado, é o CESPE. Teremos 3 (três) etapas, com a primeira, de caráter eliminatório e classificatório, feita de provas objetivas de conhecimentos gerais e específicos e de prova discursiva, todas a serem realizadas em 5 horas, no turno da tarde do dia 14 de novembro de 2010 (qualquer semelhança com a forma de aplicação da prova do MPU NÃO é apenas coincidência...rs – preparem-se para uma experiência longa e cansativa);

•Apesar de o concurso contemplar cargos de nível médio e superior, nada indica que possa ser feita inscrição para mais de um cargo; em compensação, embora as vagas sejam todas para Brasília, a prova poderá ser feita em qualquer capital do país, basta indicar o local de prova no ato da inscrição, que custa R$ 64,00 para Agente Técnico de Inteligência e R$ 100,00 para Oficial Técnico de Inteligência, e pode ser realizada entre os dias 13.09.2010 e 04.10.2010;

•A prova objetiva terá 150 (cento e cinquenta) itens – o tradicional certo e errado do CESPE, com ponto negativo para cada item marcado em desacordo com o gabarito oficial, totalizando 150 pontos, sendo:

•50 (cinquenta) referentes a conhecimentos gerais, que em todos os cargos versará sobre as seguintes matérias:

1.Português
2.Raciocínio Lógico
3.Informática
4.Legislação de Interesse da Atividade de Inteligência
5.Noções de Direito Constitucional
6.Noções de Direito Administrativo

•100 (cem) de conhecimentos específicos, que variam de acordo com o cargo. Para o que vou disputar, as disciplinas são:

1.Direito Administrativo
2.Direito Constitucional
3.Direito Financeiro e Econômico
4.Direito Civil
5.Direito Processual Civil
6.Direito Comercial
7.Direito Penal e Processual Penal
8.Direito da Seguridade Social

•E como vocês já sabem, ainda há a discursiva, uma redação de 30 linhas a qual pode versar sobre QUALQUER ponto de conhecimentos gerais e específicos – do seu cargo, é claro, valendo 10 pontos.

•Será eliminado quem: a) obtiver nota inferior a 10,00 pontos na prova objetiva de Conhecimentos Gerais (P1) ou menor que 30,00 pontos na prova objetiva de Conhecimentos Específicos (P2) ou menos de 45,00 pontos no conjunto das provas objetivas. Dos não eliminados, os que estiverem em até 5X o número de vagas contarão com a correção da discursiva, indo para a próxima etapa – avaliação médica e investigação social- os que obtiverem pelo menos, 5,00 pontos em tal prova e forem aprovados;

•Não sendo eliminado na segunda fase, o aprovado vai para o curso de formação, o qual lhe dá direito a metade do salário. A nota obtida no curso dá a classificação final do candidato;

•Quanto aos cargos oferecidos, temos uma grande variedade, conforme demonstrado a seguir:

•Oficial Técnico de Inteligência - SUBSÍDIO: R$ 10.216,12.:

1.ÁREA DE ADMINISTRAÇÃO – 10 vagas – formados em Administração
2.ÁREA DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO- 01 vaga - formados em Administração ou Economia
3.ÁREA DE ARQUITETURA - 01 vaga
4.ÁREA DE ARQUIVOLOGIA - 01 vaga
5.ÁREA DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS - 01 vaga
6.ÁREA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO - 01 vaga
7.ÁREA DECOMUNICAÇÃO SOCIAL – PUBLICIDADE E PROPAGANDA- 01 vaga
8.ÁREA DE CRIPTOANÁLISE – ESTATÍSTICA – 04 vagas
9.ÁREA DEDESENVOLVIMENTO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS – 07 vagas – formados em TI ou pós-graduados na área de Tecnologia da Informação
10.ÁREA DE DIREITO – 08 vagas – como disse, basta o diploma – não precisa sequer da carteira da OAB
11.ÁREA DE EDUCAÇÃO FÍSICA – 01 vaga
12.ÁREA DE ENGENHARIA CIVIL - 01 vaga
13.ÁREA DE ENGENHARIA ELÉTRICA - 01 vaga
14.ÁREA DE PEDAGOGIA - 01 vaga
15.ÁREA DE PSICOLOGIA – 04 vagas
16.ÁREA DE SERVIÇO SOCIAL – 01 vaga
17.ÁREA DE SUPORTE A REDE DE DADOS – 06 vagas - formados em TI ou pós-graduados na área de Tecnologia da Informação

•Agente Técnico de Inteligência - SUBSÍDIO: R$ 4.211,04.:

1.ÁREA DE ADMINISTRAÇÃO – 13 vagas – nível médio
2.ÁREA DE CONTABILIDADE – 02 vagas – técnico em contábeis
3.ÁREA DE EDIFICAÇÕES – 01 vaga - técnico em edificações
4.ÁREA DE ELETRÔNICA – 04 vagas - técnico em eletrônica
5.ÁREA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO – 10 vagas – nível médio

Resumo da Ópera - Bem, concurso público não é fácil, e esse edital da ABIN apenas confirma a minha afirmação. Temos pouco mais de dois meses até a prova e, ao menos para a área de Direito, um conteúdo certamente bem extenso. Mas a recompensa é tentadora: uma das melhores, senão a melhor, remuneração do serviço público em vários cargos, um órgão sério e respeitado. Senhores, desejo muitas HBC para vocês e espero que essa breve análise contribua para a sua aprovação.

Sophie é uma concurseira concursada buscando melhores horizontes.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Quando as coisas saem melhores do que esperávamos

Olá pessoal!!! Meu nome é Vanessa, a VANVIC que de vez em quando está no shoutbox dando alguma sugestão ou até mesmo choramingando um pouquinho – coisa típica de concurseiro. Mas hoje estou aqui para contar um pouco da minha trajetória.

Há aproximadamente 1 ano resolvi estudar sério para concursos, antes disso já havia feito algumas provas mas sem nenhum êxito, eu ainda estava naquela de que passar em um concurso era questão de sorte. Me matriculei num cursinho para um determinado concurso, que por sinal até hoje não foi autorizado, e acabei me deparando com coisas muito além do que eu esperava. No cursinho descobri que informática não era aquele bicho de sete cabeças que pintei e que era possível aprender em 3 meses o que não aprendi em 4 períodos de Direito Constitucional na faculdade. Descobri também que o Português não era tão fácil como eu imaginava, o Português do concurso público não “dá pra fazer”, tinha que estudar!!!

Levo 2 horas da minha residência até o trabalho, perco em média 5 horas por dia na condução em dias de engarrafamento, chego em casa exausta, dou atenção a minha filha de 9 anos que só tem a mim, seu pai faleceu há quase 2 anos, arrumo nossas coisas para o dia seguinte e depois vou estudar com o restinho da disposição que sobrou do dia. Confesso que, nessa hora, por diversas vezes, olho pra cama e pros livros e a vontade que tenho é de deitar e relaxar, afinal minha obrigação do dia já fiz: trabalhei o dia todo.

Quando comecei a entrar num ritmo acelerado de estudos, vi que realmente tratava-se de algo realmente exaustivo e que precisaria de muita, mas de muita motivação...numa dessas é que encontrei o blog Concurseiro Solitário e consegui um chão, um norte para encarar essa guerra. Li muitos textos de incentivo e técnicas de estudos na Internet, tentei adaptá-los a minha rotina que era muito apertadinha e confesso que toda vez que lia a expressão “concurseiro sério” aqui no blog me dava um frio na barriga, pois nessas horas só me lembrava dos meus fraquejos, das vezes que ao invés de estudar estava dormindo, ou namorando, ou me distraindo...

Tenho 29 anos e depois de ler muitos desses textos tive a consciência de que estava diante de um projeto de longo prazo, então determinei que até meus 35 anos já estaria empossada em um cargo público. Aos trancos e barrancos fui amadurecendo, aproveitando meus horários livres para compensar a falta de tempo devido ao trabalho, assistindo aulas em vídeo no MP6 na condução, lendo trechos de Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo (Dir Adm e Const – excepcionais!) em filas de banco, em salões de beleza, no trem ou em qualquer lugar que achasse uma brechinha. Enquanto vigiava minha filha brincando na pracinha, fazia exercícios ou lia o material de Português da Cláudia Koslowski (maravilhoso!!!)

Em maio de 2009 resolvi fazer, como teste, a prova de Assistente Técnico da Receita Federal e com 4 meses de estudos fiquei a 8 pontos do último colocado e de 20 questões de Português da Esaf, errei apenas 2. Dei uma atenção muito especial ao Português, pois senti que era uma carta na manga visto que seu peso em muitas provas é bem grande. Em dezembro do mesmo ano resolvi fazer a prova de técnico em contabilidade do Ministério da Saúde – com um programa bem extenso e banca CESPE - e quando já estava estudando saiu o edital do BACEN. Claro que o olho cresceu e me inscrevi nesse concurso também, mas pra meu azar a CESPE adiou a prova e as duas acabaram ficando na mesma data, uma na parte da manhã e outra na parte da tarde. Faltando menos de um mês para as provas resolvi desistir do BACEN e retomar os estudos do Ministério da Saúde, mas estava consciente de que tratava-se de uma estratégia arriscada e que a minha chance de êxito em uma das duas provas era praticamente nula.

Pra minha surpresa, fui aprovada em 3º lugar no Rio e 22º nacional no Ministério da Saúde e o meu projeto a longo prazo de repente se transformou em curto prazo. É claro que vou continuar com os meus estudos para concursos, mas ganhei um bônus de 5 anos nos meus projetos que pretendo aproveitar para concluir minha tão sonhada faculdade e tentar um concurso de nível superior.

Resumo da Ópera - É bem verdade que não existe receita de bolo para ser aprovado em um concurso, mas alguns ingredientes são, ao meu ver, indispensáveis: Valorizar um bom livro, um bom professor, um bom conselho de concurseiros experientes; ter humildade, disciplina, motivação e acima de tudo: Força de vontade!!! O “querer de verdade” faz diferença em qualquer empreitada em nossas vidas. É ele que resgata suas forças quando você acredita que não mais as tem! Se você não tem tempo, não tem muito dinheiro para pagar cursos e comprar livros, se está cansado de longas jornadas de trabalho, se está perdido neste imenso quebra-cabeças que é a vida de um concurseiro, não desista! Pois eu também não tenho muito tempo e nem muito dinheiro, mas tenho um lema que me acompanha e me dá forças pra continuar sempre: “Eu quero, eu posso, eu consigo!”

Vanessa é uma concurseira que sabe o que quer.

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Eu não gosto do CESPE. E agora?

O Centro de Seleção e Promoção de Eventos (CESPE) cometeu mais algumas incoerências e desmandes no último concurso público para o provimento de cargos junto ao Ministério Público da União. Em momentos de tensão, qual foi minha surpresa ao perceber que diversas perguntas estavam com a grafia equivocava, no ínterim da prova, e foram corrigidas de forma controversa em sede de publicação do gabarito preliminar.

Essa situação levanta um questionamento interessante: Você, concurseiro sério, sabe o momento certo de recorrer?

Muitas pessoas se esquecem de que saber os termos propostos, via edital, para a interposição de recursos, é muito importante. Isso porque se todos os certames são falíveis, do ponto de vista de que mesmo as Bancas mais preparadas (e não estou incluindo o CESPE nelas) acabam por gerar falhas, das mais variadas proporções, precisamos estar preparados para eventuais modificações no gabarito, e consequentemente, no resultado do certame. Não é brincadeira quando se diz que o resultado de 1 mísera questão (das 150) pode alterar a posição do último candidato com nomeação e posse imediata. Vocês sabem disso.

Acabo de preparar um bom recurso para minha prova. Achei, salvo engano, 9 erros em questões que decidi responder (dada a forma de avaliação escolhida), além de 2 importantes erros de grafia – mas li alguns comentários de pessoas que encontram 18, embora não possa dizer de qual cargo e tipo de prova (considerando que concorri ao cargo de Analista Processual somente).

Não se trata apenas de justificar o próprio rendimento nos estudos e melhorar sua nota em particular, não obstante isso também esteja nos planos, evidente. Mas principalmente, o recurso é a possibilidade, que nos foi concedida pela Administração, de avaliar a lisura com a qual o processo seletivo foi gerido, participando de forma ativa da otimização de seus intentos.

Mas certo. Eu não gosto do CESPE. E agora?

Agora, amigos, é não reclamar mais. O gabarito foi lançado, e embora ele ainda vá mudar (com o gabarito definitivo – após o julgamento dos recursos), o leite já foi derramado e só nos resta seguir em frente.

Reclamar por muito tempo não leva a lugar algum. Sentir-se injustiçado por mais de curto período é perder tempo sem estudar para o próximo concurso. E eu, que ontem enviei e-mails frenéticos para o pessoal da equipe do Blog Concurseiro Solitário (e tenho certeza que alguns de vocês já entraram em fóruns virtuais de discussão da prova), hoje retorno à minha rotina de estudos.

Porque recorrer é importante, com certeza. Além de angariar questões valiosas para melhorar seu posicionamento, viabiliza eventuais melhorias futuras e se consubstancia como uma luta – séria, contra os desmandes tão comuns (não estou sugestionando o contrário). Mas se navegar é preciso, então que o façamos de forma rápida, sem esquecer que nosso objetivo principal é ser aprovado e não se tornar um crítico fervoroso das bancas examinadoras.

Porque eu e você venceremos apesar do CESPE. Apesar de qualquer outra situação fática que seja posta em nosso caminho. Qualquer dia desses estaremos preparados para sermos aprovados apesar de um dia ruim na realização da prova, apesar do azar em chutar algumas questões, apesar da falha de memória em responder uma questão subjetiva polêmica, apesar da correção idiocrática de várias bancas examinadoras. Nada disso será suficiente para nos inviabilizar nossos sonhos. Qualquer dia desses. É só continuar.

Resumo da ópera - Então agora, cabeça erguida e voltemos à nossa rotina. Esperando o gabarito definitivo sair, claro, mas sem perder o foco de nossa verdadeira motivação: até passar!

Paula Oliveira é Concurseira por vocação.

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Um dos mandamentos: Não brigar na semana da prova

William Douglas aconselha sabiamente que não se deve brigar com ninguém na semana da prova. O homem está certíssimo, pois sabe que tira a concentração e o foco nos estudos. Além disso, o conflito rouba muito das nossas energias e nos deixa preocupados com o desvio da prova. Isso se reverte em nervosismo.

Eu sempre busco ficar bem nessa época. Às vezes, fico nervosa, mas é algo que nunca resvala nos outros. A aflição é sempre em relação às minhas próprias expectativas. E já é muito ruim.

Dia desses, mandei um e-mail para uma amiga desejando boa prova do MPU. Em retorno, ela telefonou para mim e ficamos muito tempo no telefone. Eu fiquei assustada, pois numa época dessas é péssimo ficar assim. Logo ela que sempre foi uma apaixonada pela carreira do Ministério Público! Ela desabafou, chorou e falou de seus problemas. Disse que ia desistir de fazer a prova do MPU porque os familiares dela estão fazendo muitas cobranças a ela.

Arregalei os olhos e pedi muito a ela para não deixar de fazer a prova. Ela também ia fazer prova para Analista Processual do MPU e estava estudando impecavelmente. Afinal, fosse ela bem ou mal, aquela experiência de prova seria válida. Ademais, ela já havia pago a inscrição. Era só respirar fundo e encarar as 5 horas de provas.

Mas ela parecia irredutível, pois ela e os familiares estavam brigando muito. Ela relata que os pais dela ficam nervosos perto de alguma prova que vá fazer. Se a veem descansando nas semanas que antecedem, quase morrem. Se a veem calma, ficam irritados como se o nervosismo fosse sinônimo de preparação. Estão achando que ela desistiu de lutar pelos concursos. Só que ela disse que os entende e releva quando exigem estudos elém dos limites. E ela acaba estudando até nas horas de descanso. O que é errado, pois nunca dá tempo para que seu corpo e sua mente se recuperem.

O fato é que ela explicou pra mim que os pais dela ouviram tanta gente falar que iria prestar a prova do MPU, que eles entraram em parafuso. Ficaram uma pilha de nervosos, pois precisam que a filha trabalhe. Minha amiga relatou que ela não se preocupa com a concorrência, apesar de respeitar o nível dessas pessoas, mas os pais dela entram em pânico. Por isso, eles se desentenderam.

Fiquei morrendo de pena da minha amiga, pois ela sempre foi excelente aluna até nos tempos em que fizemos faculdade juntas. A prova estava chegando e ela perdendo tempo com esses problemas domésticos. Questões que desapareceriam com um simples resultado positivo que eu sei que ela tem condições de buscar.

Resumo da Ópera – Sugeri a minha amiga que passasse uns dias na casa do namorado até que a poeira baixasse. Ela resolveu estudar em uma biblioteca nos dias que antecederam a prova e foi a melhor coisa que fez. No sábado, ela foi lá para o bairro de Sampaio fazer a prova e fez sua parte. Agora, é torcer para que o resultado dela e o meu (claro) sejam bons. Por isso, gente, evitem brigar na reta final.

Raquel Monteiro é uma legítima concurseira carioca.

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Diário de Bordo do MPU

Olá, leitores! Primeiramente, quero deixar consignado meus parabéns ao Charles. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, esse rapaz teria seus esforços recompensados e seria empossado em um cargo público. São resultados como o dele, o do meu namorado, do Jerry, da Flavia, do Tiago e o de muitos leitores que me dão energia quando eu estou desanimada. Essas pessoas me mostram o quão verdadeiro é o lema de que devemos lutar até passar, não importando quando isso vier a acontecer.

Como boa concurseira que sou, quando vejo uma boa oportunidade, não a deixo escapar. Foi assim com o concurso do MPU e prometo que será assim pelos próximos certames que aparecerem pela minha frente. Bem, eu soube identificar essa ocasião porque eu já havia estudado diversos dos tópicos que estavam presentes no edital. Por isso, resolvi me debruçar em cima de muitas revisões e do aprendizado em cima do inédito.

No meio do caminho, surgiram diversos pedregulhos, como diria o poeta. Tive dificuldades com a adaptação do jeito CESPE de ser, ou seja, em identificar como a banca gosta de fazer sua cobrança. Como não encontrei um padrão, visto que ela morde em uma prova e assopra na seguinte, fiquei meio desanimada. Pura bobagem! Afinal, eu estava estudando direitinho. Por tal razão, eu prometo nunca mais ficar tão amedrontada com tal coisa.

Sem mais delongas e mistérios, eu vou falar do meu dia de prova. Eu me inscrevi somente para o cargo de Analista Processual e escolhi como local de trabalho o Rio de Janeiro. Assim, somente fiz prova no sábado.

Já na quinta-feira, eu procurei investigar direitinho onde seria o local da minha prova. Telefonei para a minha tia, que conhece bem o bairro do Meier/Todos os Santos/ Caxambi e já fui traçando minha rota até a Univercidade (antiga Faculdade da Cidade). Conversando com ela, procurei saber dos transportes e horários que evitariam engarrafamentos e me fariam chegar com calma.

Meu namorado e eu saímos de casa de manhãzinha, logo após o café da manhã e pegamos os transportes para chegar ao local. Sei que parece loucura sair tão cedo, visto que a prova aconteceu à tarde, mas lhes advirto que foi a melhor coisa que fizemos. Pudemos ir a um shopping no bairro vizinho ao Meier, almoçar uma comida saudável e livre de preocupações em um horário que não fosse muito cedo nem muito tarde. De lá, rachamos um táxi e chegamos antes do engarrafamento que aconteceu depois.

Como chegamos uma hora antes do início da prova, estávamos super tranquilos. Ficamos conversando e reencontrando ex-colegas dele de faculdade. Incrível, mas eu não encontrei ninguém conhecido.

Deu 13:20 da tarde e achamos prudente irmos para nossas respectivas salas. Um desejou ao outro sucesso na prova e seguimos sozinhos.

Entrei na sala, coloquei meu meu relógio, meu celular e a bateria do mesmo dentro de um saquinho fornecido pela organizadora. Fique registrado que eu nunca sigo a orientação de não levar celular, pois a prova é sempre longe de casa e onde não conheço. Por isso, sempre preciso me manter comunicável caso me perca para chegar ou sair de lá.

Fui para a carteira escolhida pelos fiscais do CESPE. Olhando para os lados, vi que havia um monte de Raquel de diversas carreiras. Pensei até que estivesse em uma sala errada, mas não foi o caso. Ao meu lado, havia uma candidata da área pericial e na minha frente uma para a área Administrativa já aprovada em um concurso recente. Conversei à beça com elas. Foi legal para passar o tempo, já que a prova só começou às 14:15.

Começou a prova e eu resolvi partir feroz para os conhecimentos específicos. Não fiz a prova na ordem sequencial. Fiz tal parte em 1 hora e achei-a fácil, mas não significa que eu tenha ido bem, ok? Eu já vi provas do CESPE mais complexas, que exigissem mais de uma leitura das assertivas. Além disso, foi uma prova bastante conceitual e jurisprudencial. Só caiu uma questão que versava sobre a decoreba de quórum. Não teve nenhum sobre prazos. Assim, eu entendi que a intenção do MPU é ter um bom cadastro de reserva, o que é incompatível com uma prova dificílima.

Dei uma olhadela na questão discursiva, rabisquei alguma coisa e fui para a prova de conhecimentos gerais. Achei novamente a parte de língua portuguesa fácil, uma vez que deixei poucas questões sem marcação. A prova da legislação do MPU também foi fácil, mas eu deixei algumas em branco. A de informática me desapontou, pois somente caíram questões sobre produtos Microsoft. O Windows era XP! Nada versava sobre software livre. Foi um dos meus pontos fracos.

Depois disso tudo, voltei para a questão aberta. Nela fiquei um pouco perdida, pois era o caso de um desvio de verbas para fornecimento de remédios para um hospital público. Fiquei muito em dúvida sobre se era para encampar a tese da Improbidade Administrativa ou se era o caso de Ação Civil Pública. Por isso, não sei o que dizer a vocês.

Eu sei que os fóruns do orkut estão intensos. Já há pessoas colocando os famigerados gabaritos extraoficiais e fazendo rankings com os mesmos! Que loucura isso, minha gente! Há até umas andorinhas que não fazem verão querendo a anulação do concurso porque a questão discursiva tratava de Ministério Público estadual. Tudo bem que pode-se corrigir o erro, mas anular o concurso inteiro por causa disso? Não, gente. Francamente, eu recomendo à andorinha estudar para os próximos certames, pois isso é que resolve seu problema.

Entrei somente no ranking do site Até Passar, mas só vou considerar um pouco os resultados quando o gabarito oficial sair. Mesmo assim, ainda há possibilidade de recurso, lembrem-se disso. Então, o resultado real somente ocorrerrá na data prevista no calendário editalício.

Resumo da Ópera – Agora é esperar o gabarito. Depois, caso necessário, recorrer das questões. Em seguida, fazer a fila dos concursos andar, como disse uma vez o Charles. A gente vai acompanhando os resultados e estudando para encarar a próxima batalha. A minha será encarar o cargo de Técnico Superior da Defensoria do RJ. E você, concurseiro?

Raquel Monteiro é uma legítima concurseira carioca.

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