E é dinheiro que vai ...

Ontem um amigo concurseiro me ligou para perguntar se eu tinha um certo material de estudo para lhe emprestar e no meio da conversa surgiram as inevitáveis reclamações de ambos quanto ao quanto se gasta com concursos públicos, como essa guerra é um sorvedouro de dinheiro.

Realmente estudar para concursos públicos é algo caro, por mais espartano que seja o concurseiro. Muita gente pensa que estudar para concursos depende apenas de muita força de vontade, dedicação e daquela apostila de banca de jornal que custa R$50 ... como estão enganadas. Tudo bem que um dia deve ter sido assim, há cinco o mais anos atrás, mas hoje não é mais desse modo.

Claro que o céu é o limite. Pouco depois de começar a estudar para concursos, conheci um casal de irmãos que tinham vindo de Curitiba para São Paulo para poderem estudar. Eles freqüentavam os melhores cursinhos da cidade, compravam apenas livros novo, tinham um apartamento para morar e outro menor apenas para estudar, ambos em um bairro tranqüilo e de fácil acesso na capital paulistana. Nesse apartamento para estudar cada um tinha seu quarto de estudo, amplo e ensolarado, com computador de última geração, Internet banda larga com 1 mega de velocidade de conexão, além de uma boa mesa de estudo, cadeiras de rodinha tipo “diretor fudidão de empresa multinacional”, um sofazão confortável para relaxar, além de um notebook para estudarem deitados no sofazão ou em outros lugares. Ambos eram formados em direito e estavam estudando para magistratura. Sei que a menina passou depois de um ano e pouco, não sei quanto ao cara.

Estudar para concursos como esses irmãos é para pouquíssimos no universo dos concurseirso. De qualquer modo, estudar para concursos é caro. Um bom livro de Direito Constitucional novo de edição mais recente custa por volta de R$90. Um final de semana de prova em Brasília para quem mora em São Paulo não sai por menos de R$1500, gastando pouco. Uma inscrição de concurso para nível superior gira em torno de R$100. Um curso de uma matéria do Ponto dos Concursos, curso online, custa em torno de R$200. E nesse R$100 aqui, R$50 ali, vai dinheiro, viu, gente, e como vai.

Mas como dizem os professores de cursinho, isso tudo para um concurseiro sério não é gasto, é investimento. Sob essa ótica as coisas ficam mais palatáveis, digamos assim. Calculo que até minha posse terei gastado com concursos público em torno de R$20 mil. Em poucos meses terei recuperado esse investimento, daí para frente serão ganhos garantidos para o resto da vida. Claro que vale a pena esse investimento.

Agora, se o cara não é um concurseiro sério, então tudo é apenas gasto. Peguemos o exemplo de um concurseiro eventual que do nada resolve estudar para um concurso quando é lançado o edital. Digamos que ele gaste uns R$200 de material + R$100 da inscrição + R$500 do pelo pouco tempo livre que gastou estudando superficialmente para tal concurso + R$50 de gastos para fazer a prova + R$100 pelo domingo perdido para fazer a prova. No final das contas o cara terá gasto R$850 a toa, uma grana que não vai virar nada já que o cara será classificado em vinte mil e lá vai pedrada no tal concurso.

Resumo da ópera – Se você é um concurseiro sério e pensa duas vezes antes de gastar seu pouco dinheiro com alguma coisa que envolva concursos públicos, continue fazendo isso, mas tenha em mente que você está investindo no seu futuro. Agora, se você ainda não é um concurseiro sério, então já passou da hora de pensar com cuidado se você quer mesmo transformar seus gastos em investimento ... ou se é melhor gastar em outra coisa mais produtiva.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA



"Money for nothing" (Dinheiro para nada) é um dos grandes sucessos da b anda Dire Straits, que você vai apreciar nessa gravação de um show de 1990.

É tanta especulação ...

Vocês já assistiram em algum filme quando os personagens vão a um jockey clube para apostar em corridas de cavalos, e então ficam torcendo loucamente durante a corrida com os papeizinhos das apostas na mão, até que o cavalo em que apostaram perde a corrida, daí jogam os papelzinhos no chão frustrados e continuam a tratar de qual seja o assunto do filme? Pois bem, é mais ou menos isso que vejo acontecer com esse concurso do BACEN desde segunda-feira.

Um pouco de especulação não faz mal a ninguém, isso é fato, mas especulação demais desgasta, cria esperanças e temores faltos, promove esperança em excesso, assim como faz gente desistir de lutar muito antes de ao menos saber quais as regras da luta. Está acontecendo tudo isso. Desde a publicação da autorização para o concurso da ANAC venho freqüentando fóruns e comunidades sobre o concurso e o que mais rola por lá são especulações sobre qual será a banca, quesito no qual há crentes na escolha do CESPE, da ESAF e FCC, nas matérias que serão cobradas, no qual há crentes que serão as mesmas matérias do concurso de 2005, matérias totalmente diferentes ou um “meio moçarela, meio calabreza” ... é muita especulação!

O pior é que por conta de tanta especulação tem gente confiante demais de que tudo será como pensam que será, ou seja, céu de brigadeiro e aprovação garantida, enquanto de outro lado tem gente que acha que será tudo tão complicado e diferente do que prefeririam que fosse, que de cara já descartaram encarar esse concurso. Isso não tem lógica, gente, definitivamente não tem. Se você está entre essas pessoas que ficam fazem suas escolhas com base em especulações alheias que valem tanto quanto cédulas de quinze reais, passou da hora de rever seus conceitos.

Acho que toda especulação tem seu valor, claro, pois nos mantém ligados nos acontecimentos, nos faz analisar a pouca informação de que dispomos de forma a chegarmos a uma conclusão aparentemente provável. Mas tudo não passa disso, de um exercício de análise incompleta, não há verdade absoluta nenhuma envolvida, algo que não pode, de jeito nenhum, sair do nosso foco.

Nesse momento os concurseiros sérios interessados nesse concurso do Banco Central podem (e devem) fazer apenas três coisas:

1 – Estudar as matérias mais comuns do edital do concurso passado do BACEN, digo, Direito Administrativo, Direito Constitucional e Raciocínio Lógico (para o cargo de técnico);

2 – Ficar de olho nas notícias sobre esse concurso, já que o edital pode ser publicado a qualquer momento, além de ficar também de olho em outros concursos interessantes;

3 – Não dar mais atenção às especulações, criando-as e ouvindo-as, do que o saudavelmente recomendado, ou seja, atenção mínima.

Resumo da ópera – É aquela histórias, gente, “vamos com calma que o santo é de barro”, nada de desespero. O edital desse concurso do BACEN pode ser lançado a qualquer momento entre ontem e o último dia do prazo para a publicação do danado, e até lá temos de esperar estudando o que com grande probabilidade será cobrado. Agora, entrar em desespero por conta de especulações alheias, desistir da batalha antes mesmo de saber quem será seu oponente (a banca) e as armas que serão usadas (matérias), é uma grande bobagem. Respiremos fundo e demos tempo ao tempo, pois é assim que essas coisas devem ser tratadas.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA



Sam Sparro - Black & Gold - More bloopers are a click away

Para hoje uma música clubber muito boa. "Black and Gold" do cantor e compositor australiano Sam Sparro, que vem fazendo muito sucesso pelo mundo todo. E não é que o ele é a cara do personagem do Sacha Cohen no seu novo filme Brüno ... hehehe.

Não por muito tempo ...

Minha jornada como concurseiro sem concurso em perspectiva não durou nem um dia (risos), já que ontem foi publicado uma notícia que muito me interessou, a autorização para a realização do concurso para o Banco Central, que já deu o que falar no shoutbox aqui do blog.

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão autorizou, nesta terça-feira (28/7), através da Portaria 211, publicada na terceira seção do Diário Oficial da União, a realização de concurso público para o preenchimento de 500 vagas no Banco Central.

Serão 350 oportunidades para analista, cargo que exige nível superior e oferece salário de R$ 11 mil. As 150 chances restantes são para candidatos de nível médio, na função de técnico, com remuneração de R$ 4,5 mil.

De acordo com a portaria de autorização, o prazo para a publicação do edital é de seis meses contados a partir de hoje” (Fonte: www. concursos.correioweb.com.br)

Concurso federal de respeito, com remuneração muito interessante e vagas para trabalhar em São Paulo ... tudo o que eu buscava. Lá fui eu, então, pesquisar sobre esse concurso, no que descobri algumas coisas interessantes.

- No concurso de 2005, último realizado pelo BACEN, as vagas para analista foram divididas em cinco áreas e as de técnico em apenas uma;

- Os novos técnico foram distribuídos para várias áreas, mas principalmente para a de segurança.

- Entre esse ano e o próximo haverão muitas, mas muitas aposentadorias mesmo.

- A banca desse concurso provavelmente será a ESAF.

- Há tanto boas chances do edital do concurso de 2005 ser repetido, bem como chances de ser completamente diferente.

- Há muita falação entre os técnicos empossados no último concurso que a tal área de segurança é muito chata e sem perspectivas, mas tal opinião não é unânime.

Pois bem, eu vou encarar esse concurso. Tudo bem que no momento meus planos de estudo não mudam em praticamente nada. Vou continuar estudando Raciocínio Lógico, Direito Constitucional e Administrativo e tal. A única diferença é que agora há uma meta, e que diferença isso faz! Claro que considero a possibilidade de surgir algum bom concurso no meio do caminho, afinal de contas, o edital para esse concurso do BACEN pode ser publicado até o final do ano e até lá muiiiiiita coisa pode acontecer, inclusive posso até ser empossado em algum dos concurso nos quais estou com boa classificação. Como diz o velho ditado popular, “o futuro a Deus pertence’.

Resumo da ópera – Vocês ainda vão ver aqui no blog muita coisa sobre esse concurso do BACEN. Estou realmente muito interessado nele e agora é “pegar pra capar”. Inclusive postaram no shoutbox uma idéia de criarmos um fórum de candidatos desse concurso, idéia que achei muito legal e que acho que devemos levar à frente.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA



"Lovefool é uma música da banda The Cardigans que foi lançada em 1997 na trilha do filme Romeu + Julieta. O clipe teve duas versões: Na primeira versão a banda está em um galpão para uma reunião de apresentação da música mas quem vai no lugar da vocalista é a irmã gêmea dela. Então ela começa a cantar e gravar num gravador. Nessa reunião também acontece um monte de coisas bizarras como velhinhas fazendo strip. Logo mais tarde, a verdadeira vocalista da banda aparece para acabar com essa palhaçada. Na segunda versão a vocalista está num barco em alto mar e ela nada com um salva vidas para numa ilha deserta e encontra uma carta que está dentro de uma garrafa" (fonte: Wikipedia)

Descobrindo como estudar sem concurso marcado

Como disse no artigo de ontem, comecei essa semana tendo de estudar sem estar escrito em um concurso público. Para ser muito sincero, fiz isso apenas uma vez ... e não durou muito tempo. Ou seja, para mim isso tudo é uma grande novidade.

Ontem vários leitores do blog enviaram perguntas do tipo “mas como estudar sem ter concurso marcado?”. Infelizmente não tenho uma resposta definitiva para pergunta, muito menos uma resposta ótima. O que posso fazer é compartilhar com você meu planejamento, que por ainda não ser definitivo está sujeito a mudanças.

Realmente é complicado planejar o que estudar nessas situações. Quais as matérias que devem ser estudadas primeiro? Por onde começar? Hummm, pensei um pouco e decidi tomar por base o último concurso que prestei, o da ANAC. Quais foram as matérias nesse concurso que mais pegaram e nas quais se soubesse um pouco mais teria garantido alguns pontinhos adicionais preciosos?

No meu caso montei uma programação de duas semanas onde farei uma boa revisão de Raciocínio Lógico e Matemática, além de rever a Lei das Licitações e também debulharei o cada vez mais famoso e cobrado Manual de Redação da Presidência da República. Em um esquema de estudar duas matérias por dia, uma pela manhã e outra a tarde, em duas semanas terei terminado de lidar com as quatro. Considerando que estudarei de segunda a sábado quatro horas por turno (também vou aproveitar essas primeiras semanas para pegar mais leve nos estudo e descansar um pouco), terei estudado 12 horas líquidas de cada matéria.

Sinceramente, ainda não pensei em que estudar após essas duas semanas. Prefiro não me preocupar com isso agora, mesmo porque pode se revelar perda de tempo um planejamento tão grande se por acaso surgir um bom concurso pelo qual me interesse nessas duas semanas já programadas. Isso é algo muito importante nessa fase, não ficar fazendo programações muito extensas de estudo, a não ser que o concurso que se queira prestar venha a ocorrer a daqui um ano somente, por exemplo, daí é outra coisa.

Como vou estudar essas matérias? Bem, Raciocínio Lógico e Matemática se estuda como sempre se estudou, fazendo muitos exercícios. Já no caso da Lei das Licitações irei fazer uma leitura atenta de toda a matéria anotando trinta pontos que acredito serem muito importantes de serem memorizados, depois partir para a memorização. No caso do Manual de Redação, fazer um estudo mais cuidadoso no esquema de “primeira leitura para familiarizar, segunda leitura para aprofundar, terceira leitura para estudar”, além de preparar um bom resumo do danado, isso porque nunca tive contato com tal obra, que foi assunto para um bocado de questões nas provas da ANAC.

Resumo da ópera – Acredito que estou no caminho certo para estudar nessa fase sem concurso marcado. Por enquanto não me interessei por nenhum dos grandes concursos lançados (PF e PRF), mas nunca se sabe quais concursos poderão ser lançados amanhã. Enquanto isso é estudar, porque estudo nunca é perdido.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA



O clipe de hoje é de uma música muito animada do Black Eye Peas chamada "I Gotta Feeling". O clipe mostra exatamente como será a festa que faria para comemorar minha posse em um belo cargo público.

Persistência = Recomeço = Posse

Essa semana, depois de muito tempo, retomo os estudo sem ter um concurso em que esteja inscrito. Geralmente é muito mais fácil estudar com um programa para seguir e datas para serem atendidas, visto que a programação de estudos é uma questão de encaixar o que se tem de estudar no tempo disponível. Agora, estudar sem nada disso é um pouco mais complicado.

Persistência ... o que é isso? Vejamos o que diz nosso bom e velho amigo, o dicionário, puxando o significado de sua raiz, “persistir”.

1. Continuar empenhando-se;

2. Continuar a fazer algo;

3. Continuar a ser de determinado modo;

4. Continuar a existir, a acontecer.

E como isso funciona na vida do concurseiro sério?

1 – Apesar da demora em alcançar a vitória, o concurseiro continha empenhando-se em melhorar cada vez mais de modo a vencer os obstáculos que encontra pelo caminho.

2 – Apesar das derrotas ao longo da guerra, o concurseiro continua lutando, até que alcance a vitória.

3 – Apesar das críticas (próprias e de outrem), das dificuldades, dos problemas, do desânimo eventual, o concurseiro não deixa de acreditar na sua capacidade de lutar, no seu potencial de vencer, na sua vitória final na guerra dos concursos públicos.

4 – Apesar de todos os pesares que lutar por uma vaga em cargo público trás, o concurseiro não deixa seu sonho morrer, nunca.

Tudo isso é muito fácil de escrever, de falar, de pensar, mas difícil de colocar em prática, que eu o diga. Mas as coisas são assim e podemos lidar com elas como são ou desistir, não há outra saída. Logo, apesar de tudo isso ser difícil de colocar em prática, é perfeitamente possível e muita gente o faz, por que não eu e vocês?!

Pois bem, persistência é recomeçar quantas vezes forem necessárias. É o que estou fazendo hoje, recomeçar a estudar para a próxima batalha. Estou bem classificado em quatro concursos, mas não tão bem que tenha garantido minha nomeação imediata, e vocês sabem como é, vitória só com a assinatura do Termo de Posse, antes disso, não há vitória, mas “talvezes”.

Muita gente vê recomeços como algo difícil, duro, triste, chato, depressivo e tal. Nada disso, gente, esse não é o momento de chorar as derrotas passadas, algo que deve ser feito antes do recomeço. O recomeço deve ser renascimento do otimismo, deve ser encarado como algo altamente positivo, é o momento de pensar “perdi, mas sobrevivi para lutar novamente outro dia”.

Persistência é igual a recomeço que é a posse em cargo público, simples assim. Duvida? Pergunte então para qualquer servidor que ralou como concurseiro nos últimos anos e eles vão te dizer exatamente isso.

Resumo da ópera – Se “só não ganha quem não apostar”, do mesmo modo só não toma posse quem não persistir e recomeçar ... quantas vezes for necessário.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA



Hoje trago para vocês uma bela interprestação do clássico "A Little Prayer" na voz da australiana Amali Ward durante o programa Ídolos australiano de 2007.

O artigo de hoje será publicado após o almoço

Prova da ANAC, outro ponto de vista

Também prestei a prova da Anac, diferente do Charles, não estudei exclusivamente para a prova, afinal, o meu maior interesse era na prova do TRT 15º Região (que foi no domingo anterior). Logo, tive uma semana para estudar as matérias específicas.

Achei que isso seria muito fácil! (risos) Acontece que eu caí do cavalo. Apesar de poucos inscritos em tal concurso, a prova estava caprichada. Eu até gosto da prova da Cespe, pois acho que é uma prova inteligente, vai além da decoreba e tudo mais.

O meu local de prova foi muito fácil, ainda bem, pois a prova acabaria já de noite. Só acho que as provas da Cespe poderia começar mais cedo, 15h é muito tarde.

Quanto ao conteúdo da prova:

*Português: estava simples e foram 10 itens;

*Inglês: achei que tinha do fácil ao mais complicadinho, também foram 10 itens;

*Raciocínio Lógico: ai o bicho pegou! Estava difícil (pelo menos para mim) e 10 itens;

*Noções de Adm. Financeira e Orçamentária: eu nem posso opinar, pois nem consegui estudar;

*Noções de Adm. Recursos Humanos e Materiais: de médio a difícil;

*Noções de Arquivologia: uma matéria que no todo parece ser simples, mas que me deu um pouquinho de trabalho. Fiz diversas provas da Cespe para treinar a matéria e eram bem menos complexas. Eles pediram mais a teoria de arquilogia, do que realmente as técnicas de arquivamento;

*Licitações e contratos: sem maiores problemas. (Quando o assunto está em leis, é mais fácil de responder questões da Cespe, mas ela adora matérias subjetivas que dão amplas interpretações);

*Lei 8112/90: assim com Licitações, estava tranqüila.

*Redação Oficial: Uma vez, quando eu freqüentava o cursinho, uma professora de português falou a besteira de que a única coisa que importava nesse tipo de matéria era reparar na concordância! E nem se deu o trabalho de mencionar qualquer manual que existia. Eu estava bem calma, bem feliz achando que tal matéria nem precisava ser estudada. Na sexta-feira tive a brilhante ideia de jogar no Google tal tema. AÍQUE EU ACHEI O MALDITO MANUAL! (Gente, leiam esse Manual, é muito importante). Bom, nem dava mais tempo de ler, pois o conteúdo é bem extenso. Resumindo, acabou que eu não sabia nada dessas questões e foram uns 15 itens;

*Matemática: teve das mais fáceis de Progressão Aritmética às mais complicadas de Função.

Resumo da ópera - Essa prova foi muito bem elaborada. Para mim, estava complicada, tanto que deixei muitas em branco. E pelo que ouvi de amigos que a fizeram, a resposta foi unânime: estava difícil. O amigo da minha amiga que passou nas primeiras classificações para o INSS e entre os 50 primeiros no Ministério da Fazenda, fez 57 pontos de 120 possíveis. Eu fiquei horrorizada, pois ele é muito inteligente e estudou muito para a prova. Claro, que tudo isso foi a minha impressão. Cada uma tem a sua. Alguns podem discordar totalmente, outros parcialmente. Uns vão falar que a prova estava fácil. O mais importante é ter a consciência tranqüila de que cada um fez tudo o que podia e o seu melhor na hora da prova diante de todas as circunstâncias.

Thaís Dias é concurseira muito séria e colunista do blog


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E chorei o rio Nilo

Acho que ninguém tem dúvidas a respeito da dolorosa jornada que é a batalha para conseguir um lugar ao sol, bom pelo menos nós concurseiras (os) sérias (os) sabemos muito bem quão árdua é essa jornada!!!

Acredito que para nós mulheres é um pouco mais dolorido, no sentido exato da palavra, pois somos seres bastante complicados emocionalmente e uma simples resposta dada de mal jeito pode nos levar a horas de choro.

Foi o que aconteceu comigo ontem. Eu estava aqui no início da noite no meu QG de estudos, o meu escritório aqui em casa, me preparando para mais uma maratona de estudos de contabilidade pública (depois de um dia inteiro de estudo de outras matérias). Cada um com a sua dificuldade, a minha é a maldita da contabilidade pública, ai como odeio essa matéria, mas se quero passar em um concurso descente para minha área tenho que tentar tornar a matéria pelo menos “palatável”, voltando então: Liguei o meu computador e fui abrir um arquivo que um professor havia me mandado e para minha surpresa meu computador mandou executar um arquivo que a princípio era para ou abrir ou salvar, e eu como sou meio analfabeta digital, mandei executar a joça do arquivo. Quem advinhar o que era vai ganhar um doce!!! Era um vírus! Meu computador começou a travar e eu não estava mais conseguindo abrir meus arquivos. Entrei em completo pânico, pois eu sem esse meu computador não sou absolutamente ninguém, tudo meu está nele, fotos, aulas do ponto, resumos, mapas mentais, enfim tenho várias coisas importantes nesse computador e até então eu não tinha backup de nada. Na mesma hora eu liguei para oThiago, meu suporte mais que técnico, meu amigo querido que fez ciência da computação e tem a maior paciência do mundo comigo, é sempre ele quem vem arrumar meu PC sempre que faço alguma patacoada. Veredito do Thiago: É..... tá bichado, pode ser vírus! Liguei para o professor que me passou os arquivos para que ele pudesse dar uma olhada na máquina dele, sinceramente eu não acredito que ele tenha me mandado o vírus de propósito, e ele até explicou que lá onde ele trabalha a possibilidade de envio de vírus é beirando o zero, mas enfim, eu não sei como, mas sei que o vírus veio. No meio da conversa ele me disse meio que nem aí para a “gravidade” da minha situação que iria mandar o resto do material prometido. E eu fiquei pensando mas será que parte da mensagem essa criatura não entendeu?? Eu havia dito que meu computador estava todo travado e quando eu disse isso ele me falou: “é o que eu posso fazer por você, vai em um cyber café e abre o resto dos arquivos.” Ou seja, com o perdão da má palavra ele C_ _ _ _ para o que eu estava dizendo!!! Simplesmente disse que o vírus não veio no arquivo enviado por ele e PT saudações. F _ _ _ - _ _ todo o resto, o computadorzinho dele estava funcionando bem, então por que cargas d’água ele iria se preocupar com o meu!!!!

Num acesso de completa raiva quase bati o telefone na cara dele e chorei descontroladamente durante um bom tempo. Até que já cansada de chorar e com uma dor de cabeça do tamanho do Everest eu fui recompondo o juízo aos poucos e recobrando minha frágil serenidade, e me dei conta que estou quase entrando em colapso!!!! Não foi apenas a resposta mal dada, ou dada de qualquer jeito do tal professor, que me fez chorar por horas, aquilo foi apenas o gatilho para emoções que estavam represadas. Foi bem como naquele filme do X-Men 2 quando a represa explode e inunda tudo com uma violência sem tamanho, nesse filme a água engole tudo, inclusive a Jean Gray, e eu ontem era a Jean Gray, só que sem os poderes dela.

Ontem no ínicio da noite eu fui afogada pelas minhas angústias, pelo meu cansaço, pelo meu medo de estar me dedicando a um projeto e que talvez não veja o resultado, afogada pelo meu sofrimento de abdicar do convívio das pessoas que eu amo, afogada pela raiva que eu estava sentido por conta do vírus que havia fixado morada em meu computador. E tudo isso veio à tona por conta de uma resposta que a meu ver foi mal dada!

É duro para todo mundo estudar seriamente para concurso, faz parte do processo estudar-fazer prova-e não passar-começar tudo de novo, só que às vezes bate o cansaço, e a vontade de jogar a toalha. Acredito que para nós mulheres é um pouco mais difícil, dentre outros motivos posso dar como exemplo o tópico filhos. As concurseiras que têm filhos, sentem culpa por não se dedicarem tanto aos filhos, eu não tenho filhos, mas já estou começando a ficar com medo (e isso também me gera angústia) de não tê-los porque tenho postergado tudo em prol desse objetivo que por hora é o único na minha vida. De repente eu me dei conta do quanto meus pais estão envelhecidos e eu não posso, por agora, dedicar mais tempo a eles, por tudo isso e por mais outros motivos a minha represa ontem não agüentou o tranco.

Resumo da opera - É complicado ser mulher e concurseira séria, principalmente quando estamos em períodos de instabilidade emocional.

Pati, uma concurseira que pode chorar o Nilo, mas que não desiste de lutar.

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CLIPE DO DIA



Ozzy Osbourne - No More Tears

Concursos para todos os gostos

É, gente, parece que é mesmo verdade o que dizem quanto ao segundo semestre reservar para os concurseiros os grandes concursos públicos do ano. Tudo bem que ao longo de todo o ano temos bons concursos, concursos concorridos por conta da ótima remuneração ou pelo grande número de vagas, mas desde que comecei a estudar para concursos ouço dizer que o melhor da safra é no segundo semestre.

Temos três grandes concursos muito esperados que já têm inscrições abertas ou que estão prestes a abrir, o de Fiscal fazendário em São Paulo com 600 vagas (inscrições encerram hoje), o de Oficial de Justiça do estado de São Paulo com 500 vagas, um da Polícia Rodoviária Federal para a região norte com 750 vagas e o da Polícia Federal com 600 vagas ... por enquanto.

E como não ficar perdido em meio a tantas ótimas opções? Como não desperdiçar ótimas chances de aprovação por conta do famoso “dar tiros para todos os lados”? Essas são questões muito pertinentes que devem rondar a cabeça dos concurseiros sérios.

1º - Pare, pense, analise

A primeira coisa a se fazer é descobrir o que se vai fazer em seguida. Não dá para alguém sair desesperado para lutar sem saber ao menos onde fica o campo de batalha, quem irá enfrentar, o que provavelmente irá encontrar. Calma, amiguinho concurseiro, muita calma nesse momento. Pare tudo o que estiver fazendo e pense com cuidado sobre toda a situação, analise o quanto você já sabe e já estudou, quais os concursos que realmente são mais interessantes para você em termos de carreira profissional e chances de aprovação, o quanto você terá de estudar para cada um, qual o peso das matérias exóticas que você nunca viu ou teve pouco contato. Essa é a fase da inteligência, da estratégia, do general que prepara o plano de batalha, avalia as fraquezas e oportunidades, enfim, é aqui que metade da batalha será ganha.

2º - Foco em um objetivo

Muito cuidado com os objetivos que você determinar para você mesmo para não perder o foco. Querer prestar concursos com matérias muito diferentes com provas próximas é aceitar um grande, um enorme risco de ser derrotado em ambos. Quando os concursos têm matérias pelo menos 80% parecidas e provas próximas, até que dá para pensar com carinho na possibilidade de estudar para ambos, mas uma percentagem menor que essa já deixa clara a inviabilidade dessa estratégia.

3º - Estudo dirigido e inteligente

Existe maneiras e maneiras de estudar. O estudo inteligente é aquele feito de forma dirigida e planejada, encadeando-se matérias de forma a tornar o estudo um fluxo contínuo e sem solavancos ou mudanças bruscas de rumo. Procure encadear as matérias que você tem de estudar de forma que o mais naturalmente possível elas passem de uma para outra. Cuidado com as matérias exóticas, algumas são simples e podem ser bem estudadas em pouco tempo, enquanto outras são mais complexas do que parece e exigem o triplo de esforço, tempo e atenção para serem dominadas.

Resumo da ópera - Épocas em que começam a pipocar grandes e ótimos concursos muito próximos são realmente complicadas e fazem os concurseiros parecerem crianças levadas a uma enorme loja de brinquedos para as quais são ditas “você tem cinco minutos para escolher um presente, corra”. Então, todo cuidado é pouco nessas épocas. Além disso, não feche os olhos para os concursos menores, que ofereçam remuneração menor ou menos vagas. Lembre-se que enquanto muita gente está de olho nos concursos top, os concursos de segunda linha são deixados de lado e pode ser muito melhor apostar num deles, onde a chance de sucesso será muito maior e os ganhos finais quase tão bons que um concurso dos grandes.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA



Uma das melhores músicas dos anos 80! Da banda New Order a belíssima "Bizarre Love Triangle".

Peculiaridades observadas no concurso da ANAC

Toda prova de concurso tem suas peculiaridades, algumas são apenas curiosas, outras incomodam a muitos dos concurseiros, mas elas estão lá, sempre presentes. Não poderia ser diferente na prova da ANAC e é sobre as peculiaridades que observei nesse certamente que se trata o artigo de hoje.

Prova da manhã – Analista

Como disse no artigo de terça-feira, onde contei de forma geral como foi meu dia de prova, logo antes da prova da manhã passei numa bela padaria próxima ao local de prova para tomar café e não fui o único a fazer isso. Ali mesmo já passei a notar a nem um pouco anormal presença de concurseiros paraquedistas, aqueles que foram fazer prova porque não tinham nada melhor para fazer, uma vez que não estudaram e sabem que não têm a mínima chance de conquistar uma das vagas oferecidas. Ouvi comentários do tipo “acho que com o que sei da faculdade terei uma boa chance” e “só vim fazer prova para acompanhar meu namorado que também se inscreveu”. O pior, no entanto, foi quando estava na fila que se formou para entrar no local de prova (os seguranças do lugar resolveram abrir somente um dos portões de acesso) e uma menina não muito longe de mim, ao ouvir comentários sobre o concurso, perguntou em voz alta a pérola “ué, gente, onde estava que para prestar prova para analista era preciso ter diploma de faculdade? Não vi isso em lugar nenhum. Estou fazendo segundo colegial e minha professora de matemática disse que eu poderia prestar esse concurso, sim” ... tadinha, pensei na hora.

Ao me sentar em minha carteira na sala onde faria prova, procedi ao ritual de guardar o celular desligado no saquinho cinza fornecido pela CESPE, pegar minhas duas canetas pretas e a barrinha de chocolate do lanche, além, claro, da garrafinha de água gelada, e guardar o restante das coisas para esperar a prova começar, enquanto recitava algumas fórmulas de matemática para mantê-las frescas na memória. Não é que um indivíduo que se sentou na fileira a minha direita, uma carteira a frente, retirou de uma pasta o seguinte lanche:

- 01 Sonho de Valsa;
- 01 barra grande de chocolate;
- 02 barrinhas de cereal;
- 01 saquinho de amendoin torrado;
- 01 barrinha de bananada açucarada;
- 01 garrafinha de suco de uva;
- 01 garrafinha de água.

Juro para vocês que esse foi o lanche do cara ... e ele comeu tudo até às 11 da manhã, quando entregou a prova e foi embora. Detalhe, a prova começou às 8:10!

O que mais me incomodou durante a prova da manhã foi, no entanto, um barulho metálico alto, longo e repetitivo que vinha de uma obra no terreno logo ao lado do prédio usado como local de prova, bem próximo da janela da minha sala. A maior parte do tempo conseguia ignorar o maledeto, mas de vez em quando me torrava a paciência.

Prova da tarde – Técnico

Uma peculiaridade interessante na prova da tarde foi o fato de reencontrar na sala de prova pelo menos três ou quatro pessoas que também estava na mesma sala que eu na prova da manhã. Três pessoas eu tenho certeza de que estava, outra acho que também estava. De qualquer forma é muita coincidência, algo que não tinha acontecido antes comigo.

Felizmente à tarde não teve concurseiro perto de mim com uma cesta de café da tarde. Isso pode parecer bobagem, mas aquela barulheira chata de embalagens sendo abertas e o cheiro forte de alguns alimentos têm grande potencial de quebrar a atenção.

O pior foi o local de prova, tudo bem que um prédio grande e confortável, mas localizado numa ruazinha atrás do Shopping Center Norte, não posso dizer que um dos lugares mais agradáveis de São Paulo, para dizer a verdade era o contrário disso. Quando o sol foi baixando e a escuridão tomando as ruas deserta tomadas por galpões de empresas e butecos vazios, dava para notar os concurseiros olhando com ansiedade pelas janelas da sala de aulas, afinal de contas, que tem um mínimo de juízo sabe que não é nada saudável estar em um local deserto e escuro da capital paulistana dando sopa para o azar. Quando terminou a prova e o pessoa foi saindo do prédio, se deparam com escuridão, quase total ausência de táxis esperando clientes e dois pontos de ônibus por perto. Claro que assim que chegou o primeiro ônibus com destino ao Metrô Tietê, o danado foi totalmente tomado por concurseiros ansiosos por voltar para casa com segurança.

Agora, se teve algo que me chamou muito a atenção em ambos os turnos foi a quantidade de gente lerda que guardou celular ligado naqueles saquinhos fornecidos pelo CESPE. Putz, na entrada de todas as salas de prova os fiscais avisavam que era para guardar os benditos celulares DESLIGADOS. Mesmo na sala da manhã foram dois os celulares tocando dentro dos saquinhos levados para a sala da coordenação do concurso, a tarde um, e pelo que conversei com outros concurseiros que prestaram esse concurso, o mesmo aconteceu também em várias outras salas.

Resumo da ópera – Peculiaridades sempre aconteceram e sempre acontecerão em concursos públicos. Algumas dessas peculiaridades são apenas engraçadas ou curiosas, enquanto outras têm grande potencial de minar a atenção dos concurseiros que prestam prova. Se alguma peculiaridade o atrapalhar, não tenha receio de reclamar para os fiscais de prova, afinal de contas, é também para isso que eles estão ali.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA



O clipe de hoje é da loiríssima Christina Aguilera com uma bela canção inspirada nos clássicos dos anos 40 chamada "Candyman", música gostosa de ouvir e clipe bonito de se ver.

Cuidado com o santo, gente!

Existe um ditado popular muito antigo que hoje é mais conhecido pelo seu significado indireto que pelo que descreve efetivamente. “Cuidado com o andor que o santo é de barro”, esse é o ditado a que me refiro. Explico. Antigamente eram comuns as procissões católicas, aquelas celebrações onde a imagem de um santo era retirada da igreja e carregado em um suporte de madeira decorado para fazer determinado percurso seguido pelos fiéis que cantavam e rezavam. Esse suporte de madeira é o andor. Como várias pessoas carregavam o andor, era preciso muito cuidado para que o mesmo não inclinasse demais fazendo com que a imagem do santo caísse, uma vez que por ser usualmente feita de barro, quebraria com a queda. Então esse famoso “cuidado com o andor que o santo é de barro” passou a ser usado com o mesmo sentido de “vá com calma, amigão, que o assunto é delicado” ou “vá com calma para evitar acidentes”.

Anteontem, segunda-feira, estava cansado. E não podia ser por menos. Depois de uma maratona de duas provas de concurso no domingo, para a ANAC, estava exausto mentalmente. Se fazer uma prova já é cansativo, fazer duas provas é cansativo ao cubo. Então, para mim, aquele foi um dia de descanso. Acordei tarde decidido a nem pensar em concursos públicos naquele dia e assim o fiz. Foi ótimo, acordei ontem bem mais descansado, quase recuperado das provas. Como não estou inscrito em nenhum outro concurso por enquanto, dei-me o luxo de tirar também o dia de ontem de folga. Assisti a uns três filmes, dormi a tarde.

Somente hoje entrei no site da CESPE, banca organizadora do concurso da ANAC, para baixar o gabarito preliminar das provas, que vou conferir com calma assim que postar esse artigo no blog. Dei uma olhadinha rápida também num fórum e numa comunidade sobre o concurso e mais uma vez encontrei um monte de mensagens e replies de concurseiros desesperados desde a noite de domingo (!) pelo tal gabarito. E não foi somente isso que encontrei. Havia também um montão de gente desesperada por conta de um ou dois gabaritos furados colocados às pressas no ar por cursinhos que nunca ouvi falar antes. Desespero, gente chorando, jurando que nunca mais prestará concursos, um caos.

Pergunto, por que motivo se desesperar dessa forma por conta de algo que todo mundo sabe que estaria hoje no site da banca? Gente, “vamos devagar que o santo é de barro”! O que você marcou na folha de respostas do concurso não pode ser mudado. Desespero só o prejudica o concurseiro, assim como a ansiedade. Esse pessoal que ficou nesse desespero desperdiçou dois dias de descanso precioso para ficarem roendo as unhas enquanto não clicavam o F5 para atualizar a página do CESPE, chorando desesperados por conta de um gabarito extraoficial mais furado que peneira.

Além disso, um gabarito preliminar não é segurança de nada. Vão haver recursos, questões serão anuladas, outras terão suas respostas mudadas, pontos serão atribuídos e retirados. Já tive a experiência de ver minha nota catapultada alguns ponto para cima depois da divulgação do gabarito final, assim como tive a experiência de vê-la despencar alguns pontos. Até a divulgação do resultado final do concurso nada é certo, isso é fato.

Resumo da ópera – Concurseiro sério tem paciência, tranqüilidade, serenidade. Sabe descansar na hora certa, assim como sabe ficar ansioso na hora certa. Exercitar esse autocontrole é questão de sobrevivência concursídica, pois só assim se poderá manter a mente tranqüila e descansada para lutar a próxima batalha, afinal de contas, segurança mesmo só depois de assinar o termo de posse!

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA



A música de hoje tem tudo a ver com o artigo de hoje (chequem a tradução da letra), além der ser um clássico do rock´n roll. Na voz de George Thorogood, "Bad to the bone".

Impressões das provas da ANAC

No último final de semana foi dia de prova para os concurseiros inscritos no concurso da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e entre eles estava eu. Inscrito para os cargos de Analista e Técnico (para qualquer formação), fiz a prova da manhã (de analista) e a da tarde (de técnicos) e através desse artigo quero compartilhar com vocês algumas de minhas impressões sobre o concurso. Notem que o artigo de hoje trará algumas impressões gerais e amanhã e depois tratarei mais detalhadamente da experiência na prova para cada um dos cargos.

Começo com uma reclamação. Mais uma vez o CESPE fez a gentileza de escolher entre tantos possíveis locais de prova em São Paulo distante não mais de trezentos metros de estações do metrô ... nenhum deles. Ainda no começo da semana passada, quando foi liberado o link de consulta dos locais de prova, fiquei puto da vida ao descobrir que iria fazer ambas as provas em locais relativamente distantes do metrô e entre si. Optei por fazer as provas em São Paulo, como faço sempre que posso. A prova de analista faria no prédio de uma universidade particular a quase dois quilômetro da estação Carrão do metrô (zona leste da cidade), enquanto a prova para técnico faria a quase a mesma distância da estação Tietê do metrô (zona norte), distantes quase uma dezena de estações mais uma baldeação e uns trinta minutos de percurso.

Seis e vinte da manhã estou na estação Trianon-Masp do metrô, em plena Avenida Paulista. Manhã não muito fria, adrenalina um pouco alta. Meia hora depois desembarco na estação Carrão. Depois de descobrir que o ônibus que tinha encontrado referência pela Internet e que poderia me levar até o local de prova demoraria uma boa meia hora para passar, resolvi não dar chance para o azar e encarei uma caminhada. Essa caminhada foi tranqüila e até muito boa. Foram dois quilômetros por uma única avenida larga em meio a um bairro residencial bonito em uma manhã agradável de domingo. Já perto do local de prova encontro uma boa padaria onde tomo o café da manhã ouvindo os comentários das dezenas de outros concurseiros que faziam o mesmo.

Vamos à prova para analista que é o que importa no momento. Foram 120 questões objetivas e uma redação, cujo tema era bastante amigável, “Importância da atuação a ANAC para a segurança do tráfego aéreo nacional”, principalmente para quem acompanhou de perto a tal “crise aérea” e suas repercussões. Quanto às questões, foi uma verdadeira montanha russa. Enquanto Português e Inglês estavam muito fáceis, o mesmo não posso dizer de emática e Raciocínio Lógico, que exigiram atenção e muito esforço para fazer trocentas contas em pouco espaço disponível (CESPE, pelamordedeus deixam mais espaço para fazermos contas!). O que me pegou mesmo pelo pé nessa prova foi Contabilidade Pública, matéria cobrada exaustivamente e que ainda não estudei à profundidade média que seja. Problema. Entre quebrar a cabeça com um punhado de questões de uma matéria que não domino e fazer o mesmo com 33 questões de Matemática e Raciocínio Lógico, optei pela segunda na certeza de que muita gente, por um pavor generalizado da Matemática, tenham optado pela primeira.

No final utilizei quase todo o tempo que tinha disponível para fazer essa prova e apenas à uma hora e dez da tarde estava novamente na rua com o caderno de prova na mão, desesperado para encontrar um táxi que me levasse até o metrô. O problema é que táxi era artigo raro e disputado no momento. Seguindo minha política de não dar chance ao azar, ainda mais faltando pouco menos de duas horas para a prova da tarde, encarei o caminho de volta até a estação do metrô na base da caminhada, sem antes não deixar de passar na padaria do café da manhã para comprar um belo Pão Ciabata recheado de calabresa e provolone, além de uma garrafinha de chá verde com sabor de abacaxi e hortelã (sabor horrível, acho que, principalmente, por ter pego uma garrafinha diet por não prestar atenção), meu almoço comido enquanto caminhava pelas ruas calmas do bairro.

Exatamente às duas da tarde estava num dos pontos de ônibus da estação Tietê do metrô onde deveria pegar o circular que me levaria ao local de prova da tarde. Vários concurseiros aguardavam o mesmo ônibus, que não demorou mais que dez minutos para chegar. Ao contrário do bairro residencial bonito da manhã, os arredores do local de prova da tarde eram muito feios, com vários galpões comerciais, ruas desertas por conta do domingo.

A prova de técnico continha também 120 questões objetivas e uma redação. Se por um lado as questões versavam sobre um número menor de matérias e tópicos, o tema da redação era bem mais complexo, “A atuação doBrasil nos organismos internacionais e sua importância para o desenvolvimento do país”, apesar de ter uma carinha um tanto inocente. O que “pegou” na prova da tarde foram algumas questões de administração financeira bastante chatinhas, e algumas quanto ao conteúdo do Manual de Redação da Presidência da República, cobrando o tópico de Redação Oficial. Se bem que também teve uma questão de Raciocínio Lógico que me deixou com a pulga na orelha até os trinta minutos finais do tempo de prova e que se minha solução estiver correta me catapultará cinco pontos acima de alguns milhares de concurseiros, mas que se estiver incorreta fará exatamente o contrário.

Resumo da ópera – No geral ambas as provas não foram fáceis e muito menos estava de graça. Já vi em alguns fóruns e comunidades sobre o concurso gente dizendo que foi fácil e tal. Bem, quem disse isso é um concurseiro muito sério que sabe muito ou um falso concurseiro (ou concurseiro iniciante) que está “mais pra fora que bunda de índio” ... particularmente acho que todos que disseram isso se enquadram na segunda opção. Se tem uma coisa que esse concurso me ensinou (e que repasso a dica para vocês) é para estudar com seriedade o tal Manual de Redação da Presidência da República, que parece ser assunto para muitas provas futuras.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA


É uma música antiga que fez muito sucesso, mas que continua muito gostosa de ouvir e dançar. Com Lou Bega, "Mambo Number 5".

Concurseiros ...

Ás vezes a vida vai passando e a gente passando por ela, algumas questões são logo respondidas outras nem tanto. A vida de concurseiro é cheia de perguntas e respostas, erros e acertos, desafios, quase uma metáfora da complexa vida real...há momentos em que sentimos que não evoluímos...que paralisamos em determinadas matérias, revemos nossos resumos, analisamos nossa estratégia e por fim encontramos meios e caminhos novos que poderão ser utilizados. Ás vezes nós não entendemos a pergunta simplesmente porque não estamos prontos maduros para ela, é como se estivéssemos tendo contanto com uma língua que não dominamos, não faz sentido...porque não estamos prontos. Noutras vezes evoluímos tanto em determinados assuntos que aquela pegadinha numa mais te pega. Certos assuntos também podem ficar com um certo sabor de arroz e feijão....e se isso não é bom, também não é ruim pois você sabe que gosto tem....mas nunca vai parar de comer porque é básico e precisa disso para a construção do seu algo maior.

A maioria dos concurseiros sérios que conheço, achavam que iam gastar um ano de suas vidas estudando, que no máximo em 2 estariam onde queriam chegar, mas o tempo vai passando e a gente vai amadurecendo e vai percebendo que naquele primeiro ano você nem sabia estudar e ainda usava o material errado, no segundo ano começou a pegar o jeito da coisa e começou a classificar... Eu conheço alguns concurseiros que levaram muito a sério o seu propósito e que chegaram a gastar dez anos para atingir o objetivo. Com esses concurseiros eu aprendi que eles acreditaram muito em si mesmos por longos dez anos, mesmo quando a maioria das pessoas a sua volta diariamente não acreditava mais neles...Com esses concurseiros eu aprendi que o tempo não importa, que o tempo é uma viagem e que as viagens devem ser curtidas em todas as suas etapas, que não existe tempo perdido para se transformar em realidade aquilo que não é só um sonho.

Com a vida de concurseiro eu nunca mais achei que eu estava perdendo nada... eu nunca mais chorei sábado à noite porque não ia para a balada... aquele churrasco do domingo que todo mundo passou o dia bebendo e comendo, eu não perdi, aquele jantar chiquérrimo na família eu não perdi, aquele sábado à tarde no shopping com o cartão de crédito eu não perdi. Eu ganhei auto estima... sem regime eu emagreci, pois eu aprendi a me alimentar direito, a dormir direito, a beber quando eu quero e não quando os outros querem. Eu aprendi a dizer não para o que não me faz bem. Eu aprendi que sou maior do que o que eu tenho ou do que eu pareço ser, eu aprendi a conhecer a essência e não só a aparência. Eu já era adulto por fora, mas foi por dentro que eu cresci.

Aprendi que o barulho do pacote de bolacha do concorrente ao lado não vai me desconcentrar na hora da prova, nem o trânsito da rua infernal onde moro, nem o carro de som que passa agora, nem a sogra com mais uma demanda, nem o vizinho, nem minha mãe e suas cobranças, nem a gripe, o cansaço. Aprendi que não há desculpa, que para todo o problema existe pelo menos 5 possíveis alternativas e que eu ainda vou escolher a mais certa.

Eu aprendi que filho não impede ninguém de estudar...você é que se impede. Que filho não vai te atrapalhar...você é que se atrapalha. Que filho não toma o seu tempo...você é que não tira tempo para seu filho. Que filho é na verdade uma grande vantagem e um grande privilégio para um concurseiro pois você tem um trilhão a mais de motivos para querer estudar e passar....e quem não tem filho, nem sabe como é motivador e não vai ter ninguém tão próximo como você tem para comemorar e usufruir com você da sua vitória.

Que se por um lado a vida de concurseiro é cheia de perguntas na maioria das vezes sem respostas ela também é uma vida cheia de escolhas e possibilidades e que a partir do momento que você faz sua inscrição ou marca o seu cartão de respostas você está exercendo o seu o poder da escolha que hoje é quase um privilégio se permitir escolher num mundo cheio de coisas prontas e formatadas, iguais para todo mundo.

A vida de concurseiro de verdade é longa e disciplinada, começa com o básico, como uma sala cheia de um cursinho num primeiro dia de aula: lotada, mas conforme as semanas e os meses vão passando, a sala vai esvaziando, e nos últimos meses e nas sextas feiras à noite você pode contar nos dedos os que persistiram e só quem está lá até o final sabe que esse ainda não é o final, que é apenas o começo.

A vida de concurseio é dura, mas permite muitas descobertas, matérias que você nunca estudou de repente começa a estudar e a gostar e matérias que você amou, de repente começa a se desencantar. Descobre dentro de si um mundo de possibilidades, com a persistência, o desafio pode aflorar o melhor de si mesmo que você nem mesmo conhecia, descobre a palavra disciplina não significa sacrifício e resignação mas que é sinônimo de persistência e determinação;

Você descobre uma força que nunca teve, descobre que pode viver muito bem, até sem dinheiro e rodeado de pessoas que realmente te querem bem. Descobre quem são seus amigos de verdade, descobre quem são seus parentes de verdade e descobre quem te ama de verdade. Descobre que por mais que a tecnologia evolua, que por mais que você seja um privilegiado materialmente com acesso a todos os materiais fantásticos seja ele em impresso, vídeo, mp3, mp3 ou mp1000...se você não estudar não vai adiantar.

Resumo da ópera - Hoje eu entendo mais calmamente porque muita gente se diz concurseiro...porque muita gente é concurseiro... e porque muita gente nunca deixa de ser concurseiro....

Cristal é a concurseira que conforme o tempo foi passando tudo ficando mais transparente.

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"Concurso não se faz para passar, mas até passar"... E outros assuntos

Eu diria que sou uma concurseira que passa por diversos altos e baixos nos estudos... E, juntamente com eles, por momentos de sucesso e de fracasso. De qualquer forma, não desisto dessa batalha, e sinto que William Douglas tem razão quanto a frase que intitula esse artigo, pois quem realmente tem uma meta em sua vida, seja ela qual for, necessita aceitar que o caminho pode ser mais curto ou mais longo do que se pensava, entender que podem haver imprevistos, que a trajetória para a vitória nem sempre é uma reta, mas que se deve persistir até a obtenção de seu sonho.

Acreditem, a vitória está aí, esperando por nós. Todos podemos conseguir, basta estarmos adequadamente preparados para o desafio que se apresenta diante de nós. Mas é necessário ter paciência... Eu sei que é uma dura batalha, mas com fé, esforço, planejamento e paciência foi como consegui as vitórias que já obtive. Ser concurseiro não é fácil, mas quem disse, com conhecimento real da situação dos concursos públicos, que seria? Entramos nessa guerra para vencer, não importa quão árdua seja a batalha, todos podem ter o emprego público que desejam.

Desistir está fora de questão quando se chega no "point of no return", porque, como disse o Charles, não vale a pena perder todo o esforço despendido. Enfim, devemos perseverar, especialmente se o motivo que nos impulsionou para o caminho do concurso ainda existir. Se desistirmos, a falta de grana continuará, o fulaninho vai perguntar o que você fez da vida estudando esse tempo todo e você não vai ter como responder, quando você olhar para aquele servidor que ocupa o cargo dos seus sonhos vai ficar sentindo o amargo gosto do fracasso.

Resumo da ópera - É, vida de concurseiro é dura, mas a recompensa existe para todos os que não desistirem.

Sophie faz concursos desde o tempo da faculdade, passou em alguns concursos, em outros não, e hoje é servidora do MPU.

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Lá vamos nós de novo

Nesse domingo acontecem as provas para o concurso público da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e eu estarei lá, concorrendo tanto para um cargo de analista quanto para um de técnico n a entidade, assim como algumas centenas de milhares de concurseiros de todo o país.

Esse deve ser meu 10º concurso ou algo aí por perto, confesso que deixei de contar no início do ano, e será meu primeiro depois do concurso do TER-MG, que apesar de ter alcançado nota nove, fiquei classificado em 45º lugar.

O bom de estudar para esse concurso é que não havia nada no programa que eu já não tivesse estudado antes. Então o estudo foi mais como uma bela revisão de matérias já estudadas, o que é muito mais fácil que estudar matérias novas e exóticas. O problema é que para a maioria dos concurseiros sérios que também prestarão esse concurso, também foi uma revisão. No final das contas, estamos todos na vala comum das matérias já estudadas, reestudadas, estudadas novamente, estudadas mais uma vez.

Estou confiante para esse prova, mas diante das surpresas do CESPE, toda confiança do mundo pode se transformar em uma grande surpresa no dia da prova. Sinceramente torço para que seja uma prova difícil, assim, com a peneira mais fina, as chances de se destacar em meio a multidão é muito maior do que seria se a prova for fácil, cenário em que o índice de acertos é algo e por um erro você perde dez posições na fila para os cargos oferecidos.

Vou ser muito sincero com vocês, estou cansado. Depois de dois anos de expectativa e várias bolas na trave, cansa. Confesso que quando comecei a estudar para concursos públicos, sabia que não seria fácil ser vitorioso nessa guerra, mas assim como o Bush, ex-presidente dos Estados Unidos em relação à guerra no Iraque, não achava que duraria mais que um ano. Eu, assim como ele, descobrimos que nossas previsões para os conflitos em que nos envolvemos estava redondamente erradas e entre abandonar a briga ou brigar até vencer, também ambos escolhemos a segunda opção.

Notem que sentir-se cansado não é um pecado para nenhum concurseiro sério e muito menos sinal de desânimo ou de desistência, nada disso, é algo muito natural e faz parte do jogo. Pergunte isso ao time de futebol que caiu para a segunda divisão e teve de lutar para voltar à primeira divisão e daí para vencer um campeonato. Pergunte para um atleta que sofreu uma lesão, teve de se recuperar e então brigar por sua volta aos pódiuns. Faz parte, gente, simplesmente faz parte.

E o que vou fazer depois da prova da ANAC? Primeiro vou tirar alguns dias para descansar um pouco. Serão dois ou três dias no sítio consertando alguma coisa, trabalho manual para dar um tempo para o cérebro repousar. Como não há nenhum concurso que me interesse no momento, planejo fazer uma boa revisão de algumas matérias, preparando um grande resumão para elas.

Resumo da ópera – Vida de concurseiro sério é assim, se preparar, lutar, se preparar, lutar, se preparar, lutar, até vencer. Não há outra coisa a se fazer. Reclamar? Bem, reclamar faz parte do jogo. Sentir-se cansado, desamparado, desanimado, triste, fatigado, depressivo e tudo o mais, também faz parte do jogo. O que realmente importa é o concurseiro saber lidar com tudo isso, usar o que pode ser usado para otimizar os estudos e a motivação, descartar o resto. E lá vou eu novamente para uma batalhar e que Deus esteja comigo nessa nova luta.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA

Johnny Cash foi um dos mais influentes cantores norte-americano da história da música. Famoso por fundir o country, folk e rock, é um dos responsáveis por como é a música hoje. Para vocês a bela canção "I walk the line".

Diário de Bordo - TRT da 15ª Região

Olá pessoal! Vamos analisar alguns pontos que considerei de extrema importância, relacionados com o último domingo – realização do certame do TRT da 15ª Região.

A prova: Muito justa, inteligentíssima, ao estilo da Fundação Carlos Chagas. Sabe, acabou aquela técnica de decorar e Copiar/ Colar; é verdade, estava muito fácil a prova de direito, mas os enunciados necessitavam de uma parcela de raciocínio, interpretação e calma. Para a prova de Analista Judiciário (Área Administrativa), foram 10 (dez) questões de português, sendo 8 (oito) de interpretação, ou seja, todos na vala comum, subjetividade é a palavra correta. Foram 10 (dez) questões de matemática (eita matéria que ainda te pégo)

Diversificação de pensamentos: Depois de prestar vários TRT´s (TRT/AL, TRT/GO e TRT/SP), posso com toda autoridade expor as nuances que pude verificar através da face dos candidatos. Tive pela primeira vez o discernimento de olhar nos olhos dos mesmos e interpretar o medo escondido no recôndito do mundo do concurseiro.

Aflição, decepção, desgaste, ansiedade, insegurança e frustração, foram algumas das características que pude perceber ao ver o pessoal que fez a prova pelo período da manhã. Cheguei em torno das 12h35min e neste horário ainda tinham pessoas na frente da faculdade remoendo uma batalha sangrenta. Alegavam que sobrou pouco tempo para fazerem as questões, estava muito difícil ou que o tema da redação era muito vago, tipo aqueles temas filosóficos em que você tem que incorporar um “Machado de Assis” para fazê-la.

O sonho: Durante aqueles minutos que anteciparam a abertura dos portões, tive a idéia de viajar pela mente dos candidatos; subi numa passarela e fiquei analisando o perfil, estilo, feição, ingenuidade (é aquela velha história do lápis nº 2 e régua transparente, teve novamente e muitos caíram, bom para os empreendedores ambulantes). Conheci pessoas da Bahia, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul (minha terra), todos com um sonho: “Passar no concurso do TRT de Campinas”.

Antes de fazer as malas tive a brilhante idéia de procurar algo para me motivar, então, busquei um vídeo no YouTube (logo abaixo vocês podem assistir) em que o “Minotouro”, nosso lutador brasileiro, venceu um cara chamado “Bob Shapp”, um psicopata, golias, gigante, monstro, sei lá, dava medo. Fazendo uma analogia entre os lutares, o “Minotouro” era o candidato (ou seja você que fez a prova) e o “Bob Shapp” a prova. A luta foi vencida pela técnica e não pela força. Passarão aqueles que utilizaram as técnicas acumuladas durante meses de estudo.

O despreparo emocional: Gente, era absurda a situação em que vi muitos candidados com medo, isso mesmo, medo. O principal motivo era a quantidade de inscritos! Não dava para ficar aconselhando todas as pessoas que eu conversava, mas tentava de uma forma ou outra prepará-los para as próximas batalhas, porque o bloqueio que criaram na mente já tinha influenciado o psicológico do candidato naquele certame. Número de inscritos não pode de maneira alguma influenciar o concurseiro sério.

Os candidatos: Uma das perguntas que sempre me fazem durante uma conversa antes da prova é: Você estudou? Veja pessoal, essa resposta parece fácil no primeiro momento, mas sempre respondi com algum pensamento do tipo “Vou tentar fazer a melhor prova possível”. Mas Nicson, você estudou ou não? Daí respondia: Já faz um ano que tento somente TRT, a bagagem já está bem pesada, mas ainda não será o momento (ou será?). Quase todos respondiam que não estudaram nada ou fariam a prova por fazer (paraquedistas). É isso, aquela preocupação com o número de inscritos caiu por terra!

Resumo da ópera - É , concurseiros, não adianta fazer o melhor cursinho ou ter a melhor gramática. Concurso para TRT (e muitos outros) virou uma caça ferrenha para os concurseiros sérios. Não basta estudar muito, controle psicológico/emocional também ajuda. Que venha Ceará, Minas, Paraná, Mato Grosso do Sul...

Nicson Alexandre agora continua seu preparo para a próxima entrada no ringue concurseiro.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA

Atenção - Concurso para Oficial de Justiça

Ontem foi publicado o tão esperado edital para o concurso do TJSP para Oficial de Justiça para o estado de São Paulo. Esse concurso está sendo aguardado por muitos concurseiros desde o ano passado e já teve algumas reviravoltas quanto a exigência de curso superior de Direito para os candidatos, que acabou caindo. Mesmo que eu não vá prestar esse concurso, dei uma olhadinha no edital ainda ontem e quero alertar os leitores do blog que cogitam prestá-lo para que prestem muita atenção a alguns pontos muito importantes.

1º Ponto - Não fiquem deslumbrados pelo grande número de vagas oferecidas, 500 vagas para capital e interior. Tudo bem que a cifra é respeitável, mas uma análise rápida do edital revela que são 100 vagas destinadas para a capital e que as 400 restantes estão divididas entre as 56 circunscrições do judiciário estadual de São Paulo, sendo destinadas entre 5 e 10 vagas para cada circunscrição.Além disso, “o candidato concorrerá apenas para as vagas da comarca onde realizar as Provas de Questões Objetivas”, ou seja, se você optar por uma circunscrição onde há 10 vagas disponíveis, você concorrerá apenas por essas 10 vagas e ponto final.

2º Ponto – Esse não é um daqueles concursos que chamam todos os aprovados de uma vez só, não. Bem no comecinho do edital já há um aviso sobre isso que diz “sendo que o provimento ocorrerá segundo o interesse do serviço e a disponibilidade orçamentária existente”. Estou muito bem colocado entre os habilitados do concurso para Escrevente Técnico-Judiciário do TJSP realizado há mais de dois anos e até agora não chamaram NINGUÉM da circunscrição para a qual me inscrevi.

3º Ponto – Como as provas serão feitas nas sedes das circunscrições no mesmo horário, não será possível prestar para a capital e uma circunscrição.

4º Ponto – Juntem um prazo bom para estudar (provas marcadas para 11 de outubro ... são três meses até lá) com um edital relativamente enxuto mais gente que já vem estudando por conta própria para esse concurso faz um tempão e o que temos? Isso mesmo, será um concurso muitíssimo concorrido com notas de corte altíssimas, tanto que o edital traz mais de uma dezena de critérios de desempate, ou seja, os organizadores já estão esperando muitos empates com notas muito boas.Então é estudar para decorar tudo se você for encarar esse concurso.

5º Ponto – Quem não fizer no mínimo 50% de acertos em Português ou em Conhecimentos em Direito está eliminado do concurso.

6º Ponto – Será cobrada Matemática, matéria “pedra no sapato” para muita gente.

7º Ponto – O que Oficial de Justiça faz? Segundo o edital "executar as tarefas referentes a citações, prisões, penhoras, arrestos e demais diligências próprias do seu ofício, lavrando nos autos toda ocorrência e deliberação, bem como cumprir todas as determinações efetuadas pelo juiz de direito a que estiver subordinado, dando-lhe auxílio e apoio nas tarefas solicitadas". Então só encare esse concurso se trabalhar com essas atribuições não for um problema para você.

Resumo da ópera – Notem que não quero desanimá-los a prestar esse concurso, não é nada disso. Quero apenas alertá-los de que esse concurso não será bolinho, será muito, mas muito concorrido mesmo. Eu, particularmente, não me sinto atraído pelas atribuições do cargo, prefiro trabalhar atrás de uma mesa, mas muita gente pensa diferente e o zum zum zum quanto a esse concurso tem sido grande desde o final do ano retrasado. Para os que estão em dúvida quanto a enfrentar essa batalha, analise com cuidado os pontos que apontei e faça uma decisão consciente. Para os que se deciderem por prestar esse concurso, desejo toda a sorte do mundo e muito bons estudos.

ATENÇÃO - Se algum leitor do blog prestou o concurso para o TRT de Campinas no final de semana passado e quiser escrever um artigo dando sua opinião quanto a prova, por favor me mande um email. Muitos leitores estão curiosos em como foi esse concurso e seria muito legal publicar um relato de como foi essa batalha.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA

Para animar o dia de hoje um clipe do DJ David Guetta com a música "Baby when the light".


Prova do TCU

Anteontem, domingo, fui um dos concurseiros que fizeram a prova para o cargo de Técnico de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU). Estou escrevendo esse artigo a pedido do Charles para contar para vocês como foi a prova.

Começo confessando que somente me inscrevi nesse concurso porque a banca era a CESPE. Nem vinha pensando em prestar prova para esse órgão federal e não teria dado maior atenção ao certame se a banca escolhida tivesse sido a ESAF. Como foi a CESPE, que considero um pouco mais tranqüila que a ESAF, comprei a briga.

O programa para o cargo não era muito extenso e estudei 80% do tempo os tópicos específicos, como sobre as funções do TCU, sua Lei Orgânica e Regimento Interno, noções de SIAFI, GRU e tal. Apesar de não serem esses tópicos o supra-sumo da complexidade, eram cheios de detalhezinhos e o estudo necessitava ser feito com calma e atenção. O que mais me incomodou foi a dificuldade em conseguir material de estudo para metade deles. Não quis apelar para apostilas de qualidade duvidosa, então parti para o boa pesquisa usando o Google. Com paciência e pesquisa direcionada, consegui em sites do governo um bom material de estudo. Também estudei por um curso de Controle Externo específico para o certame lançado pelo Ponto dos Concursos, o que foi um ótimo investimento.

Sou um cara reclamão quando as bancas me mandam fazer prova em lugares fora de mão. Geralmente opto por fazer prova em São Paulo, já que moro aqui, mas fico puto quando vejo que meu local de prova é num lugar inconveniente de chegar. Dessa vez a CESPE fez bonito e me mandou para uma faculdade particular pertinho do bairro da Liberdade, que além de ter sido facílimo de chegar (fica a 15 minutos de minha casa), também me permitiu um delicioso almoço na tradicional feirinha do bairro que acontece aos domingos (que recomendo para quer for fazer prova em Sampa e tiver um tempinho).

A prova em si não estava bolinho não, meus amigos. Foram 100 questões objetivas no melhor estilo “mata-mata do CESPE), duas questões objetivas (abertas) e uma “peça técnica” (leia-se redação). Nas questões objetivas a banca cobriu todo o edital, caiu de tudo um pouco. Notei foi uma quantidade grande de questões relacionadas com a Lei 8.666/93. Amarguei um pouco as questões de contabilidade, matéria que ainda não domino muito bem. As questões foram bem formuladas, obrigando os candidatos a tomarem muito cuidado para não caírem em pegadinhas bem filhas da puta, daquelas que ficam bem escondidas e prontas para pegarem os candidatos menos atenciosos. O que me deu mais trabalho foram as questões subjetivas, não por conta do que perguntavam, algo que graças a Deus sabia responder muito bem por se tratarem de competências do TCU e licitações, mas porque o espaço para responder era curto (dez linhas para as duas questões e trinta para a peça técnica), ainda mais para esse concurseiro aqui que escreve demais e tem letra grande. Foi uma verdadeira maratona escrever tanto com letra pequena e bonitinha, coisa de deixar o braço doendo.

Na minha sala pouco mais de um terço dos candidatos não apareceram para prestar prova e dos que ficaram, menos da metade foram embora sem levar o caderno de prova. Pelo que andei lendo em alguns fóruns desse concurso, o número de faltosos foi mais acentuado em outras capitais. Dessa vez me chamou a atenção a civilidade dos candidatos que estavam na minha sala. Não houve barulheira, gente tossindo, comilanças estranhas (exceto um cara que levou duas garrafinhas de suco de goiaba!).

Resumo da ópera – Considero essa prova do TCU a melhor entre as que fiz esse ano. Uma prova justa, de ótimo nível, bem preparada, bem organizada. Estou confiante de que irei bem o suficiente para que minhas questões objetivas sejam corrigidas. Se elas forem mesmo corrigidas, daí terei esperança de estar brigando seriamente por uma das vagas oferecidas, até lá prefiro não criar expectativas.

El Bigodón, o concurseiro que detesta que o mandem fazer prova de concurso em lugar longe de casa e difícil de chegar.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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