Sorte, pura sorte

Uma das notícias mais comentadas ontem em telejornais e sites de notícias foi a do tiozinho pernambucano que na base do chute passou num concurso municipal para guarda patrimonial numa cidadezinha do interior do estado. Pelo menos ele jura de pé junto que foi puro chute.

Já virou lenda urbana essa história de que alguém passou vestibular de medicina na USP só chutando ... e de alguém outro que passou no concurso para AFRF também só no chute ... ou seja, sempre alguém já ouviu uma história do tipo.

Convenhamos, se o processo seletivo tiver questões objetivas (abertas), chute só não resolve o problema, fato. Agora, se forem só questões subjetivas (fechadas) é matematicamente possível, sim, do cara até gabaritar a prova no chute ... assim como há a chance de jogar um bilhete único de aposta simples e ser o único ganhador da Megasena acumulada ... ou morrer com um meteoro caíndo sobre sua cabeça!

Algumas notícias que li dizem quem será iniciada uma investigação para ver se não rolou fraude nesse concurso, o que pode ser verdade. Tudo depende de investigação.

Agora, concurseiro sério não fica contando com sorte, não, ainda mais se for como eu, que nem frango assado em bingo de festinha junina ganha ... sério. Concurseiros sérios contam com muito planejamento, disciplina e determinação (P2D) nos estudos. Claro que se numa prova em que se pode chutar sem penalização (o que não ocorre nas provas de certo/errado do CESPE) aquelas questões que realmente não se tem a menor idéia da resposta certa.

Resumo da ópera - Enfim, se esse tiozinho passou mesmo nesse concurso na base da pura sorte, bem, ele deveria ter usado essa sorte toda para marcar um cartãozinho da Megasena!

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Promoção "Túnel do Tempo Concurseiro"
RESULTADO


Recentemente lançamos essa promoção, na qual os leitores foram convidados a nos dizer que conselho dariam para si mesmos quando começavam a estudar para concursos públicos. Pois bem, foram mais de duas centenas de inscrições e muita criatividade. E os ganhadores são:

Ana Carmem Rocha com

"Você está fazendo o que ai nessa banca de jornais? tá ficando maluca? sai logo dai e em vez de comprar essa apostila fajuta vai logo numa livraria e compra bons livros direcionados para concursos."

Willian Oliveira Santos com

"Rapaz, em todos os momentos em que se sentir desmotivado, cansado e entediado por conta dos livros e dos muitos momentos que passa ao lado deles, dê uma olhada no seu saldo bancário. A sensação de tristeza pela baixa liquidez dele só não será maior do que a tristeza que sentirá por ver que sua versão futurista está usando a mesma roupa surrada e morando na mesma casa alugada por ter desanimado quando precisava se dedicar mais. Assim, você se sentirá incrivelmente motivado. Escute a voz do futuro... rs"

Cléverson Mota Pereira com

"Caro, concurseiro, venho do futuro lhe trazer está mensagem.
Está me reconhecendo? Sim, sou eu mesmo, ou melhor, você mesmo. Bem, essa mensagem é de mim para mim, ou de mim para você, ou de você para você, não importa. Eu sou você, ontem, hoje e amanhã.
Esquecendo o nosso diálogo filosófico acima, devo lhe dizer que todo o esforço no estudo para concursos compensou. Sim, você obteve sucesso!
Todas as horas em que esteve sentado lendo, resolvendo exercícios, resolvendo provas de concursos anteriores, fazendo resumos surtiram efeito. Os bons livros adquiridos com aquele dinheirinho contado, escasso mesmo, também foram importantes.
Aquela consulta semanal para atualizar as leis e códigos acompanhando as súmulas do STF, como isso te ajudou. Estar atento ao que estava acontecendo mesmo sem ter algum concurso ou edital valendo também foi importante.
Porém, nada disso teria surtido efeito sem aquele planejamento detalhado que você realizou, sem as constantes revisões do mesmo, observando o que estava funcionando e o que poderia ser melhorado.
Quantos convites para churrascos, para “choppinhos”, para cinema foram recusados à época da preparação. Quantas vezes você recebeu um olhar de incompreensão de amigos e familiares por afirmar que precisava estudar.
Você se lembra daquelas caminhadas matinais para aliviar o estresse do corpo e do cérebro? Elas foram extremamente uteis para te tranqüilizar, para te acalmar e para não deixar seu corpo travar na hora da prova e dos exames físicos.
Lembre que o seu objetivo pode até parecer distante e difícil de ser alcançado hoje, mas em breve será o seu trabalho, o seu dia-a-dia. E que você, depois de concluída esta etapa de preparação, além de aprovado no cargo desejado, também estará aprovado no seu concurso pessoal, ou seja, terá conhecido a fundo seus limites, mas também suas virtudes, seu modo de encarar os desafios e problemas que ocorrem na vida de uma pessoa que tem um projeto e quer concretizá-lo.
Então, te aconselho a persistir, a insistir, que faça mais e melhor o que já vem fazendo nesta preparação ciente que o resultado desejado será alcançado, que tenha fé em sim mesmo e na Força suprema que rege este universo. Afinal, quem esta te contanto tudo isso, direto do seu futuro, não é qualquer pessoa, mas você mesmo. Confie em si mesmo e tenha sucesso.
Atenciosamente,
Eu"

Em tempo, a outra concurseira sortuda que levará uma das "cestas" de livros da promoção "Envie-nos um artigo legal e ganhe um bom prêmio", essa sorteada entre todos os que inscreveram artigos na promoção, foi Rosiane de França da Grande São Paulo.

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1o Workshop do Concurseiro Solitário


É sabido que estudar sério para concursos público demanda P2D (planejamento, disciplina e determinação). Pois bem, não é necessário nenhum conhecimento especial para se estudar com disciplina e o que é determinação, porém quando o assunto é planejamento a coisa muda de figura.

PLANEJAMENTO é plano de trabalho pormenorizado preparado para se fazer algo. Concurseiro que estuda sem um planejamento adequado é como um aventureiro que procura um tesouro sem ter um mapa.

Uma das técnicas mais eficientes de planejamento de estudos é a chamada Planejamento de Estudos por Horas Líquidas. Esse tipo de planejamento é baseado na otimização do tempo de estudo e na contabilização apenas das horas líquidas estudadas, ou seja, são as horas efetivamente estudadas, descontadas de qualquer paradinha, seja de dois minutos para ir ao banheiro fazer um xixizinho básico que seja. O controle é feito de forma absoluta, com o auxílio de um relógio ou cronômetro.

Jerry lima e eu (Charles Dias) preparamos então um workshop para ensinar essa técnica de estudo. Gastamos um bom tempo para amadurecer a idéia, desenhar e preparar o workshop, e agora que está tudo prontinho, ministraremos o 1o Workshop de Planejamento de Estudos por Horas Líquidas do Concurseiro Solitário em São Paulo (capital) na tarde do sábado 29 de maio, uma vez que através da enquete sobre o assunto que fizemos recentemente, muitos leitores do blog se disseram interessados em participar.

Por que apenas em São Paulo?

O workshop será realizado em São Paulo (capital) inicialmente, porque é de mais fácil acesso para nós dois. Mas queremos levá-lo para outras capitais, tudo vai depender de haver um número suficiente de inscritos e de algumas parcerias darem certo.

Como será esse workshop?

Pensamos em algo que fosse ao mesmo tempo prático e que não tomasse muito tempo de estudo dos concurseiros que participarem, por isso escolhemos realizá-lo em uma tarde de sábado. Jerry e eu ministraremos o workshop usando como apoio visual uma apresentação em Powerpoint e uma apostila de apoio muito boa que preparamos (100 páginas). O número reduzido de participantes, apenas 40, permitirá que possamos tirar dúvidas e interagir durante o workshop.

Quanto custará?

Para participar o concurseiro investirá R$50,00 (cinquenta reais). Bem que gostaríamos de promover um workshop gratuíto ou ainda mais barato, mas os custos envolvidos são altos por mais que procuremos minimiza-los. Além disso, temos projetos muito interessantes para o blog que precisam de recursos para serem colocados em prática, daí decidimos colocar algumas idéias em prática, esse workshop incluído, para auferirmos tais recursos. Mas podem ter certa, para quem participar esse será um dos melhores investimentos para poder estudar muito melhor e ser empossado mais rápido.

Onde será realizado?

O workshop será realizado em um auditório bem no comecinho da Avenida Paulista, a dez minutos tanto da estão Paraíso do Metrô quanto da estação Brigadeiro, ou seja, em lugar de acesso facílimo seja para quem mora em São Paulo ou para quem virá de fora (basta pegar o metrô na Rodoviária do Tietê). Esse auditório é específico para receber cursos e workshops, com cadeiras tipo universitário acolchoadas, ar condicionado, sistema de som, projeto multimídia, entre outras facilidades.

E o que você ganhará participando desse workshop?

1 - Em primeiro lugar você aprenderá a como utilizar na prática aquela que é considerada a melhor técnica de planejamento de estudos para concursos públicos, a do Planejamento de Estudos por Horas Líquidas da qual vivemos falando aqui no blog e que permitiu ao Jerry passar no concurso para advogado do CREA-SP (ele será empossado semana que vem), a mim passar em 2o lugar no concurso da DERSA-SP (já estão nomeando) e a nós dois sermos muito bem classificados em vários ótimos concursos públicos (nos quais também temos ótimas chances de nomeação). E ouvi um boato que ele irá sortear alguns livros autografados entre os participantes do workshop!

2 - Graças a uma parceria com a Editora Foco, os participantes terão o prazer de assistir ao final do workshop uma palestra de Wander Garcia, autor dos excelentes livros como o "Como passar em concursos jurídicos!" e "Como passar em concursos fiscais!", dos quais já publicamos resenhas aqui no blog, do novíssimo "Como passar em concursos de tribunais!", que será resenhado em breve, dentre outros tantos livros. Além de autor especialista em concursos públicos, Wander Garcia é Procurado do Município de São Paulo e professor de vários cursinhos famosos. Na Feira dos Concursos que aconteceu em São Paulo mês passado, sua palestra foi disputadíssima!

3 - Graças também a uma parceria com a Livraria Última Instância, sortearemos entre os participantes uma dezena de excelentes livros diversos para concursos públicos. Isso mesmo, 10 (dez) livros serão sorteados entre os participantes!

4 - E para valer ainda mais a pena participar desse workshop, simplesmente vamos sortear dois participantes que recerão na hora o valor da inscrição de volta! Isso mesmo, outros dois sortudos receberão na hora de volta os R$50,00 que investiram para participar do workshop!

Façam as contas comigo ... 40 participantes ... 10 livros para sorteio ... 2 concurseiros sorteados para receberão de volta a taxa de inscrição ... ou seja ... mais de 1/4 dos participantes desse workshop voltarão para casa com um belo prêmio do Concurseiro Solitário!


RESENHA ESPECIAL - “Direito Civil”, a coleção de Flávio Tartuce e Fernando Simão



Autores: Flávio Tartuce e Fernando Simão
Volumes: 1,2,3,4,5 e 6.
Editora: Método
ISBN: 978-85-309-3141-4. (vol.1) 524 páginas(6a edição)
978-85-309-3142-1. (vol.2) 592 páginas (5a edição)
978-85-309-3126-1. (vol.3) 648 páginas (5a edição)
978-85-309-3047-9 . (vol.4) 574 páginas (2a edição)
978-85-309-2784-4 . (vol.5) 496 páginas (3a edição)
978-85-7660-302-3 . (vol.6) 480 páginas (2a edição)

A resenha dessa semana fica por conta da Raquel Monteiro, concurseira carioca que vem obtendo alguns bons resultados em concursos. Enquanto a nomeação não vem, ela se prepara para novos desafios como advogada e professora ... e não teve medo de encarar essa resenha quíntupla na qual se dedicou por dois meses.

Quando fui cursar meu curso de graduação, senti (para variar) dificuldade com o estudo de Direito Civil. Dessa vez, a culpa não foi dos professores. Eles foram muito cuidadosos ao ministrar a disciplina. O problema foi de cunho legislativo mesmo.

Eu comecei a faculdade sob a égide do vestuto Código Civil de 1916. Sim, aquele de Clóvis Beviláqua. Realmente, para um contexto de Revolução Russa no panorama mundial, Brasil ainda delineando seu contexto de século XX, o Código parecia mesmo ser muito adequado àquela realidade.

Ocorre que, na década de 70, surgiu o projeto de lei que veio a dar origem ao nosso Código Civil de 2002. Esse entrou em vigor somente em 2003. Uma era de aproximadamente 90 anos teve fim, deixando muitos tribunais e jurisconsultos sem chão. Não se sabia como proceder com esse novo diploma legislativo.

Bem, eu dei essa volta toda ao histórico do Código Civil para dizer que foi super complicado estudar a matéria porque estávamos tratando de um codex sob o qual pairavam muitas incertezas. Como o lapso para ser aprovado foi de cerca de 30 anos, muita coisa nele tratada ficou defasada, segundo estudiosos. Aí, diante de um panorama desses, como aprender Direito Civil de forma segura? Muito complicado, não? Apesar do meu esforço, eu fiquei com algumas lacunas nos meus conhecimentos.

Somando-se a isso, poucos eram os doutrinadores vivos que conseguiram elaborar um estudo sobre a nova lei. Alguns acabavam fazendo um estudo comparativo, que comentava muito mais o Código revogado que o código vigente. Foi um prejuízo. Ainda bem que, depois, o problema vem sendo resolvido e de excelente forma nos dias atuais. Um desses exemplos é a coleção do professor Flávio Tartuce que abrange o volume escrito em parceria com o professor Fernando Simão.

Tartuce é um jovem autor, mas muito experiente. É doutorando em Direito Civil pela Faculdade de Direito da USP, além de mestre e especialista pela PUC-SP. O autor é professor de diversos cursos preparatórios para concursos. Inclusive, recentemente, veio brindar os cariocas com seus conhecimentos em aulas na EMERJ – Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Estamos apresentando um legítimo representante da Escola Paulista de Direito Civil.

Simão, também é um jovem autor, uma vez que se graduou em 1996 e hoje é Doutor em Direito Civil pela Universidade de São Paulo com o trabalho “Responsabilidade civil do incapaz: busca pela harmonização do sistema”. Desde então, vem colecionando diversos trabalhos na área acadêmica e na área dos concursos. Muito recentemente proferiu excelente aula sobre o Direito de Família no canal TV Justiça, disponível gratuitamente no canal do STF, no youtube. Estamos tratando de um grande profissional do direito, portanto.

Apesar de os livros estarem muito direcionados aos concursos da esfera federal, eles servem para qualquer concurso considerado mais complexo. Isso porque existe a máxima, segundo a qual, livro bom é aquele que conseguimos ler e entender, aprender com ele. O livro ruim é aquele que indicam para nós como importante, mas não nos identificamos com ele e o deixamos pegando poeira na estante. Bricadeiras à parte, a coleção merece ser lida.

Chamou-me a atenção a interdisciplinaridade do tratamento da matéria. Com um viés muito moderno, Flávio Tartuce e Fernando Simão fazem ilações com a matéria constitucional, o que eles nomeiam de Direito Civil-Constitucional. Por isso, eles acabam se filiando à linha de pensamento de grandes e respeitáveis nomes do Direito Civil e do Direito Constitucional. E isso nos faz perceber o quão estudiosos, meticulosos e competentes são os autores.

Um dos aspectos dos livros que me encantou muito foi o fato de comentar, se não todas as correntes de pensamento, as mais famosas. Vejam bem o porquê. Eu não sou preguiçosa, mas existem um sem-número de livros no mercado. Muitos concursos dão prioridade a determinado autor e sua linha de pesquisa. Eu realmente não teria tempo hábil para ler todos e fico muito feliz quando uma só obra compila as diversas vertentes existentes. O engraçado é que essas citações me aguçam a curiosidade para procurar ler tais livros, posteriormente. Fico com vontade de ler as demais obras.

Outro ponto que agrada muito aos olhos são os esquemas ilustrados, quadros sinóticos e tabelas presentes nos livros da coleção. Isso significa que, se você não conseguiu entender algo com a explicação téorica, certamente o compreenderá com a visualização de tais resumos. Além do que, facilita na revisão periódica da matéria, a qual é tão importante para que não nos esqueçamos do conteúdo estudado.

Um dos grandes exemplos de esquema muito eficiente e que merece destaque foi a “Escada Ponteana”. Estamos tratando dos planos de existência e validade que foi teorizado por Pontes de Miranda. Isso representa que, antes de ver o gráfico de uma verdadeira escada, eu tinha uma vaga noção do que lia. Depois, eu passei a compreender perfeitamente o que ali se discutia. Agora, quando lembro do assunto, logo me recordo do desenho da escadinha do livro.

Muito interssante também é saber que, ao final de cada capítulo, são propostos exercícios de provas de concursos anteriores de diversas carreiras. É uma excelente forma de fixação do aprendizado e de rememoração da matéria. São todos divididos por assunto e com gabarito ao final, para que sejamos honestos consigo mesmos e não “colemos” a resposta.

É pertinente destacar que a jurisprudência do STJ e do STF, principalmente a da primeira corte está muito primorosamente retratada pelas páginas dos livros. Assim, quem acompanha os informativos, vai conseguir fazer ligações com o conteúdo dos livros. E isso permite um dinamismo no estudo do Direito Civil. Afinal, essa é apenas uma das disciplinas que vive mudando sua feição diante da realidade cotidiana.

A linguagem usada merece elogios. Realmente, é um desafio enorme escrever um livro técnico sem se perder no meio do “juridiquês” e ainda se fazer entender. É uma habilidade que poucos conseguem conquistar porque corre-se o perigo de resvalar na linguagem coloquial e imprecisa. Contudo, Tartuce e Simão passaram longe desse problema.

Outra coisa muito boa são as atualizações na página da editora. Assim, não somente eventuais erros e impressão, mas também mudanças legislativas e de entendimentos são registradas na página da Editora Método quando necessárias. Isso demonstra uma permanente preocupação com o público leitor, ao estabelecer um diálogo.

Não só a editora possibilita essa abertura, mas o Flavio também o faz. Ele mantém o site www.flaviotartuce.adv.br e www.flaviotartuce.blogspot.br. E foi por meio desses canais que pude, depois de assistir ao excelente curso de Direito Civil – Parte Geral pela TV Justiça, contactar o autor para buscar informações sobre seus livros.

Simão também ministrou aulas sobre as atuais tendências do Direito de Família no mesmo canal. Realmente, ele é muito bom no que faz. Mostrou muita confiança e conhecimentos muito modernos sobre o Direito Civil, interpretado à luz da constituição. Isso me impressionou muito positivamente e me deu muito mais ânimo para ler o volume da coleção que escreveu em parceria com Tartuce. Por sinal, o site do professor é igualmente muito bom: http://www.professorsimao.com.br/.

O Volume 1 da Coleção traz o início dos estudos sobre o tema. É bem introdutório, começando a examinar a Lei de Instrodução ao Código Civil. Passa pela análise contextual do Código Civil atual e entra definitivamente no estudo da Parte Geral, sempre traçando paralelo com outras matérias, como o Direito Processual Civil.

O Volume 2 resgata aqueles conceitos que o bacharel/bacharelando em Direito estuda no início da graduação: as relações jurídicas. Depois, lança os elos com o Direito das Obrigações e seus princípios gerais. Em seguida, adentra por seus institutos de forma muito interessante. Chama a atenção que trata da inovação jurisprudencial dos Danos Morais coletivos, a inserção do tratamento do cumprimento inexato de obrigação e o paralelo com o Direito do Consumidor.

O Volume 3 trata da Teoria Geral dos Contratos e Contratos em Espécie, vindo em sequência e concatenando o estudo dos capítulos do volume anterior. Gosto muito do aspecto humanizado que se empresta à abordagem do conteúdo nesse livro. Esse traz como novidade as modificações recentes feitas na Lei de Locações, além de comentar sobre a ação de revogação de doação. Enfim, mais uma conexão com o diploma adjetivo civil.

O Volume 4 da Coleção de Flávio Tartuce e José Fernando Simão cuida de uma exposição pormenorizada do Direito das Coisas. No primeiro, capítulo os autores realizam uma introdução teórica do assunto, apresentando não só as conceituações clássicas inerentes ao ramo em epígrafe, como também as novas correntes e teorias acerca do assunto. Desta maneira, evidencia-se que os escritores encontram-se antenados com as novas tendências do direito civil.

Tal metodologia permeia a inteireza do exemplar, o que confere um viés moderno e atualizado às lições. Ratificando estas características, os autores apresentam, ao longo de todo o texto, não só recentes jurisprudências dos tribunais superiores (STF, STJ), como também os enunciados do CJF, ambos inseridos nos tópicos pertinentes. Tais mecanismos facilitam o estudo, permitindo aos leitores visualizar na prática toda a discussão teórica anteriormente exposta.

O Volume 5 da Coleção ora em análise cuida do Direito de Família. Como é sabido de todos, o direito das relações familiares foi um dos ramos jurídicos que mais sofreu influência da nova ordem constitucional, tendo se modificado substancialmente ao longo dos anos. Nas lições estudadas, observa-se que os autores realizam uma releitura dos institutos à luz da teoria do direito civil constitucional. Seguindo uma análise principiológica dos conceitos e institutos, os doutrinadores esgotam o tema tendo como meta a compreensão dos mesmos pelos leitores. Tal assertiva pode ser confirmada através da coletânea de questões gabaritadas ao fim de cada capítulo.

O sexto e último volume das obras resenhadas cuida do Direito das Sucessões. Neste exemplar, os autores mantém a técnica utilizada nos anteriores, vale dizer, apresentação de jurisprudência, dos enunciados do CJF, bem como a inserção de questões para fixação do assunto ao término dos capítulos. A exposição da matéria neste último livro pode parecer um pouco mais objetiva que a dos demais, com uma carga menor de teorias e maior de dogmática. Isso pode impressionar um leitor mais desavisado. Ocorre que tal metodologia se deve à própria natureza do ramo jurídico estudado, qual seja, o direito sucessório, que, muitas vezes, se apresenta mais como um conjunto de regras para resolução da problemática sucessória do que um ramo eminentemente teórico. Por essa razão, temos um livro mais preocupado com a prática e a técnica jurídica do que com teorias e abstrações.

Resumo da Ópera – Para que concurseiro é o livro? Bem, a coleção é profunda em sua abordagem, tendo uma linguagem objetiva. Tem a exemplificação com julgados e os exercícios, a pormenorização das teorias modernas. Por isso, eu indico o livro para o concurseiro que já teve um primeiro contato com a matéria, para o acadêmico que tem facilidade com a mesma e para o profissional já atuante na área. Essa é uma coleção que vale a pena adquirir, pois certamente representa um grande aprofundamento na matéria, tendo em vista a excelência do trabalho. Eu estou adorando cada capítulo que estou lendo. Tanto nos volumes em que somente Tartuce escreve, quanto naqueles em parceria com Simão, um novo mundo se abre para mim. Finalmente, sinto que estou saindo das trevas do desconhecimento ao Direito Civil!

Raquel Monteiro, uma legítima concurseira carioca.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Para facilitar sua vida, já que sabemos que grana de concurseiro é para lá de contada e que bons livros para estudar para concursos públicos sofrem uma variação de preço muito grande dependendo de onde são vendidos, sugerimos dois lugares para você comprar esses livros.

Um deles é através loja virtual da própria editora (clique na imagem abaixo):

Outro é na livraria especializada em concursos públicos e livros jurídicos Última Instância, excelente livraria virtual parceira do blog (clique nas imagens abaixo):


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Revista do Concurseiro Solitário - 1a Edição


Sim, meus amigos, também o Concurseiro Solitário tem seus projetos secretos e esse é o resultado de um deles.

Hoje, com todo prazer, lançamentos a primeira revista digital (formato PDF) totalmente gratuíta voltada para concursos públicos jamais lançada por um site ou blog concurseiro!

É nessa revista que vocês encontrarão uma entrevista exclusivíssima com William Douglas ... várias dessas perguntas são dos ganhadores da promoção "Faça uma pergunta ao William Douglas e arrisque ganhar um livro para estudar" e são eles:

Anderson Lopes
Carlos Franco
Eliane Valencio
Janaina Andrade
Maria Auxiliadora Lescano Carneiro

Clique na capa da revista para baixar seu exemplar GRATUITAMENTE em formato PDF e

BOA LEITURA




Saudemos os vitoriosos

Vitória, palavra que é sussurada por nossos lábios, Desejada por nossa alma, Perseguida por nossos esforços, Entre livros, doutrinas e concursos sem fim. Vitória, algumas vezes algo que parede tão distante, Algo que realmente está tão distante, Mas que uma hora bate a nossa porta e diz, Cheguei, sou toda sua! Vitória, nunca alcançada sem grandes esforços, Sem lágrimas e dúvidas, Sem determinação, Sem uma boa dose de sofrimento. Vitória, vitória, vitória, Algumas vezes carente de materialidade, Que nela somente podemos acreditar pela fé, E por sua chegada aos que conhecemos e que lutam como nós.

Pois bem, concurseiros leitores do blog, esse foi meu momento "Pedro Bial fazendo crônicas pré-anúncio de eliminação no BBB" ... hehehe. Só que hoje quero anunciar nada de negativo, muito pelo contrário, mas duas coisas altamente positivas que têm muito a nos ensinar sobre determinação, esforço, acreditar em si mesmo, humildade, paciência e um punhado de outras coisas muito importantes em nossa jornada na guerra dos concursos públicos.

Que rufem os tambores .... tará tará tará tará tará (é o som dos tambores rufando) ...

1a Notícia

Esse rapaz sorridente aí é o Jerry Lima, colunista aqui do blog, que recentemente tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. Um cara muito legal, simples, humilde e com um enorme espírito humanista.

Antes de ser colunista do blog Jerry era um leitor como você. Um belo dia ele resolveu enviar um artigo para ser publicado ... depois outro ... mais outro ... acabou sendo abduzido para fazer parte da tripulação permanente desse blog. Desde então ajudou um sem número de concurseiros tanto com seus excelentes artigos, como respondendo diretamente à dúvidas e indagações enviadas por email.

Jerry é formado em advocacia e exerce a profissão em uma cidade da Grande São Paulo. Seu grande e último objetivo é a Magistratura, o rapaz quer ser juiz de direito, esperto ele. Enquanto se prepara para a luta ferossíssima que são os concursos de magistratura, vai prestando concursos na sua área ... pelo menos prestava ... porque tenho o enorme prazer de anunciar que a partir da semana que vem Jerry Lima será um dos mais novos servidores públicos federais, exercendo o cargo de advogado do CREA-SP (Conselho Regional de Engenharia e Arquitatura), concurso esse no qual foi aprovado em março de 2009 e desde então aguardava ansiosamente a nomeação, que finalmente se deu semana passada.

PARABÉNS, JERRY!

Mês passado fizemos uma reunião de pauta e decidimos por uma promoção para Março que fizesse os leitores interessados em ganhar um dos três prêmios oferecidos pensar um pouco, esforçarem-se um pouco, enfim, fazerem por merecer ... e daí nasceu a promoção "Envie-nos um artigo legal e ganhe um bom prêmio".

Recebemos quase duas centenas de artigos de autoria dos leitores do blog, os quais nos deram muito trabalho para julgar. Estamos realmente orgulhosos de como quem participou da promoção realmente fez seu melhor.

E hoje chegou o dia de revelas os ganhadores ... tará tará tará (tambores rufando novamente).

Antes, porém, cabe explicar nossa metodologia de julgamente. A banca julgadora teve cinco participantes:

Raquel Monteiro (colunista)
Jerry Lima (colunista)
Charles Dias (colunista)
Enaldo Fontenele (leitor que já teve artigo publicado no blog)
Ricardo Amado (leitor que já teve artigo publicado no blog)

Cada um leu todos os artigos enviados e deram notas para originalidade, criatividade, profundidade, correção ortográfica e começo/meio/fim. Então as notas foram totalizadas e tirada a média das notas individuais, que então foram classificadas de forma descrescente apontando os vencedores ... que foram:

1o Lugar - "Você tem concurseirite" de Giovanna Garcia

2o Lugar - "Quando o demais não é o bastante" de Sérgio Souza Batista

3o Lugar - "Lições do deserto para o concurseiro" de Cleber Olympio

Nossos sinceros parabéns aos vencedores dessa promoção, os quais, lembro, receberão os seguintes prêmios:

1o Lugar - "Cesta" com DOZE livros de diversas editoras
no valor aproximado de R$1.300,00

2o Lugar - Kit Saraiva-Yes Ouro*

3o Lugar - Kit Saraiva-Yes Prata**

* O Kit Saraiva-Yes Ouro contém um exemplar da novíssima edição do livro Direito Constitucional Esquematizado" de Pedro Lenza + um exemplar do curso em audio "Principais tópicos de Direito Adminsitrativo para Concursos Públicos" de Marcio Fernando Elias Rosas (dois volumes em CD da Coleção Concursos - Estude Ouvindo) + um Apoio de leitura Yes + um blister do Indicador Yes Auto-adesivo Removível Neon.

** O Kit Saraiva-Yes Prata contém um exemplar da novíssima edição do livro Direito Constitucional Esquematizado" de Pedro Lenza + um Apoio de leitura Yes + um blister do Indicador Yes Auto-adesivo Removível Neon.

E as surpresas não acabam por aqui!

É isso mesmo, caros leitores. Essa semana será incomum aqui no blog, pois temos muitas surpresas, revelações e novidades.

Aguardem amanhã o lançamento de algo que nenhum sites ou blog de concursos públicos já fez até hoje no Brasil, o fruto de meses de trabalho árduo de nossa equipe que ficou SENSACIONAL!

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O limite do concurso


Recebi essa semana um e-mail muito relevante de um concurseiro leitor nosso:

Olá,

Sou concurseiro desde 2002 e tenho uma dúvida:

É legal em um concurso cair questões que não tenham sido especificadas no conteúdo programático?

Por exemplo, não foi solicitado conhecimento em Microsoft Office mas caíram questões na prova.

Há um embasamento legal que proíba isso? Pretendo fazer um recurso a respeito.

Obrigado e parabéns pelo blog”.

Confesso que aqui onde eu trabalho enfrentei casos assim. Questões que são cobradas sem que a matéria esteja prevista no conteúdo programático. E aí? A instituição pode ir além do edital?

A resposta é um sonoro NÃO.

A partir do momento que o edital é publicado e, juntamente com ele o seu conteúdo programático (leia-se: doutrina e jurisprudência), a entidade promovedora do concurso está vinculada ao edital.

Bom, mas antes de adentrarmos nesse mérito, vamos às respostas aos questionamentos do nosso amigo leitor.

Por primeiro, não é caso de legalidade o fato de questão de matéria não abordada no conteúdo programático do edital de um certame. Quem resolve o problema é a Jurisprudência, e não a lei. Por quê?

Porque não há lei ainda sobre o concurso público. O que há é projeto de lei. Assim, não é caso de ilegalidade, mas sim de ilicitude. Essa atitude da Instituição vai de encontro ao conjunto de princípios e normas ligadas ao tema concurso público.

Como eu disse, a questão se encerra na jurisprudência. Assim, vamos a dois julgados, um do Supremo Tribunal Federal e outro do Superior Tribunal de Justiça que traduzem muito bem o entendimento de ambas as Cortes:

STF - AG.REG.NO AGRAVO DE INSTRUMENTO: AI 779861 MG

Parte: PAULO SÉRGIO CASSIANO

Parte: HUGO MENDES PLUTARCO E OUTRO(A/S)

Parte: ESTADO DE MINAS GERAIS

Parte: ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Parte: RODRIGO GIURIZATTO MARTINS

Parte: VANILDA PEREIRA DA CONCEIÇÃO

Resumo: Agravo Regimental no Agravo de Instrumento. Constitucional. Concurso Público. Anulação de Questão. Matéria Exaustivamente Apreciada nas Instâncias Inferiores.

Relator(a): Min. EROS GRAU

Julgamento: 16/03/2010

Órgão Julgador: Segunda Turma

Publicação: DJe-062 DIVULG 08-04-2010 PUBLIC 09-04-2010 EMENT VOL-02396-04 PP-01030

Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO DE QUESTÃO. MATÉRIA EXAUSTIVAMENTE APRECIADA NAS INSTÂNCIAS INFERIORES.

1. Anulação de questão não prevista no edital do concurso.

2. O Supremo Tribunal Federal entende admissível o controle jurisdicional em concurso público quando "não se cuida de aferir da correção dos critérios da banca examinadora, na formulação das questões ou na avaliação das respostas, mas apenas de verificar que as questões formuladas não se continham no programa do certame, dado que o edital - nele incluído o programa - é a lei do concurso".

3. O Superior Tribunal de Justiça decidiu matéria de sua competência de acordo com a jurisprudência desta Corte, hipótese que não justifica o provimento do recurso. Agravo regimental a que se nega provimento. (grifei e sublinhei)

STJ - RECURSO ESPECIAL: REsp 935222 DF 2007/0059174-7

Resumo: Recurso Especial. Administrativo. Concurso Público. Questão, na Prova

Objetiva, Sobre Matéria

Não Inserida no Edital. Anulação Pelo Poder Judiciário. Possibilidade. Controle de Legalidade.

Precedentes.

Relator(a): Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA

Julgamento: 18/12/2007

Órgão Julgador: T6 - SEXTA TURMA

Publicação: DJ 18/02/2008 p. 90

Ementa

RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. QUESTÃO, NA PROVA OBJETIVA, SOBRE MATÉRIA NÃO INSERIDA NO EDITAL. ANULAÇÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. CONTROLE DE LEGALIDADE. PRECEDENTES.

1. No que refere à possibilidade de anulação de questões de provas de concursos públicos, firmou-se na Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça entendimento de que, em regra, não compete ao Poder Judiciário apreciar critérios na formulação e correção das provas. Com efeito, em respeito ao princípio da separação de poderes consagrado na Constituição Federal, é da banca examinadora desses certames a responsabilidade pela sua análise.

2. Excepcionalmente, contudo, em havendo flagrante ilegalidade de questão objetiva de prova de concurso público, por ausência de observância às regras previstas no edital, tem-se admitido sua anulação pelo Judiciário por ofensa ao princípio da legalidade.

3. Hipótese dos autos que se insere nessa situação excepcional, pois contempla caso de flagrante divergência entre a formulação contida em determinada questão da prova objetiva e o programa de disciplinas previsto no instrumento convocatório.

4. Recurso especial conhecido, mas improvido.

Assim, em outras palavras, o edital vincula a entidade promovedora do concurso de tal forma que ela não pode ir além do conteúdo programático previsto.

E quanto à atualização das leis, ou seja, é publicado um edital em março de 2010 e em abril do mesmo ano há uma modificação legislativa na Constituição Federal. A instituição pode cobrar essa atualização?

Resposta: SIM.

Por incrível que pareça, quando o assunto é lei a jurisprudência permite à instituição promovedora do concurso exigir conhecimentos dessa nova modificação, desde que o conteúdo requerido tenha vinculação direta com as funções que o servidor irá exercer quando no cargo:

Legislação superveniente – Edital – Conteúdo – Concurso para provimento de cargos de Oficial de Justiça e Escrevente Juramentado do Tribunal de Justiça do Espírito Santo – Questões baseadas em atualização legislativa superveniente – EC n. 45/04 – Promulgação posterior à publicação do Edital – Possibilidade – Existência de vinculação direta entre o conteúdo requerido e as funções exercidas – Recurso não provido” (Recurso em Mandado de Segurança 21743/ES, 5ª Turma, Rel. Min. Arnaldo Esteves, j. em 9-10-2007).

Em que pese o julgado retro, na minha humilde opinião tal entendimento vai de encontro ao quanto já exposado, pois a doutrina nada mais é que a interpretação da legislação. Assim, se se abrir a possibilidade de as instituições cobrarem a legislação superveniente, indiretamente se concederá a requisição da doutrina se não houver uma cautela por parte da Banca quando da formulação das questões. Desta forma, cabe ao concurseiro ser vigilante quanto ao conteúdo da questão, pois somente é possível à instituição promovedora do concurso cobrar A LETRA DA LEI MODIFICADA, sem exigir o novo entendimento doutrinário, MUITO MENOS JURISPRUDENCIAL.

Resumo da ópera - O Edital, como visto, é a Lei do Concurso. Ele é o limite do certame. Não pode ser ultrapassado, nem violado ou infringido. Caso isso ocorra, cabe ao candidato buscar pelas vias administrativas (recurso) e judiciais (ações) seu direito de ver aquela questão devidamente anulada.

Jerry Lima, um concurseiro profissional

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Perversa

Eu sou perversa comigo mesma. Sou malvada mesmo. Explico.

Semana passada, eu quis fazer quatrocentas mil coisas ao mesmo tempo. Eu dormi pouco, alimentei-me mal, fiquei meio ansiosa por uma série de razões. Enfim, eu fiz mal a mim mesma, eu reconheço.

Diante de tanta coisa, a minha imunidade baixou e eu adoeci. Adquiri algo que nunca tive antes: uma laringite. Sobre essa inflamação eu só ouvi falar antes, quando fazia vestibular e precisava visualizar os esquemas do corpo humano e as doenças que ocorrem nele. Agora sei, infelizmente, como é.

Você deve querer saber o porquê de eu me achar tão malévola comigo mesma. Afinal, isso que eu disse acima tanta gente faz. Bem, a razão é porque desrespeitei meus limites, não atentei para os momentos de muito cansaço e comi em horários irregulares. Tudo isso para poder estudar mais e fazer as coisas extras do cotidiano. Afinal, a vida não para enquanto estudamos para os concursos.

E falando na vida não parar, eu estou me vendo obrigada a selecionar material meu que não serve mais aos estudos. Isso também tem me tomado tempo e energia. É incrível como já superei alguns materiais, outros se desatualizaram e uma parcela nunca me serviu, mas ficaram sendo guardados na minha casa. Eu sempre ficava com aquela insegurança de jogar fora e depois precisar deles. Só que eu cheguei a um ponto de não poder mais viver assim.

A bagunça também se deve ao monte de materiais no meu computador. Afinal, eu sempre estudei em diversos cursinhos e acabava sempre gravando as aulas. Abandonei o hábito porque não gosto de ouvi-las! Aliás, detesto! Eu sou muito mais visual que auditiva em meu modo de aprender.

E eu preciso me livrar de todas essas coisas. Só que, para fazer uma bela arrumação, eu precisaria de tempo para isso! Ai, meu Deus, isso me deixa mais ansiosa... E eu sei que ficar com esse sentimento é ruim e faz mal. É um círculo vicioso.

Eu vou tomar coragem e reservar um horário na minha semana para cuidar dessas coisas. E vou passar a me ouvir mais. Eu preciso me respeitar, não ultrapassar tanto meus limites.

Resumo da ópera - Seja bonzinho/ boazinha com seu corpo porque você só tem esse. Cuide da sua mente e do seu ambiente de estudos para viver harmonicamente. Como podem ver, eu igual a vocês. Também tenho as minhas desorganizações. Só que eu vou melhorar! Ah, eu vou!

Raquel Monteiro, uma legítima concurseira carioca.

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Sem comentários ...

Essa noite tive um pesadelo concursídico. Sonhei que estava fazendo prova em uma sala cuja única fonte de luz era uma janelona, portanto estava tudo muito escuro, já tinham se passado três das quatro horas de prova e eu estava começando a ler o primeiro de quatro textos para poder escrever a redação ... e ainda faltava fazer toda a prova de conhecimentos específicos!

Pois é, meus amigos, que estuda sério para concursos públicos está sujeito a ter sonhos e também pesadelos sobre isso, algo que está ligado, claro, à ansiedade envolvida. Por isso mesmo até sei o que causou esse pesadelo, o fato de que essa semana que termina foi uma daquelas enroladas, com sucessívos atrasos no planejamento de estudo por conta de coisas que surgem e têm de ser resolvidas sem demora, necessidade de mudanças de planos e coisas do tipo.

Já falei sobre isso aqui no blog, sobre como muitas vezes acontecimentos independentes de nós acabam por comprometer nosso planejamento de estudos, o modo como queremos que as coisas sejam feitas. Isso, claro, gera ansiedade, frustração e, principalmente, atrapalha nossa rotina concurseira, mas acontecem e temos de lidar com elas da melhor forma possível, não há outra saída.

Mesmo no blog alguns contratempos atrapalharam nossa programação. Para vocês terem uma ideia, era para termos publicados duas ótimas resenhas essa semana (terça e quinta), mas autores não conseguiram responder a entrevistas, capas e banners não chegaram a tempo ... ufff ... enfim, contratempos impediram que publicássemos nenhuma das resenhas!

Resumo da ópera - Quando semanas "zicadas" assim acontecem, o melhor que podemos fazer é respirar fundo, manter a calma e fazermos o melhor que pudermos. É aquela velha história, o mundo não pára porque decidimos estudar sério para concursos públicos, muito pelo contrário. O que podemos é minimizar as chances de contratempos acontecerem não deixando "pontas soltas", coisas por fazer, problemas pendentes e, claro, acreditar que semana que vem será muito melhor.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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ATENÇÃO - Os resultados das promoções "Túnel do Tempo Concurseiro", "Envie-nos um artigo e ganhe um belo prêmio" e "Pergunte para o William Douglas" serão divulgados na segunda-feira que vem, todos de uma vez juntamente com uma GRANDE surpresa. Aguardem.

Um entre vários jeito de começar

Essa semana recebemos o seguinte email de uma concurseira novata:

"Olá, estou ingressando na vida de concurseira agora e estou meio perdida, será que pode me ajudar? Ainda não consegui reunir material suficiente para estudar pra valer, estou sem grana, por enquanto estou estudando só pelo que encontro na internet... Estou pensando em fazer inscrição para dois concursos que vão acontecer agora, ANVISA e ANEEL. Será que vale a pena investir em concurso agora? Sei que não tenho chance e que provavelmente não vou saber quase nada até o dia da prova, já que nunca estudei para concursos antes. Será que já posso considerar esses concursos como treino ou devo estudar mais um pouco antes? Agradeço qualquer dica."

Como começar a estudar para concursos públicos? Qual o melhor caminho? Qual o material de estudo mais adequado? Como devo estudar para ter um melhor aprendizado? Devo fazer cursinho? Dúvidas, dúvidas, dúvidas, a vida do concurseiro novato é cheia de dúvida.

O email acima traz uma dessas dúvidas, uma muito pertinente por sinal. Afinal de contas, vale a pena prestar um concurso logo no começo da luta? Melhor investir a grana em material de estudo?

Pois bem, para variar não há uma resposta definitiva a essa pergunta, que dependerá do concurseiro. Alguns consegue começar a estudar e somente prestar o primeiro concurso quando sentirem-se preparados, outros não conseguem pensar em fazer de outro modo, outros ainda acham isso loucura e querem porque querem prestar um concurso logo de cara para saber o que terão de enfrentar nessa guerra.

A concurseira que nos enviou o email acima está começando a estudar, não tem material de estudo e se enquadra no último grupo, ou seja, quer prestar uma prova de concurso para ter uma boa noção do que sabe, do que não sabe e do quanto terá de estudar. Atitude totalmente válida, concordo, mas não é preciso prestar dois concursos para isso, daí já é bobabem.

Minha sugestão para quem se encontra na mesma situação que ela é para que preste apenas um dos concursos, preferivelmente aquele em que for gastar menos com taxa de inscrição e gastos para fazer prova, uma vez que ambos são concursos federais e terão o mesmo nível de dificuldade.

O ENORME problema na atitude dessa concurseira novata, compartilhado por um sem numero de outros concurseiros novatos e até não tão novatos, é o "por enquanto estou estudando só pelo que encontro na internet". Será que ninguém para um minutinho para pensar em como isso pode ser um belo "tiro no pé", principalmente para quem está começando a estudar?!

Não vou dizer que na Internet não há material de estudo de ótima qualidade e completamente gratuíto, há, sim, tanto que estamos preparando uma matéria especial sobre o assunto com um monte de indicações de material desse tipo, só que, por outro lado, há uma montanha, em Everest de material de péssima qualidade, cheio de erros, desatualizado que ferra com a vida de muitos concurseiros.

Você está começando a estudar? Faça uma vaquinha com os parentes e amigos ou arrume um trabalho temporário e junte pelo menos R$500 para investir em alguns bons livros para começar a estudar! Acredite, será o melhor investimente que você jamais fará em sua luta por uma vaga no serviço público. Explico porque. Quando se está começando a estudar, não se tem condições de "separar o jóio do trigo" em termos de material de estudo encontrado na Internet, algo que somente se terá após um tempo razoável de estudo, logo começar a estudar da forma certa e com o material correto é começar a estudar com o pé direito, mesmo porque depois de aprender errado, é muito mais difícil desaprender e aprender o certo!

Resumo da ópera - Você pode começar sua jornada concursídica prestando um concurso para ver a dimensão do que terá de enfrentar? Claro que pode. O que você não pode fazer de forma alguma é começar a estudar errado com material que você nem ao menos sabe se tem ou não erros ou se está atualizado!

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Muitos livros x poucos livros

É comum entre os concurseiros, principalmente iniciantes, a crença de que para estudar com qualidade para concursos públicos é preciso ter muitos livros. Parace até que na cabeça dessa galera, aquela imagem idílica do concurseiro estudando junto a uma estante forrada de livros é o melhor dos mundos para quem quer passar em concursos públicos e se tornar servidor público. Mas as coisas não são bem assim, não ... felizmente.

Antes de falar em quantidade, temos de falar em qualidade. De nada adianta ter uma dúzia de livros ruins de uma matéria, mas adianta muito ter apenas um livro excelente da mesma matéria. Isso é fato pra lá de comprovado.

Além disso, temos de ver essa questão pelo lado da (des) complicação. Explico. Estudar algumas matérias por uma divesidade muito grande de fonte pode acabar sendo um "tiro no pé", uma vez que diferentes autores abordam diferentes pontos das matérias de forma muito diversa, algumas vezes até contraditórias. Tudo bem que o concurseiro experiente saberá (pelo menos em tese) lidar com essa diversidade, mas concurseiro novatos e com menos experiência terão seu estudo prejudicado, isso sim.

Temos também de observar que algumas matérias realmente pedem mais de um livro para estudar, visto que alguns autores abordam melhor alguns temas e outros abordam melhor outros temas, daí ter mais de um livro contorna esse problema. É o caso, por exemplo, de matérias como Informática, Português, Raciocínio Lógico, Administração e por aí vai.

Outro ponto a se considerar é que quanto mais livros temos a nossa disposição, mais teremos de ser organizados de forma a quando precisarmos estudar, sabermos escolher rapidamente qual livro utilizar. O que adianta ter dezenas de livros para já começar os estudos perdendo um tempo tentando decidir qual usar?

Espaço é uma questão a ser considerada. Muitos livros ocupam muito espaço, algo precioso principalmente para quem vive em apartamentos. Além disso, livros demais juntam pó, requerem investimento extra numa boa estante, armário ou prateleiras.

Finalmente, há a questão da grana investida. Livros são caros, principalmente livros bons. Daí é complicado ter grana para comprar vários. Corre-se, inclusive, o risco de acabar caindo na armadilha do "colocar todos os ovos numa cesta só", ou seja, acabar gastando demais com vários livros de algumas poucas matérias e ficar sem dinheiro para investir em bons livros para outras matérias.

Resumo da ópera - Ter livros demais não é garantia nenhuma de poder estudar com qualidade, como você pode notar, muito pelo contrário. O melhor é investir de forma bem pensada e avaliada na compra de poucos e bons livros. Assim você poupará tempo, dinheiro, espaço e, principalmente, paciência.

Charles Dias é um Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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Leitura Dinâmica - - Mito ou realidade

Primeiramente é bom saber o que é de fato leitura dinâmica, já que muitos imaginam como sendo o simples ato de ler um livro em grande velocidade.

Leitura dinâmica é um conjunto de técnicas aprimoradas através do tempo em que se procura aumentar drasticamente a velocidade de leitura sem comprometer a sua compreensão. Essas técnicas foram aperfeiçoadas devido ao crescimento das publicações de livros e o aumento do número de leitores famintos de conhecimentos, que buscavam a todo custo ler uma quantidade maior de livros no menor tempo possível. Portanto leitura dinâmica é uma nova maneira de ler, em que se procura não simplesmente ter somente velocidade, mas captar a idéia do texto, conversar com o texto, entender o que o escritor do texto quer dizer e com isso ter mais prazer na leitura como um todo.

O que é importante salientar sobre a leitura dinâmica é que, é um método como outro qualquer (digitação, memorização, cursos de idiomas), resumindo, necessita de muita disciplina, treinamento e muita determinação.

Na técnica de leitura tradicional, quando uma pessoa é ensinada a ler, as palavras são divididas em sílabas para facilitar a leitura, isto é chamado de vocalização das palavras, que é feito “sílaba por sílaba” e em voz alta. Exemplo: (P E – T E – C A). Mesmo depois de aprender a ler, as pessoas continuam a vocalizar as palavras; só que silenciosamente. Outra forma bastante usada na leitura tradicional, é a sub-vocalização, que é a leitura mental “palavra por palavra”. Exemplo: (V O U – P A S S A R – N O – C O N C U R S O ). Na verdade, estes dois vícios são os maiores obstáculos para quem está praticando a leitura dinâmica.

Na leitura dinâmica, o processo de leitura não ocorre sílaba por sílaba ou palavra por palavra, mas sim pelo bloco de palavras que forma uma idéia, que torna a leitura do texto mais dinâmica e agradável. Observe que como já dominamos a leitura de nosso idioma, algumas palavras não necessitam ser lidas totalmente para que seu significado seja logo entendido, mesmo a leitura de uma frase inteira com o desenho incompleto de suas letras já é suficiente para o seu entendimento.

Exemplos:

MELA – MELAncia – MELAdo

INFOR – INFORmática – INFORmação

CONCUR – CONCURso - CONCURseiro

1. Ho je eu es tu da rei bas tan te pa ra ser a pro va do no con cur so.

2. Durante a prova / muitos candidatos desistiram / porque a prova / estava muito difícil.

Veja que na primeira frase a leitura é mais lenta e seu entendimento muito confuso porque usamos o método da separação das sílabas (essa é a leitura vocalizada). Já na segunda frase, apesar de ser maior, a leitura é mais rápida e a captação da idéia do texto é melhor absorvida (a leitura é feita em blocos de palavras). Esse o grande “lance” da leitura dinâmica, captar as idéias do texto e não simplesmente ficar com a atenção presa na identificação das sílabas para formação das palavras e finalmente identificar essas idéias. Claro evidentemente que isso não se consegue da noite para o dia, eu repito, só é possível graças à prática de exercícios e como em tudo que envolve o estudo, ter muita disciplina e determinação.

Como qualquer curso que conhecemos (memorização, digitação, inglês), existe muitos cursos de leitura dinâmica “caça níqueis”, em livros, dvds, em que se promete uma melhora na qualidade da leitura em questões de dias, o que é totalmente impossível para uma pessoa comum realizar, mesmo porque é uma técnica que se exige uma série de outros elementos para sua total aprendizagem. Por isso é comum encontrar pessoas que compraram um livro ou dvd sobre o método, deram uma olhada já desconfiadas viram que tinham somente exercícios e desestimuladas, desistiriam. Outras, completamente desinformadas engrossam a fileira do negativismo, do isso não funciona, que o melhor e mais prático método, é mesmo o velho e bom “chute”.

ALGUMAS VERDADES E MENTIRAS SOBRE LEITURA DINÂMICA.

Para ser um leitor dinâmico, terei que ter uma boa memória?

Mentira: Memória todo mundo tem (sem memória você não saberia o seu nome, o caminho para o trabalho). A memória é como um músculo precisa ser exercitada diariamente, estimulada através de exercícios simples. Para ser um leitor dinâmico, basta ter interesse e motivação para a leitura.

A leitura dinâmica ajuda quem não gosta de ler?

Verdade: Muita gente não gosta de ler porque o faz de maneira errada e o simples fato de usar um método para melhorar sua capacidade de leitura e aprendizagem, já é um estimulante bastante prazeroso.

Se eu ler mais rápido, minha compreensão vai diminuir?

Mentira: Leitura muito lenta geralmente sobrecarrega a nossa memória operacional, não sobrando espaço para o entendimento. Na leitura dinâmica você vai aumentar sua velocidade de leitura, sem pular palavras e ainda assim aumentar sua compreensão.

Usando a técnica de leitura dinâmica, terei que ler um livro inteiro?

Mentira: Uma das principais lições da leitura dinâmica é exatamente a captura das idéias do texto. Livros ou quaisquer outros suportes de leitura são maneiras de capturar e transferir informações, conhecimento e idéias de um autor para o leitor. No entanto, muitas vezes como no estudo para concursos nos interessamos apenas por alguns tópicos ou passagens abordados no livro. Além disso, a intenção do autor ao escrever o livro não é necessariamente a mesma que a sua para ler o livro. Tenha isso em mente e faça uma verdadeira caça ao tesouro, buscando apenas aquilo que realmente será compatível com seus objetivos. Se você não estiver encontrando alguma informação que valha seu precioso tempo, tenha coragem de saltar parágrafos, capítulos ou até mesmo livros inteiros.

Resumo da Ópera - Não importa se você acredita ou não no método da leitura dinâmica, o importante é que você use métodos, técnicas, que dinamizem seu estudo e façam toda a diferença na nota final.

Fontenele é um concurseiro que estuda com método.

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Não deixem de visitar o blog de concursos públicos S.O.S Concurseiros da jornalista do jornal Correio Braziliense Letícia Nobre ... inclusive porque hoje tem um artigo meu (Charles Dias) publicado lá :-) ... Basta clicar na imagem acima para visitá-lo.

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São tantas opções ...

Se tem algo que muda definitivamente a vida das pessoas é estudar sério para concursos públicos, e olha que não me refiro a mudança material por conta da estabilidade no trabalho e boa remuneração, nada disso, me refiro a uma mudança comportamental mesmo, mais profunda, inclusive, que aquelas que têm a ver com disciplina, determinação e tudo o mais.

Naturalmente não somos lá muito afeito a lidar com situações onde temos diversas opções de escolha e temos de decidir rápido por qual delas optamos. Isso começa na infância com aquelas difíceis decisões acerca do presente de natal ou do sabor de sorvete que queremos, e nos acompanha durante toda a vida. Porém, quando decidimos estudar sério para concursos públicos, passamos a lidar regularmente com situações onde decisões rápidas diante de escolhas difíceis são a palavra de ordem.

Por exemplo, semana passada mesmo disse (pelo menos acho que disse) num artigo que estava novamente estudando sem edital. Pois bem, hoje já tenho de decidir em qual entre três ótimos concursos públicos irei me inscrever!

E olha que decidir entre vários concursos qual prestar é das decisões mais fáceis. Há aquelas bem mais difíceis como "marco certo ou errado nessa questão" ou "tomo posse nesse cargo ou espero uma possível nomeação naquele outro" ... talvez um "continuo aqui estudando ou tome posse e me mudo para perto de onde Judas perdeu as botas".

E temos de decidir rápido, não há muito tempo para ficar pensando, procurando conselhos, não, muitas vezes a resposta muitas vezes tem de ser tomada em alguns segundos, em algumas horas. E mesmo que tenhamos um tempinho, mínimo que seja, para matutar sobre qual é a melhor opção, muitas vezes chegamos a impasses do tipo "essa opção é tão boa, ou tão ruim, quanto essa outra". Daí muitas vezes temos é de confiar no instinto, na sorte, na providência divina.

E querem saber de uma coisa, isso é ótimo. Acredito que muitas coisas ruins (ou pelo menos não tão boas) acontecem em nossa vida justamente por essa nossa tendência natural a apanharmos em situações que dependem de decisões rápidas e, muitas vezes, radicais. Podem ter certeza, aprender a decidir rápido em situações extremas o tornará não somente um profissional melhor como também uma pessoa melhor.

Resumo da ópera - É, meus amigos, estudar sério para concursos públicos nos traz ganhos muitas vezes insuspeitos, por isso mesmo é que devemos realmente aproveitar cada minuto dessa nossa jornada fantástica pelo guerra dos concursos públicos. É enquanto isso, estudar, estudar e estudar, com muito planejamento, disciplina e determinação ... P2D sempre!

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Temos ou não direito às vagas?

Dia desses recebemos um e-mail de uma leitora nos interpelando sobre a nossa situação quanto às vagas disponibilizadas nos concursos, ou seja, se temos direito ou não a sermos empossados.

Percebo que tal assunto prolifera em fóruns de discussões, blogs e nos lugares mais peculiares, sempre com verdades e mitos sobre o tema, alguns pequenos equívocos dos incautos que buscam respostas às suas aflições concursídicas, nada de novo em nossa vida ansiosa e angustiante de concurseiro batalhados, futuros empossados (risos).

Pois bem, pus-me à pesquisar e cheguei à algumas conclusões, pouco seguras, pois tais entendimentos do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça ainda são gestacionais, ou seja, minoritários. Assim, a briga é boa. Vale a pena? Muito!!

Antes de entrarmos na questão de fundo, vamos, primeiramente, dividir as situações em duas: os concursos que preveem vagas na qualidade “cadastro reserva” e aqueles que efetivamente publicam as vagas, intituladas hoje pelos editais de “imediatas” ou “efetivas”.

Ao cadastro reserva não há esperanças de obrigar as entidades a nomeá-lo, pois o que há é somente a malfadada expectativa de direito. Ou seja: esperem sentados e quando chamar e se chamar, você será empossado. Caso contrário, o candidato não pode brigar para ser nomeado.

Contudo, no caso de o edital publicar o número de vagas (Exemplo: Concurso da Câmara de Garulhos: Agente Técnico Parlamentar: 8 vagas; cadastro reserva: 16), ou se você conseguir provar que há cargos vagos na instituição, porém lotados por pessoas que não são concursados, temporários, estagiários ou comissionados, sendo que o cargo deve ser provido por concurso, esses oito felizardos e os que estejam na fila TERÃO DIREITO À NOMEAÇÃO APÓS A HOMOLOGAÇÃO DO CONCURSO.

Isso mesmo pessoal! Conseguimos uma vitória e tanto no Judiciário abrindo um precedente incrível para podermos pleitear as nossas vagas quando são publicadas no edital ou quando conseguimos comprovar a existência de cargos vagos ou providos por outros meios que não o concurso público! E como fazemos isso? Por meio do famoso e imprescindível Mandado de Segurança. Junto duas decisões neste sentido.

Por que eu disse que é uma vitória e tanto para os concurseiros? Porque antigamente os Tribunais Superiores concediam o direito à nomeação somente àqueles que eram preteridos na lista de espera dos aprovados; em outras palavras, quando o 3º colocado era convocado antes do 2º colocado, este poderia entrar com Mandado de Segurança para assegurar a sua nomeação e ser chamado. Aí sim os Tribunais (STJ e STF) concediam esse direito. Nas outras situações não.

Só que isto mudou. E o Supremo e o STJ ampliaram o seu entendimento no sentido de entender que o candidato aprovado em número certo de vagas ou provando que há vagas ou outras pessoas que não concursadas em seus lugares, tem direito a exigir a nomeação pela entidade que ele prestou concurso!

A primeira é do Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário nº. 227.480, Relatora para Acórdão Ministra Carmen Lúcia, julgado pela Primeira Turma, em 16.09.2008, por maioria de votos:

“EMENTA: DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE VAGAS PARA CARGO PÚBLICO COM LISTA DE APROVADOS EM CONCURSO VIGENTE: DIREITO ADQUIRIDO E EXPECTATIVA DE DIREITO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. RECUSA DA ADMINISTRAÇÃO EM PROVER CARGOS VAGOS: NECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO. ARTIGOS 37, INCISOS II E IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os candidatos aprovados em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso. 2. A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser motivada, e esta motivação é suscetível de apreciação pelo Poder Judiciário. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento”.

A outra é do Superior Tribunal de Justiça, no Recurso em Mandado de Segurança nº. 20.718, Relator Ministro Paulo Medina, julgado pela Sexta Turma em 04.12.2007:

“Ementa: ADMINISTRATIVO - SERVIDOR PÚBLICO - CONCURSO - APROVAÇÃO DE CANDIDATO DENTRO DO NÚMERO DE VAGAS REVISTAS EM EDITAL - DIREITO LÍQUIDO E CERTO À NOMEAÇÃO E À POSSE NO CARGO - RECURSO PROVIDO. 1. Em conformidade com jurisprudência pacífica desta Corte, o candidato aprovado em concurso público, dentro do número de vagas previstas em edital, possui direito líquido e certo à nomeação e à posse. 2. A partir da veiculação, pelo instrumento convocatório, da necessidade de a Administração prover determinado número de vagas, a nomeação e posse, que seriam, a princípio, atos discricionários, de acordo com a necessidade do serviço público, tornam-se vinculados, gerando, em contrapartida, direito subjetivo para o candidato aprovado dentro do número de vagas previstas em edital. Precedentes. 3. Recurso ordinário provido”.

Aliás, para que todas as dúvidas sejam sanadas de uma vez por todas, suponhamos que você tenha feito um concurso que tenha o tempo de duração de dois anos, certo? Só que depois do primeiro ano, após a homologação, aquela mesma entidade abre UM OUTRO CONCURSO, antes de terminar aquele primeiro. Qual é o seu direito quando você é aprovado dentro do número das vagas, mas ainda não foi chamado? O de exigir que seja nomeado COM TOTAL PREFERÊNCIA ANTES DOS NOVOS APROVADOS. Quem te assegura isso? A nossa boa e velha Constituição Federal, em seu artigo 37, inciso IV, quando dispõe:

“Durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira”.

E pessoal, para que fique bem claro, quando a nossa Constituição Federal fala em prazo improrrogável, ela está querendo dizer PRAZO DE VALIDADE, independente daquela prorrogação que sempre eles possibilitam no edital (este concurso tem prazo de validade de dois anos ou um ano, prorrogáveis pelo mesmo período).

Resumo da ópera - A questão ainda não é pacífica em nossos Tribunais. Mas a existência destas decisões “pró-concurseiros” é um indicativo de uma luz no fim do túnel com relação às nossas armas, principalmente judiciais, para podermos tomar posse nos nossos tão sonhados, desejados e queridos cargos públicos! Boa luta e bons estudos!!

Jerry Lima, um concurseiro profissional

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