O Mundo é nosso campo de batalha

Daí que às vezes enfrentamos momentos de fraqueza, para alguns mais momentâneos que para outros, mas ainda sim incidentes na vida de todos os concurseiros. Ao menos dos sérios.

Passei por um momento assim essa semana, e minha maior fraqueza, meus caros, é o cansaço do dia de trabalho. E é sobre isso que falarei hoje: sobre os concurseiros sérios que não têm o tempo integral de estudo que necessitariam.

Não podemos negligenciar que um dos grandes obstáculos vividos pelos concurseiros que trabalham o dia todo, é mesmo estudar com similar qualidade de estudo a noite, após uma jornada desgastante de atividade.

Porém, aos que trabalham como eu, fica a ressalva de que aqueles que detêm maiores dificuldades na vida (assim como tantos outros concurseiros que o são em tempo integral, mas humanamente têm outras dificuldades, obviamente), têm também uma gama de motivação que pode e deve ser explorada.

Nada mais justo e natural que queiramos estudar para melhorar nossas condições de vida, pagando o preço de aprender a estudar e a fazer provas, como diz Wilian Douglas. Nada mais belo do que lutar arduamente pelo nosso futuro, com liberdade. Por que queremos melhorar.

Seguem então algumas dicas, experimentadas por mim, que podem nos auxiliar nessa tarefa de conciliar trabalho e estudo:

1. Ao invés de concentrar todo o estudo no período noturno, eu procurei inverter alguns horários. Então, estudo das 6 às 7:30 hrs da manhã, e já estudo 1 hora e meia por dia. Talvez para aqueles que chegam tarde do trabalho e necessariamente precisam dormir mais cedo, ou têm outras obrigações familiares (como filhos, cônjuge, etc), inverter o horário e aproveitar o silêncio do finzinho da madrugada, pode ser um bom negócio.

2. Estudar na hora do almoço não é propriamente prejudicial, e como se trata de um horário que, em geral, é usado para atividades corriqueiras e que podem ser delegadas ou suprimidas (ir ao banco, conversar com os colegas de trabalho, e infinitas outras coisas), tenho utilizado 1 hora e meia de meu horário de almoço para estudar. Parece que é pouco, se individualmente considerado, mas ao final da semana isso já me rende uma boa carga horária de estudo.

3. Corro no fim da tarde, mas aproveito para ouvir alguns arquivos de MP3 de sinopses jurídicas. É realmente interessante, mas nunca vi nenhum edital que contivesse como matéria os últimos lançamentos musicais, que pena. (rs)

4. Estudo mais 3 a 4 horas no período noturno, me atentando quanto ao equilíbrio do meu sono, já que optei por acordar mais cedo, invariavelmente sinto sono mais cedo também. O equilíbrio é extremamente importante para manter a integralidade do nosso estudo ao longo da semana.

Aos sábados e domingos, aumento a carga horária de estudo, e procuro seguir a risca o cronograma, para manter a agregação no mesmo nível de profundidade.

Obviamente nem sempre assim. A todos nos é permitido errar, cair, se equivocar. O que devemos sempre evitar, contudo, é que nossos erros sejam acompanhados de sentimentos de culpa e de baixa motivação.

Essa semana o cansaço foi mesmo mais forte. Não conseguir chegar em casa e cumprir minhas 3/4 horas de estudo, porém, não devemos desanimar e perder o aprofundamento intelectual que lutamos tanto para adquirir.

Resumo da ópera - Ser concurseiro sério, mesmo que não em tempo integral, é estudar por liberdade. É amar o estudo porque é dele que sua felicidade maior sairá no futuro. É amar os sacrifícios que agora fazemos, sabendo que as sementes que estamos plantando, florescem a medida que morrem, e que nossos frutos serão conquistados a cada recomeçar. Eu recomecei. E como diria o soldado José Engling, que lutou na 1° Guerra Mundial e hoje é enaltecido por sua coragem: “O Mundo é nosso campo de batalha”.

Paula Mazoni é uma concurseira que não se deixa vencer pelas dificuldades, e que ainda por cima guarda um tempinho para escrever em seu blog pessoal, o www.escritoteca.blogspot.com

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

Eventos familiares. Isheeee!!!!!!

Todo concurseiro sério passa por situações constrangedoras ao longo de sua jornada. É sempre muito delicado explicar para leigos os seus objetivos. Como por diversas vezes Charles Dias já discorreu neste blog, numa sociedade imediatista e cheia de parâmetros pré-estabelecidos qualquer atitude em sentido contrário ao senso comum acaba gerando desconfiança. E ser concurseiro simplesmente é quebrar paradigmas, é buscar algo mais profundo do que aquilo que sorrateiramente tentam nos impor. Porém, isso tudo tem o seu preço e o concurseiro sério deve estar muito bem mentalmente para enfrentar determinadas situações.

Uma delas, com certeza, é eventos familiares. O que para alguns é um momento de alegria e união, para nós, se torna um verdadeiro infortúnio. Uma porque não temos como evitá-los e outra porque antes mesmo de irmos até eles, já sabemos de antemão que seremos massacrados de uma forma muito sutil, mas intimamente muito doída.

Será no evento que tias e tios irão nos perguntar sobre nossas vidas e, ante a resposta, irão dizer, dentre outras coisas, o seguinte: “legal a sua escolha, mas faz já faz tempinho que estuda, ein!. Eu sempre trabalhei e estudei; na sua idade eu já tinha casa, carro..”; “meu filho é engenheiro(exemplo) recém-formado, está trabalhando em uma multinacional. Primos, então, nem se fale.. O infeliz (escravo 24h), não contente em se vangloriar e mostrar o seu carrão comprado em 60 vezes, vai se achar no direito de emitir um juízo sobre nossas escolhas.

Pois bem, colegas concurseiros, o que relatei é fato e não há como fugir (a não ser que você se torne um concurseiro das cavernas e rosne para alguém que ouse chegar perto de você). Durante muito tempo, tentei evitar o máximo esse tipo de reunião, mas como percebi que seria impossível, decidi adotar algumas técnicas para amenizar o drama. Talvez também sejam úteis pra vocês. Vejamos: procuro não mentir a minha real situação (pode ficar mais feio quando a verdade vir à tona; mentira mais comum: quem só estuda, mas fala que também está trabalhando em casa.); não conto o concurso que vou prestar; desvio o foco falando de futebol; não fico perto de “eventuais corneteiros”.

Resumo da Ópera - Goste ou não, sogros, cunhados, tios e primos existem, por isso mesmo a melhor atitude é enfrentá-los, pois se esconder pode prejudicar o relacionamento com quem você realmente se importa. Não tenha mágoa ou rancor, na medida em que o tempo, com certeza, dirá que você fez a escolha certa. Ah, sim, utilizá-los como motivação também pode ser uma bela idéia, mas, com as devidas cautelas, até porque de repente você pode se flagrar pensando (sentindo raiva) mais neles do que nos próprios estudos.

Zé Mario é um concurseiro sério que não está nem aí para provocações de familiares.

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Coma com moderação

Imagine que você está concentrado fazendo uma prova de concurso público e então algo lhe chama a atenção. É um ruído baixinho, difícil de identificar, mas regular e irritante, que mina sua concentração e aos poucos parece que vai martelando dentro de sua cabeça. Você olha discretamente para os lados procurando pela fonte do ruído incômodo e então, para sua surpresa, você vê, a apenas algumas carteiras de distância, um indivíduo olhando para o nada enquanto degusta, tranqüilamente, de uma daquelas latinhas de batatas fritas!

A situação descrita no parágrafo anterior aconteceu comigo no concurso do Ministério da Fazenda que aconteceu domingo passado. E não foi somente isso que aconteceu no quesito “alimentação de prova”.

Concordo que não dá para ir fazer uma prova de concurso de cinco horas de duração sem levar nada para aplacar a fome que surgirá lá pelas tantas. Por isso, acredito que o kit básico do concurseiro deva conter:

- 01 garrafinha de água gelada (para aplacar a sede e a boca seca).

- 01 chocolate pequeno ou barra de cereais (para enganar a fome).

- 01 embalagem pequena de drops ou chiclete (para dar um tapa na tensão).

Só que muitos concurseiros sem noção acham que apenas isso é pouco e resolvem inovar nesse quesito, levando verdadeiros lanches completos para a sala de prova.

Já vi muita coisa estranha em termos de “comidinhas de prova” e nesse concurso do Ministério da Fazenda elas não poderiam faltar. Dessa vez tinha concurseiro levando:

- Batatas fritas em lata.

- Salgadinhos do tipo Baconzitos, Fandangos e Doritos.

- Caixa de chocolates Garoto (daquelas com duas dúzias de bombons).

- Sanduíche caseiro de queijo embrulhado no papel laminado.

- Bandeja de supermercado com quatro belos pêssegos frescos.

Putz, gente, é muita falta de noção levar essas coisas para comer durante a prova. Mais do que isso, torna claro que a pessoa não está nem aí para se dedicar 110% em fazer uma boa prova, em responder corretamente as questões. É uma falta de seriedade e, principalmente, de respeito com os outros candidatos, afinal de contas, como não ficar incomodado com alguém perto de você comendo tudo isso? Fora a barulheira, tem o cheiro que incomoda.

Hoje mesmo vou enviar um email para a CESPE, para a ESAF e para a FCC, as principais bancas de concursos públicos do país, perguntando por que nos editais não há restrições claras aos alimentos que podem ser consumidos durante as provas, vamos ver o que eles respondem.

Alguns concurseiros argumentam que se incomoda, devemos reclamar para os fiscais de prova. Sim, é uma saída. Mas pensem bem comigo. Você já teve algo de sua concentração, o tempo está correndo, qual concurseiro em sã consciência vai largar tudo para reclamar para fiscal que não está nem aí para a coisa (porque se estivesse, já terei dado uma dura no comilão sem noção)? Nem pensar.

Resumo da ópera – É aquela velha história, cuidado com o que você leva para comer durante a prova. E se você vir alguém com alguma comidinha estranha, nada melhor que um bom terrorismo do tipo “não vai tentar comer isso durante a prova que o fiscal te põe pra fora na hora”.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Cadeiras vazias, muitas cadeiras vazias

Hoje publico meu penúltimo artigo sobre o concurso do Ministério da Fazenda. Dada o grande número de candidatos e peculiaridades desse concurso, acho que vale a pena uma série de artigos, principalmente para alertar outros candidatos sobre ocorrências que podem, e vão, voltar a serem verificadas em outros concursos pelo Brasil afora.

Hoje vou falar de dois assuntos que considero muito importantes para o geral dos concursos públicos no Brasil.

O primeiro deles é o alto nível de abstenção observado nesse concurso, ou seja, o número de candidatos que não apareceram para fazer prova. Ou seja, o cara pagou a inscrição e no domingão de prova preferiu ficar em casa curtindo aquele belo almoço de domingo regado à cerveja e acompanhado de uma boa soneca pelo resto da tarde.

Como esse concurso foi nacional e realizado simultaneamente nas 26 capitais do país, a média de abstenção tende a variar, mas pelo que já li a média ficou em torno de 25%. Putz, gente, se pensarmos que 1 em cada quatro candidatos dos quase 600 mil inscritos não apareceu para fazer prova, bem, é gente faltante pra caramba.

O que faz alguém se inscrever em um concurso e não fazer prova? São muitos e diversificados os motivos. O cara não estudou e prefere não perder tempo. O cara passou mal. O cara se esqueceu do dia da prova. O cara perdeu a hora. O cara está preferiu prestar outra prova que acontece no mesmo dia. O cara nem se lembrou que se inscreveu naquele concurso.

Na minha sala de prova, por exemplo, dos 50 candidatos esperados, apenas 30 apareceram para fazer prova. Enquanto os fiscais entregavam os cadernos de prova, olhei para a sala e vi aquele montão de carteiras vazias. Para muitos candidatos é um alívio, para outros é mais um motivo para ficar tenso, para outros ainda é apenas uma constatação ... faço parte do terceiro grupo.

O segundo assunto é quanto à média de idade observada nesse concurso. Não sei quanto à média geral de idade em todo o país, mas na minha sala de prova a média era bastante alta, em torno dos 43 anos de idade. Isso mesmo, havia muito mais candidatos de meia idade que candidatos mais jovens.

Acredito que a média de idade dos concursos de nível médio tem aumentado desde o final do ano passado por conta da famosa crise econômica mundial. O porquê é bastante claro, quanto maior a média de idade, mais difícil a recolocação no mercado de trabalho. Por outro lado, os mais jovens que estão empregados pensam dez vezes antes de largar o emprego para estudar para concursos e com o enxugamento dos quadros de funcionários da empresas, têm de trabalhar muito mais, daí ficam muito cansados para poder encarar trabalho e estudo para concursos públicos.

Se pensarmos com cuidado, esses dois assuntos estão intimamente ligados e formam um retrato da situação pela qual a crise grassa pelo setor de mão-de-obra no país.

Agora, não adianta pensar que nenhum desses dois aspectos facilita ou dificulta a aprovação em concursos públicos, visto que a maioria dos faltosos em qualquer concurso público não tinha mesmo qualquer chance de passar, e média de idade nunca significou maior ou menor capacidade de estudo e chances de sucesso e aprovação.

Resumo da ópera – É, gente, o mar não está para peixe, não. Se em períodos de vacas gordas já não dá para entrar na guerra dos concursos públicos de brincadeira, agora, em período de crise, que não dá para fazer isso mesmo. Se você se enquadra nesse perfil, digamos, brincalhão, está mais do que na hora de você rever seus conceitos. Agora, se você não está, cuidado na hora de orientar outras pessoas que lhe pedem conselhos quanto a se dedicar e estudar para concursos públicos, seja sincero e diga como é a realidade das coisas.

Ahhh, o pessoal tem perguntado na shoutbox quanto pontuei nesse concurso. Apesar de ter derrapado um pouco em Raciocínio Lógico (por falta de papel para fazer cálculos) e sofrido com tributário, deu para fazer 103 pontos. Vamos ver o que vira.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Não faça prova de estômago vazio

Como tive oportunidade de relatar e reclamar em um artigo anterior, para esse concurso do Ministério da Fazenda a escolha dos locais de prova por parte da ESAF foi desastroso, pelo menos em São Paulo. Numa cidade com tantas escolas públicas e faculdades próximas das estações de metrô, escolhas óbvias para concursos públicos, a banca preferiu usar escolas e faculdades distantes do metrô, em locais contramão para os concurseiros, muitos do interior do estado e mesmo de outros estados, dificultando a vida de todos.

Mas como é aquela história de que a nós, concurseiros que prestaram esse concurso, restou apenas a lamentação e a necessidade de nos viramos para encontrarmos e chegarmos ao local de prova que nos foi designado na hora correta.

Pois bem, descobrindo alguns dias antes da prova que meu local de prova era numa travessa da famosa Avenida Santo Amaro em São Paulo, num campi de uma universidade particular, apelei para o Santo Google, mas exatamente para o Google Maps, para descobrir onde era o tal lugar no mapa e como chegar lá. Depois fiz algumas consultas na Internet e, finalmente, descobri que o melhor seria ir até a estação Santa Cruz do metrô e lá pegar um ônibus que em 45 minutos mais ou menos me deixaria a um quarteirão do tal lugar. A volta seria igualmente fácil. Optei pelo esquema metrô + ônibus por ser mais tranqüilo, rápido e barato.

Como a região do local de prova não me era desconhecida, me atentei para o fato de que no local, especialmente num domingo, não é fácil encontrar locais onde poderia almoçar antes da prova. Além disso, com o fechamento dos portões marcado para às 13 horas, seria aconselhável almoçar leve entre às 11:00 e 11:30 de forma que não batesse sonolência durante a tarde.

Exatamente às 11:10 estava eu na Praça de Alimentação do Shopping Metrô Santa Cruz, um shopping anexo à estação de metrô de mesmo nome, almoçando um prato leve de carne e salada. Acostumado que estou a almoçar apenas depois do meio-dia, confesso que não foi muito agradável almoçar tão cedo, tive meio que comer empurrado, mas a necessidade de atenção durante à tarde sobrepujava qualquer outra coisa. Terminado o almoço, exatamente às 11:40 estava eu no ônibus em direção ao local de prova juntamente com pelo menos uma dúzia de outros candidatos que iram para o mesmo lugar.

Notei então que excetuando eu e uma menina, todos os outros não tinham tratado de almoçar no shopping e comentavam que teriam de procurar um restaurante por quilo ou uma lanchonete próxima do local de prova para comer algo rapidinho.

Chegando ao local, batata, não havia lanchonete, restaurante, padaria, nem mesmo carrinho de ambulante vendendo cachorro quente de qualidade duvidosa por perto. Niet, nadinha de nada. “Tem um restaurante a uns três quarteirões daqui que talvez esteja aberto”, sentenciou um segurança da faculdade, “Domingo por aqui é tudo fechado”.

Resultado, muita gente entrou na sala de prova reclamando de que teria de fazer prova sem almoçar, contando apenas com um chocolatinho e uma garrafinha de água que haviam trazido, alguns nem com isso. E, claro, que fazer prova com o estômago roçando não ajuda nem um pouco na concentração.

Resumo da ópera – Cuidado, gente, na hora de se programa em relação ao local de prova, como chegar lá, horários de prova, local para comer e tal. É melhor seguir o caminho seguro e comer antes mesmo sem muita fome, que fazer prova de estômago vazio como muita gente no meu local de prova fez!

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Quando os videntes erram

Após alguns dias de sumiço por conta do concurso do Ministério da Fazenda, estou de volta à ativa aqui no blog.

Olha, gente, a prova desse concurso me surpreendeu e tenho assunto para artigos até sexta-feira. Mas comecemos pelo começo e hoje comentarei o mais sério dos assuntos.

Semanas antes da prova, pulularam na Internet vários vídeos e artigos de professores de cursinhos e autores famosos de livros voltados para concursos com previsões, dicas e conselhos relativos a esse concurso. Para os concurseiros que se preparavam com afinco para esse concurso, que apesar da remuneração não tão interessante, oferece um número respeitável de vagas, 2.000 distribuídas pelo país, qualquer vantagem competitiva seria uma benção.

Eu, claro, também assisti e li a esses vídeos e artigos, pois não sou besta. Só que macaco velho, não vou na conversa de outras pessoas sem antes analisar muito bem cada informação e conselho, e ver com cuidado como cada mudança de estratégia proposta impacta na minha estratégia original. Concordo com o ditado popular que diz que “se conselho fosse bom ninguém dava, vendia”. Conselhos devem ser analisados com muito cuidado, pois cada pessoa é uma pessoa, e a solução que é ótima para você pode não ser para mim e vice-versa.

Pois bem, os professores e autores dos vídeos e artigos que assisti e li foram unânimes em uma coisa, de que os candidatos desse concurso deveriam focar 100% na lei seca e deixar de lado a idéia de estudar teoria, principalmente no tocante aos direitos Previdenciário e Tributário.

Vocês bem acompanharam aqui através de três ou quatro artigos, minha luta com Direito Tributário, matéria que nunca tinha estudado e que achei, particularmente, chatinha de estudar. Pois bem, comecei tentando estudar a matéria pelo Código Tributário Nacional, mas sem dominar o jargão e conceitos básicos na disciplina, preferi deixar de “bater em ferro frio” e toquei a estudar um bom livro basicão da matéria. Pois bem, depois de estudar o livro por duas vezes, me senti confortável para estudar o CTN, nisso faltavam dez dias para a prova.

Com Direito Previdenciário a coisa foi um pouco mais tranqüila, pois já tinha estudado a matéria antes. De qualquer forma preferi estudar utilizando um curso do Ponto dos Concurso que já tinha e depois estudei um pouco da lei seca.

Pois bem, na minha visão estritamente pessoa, quem estudou essas matérias apenas pela lei seca deve ter encontrado mais dificuldades para resolver as questões que quem estudou também por teoria.

Além disso, para Previdenciário, muitos foram os conselhos para que fosse feito um esforço extra para se decorar prazos e tal. Bem, praticamente não foram cobrados prazos nessa prova.

Resumo da ópera – Muito cuidado com os videntes de plantão no universo concurseiro, pois como os videntes comuns, eles mais erram que acertam. Pese muito bem o que os outros dizem com o que seu instinto o manda fazer, é no equilíbrio dessas informações muitas vezes contraditórias que você encontrará a melhor estratégia de estudo.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Local de prova ... onde?

Ontem a noite estava dando uma olhadinha nas conversas que rolavam em duas comunidades do orkut do concurso do Ministério da Fazenda, com prova marcada para esse domingo, e notei que havia várias discussões em torno de algo muito incômodo que está acontecendo nesse concurso.

O pessoal da ESAF, a banca organizadora, parece ter tido um surto de “desconcentraçãosite geográfica” ao escolher os locais de prova desse concurso. Geralmente as bancas escolhem escolas públicas e faculdades de fácil acesso, localizadas em avenidas e ruas conhecidas, próximas de estações de metrô e trem nas grandes cidades, tudo para facilitar a vida dos candidatos, principalmente daqueles que oriundos de cidades do interior e que não conhecem bem os grandes centros.

Pois bem, dessa vez deu a louca na ESAF, que deixou de lado essa história de facilitar a vida dos concurseiros e escolheu como locais de prova para esse concurso escolas e faculdades muito mal localizadas, de difícil acesso, não só em São Paulo como em outras capitais. Por conta disso, não são poucas as reclamações de concurseiros e, principalmente, o desespero de muitos que terão de rebolar para encontrar os locais de prova localizados em endereços pra lá de exóticos.

Vejam meu caso, fiz minha inscrição com meu endereço do interior de Minas Gerais. Meu local de prova é na zona sul de São Paulo, numa travessa da Avenida Santo Amaro a uns dez quilômetro da Avenida Paulista. Minha sorte é que já morei em São Paulo por mais de uma década e conheço bem a cidade, então sei como chegar lá, mas é muito grande a chiadeira de concurseiros que não sabem chegar em seus locais de prova.

Daí penso, por que a ESAF faz uma coisa dessas. São mais de meio milhão de candidatos inscritos nesse concurso, uma boa parte vai fazer a prova em São Paulo, pelo menos metade oriunda do interior e que não conhecem a metrópole. E olha que o que não falta em São Paulo são escolas públicas e faculdades muito próximas de metrôs, o meio mais prático de deslocamento na cidade.

Mas é aquela história, agora que a ESAF já fez a tranqueira, o negócio é nos virarmos. Graças a Deus hoje temos a Internet e websites muito práticos como o Google Maps, o Apontador e o SPTrans. Nos dois primeiros é possível entrar com o endereço do local de prova e obter um mapa das redondezas, imprescindível para o concurseiro se localizar em um local desconhecido. O Google Maps e o site da SPTrans, para a cidade de São Paulo, permite que o concurseiro entre com o endereço do local de prova e uma estação de metrô, por exemplo, e obtenha uma listagem de ônibus que ligam os dois pontos, facilitando em muito a vida do concurseiro.

Resumo da ópera - O que não dá é deixar para ver o local de prova e descobrir como chegar lá em cima da hora, pior, no dia da prova. É como diz o velho ditado popular, "o homem precavido vale por dois".

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA

Não são todas as músicas da Lilly Allen que gosto, mas essa está entre uma das minhas preferidas, "The Fear (I don´t know)". Essa moça é muito lindinha com essa franja. E olha que esse clipe foi difícil de achar para colocar aqui!




Socorrooooooooo ...

“Ao ler o artigo de terça-feira sobre revisão na semana anterior à prova de concurso, juro que fiquei deprimida, mais que isso, entrei em desespero. Sou concurseira há pouco mais de um ano, estudo em tempo integral, procuro fazer de tudo para ser uma concurseira o mais séria possível, mas se tem uma coisa que não consigo fazer é revisão na semana da prova. Todas as vezes que tentei acabei ficando muito nervosa, me embananei toda, no final isso acabou comprometendo meu desempenho na prova. Das vezes que continuei estudando normalmente, não aconteceu nada e fui para a prova tranqüila. Acontece que me sinto muito culpada por não fazer essas revisões, enquanto todos fazem. Fico com uma impressão amarga de que não estou me esforçando realmente. Preciso de uma luz de como resolver esse problema, socorro”.

Recebi ontem esse email de uma concurseira leitora do blog, o qual me fez pensar em como nos esforçamos tanto, muitas vezes chegamos a nos mutilar (em termos abstratos, claro), para nos adequarmos ao padrão imposto pela maioria. Explico.

É tido como correto dos concurseiros fazerem revisão da matéria estudada na semana anterior a uma prova de concurso público. Professores de cursinho, escritores, bancas, concurseiros, todos reafirmam essa idéia como a única correta. Se por um lado isso essa prática é tranqüila para a maioria dos concurseiros, que conseguem durante essa semana à revisão dos pontos mais importantes das matérias que serão cobrada em prova, por outro lado existe uma boa quantidade de concurseiros que, simplesmente, não conseguem se adequar a essa prática, como a amiga concurseira que enviou o email que abre esse artigo, pessoas que têm na semana de revisão não uma ferramenta de estudo, mas um instrumento de tortura psicológica.

E o que acontece com esses concurseiros não afeitos à prática da semana de revisão? A maioria tenta se adequar ao padrão, se obrigar a ser como os outros concurseiros e fazer a bendita revisão, mesmo que isso signifique nervosismo, desespero, privação de sono, sofrimento. No final o resultado é um só, estuda-se menos e com pior qualidade do que se não se tivesse feito revisão alguma.

E do que adianta ficar uma semana sofrendo por não se conseguir fazer uma revisão como se deve? Qual o sentido disso? Qual o ganho em termos de competitividade para a prova? A resposta está na cara, a revisão acaba sendo uma grande perca de tempo para o concurseiro e fonte de nervosismo e frustração, que afetarão seu desempenho na prova.

Tenho um amigo muito próximo que não é concurseiro, mas que estuda direito por conta do curso de mestrado que começou no início do ano, daí tem de fazer algumas matérias obrigatória, provas e tal. O cara também entra em desespero só de ouvir a menção à palavra revisão. Então o que ele faz? Ele prepara um programa de estudo onde revê a matéria enquanto a estuda, de modo que pode abrir mão das revisões. Pronto, o cara estuda com qualidade, vai preparado para as provas e não sofre mais se obrigado a fazer revisões.

Os concurseiros que enfrentam esse tipo de problema com revisões em geral devem fazer a mesma coisa, largar mão de tentar se adequar à força a algo que não foram talhados para fazer, gastar um tempinho bolando um programa de estudos que torne desnecessária qualquer revisão pré prova e então ser feliz. Simples assim. Tudo é uma questão de se aceitar como se é, nada mais.

Resumo da ópera – Não aceite tudo o que dizem que um concurseiro deva fazer como se fossem verdades absolutas. Cada pessoa é diferente e muitas vezes algumas fórmulas que são vencedoras para a maioria, não são para uma minoria, ou vice-versa. Você deve respeitar seus limites e o estilo de estudo que melhor se adequa a sua personalidade e seus valores. Fazendo isso, gente, não há como não vencer na guerra dos concursos públicos.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA

Do duo francês BlueLagoon a deliciosa música "Heartbreaker". Acho a menina desse duo muito bonita e com a voz linda. Pena que o duo não vingou.

Matemática ... nãooooooo!!!

É interessante como desde o início da educação escolar como conhecemos, lá por volta do século XVI ou XVII, matemática reina suprema como a matéria que mais causa medo, horror e rejeição entre os estudantes.

Felizmente faço parte daquele grupo que não tem tantos problemas com matemática, e apesar de não me deliciar com a matéria como os que a adoram, não tenho dificuldades em aprendê-la. Meu problema sério é com gramática, seja portuguesa, inglesa, espanhola ... apanho de gramática legal.

Ao longo de minha luta na guerra dos concursos públicos e, principalmente, do meu contato com outros concurseiros através deste blog e de outras comunidades na Internet, notei que esse desagrado com matemática também grassa em nosso meio feito fogo em mato seco. Não há semana que não leio alguma mensagem de concurseiro dizendo que tem dificuldades com matemática, seja matemática básica, matemática um pouco mais avançada, raciocínio lógico-matemática, matemática financeira e por aí vai.

Concordo que a raiz dessa aversão por matemática, na maioria dos casos, está nos péssimos professores da matéria, que forçaram os alunos a aprendê-las através do ensino sem didática. Putz, conheço muito bem esse tipo de professor, tive vários.

O problema é que matemática é cobrada em muitos concursos, ouso dizer que na maioria, principalmente no ramo de raciocínio lógico e matemático, logo quem quiser ter sucesso nos concursos que prestar e realmente lutar para abocanhar uma das vagas oferecidas, terá então de aprender e estudar muito bem a matéria.

Para dar uma mãozinha nos seus estudos de matemática, vão aqui algumas dicas muito importantes:

- É indispensável saber resolver equações, fatorar, lidar com expressões algébricas e equações de primeiro e segundo graus, saber operar com números inteiros e decimais, saber porcentagem.

- Não se deve deixar assuntos acumulados, sem compreendê-los, até porque certos assuntos são necessários para se entender outros.

- Matemática não dá para estudar só lendo. É preciso estudar a teoria, aprender os conceitos, entender os exemplos que são dados e praticar fazendo muitos exercícios.

- Quanto a fazer exercícios, não é simplesmente ficar repetindo exercícios padronizados e fáceis. É fundamental procurar solucionar exercícios que exijam não apenas memorização, mas também estratégia, metodologia, criatividade. É importante que no elenco de exercícios haja alguns de fixação, que é exatamente para fixar conceitos, e outros que peçam múltiplas estratégias.

- Não se deve ficar horas tentando resolver um único exercício. Ficou mais de 15 minutos tentando e não conseguiu resolver um exercício, ponha-o de lado e depois tente resolver novamente mais tarde. Se ainda aí não conseguir resolvê-lo, deve pedir ajuda ao professor ou a um colega.

Resumo da ópera – Não há muito segredo quanto ao estudo de matemática. É necessário e só se aprende na prática, resolvendo dezenas de exercícios. O negócio é deixar a preguiça e a animosidade com a matéria de lado e estudar com seriedade.



El Bigodón, o Concurseiro Mais que Sincero
, resolveu dar as caras pelo blog e contribuir com um artigo rápido, porém muito útil e importante.


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Revisão de prova e otras cositas más ...

Amigos, ontem (segunda-feira) não publiquei artigo por um motivo muito simples, inconveniente e justificável, fiquei sem Internet até metade da tarde. A companhia telefônica estava fazendo reparos nas linhas do bairro e demoraram mais do que o previsto. E olha como ficar sem Internet atrapalha!

No final de semana que vem prestarei prova para o concurso do Ministério da Fazenda, cargo de Assistente Técnico-Administrativo, logo, essa semana está sendo dedicada à revisão da matéria que será cobrada em prova.

Antes um comentário sobre os locais de prova. Dessa vez nossa querida ESAF escolheu “muito bem” os locais de prova em São Paulo, cidade pela qual optei. Com tantas escolas e faculdades próximas de metrôs, escolheram outras distantes e completamente contramão. Está sendo uma reclamação só em algumas comunidades sobre esse concurso. Eu, por exemplo, fui mandado para uma faculdade na Zona Sul, pra lá do Shopping Ibirapuera, a uns doze quilômetros do metrô mais próximo! Feio, ESAF, muito feio.

Voltando à revisão de prova, está aí algo que, sinceramente, não gosto muito de fazer. Se pro um lado não é nada aconselhável deixar tal prática de lado, por outro lado deve-se tomar muito cuidado para não se deixar desesperar ao longo do processo. Explico.

É engraçado como durante as revisões de prova encontramos pontos obscuros do edital que somente nesse momento parecem nos gritar “você deveria ter me estudado melhor”. Putz, é muito ruim quando isso acontece. O pior é que tal não acontece apenas uma vez, mas várias vezes, com várias matérias, deixando na boca àquela sensação de “não estudei direito” e aquela vontade sabida impossível de satisfazer de ter mais um mês para poder estudar tudo direitinho.

Não é a toa que muita gente entre em desespero durante revisões de prova, algumas chegam a experimentar verdadeiros ataques de pânico com a insegurança resultante. Sinceramente acho que isso acontece com a maioria dos concurseiros, só que muitos não dão o braço a torcer admitindo isso por acharem que é uma fraqueza, uma vergonha.

E há também a questão de que muitos concurseiros não sabem fazer revisão de prova. Revisão não é querer estudar o que não foi estudado em um intervalo mínimo de tempo. Fazer isso é tomar o caminho mais curto para o desespero. Nada disso. O próprio nome já diz tudo. Revisão ... ato de rever ... rever é ver novamente alguma coisa. Ou seja, revisão antes da prova é repassar os pontos mais importantes da matéria e também aqueles que precisam ser memorizados. É isso, simples, porém complicado se o concurseiro não destacou quais são esses pontos ao logo do processo de estudo.

É engraçado, esse será o décimo concurso que presto e até hoje não fico completamente tranqüilo quando uma prova vai se aproximando. A proximidade crescente traz um friozinho na barriga, muito útil para manter os sensos aguçados, dizem muitos, mas que não gosto de sentir, não mesmo.

Bem, o negócio é manter a cabeça fria, revisar a matéria da melhor forma que puder, manter a tranqüilidade e fazer meu melhor no dia da prova, o resto está nas mãos de Deus.

Resumo da ópera – Revisão de matéria de prova é algo muito importante para ser feita de qualquer maneira. Tire um tempinho e pesquise sobre as melhores técnicas e formas de fazer essa revisão. Converse também com outros concurseiros e veja o que eles fazem. Nada melhor que usarmos da experiência alheia para refinamos nossas técnicas de estudo.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA

Um clipe caseiro muito simpático para uma música maravilhosa, na voz inconfundível de Paolo Conte a bela "Via con me".

Assim ... de peito aberto e coração emocionado ...

Assim...de peito aberto e coração emocionado...

Hoje foi um mais um daqueles dias que tive vontade de jogar tudo para o alto. Aliás meus últimos dias têm sido assim...muito difíceis.

Já faz quase três anos que venho estudando para concursos, mas nunca consegui dar o gás necessário para abreviar essa luta, ou seja, conseguir a tão sonhada aprovação.

É certo que quase já cheguei lá, pelos menos umas três vezes, mas a verdade que sempre faltou um pouquinho...só um pouquinho, mas que me deixou de fora.

Tenho me perguntado muito o que falta para que eu consiga logo uma nomeação, onde estou errando, o que estou fazendo certo, o que está faltando, afinal???

Nos momentos de fraqueza, existe um sentimento de inferioridade que me invade e me arrebata. Um monte de perguntas me atordoa.

Por que não consigo passar??

Por que tanta gente que começou depois de mim já passou??

Por que parece que não consigo fixar a matéria na minha memória??

Por que tem dias que não tenho coragem para enfrentar a batalha??

São muitas as perguntas, mas quase todas sem respostas.

Bom, sei que o tom do texto está um pouco “deprê”, mas não era essa a intenção, apenas queria que vocês conhecessem minhas angustias, pois imagino que exista pelo menos uma meia dúzia de pessoas que vai se identificar comigo.

A verdade é que depois de algum tempo, parei de me comparar com outras pessoas, com as quais trombei por aí, na batalha dos concursos. Cada um tem sua realidade de vida, suas circunstâncias, seu modo de aprender, mas, principalmente, seu tempo. Não foi fácil fazer essa constatação, pois vi muita gente passar por mim, me deixando para trás. Isso dói, chega a dar um certo grau de inveja, sejamos sinceros! Mas isso logo passa...tem que passar!!!

Sou casada e tenho duas filhas adolescentes que me ocupam um bom bocado de tempo.

Muitas vezes preciso parar de estudar para fazer outras coisas, mas é assim, fazer o quê?

Tenho minhas dificuldades, meus problemas, minhas angustias e principalmente meu tempo. Custou, mas aprendi que preciso aceitar minhas circunstâncias de vida e me adequar a elas.
A única coisa que não posso fazer é desistir.

Não gostaria de olhar para trás, depois de tanta luta e ver que joguei tudo para o alto. Não seria justo comigo mesma. Não seria justo com aqueles que apostaram em mim. Não seria justo, enfim...

Por isso, meus amigos quando tiverem vontade de jogar tudo para o alto, parem e esperem essa vontade passar, pois ela passa. Sei bem do que estou falando.

Resumo da ópera - Desistir é bem mais fácil, mas não é o melhor que você pode fazer por você mesmo. Aceite suas circunstâncias de vida e faça o melhor que você pode, dentro das suas possibilidades.

Denise Scarpel, uma concurseira persistente, mãe, esposa, dona de casa, etc, etc, etc...que procura aceitar suas próprias condições de vida e que luta diuturnamente para conseguir a tão sonhada aprovação.

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CLIPE DO DIA

O vídeo que indico para vocês hoje é muito significativo e muito emocionante. Nada que eu falasse aqui iria descrevê-lo de forma tão fiel, portanto é melhor vê-lo mesmo. Vale a pena. Só um detalhe: recebi ele hoje, depois de um dia daqueles em que a vontade de desistir parecia que ia ganhar.



Pouca bala na agulha

Tempos atrás li um artigo muito interessante de um psicólogo inglês sobre essa coisa do “o que as pessoas são e o que elas acham que são” ao longo da história, no qual ele deixa claro que as pessoas sempre tenderam a se idealizar uma imagem muito melhor e mais poderosa do que são na realidade. Isso é bem verdade, pois todos nós temos de nós mesmos uma imagem mais bonita e açucarada do que a imagem que as outras pessoas têm da gente. No artigo o psicólogo diz que a causa disso é a autocomplacência com que nos julgamos e que não temos quando julgamos os outros.

Claro que essa diferença entre a auto-imagem e a realidade dos fatos existe também entre os concurseiros, só que na guerra dos concursos públicos isso pode ser fatal. Explicarei isso com um exemplo prático.

No final da semana que vem prestarei o concurso do Ministério da Fazenda. A banca será a ESAF, conhecida por ser pouco condescendente com os concurseiros, uma banca difícil, e no programa de matérias, duas disciplinas me pegaram de jeito, Direito Previdenciário, que apesar de não ser uma desconhecida, nunca havia estudado a fundo, e Direito Tributário, essa, sim, uma notória desconhecida para mim.

Pois bem, como já relatei em artigos anteriores, tive uma amarga surpresa com Direito Tributário, uma disciplina difícil, coalhada de detalhes muito importantes, que exige estudo cuidadoso com atenção máxima. Diferentemente daquelas matérias que com um mês de estudo é possível dominar completamente, pelo menos para mim Direito Tributário se mostrou um desafio. Claro, me dediquei a essa matéria, principalmente.

Ontem, a pouco mais de uma semana da prova, estava dando uma olhada em dois fóruns do concurso e não é que notei que muita gente, a maioria, se achava completamente preparada para a prova. Gente como eu, que nunca havia estudado Direito Tributário e bem pouco de Direito Previdenciário, alardeava que já havia estudado tudo duas vezes e que estava preparada para o que desse e viesse. Pensei “Como é possível?! Não sou um cara burro, estudei com toda a seriedade e, mesmo assim, não tenho a confiança que esse povo demonstra para prestar esse concurso”. Foi nesse contexto que o artigo me veio a mente.

Muitos concurseiros montam uma auto-imagem muito melhor, mais vitaminada, do que são na realidade. Daí entra a autocomplacência e também um pouco de otimismo exacerbado. É como aquela imagem comum na Internet do gatinho que se olha no espelho e vê um leão.

Claro que é muito mais confortável ter uma auto-imagem vitaminada, não só confortável, mas também mais otimista e vibrante. Quem não quer ir para a guerra achando que não lhe faltará munição. O cara se imagina igual a um Rambo dos concursos, atirando com sua metralhadora cuja munição nunca acaba. Só que, (in)felizmente a realidade está longe disso. Como soldados na vida real, vamos para a luta com uma quantidade limitada de munição, ou seja, ela acabará uma hora ou outra.

Desde muito tempo tomo o cuidado para não deixar minha auto-imagem se distanciar muito da realidade. Sou partidário do “menos é mais” e prefiro ir para a luta sabendo o melhor possível o quanto de munição tenho disponível, assim evito ficar sem ela em momentos cruciais.

Nesse concurso que prestarei semana que vem, por exemplo, sei que estarei lutando com pouca bala na agulha, muito menos do que gostaria da lutar. Só que isso é bom, ter a consciência da pouca munição que tenho, não de ter pouca munição em si, é claro. Por que é bom? Simples, porque assim farei cada tiro valer. Será aquela história de “só atire quando vir o branco dos olhos do inimigo”.

Resumo da ópera – Não é muito agradável se obrigar a manter a auto-imagem o mais próxima da realidade possível, afinal de contas, quem não quer se ver como um poderoso leão no espelho, só que não adianta nada ir brigar com outros leões sendo que na realidade se é um gatinho. Melhor ir lutar tendo consciência de que se tem de fazer valer cada uma das poucas munições que se tem disponível, do que ir achando que elas são ilimitadas e ficar sem bala na agulha com cara de bôbo no meio da luta.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Haja esperança e fé ... affff.

Cheguei à conclusão de que concurseiros vivem mesmo é de muita esperança em fé. Esperança de que os estudos sejam suficientes para garantir a vitória na guerra dos concursos públicos, uma vitória que não demore muito a acontecer. Fé de que após a vitória de direito (ficando bem classificado em concursos), a vitória de fato (nomeação e posse) realmente ocorram.

Digo isso por que ontem foi publicada mais uma lista de nomeações de escreventes para o TJSP, só que para a capital do estado. Estou com uma boa classificação no Interior, só que até agora, por volta de um ano e meio após o concurso, foram publicadas apenas um punhadinho de nomeações para o interior, nenhuma para a cidade onde concorri.

Há um fórum freqüentado especificamente por candidatos ao concurso do TJSP para a mesma cidade que concorri, que de local de troca de informações e compartilhamento das alegrias da nomeação, passou a ser um centro de lamúrias, lamentações, frustrações por conta do tempo enorme que transcorreu sem que fosse nomeado ninguém para tal cidade. Por lá fala-se muito na possibilidade de não sair nomeação nenhuma até novembro, quando o concurso perde a validade (o mesmo já foi prorrogado uma vez).

É engraçado como ninguém comenta a respeito dessa segunda fase de luta na guerra dos concursos públicos, a luta por manter a esperança e a fé enquanto não sai a nomeação e posse dos candidatos aprovados nos certames. Eu, pelo menos, não sabia disso quando comecei a estudar e sei que muitos concurseiros amigos também não sabiam.

Por que os órgãos e entidades públicas enrolam tanto para nomear e empossar os aprovados nos concursos públicos que promovem? Vai lá saber, motivos possíveis são muitos, mas só sabe exatamente qual deles é o que acontece em cada concurso quem está orbitando o centro de poder de cada órgão ou entidades.

Resumo da ópera - É, gente, para quem ainda não conseguiu uma boa colocação em nenhum concurso, é bom ir se preparando para quando isso acontecer, provavelmente você terá de passar pela angústia e incerteza que estou passando hoje e que muitos outros concurseiros passam. Enfim, é parte do jogo.

Perdão pelo desabafo, gente, mas de vez em quando é foda! Mas o negócio é bola pra frente, porque parar de estudar só após a posse! Bons estudos para todos.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Uma verdadeira corrida de obstáculos

Desde moleque prego os olhos na TV ao assistir uma corrida de obstáculos, modalidade que considero a mais bonita e emocionante do atletismo. É fascinante ver os atletas correndo o mais rápido que podem enquanto saltam cavaletes de madeira espaçados regularmente. Olha, haja concentração e coordenação.

Ontem mesmo assisti um vídeo na Internet de uma prova da modalidade realizada recentemente em um campeonato mundial qualquer. Enquanto assistia aos atletas correndo e saltando as barreiras, alguns com mais precisão que outros, pensava em como estudar para concursos públicos é parecidos.

Assim como o percurso da corrida com obstáculos, estudar para concursos públicos é um longo percurso pontilhado de barreiras que devem ser vencidas e deixadas para trás enquanto corremos o mais rápido possível para a vitória. Também assim como as corridas da modalidade, a exatidão com que vencemos os obstáculos é diretamente proporcional a nossa experiência, conhecimento acumulado, ao nosso treinamento, enfim. E, finalmente, assim como numa corrida, apenas alguns dos competidores serão considerados vencedores, sobrando aos restantes amargar a derrota, aprender com ela e tentar outra vez.

Tudo muito bonito, tudo muito poético. Geralmente artigos de motivação para concurseiros são assim, bonitos, clean, um tanto assépticos em suas comparações com corridas, maratonas, competições esportivas em geral. Parecem até a Índia mostrada na atual novela das oito (que começa depois das nove, vai entender) da Globo, uma Índia mais limpa, mais bonita, pasteurizada, sem a imundície característica da Índia verdadeira, dos cadáveres boiando no Ganges em Varanasi e tudo o mais.

Esse mesmo programa que assisti mostrou também o lado menos glamouroso da corrida de obstáculo, a preparação, o treinamento dos atletas desde a sua descoberta até estarem prontos para competir em eventos de alto nível. E podem acredita que aí, sim, os praticantes dessa modalidade se parecem ainda mais conosco em nossa luta na guerra dos concursos públicos.

Os caras enfrentam de tudo o que conhecemos tão bem, falta de bom material e locais para se prepararem, falta de bons técnicos, incertezas, medo, dor, cansaço, frustração, esperanças, mais esperança, o anseio por uma evolução mais rápida que não está nem aí para isso e continua lentinha como sempre. Os caras se machucam e caem muito dando topadas nos obstáculos.

Quando vemos a beleza dos atletas bem preparados em seus uniformes vistosos saltando majestosamente obstáculos em pistas de corrida lindas e bem feitas, não pensamos em como eles já ralaram treinando com uniformes e tênis velhos em pistas mal conservadas.

Resumo da ópera – É um grande erro olharmos para os concurseiros que já venceram e vencem todos os dias a guerra dos concursos públicos e pensar que para eles tudo foi fácil enquanto para nós tudo é difícil. Podem ter certeza de que eles, a maioria pelo menos, já viveu todo o que você está vivendo antes de alcançar a vitória. É com diz o velho ditado popular, “as pessoas vêem as cachaças que você tomou, mas não vêem os tombos que você levou”.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA

Ser concurseiro sério é isso aqui, gente. Quer ser empossado em um belo concurso público, amiguinho? Então não pense que sua luta será diferente disso!

Os mesmos remédios para duas doenças

Recentemente li duas matérias bem interessantes de cunho econômico mas que, dada a matéria que versam, podem ser aplicadas à nossa vida de concurseiros sérios. Primeiramente, vamos analisar o conteúdo básico de cada matéria jornalística.

1° matéria: Analisa a ação anticíclica como forma de conter o aumento da crise econômica, que se consubstancia (de forma absurdamente básica já que não sou afeta à textos econômicos - daí ler a respeito para minimizar esse meu ponto fraco) como uma combinação de afrouxar a política tributária e aumentar os gastos públicos voltados para a infra-estrutura.

2° matéria: Versa sobre a nova frugalidade, como resposta do povo americano à crise econômica: uma tendência de consumo mais austero, voltado para a economia de cada dólar possível, com a mudança de comportamento nas relações de consumo. (Talvez uma nova tendência capitalisma com consumo consciente)

Pois é. O Brasil adotou a tal da ação anticíclica ao que me consta, sobretudo ao modificar as alíquotas do IPI (por exemplo). Mas ao invés de investir em infra-estrutura (como, aliás, fez a China, diga-se), está aderindo a pacotes de auxílio à prefeituras municipais para que os prefeitos não sejam punidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (em face da gastança pré-crise).
De outro modo, a população norte-americana se adaptou à crise e aos reflexos na economia. Vejam, 35,4% deles deixaram de ir a lanchonetes de fast-food e 28% adotaram, como formas de lazer, atividades gratuitas.

Eu li as duas reportagens e fiquei intrigada.

Me preocupa que grande parte das pessoas não se preocupe com a adaptação que deve acompanhar os momentos de crise. Dizem que dentre os oito tipos de inteligência (que classificação mais inócua aliás!) a mais evidente nos dias de hoje é a inteligência emocional que se caracteriza, justamente, pela capacidade de adaptação de uma pessoa frente às mudanças que enfrenta.E não me refiro à adaptação econômica, mas às circunstâncias da vida, que irremediavelmente nos pegam de surpresa, e nesse ponto relaciono tais surpresas à nossa luta por uma vaga pública.

Qual seria a nossa postura, então, frente às adversidades do estudo? Algumas pessoas não dispõem de muito dinheiro para a compra de materiais, de apostilas, e eventualmente sequer podem fazer um cursinho preparatório. Outras não encontram a paz que necessitam para estudar tranquilas dentro de casa. Outras, ainda, trabalham o dia todo e têm que lutar contra o cansaço para persistir no sonho (como é o meu caso específico). As formas de dificuldade são inúmeras e certamente cada um de nós, concurseiros sérios, carrega um peso diferente consigo.

E então, o que fazer? Podemos aplicar essas teorias econômicas à nossa vida concurseira, oras! Vejamos:

AÇÃO ANTICÍCLICA: Por essa teoria diminui-se a incidência de impostos e se aplica em infra-estrutura (ocasionalmente o Brasil não têm investido em obras públicas, mas não cabe relatar isso aqui). Pois nós devemos diminuir ao máximo nossos obstáculos (controlar nossos sentimentos, nossa baixa motivação, diminuindo a taxa de estresse pré-prova e ainda encontrar saídas para a falta de dinheiro ou de tempo - por vezes de formas bastante criativas!) e aplicar na estrutura de estudo (adquirindo apostilas e livros - de boa qualidade, cursinhos virtuais ou reais, materiais diversos).

NOVA FRUGALIDADE: Tudo o que não poderá ser aproveitado em nossa vida acadêmica deve ser "economizado". Devo lembrar a cada instante, a exemplo do novo sistema de consumo norte-americano, que todos os prazes exagerados que eu renunciar conscientemente hoje, poderão ser multiplicados no futuro (me refiro a prazeres exagerados tendo em vista que o equilíbrio em nossa vida de estudo continua sendo essencial). Como se diz aqui no interior do Paraná (e imagino, em outros cantos do Brasil) "um passo para trás pode significar dois passos para frente em seguida".

RESUMO DA ÓPERA - É possível sim, com um pouco de esforço e determinação, tomar uma atitude que minimize nossas adversidades e aplicá-las (como vetores de força e motivação) em nossa vida acadêmica. Talvez seja preciso levar uma vida mais austera agora, com menos prazeres físicos ou mesmo economizando cada centavo para comprar os livros tão caros que precisamos ler para as provas (como também é o meu caso). Mas valerá a pena, tenham certeza!

Paula Mazoni é uma concurseira paranaense que faz de tudo para lutar cada vez melhor na guerra dos concursos públicos, pois o que ela quer é apenas vencer!

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Concurseiros que contam mentiras, vantagens, ...

Nesse final de semana reencontrei um amigo que não via desde dezembro do ano passado e que nessa época estava começando a estudar para concursos públicos. O assunto não poderia ser outro, claro, que não concursos públicos. Mas o cara estava muito desanimado e logo de cara soltou essa:

“É foda, rapaz. Estudo por volta de dez horas por dia desde o final do ano passado, vão fazer quase seis meses, e tenho consciência de que ainda tenho muita coisa para aprender. Não sei como tem gente que estuda o mesmo tempo e já está passando em vários concursos, sabe tudo. Desanima isso. De vez em quando acho que tenho alguma deficiência de aprendizado”.

É, gente, que jogue a primeira pedra o concurseiro que nunca sentiu algo semelhante quando encontrou um daqueles concurseiros que adoram contar vantagem, o que na maioria das vezes implicam em mentiras diversas. Encontramos concurseiros assim pessoalmente e também em depoimentos dados para sites de cursinhos, jornais online, programas de TV.

“Eu passei no concurso para Auditor da Receita Federal estudando apenas duas horas por dia durante dois meses com uma apostilinha emprestada de um primo que prestou o mesmo concurso na década de 80”. E como comentários assim são comuns. Tudo bem que para quem não está a par da realidade dos concursos públicos pode até acreditar em algo assim, desde que deixe boa parte do bom senso descansando em casa, claro, mas quem está lutando duro na guerra dos concursos públicos sabe que tudo isso é balela e que das duas uma, ou o cara realmente passou em tal concurso e está querendo fazer parecer que é muito mais inteligente do que é na realidade (algo meio idiota, eu preferiria dizer que ralei pra caramba e tal, pega melhor), ou o cara não passou em concurso nenhum e está contando papo para não fazer feio.

Infelizmente, temos mesmo de ter o desprazer de conhecer, encontrar, reencontrar e conversar com concurseiros desse naipe, que não pensam duas vezes antes de contar vantagens para parecerem mais inteligente e dedicados do que realmente são, e mentem descaradamente para dar a impressão valem mais do que pesam. Penso que quando encontramos pessoas assim devemos aplicar ao pé da letra aquele velho ditado popular ... é deixar a conversa fiada “entrar por um ouvido e sair pelo outro”, ou seja, não dar bola para o que dizem.

Tudo bem que há algumas poucas exceções de gente que consegue estudar menos de um ano e ser aprovada em ótimos concursos. Tudo vai depender de fatores como conhecimento prévio das matérias cobradas em prova, capacidade de memorização, disciplina de estudo e tal. Isso aconteceu com uma amiga, que saindo do mestrado estudo oito meses e foi aprovada ano passado no concurso do STF. Só que ela estava saindo de um mestrado de direito, portanto, já tinha base nas disciplinas da área, tinha uma disciplina de estudo impecável, militar, e também tinha uma capacidade de memorização espantosa. Agora, para simples mortais que têm de aprender matérias de direito do zero, têm de criar uma disciplina de estudo e ralam para aprender e guarda tudo na cachola por ter uma memória comum, bem, para esses não há segredo, é preciso estudar muito mais e por mais tempo.

Resumo da ópera – Não perca seu tempo dando ouvido para gente que só conta papo e mentiras. Dê ouvido, isso sim, para gente que tem coisas boas e úteis para lhe contar. Você sabe que a realidade dos concursos públicos é dura e exigente, portanto, não tem porque ficar perdendo tempo ficando deprimido e frustrado quando ouve mentiras concurseiras!

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA

O gato do vídeo se chama Maru, é um gato japonês. Ele é muito esperto e boa vida, gordinho que só ele. Observem como ele não sossega até encontrar um jeito de atingir o que ele deseja ... devemos ser como ele, simples assim. Afinal de contas, se um gato gordinho é persistente o bastante para conseguri o que quer, por que nós, concurseiros sérios, não seremos também?!

De gota em gota

Dias atrás recebi o seguinte desabafo de uma concurseira:

“Não estou conseguindo. Trabalhar e estudar tem me deixado hiper cansada. Saio de casa às 5:00 da manhã tenho uma hora de almoço, e chego em casa às 20:30 porque moro muito longe do trabalho. Ainda tenho uma filha de 5 anos que me pede total atenção nos finais de semana. Tem dias que entro em desespero por não conseguir ... não sei mais o que faço!!! É apenas um desabafo gente!!!”.

Para essa concurseira, e outros tantos concurseiros que se encontram em situação similar, digo apenas uma coisa, sejam como uma torneira mal fechada, como a da foto que ilustra esse artigo.

(Silêncio constrangedor).

Vocês devem estar pensando que pirei de vez, né?! “Tadinho do Concurseiro Solitário, o cara estudou demais e pirou na batatinha” .... Graças a Deus ainda não cheguei a esse ponto. Então, melhor explicar direitinho o que quero dizer com esse exemplo figurativo.

Todos sabem que o mundo está prestes a viver uma grande escassez planetária de água doce, problema esse resultante de décadas de crescimento urbano sem planejamento, poluição, desmatamento e tal. Então, economizar água nunca foi tão importante e depende de cada um de nós, com ações simples, mas de grande impacto no panorama geral. Uma das dicas de economia de água é justamente cuidar para que as torneiras fiquem devidamente fechadas, sem gotejamento. Porquê? Vejamos o que diz uma cartilha educativa de economia de água de uma grande companhia de saneamento:

Torneira aberta é igual a desperdício. Com a torneira aberta, você gasta de 12 a 20 litros de água por minuto. Se deixar pingando, são desperdiçados 46 litros por dia.

Sacaram, uma torneira pingando desperdiça diariamente 46 litros de água limpa e tratada. É dinheiro e recurso natural que vai para o esgoto, literalmente. Esses 46 litros são equivalentes a pouco mais de 15 garrafas de 3 litros, daquelas de Coca-Cola, de água desperdiçada por dia. Se transportarmos isso para um mês, serão 1.380 litros, pouco mais de metade de uma piscina olímpica de água potável desperdiçada. Transportando para um ano serão 16.790 litros de água, equivalentes a 6,7 piscinas olímpicas. Ou seja, uma simples torneira pingando, ao final de um ano, desperdiçará água que não acaba mais.Só mais uma comparação didática. Um bom banho demorado gasta 180 litros de água. O volume desperdiçado anualmente com uma torneira aberta seria suficiente para alguém tomar 93 banhos bem demorados e relaxantes ... pouco mais de três meses de banho demorado diário!

Só que esse é um blog sobre concursos públicos, não sobre ecologia ou economia de água. Então o que tem a ver as duas coisas. Têm tudo a ver, meus amigos.

Nossa amiga concurseira está desanimada porque tem muito, mas muito pouco tempo disponível para estudar. Ela trabalha, mora longe, tem uma filhinha para cuidar. Ufa. O que ela pode fazer? Ao meu ver, três coisas:

1ª opção – Desistir dessa idéia de concursos públicos e levar a vida como puder da melhor forma possível.

2ª opção – Continuar frustrada por não poder estudar direito por falta de tempo até o dia em que desista de dar murro em ponta de faca e mude para a primeira opção.

3ª opção – Estudar usando o que chamo de “estratégia da torneira gotejante” e algum tempo depois comemorar a posse me um belo cargo público.

Vejamos o que é essa tal de “estratégia da torneira gotejante”, cujo nome parece mais nome saído de filme chinês de lutas de Kung Fu.

Essa estratégia deve ser adotada, especificamente, para concurseiros com pouquíssimo tempo disponível para estudar e consiste em montar uma rotina de estudos adaptada a essa escassez de tempo. Melhor que ficar no blá blá blá, melhor usarmos um exemplo prático.

Digamos que nossa amiga que enviou o desabafo que abre esse artigo consiga 2:30 horas diárias livres para estudo durante a semana (segunda a sexta). Digamos que ela possa estudar 1:00 hora no caminho do trabalho para casa, 30 minutos na parada para o almoço e uma hora no caminho de volta do trabalho para casa. Nos finais de semana ela faz um esforço e consiga 3:00 horas livres para estudar, uma hora logo após acordar, uma hora a tarde e uma hora a noite. Ok, somando tudo ela terá 18:30 horas de tempo de estudo semanalmente, que no mês serão 74 horas de tempo de estudo!

E será que estudando com seriedade esse tempo é possível passar em concurso público? Claro que é, não há dúvidas. Vai-se demorar um pouco mais para se alcançar a vitória, mas ela é certa como a noite que segue o dia!

Nossa amiga pode começar com um planejamento de quatro matérias básicas para a maioria dos concursos públicos, Português, Informática, Direito Administrativo e Direito Constitucional. Basta investir uma graninha na compra de um bom livro para cada uma dessas matérias e usar um esquema desse tipo:

1ª semana do mês:

2ª feira – Direito Administrativo
3ª feira – Português
4ª feira – Direito Administrativo
5ª feira – Português
6ª feira – Exercícios de Português
Sábado – Exercícios de Direito Administrativo
Domingo – Rever rapidamente ambas as matérias

2ª semana do mês:

2ª feira – Direito Constitucional
3ª feira – Informática
4ª feira – Direito Constitucional
5ª feira – Informática
6ª feira – Exercícios de Informática
Sábado – Exercícios de Direito Constitucional
Domingo – Rever rapidamente ambas as matérias

3ª semana do mês:

2ª feira – Direito Administrativo
3ª feira – Português
4ª feira – Direito Administrativo
5ª feira – Português
6ª feira – Exercícios de Português
Sábado – Exercícios de Direito Administrativo
Domingo – Rever rapidamente ambas as matérias

4ª semana do mês:

2ª feira – Direito Constitucional
3ª feira – Informática
4ª feira – Direito Constitucional
5ª feira – Informática
6ª feira – Exercícios de Informática
Sábado – Exercícios de Direito Constitucional
Domingo – Rever rapidamente ambas as matérias

Se um concurseiro seguir esse roteiro estudando religiosamente todos os dias, garanto que ao final de um ano de estudo o cara estará fera o suficiente nessas matérias para gabaritar a maioria das provas de concursos públicos para nível médio e superior de qualquer banca! Mas notem o “religiosamente”, ou seja, o concurseiro deverá ter uma disciplina de ferro e estudar com qualidade os 365 dias do ano, faça sol ou faça chuva, esteja saudável ou doente, esteja feliz ou triste.

Resumo da ópera – Do mesmo modo que cabe a nós, economizando água nas pequenas coisas do nosso dia-a-dia, evitar que a escassez de água de torne um problemão que deixará a crise internacional que vivemos no chinelo, cabe também a cada concurseiro maximizar o tempo de estudo que tem disponível, seja pouco ou seja muito, para alcançar o sonho de posse em cargo público. É como diz aquele velho ditado popular ... “é de grão em grão que a galinha enche o papo”.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA

Vocês acreditam em fantasmas?

A longa espera dos vencedores

“Abandonei o trabalho no início desse ano para só me dedicar a estudar para concursos da área de TI (Tecnologia da Informação). Não me arrependo de jeito nenhum de ter feito isso, e sei que fiz a coisa certa (para o meu caso). Fui classificado num concurso de cadastro de reserva numa posição relativamente boa, e isso me deu mais segurança de que algum dia serei chamado. No entanto, até agora (o concurso foi a mais ou menos 6 meses) ninguém foi chamado. Estou mantendo um ritmo de estudo bom, em média 6h líquidas por dia, mas mesmo assim me bate de vez em quando aquele medo: "e se demorar muito pra eu ser chamado"? Essa pra mim nem é a grande questão. O ponto é que eu estou considerando que só estarei apto a disputar uma vaga num concurso bom lá pro final desse ano (de acordo com minhas estimativas), mas vi recentemente que em ano de eleição não pode haver nomeação em nenhum concurso (federal e estadual) 3 meses antes da eleição até Janeiro do outro ano: ou seja, entre Jul/2010 e Jan/2011 ninguém pode ser nomeado.

Não sei se isso é comum, mas me considero um pouco pessimista, e fico sempre pensando no plano B: e se não der certo? Se não conseguir passar em nenhum concurso? E se tiver que recorrer a voltar a iniciativa privada? Na minha área.. ficar mais de um ano parado é ruim, e pode ser difícil arrumar emprego de novo nessa situação (como explicar o tempo parado numa entrevista de emprego?). Por que eu fico com esse medo e sempre fico pensando nos "planos B" ? Tento ser positivo, mas diante desse fato que falei (das nomeações em ano de eleição) começo a achar que não vai haver quase nenhum concurso em 2010.

O que você acha? Me ajuda!

Só quero deixar claro que não me arrependo de forma nenhuma de ter abandonado o emprego, porque agora que estou só estudando vi que estudo umas 10x mais do que se estivesse estudando/trabalhando.”

Recebi esse mail desesperado de um colega concurseiro leitor do blog ainda ontem ... bem num daqueles dias em que eu mesmo sentia esse tipo de angústia.

Minha história não é muito diferente. Trabalhava na iniciativa privada, área financeira, e simplesmente não gostava do que fazia. Sou formado em Economia pela USP e nunca me agradou ser um “planilheiro”, ou seja, trabalhar o dia todo construindo planilhas em Excel, ou seja, algo beeemmm diferente do que aprendi na faculdade e muito aquém do que pensava em ter como profissão. Descobri, bem amargamente, que somente poderia ser, realmente, um economista, trabalhando com análise de variáveis econômicas e de mercado, depois de algumas décadas de trabalho planilheiro e se tivesse muitos bons contatos, muitos QIs. Aliás, os tais QI sempre me incomodaram muito, não acho que sejam justos, pois acredito que a pessoa deva ser analisada por sua formação, por seu conhecimento, capacidade e realizações, não por seus contatos pessoais. E havia também, é claro, a questão salarial. O mercado, simplesmente, paga muito menos do que seu trabalho vale. Quer ganhar mais, então puxe saco ... também não concordei com essa prática. Então um dia me cansei de tudo isso, ouvi os conselhos de meu pai e de um amigo que já estava no setor público, e que não via fazia algum tempo, larguei tudo e comecei a estudar.

Nesse mês, de maio, completo dois anos de luta na guerra dos concursos públicos em tempo integral. Tenho na manga vários concursos nos quais não passei, dos quais guardo apenas a experiência positiva ganha, e quatro concursos nos quais estou muito bem colocado, apesar de não estar dentro do número de vagas. Apenas um desses concursos já publicou nomeações, os outros três estão travados por recursos, demoras e tal por meses, um deles desde há mais de um ano. Ou seja, compartilho da situação do amigo que enviou o email que abre esse artigo, com um pé num cargo público e outro na casca de banana ... hehehe. E devo confessar que, realmente, é muito ruim viver como que no meio de uma tempestade de areia, onde não vemos muito adiante de nós, não sabemos se nosso objetivo está próximo de ser alcançado ou ainda algo distante.

Daí pergunto, há como não ficar um pouco pessimista vivendo incertezas sem fim? Incerteza de que se está estudando suficiente, de que se está tomando a decisão correta, de que se está indo bem o suficiente nas provas, de que se vai ser chamado, de que se vai gostar do trabalho no serviço público. Acho que somente numa época de nossas lutas na guerra dos concursos públicos não ficamos um pouco pessimistas, naquela fase de animação absoluta do começo dos estudos, naquelas primeiras semanas de estudo em que achamos que podemos tudo, que logo seremos nomeados, empossados e viveremos felizes para sempre.

A questão não é se é certo ficar pessimista ou não, visto que isso é fato inevitável de nossa luta, a questão é como combater esse pessimismo, não deixá-lo atrapalhar nossos estudos, minar nossa moral, esvaziar nossa motivação, nos fazer desistir de lutar. Há muitas maneiras de fazer isso. Eu, como já disse em artigo anterior, queimei meus navios para não ter volta, vou para o serviço público de um jeito ou de outro. Como queimei meus navios? Simples, abandonei definitivamente toda e qualquer possibilidade de voltar a trabalhar na iniciativa privada. Claro que não é necessário ser tão extremo, mas também não se pode ser tão descuidado.

O tal do “plano b”, em minha opinião, que é um problema. Lutar pensando numa escapatória é lutar pela metade. Evitar isso é fácil, trabalhe com prazos. Defina um mês até o qual você estudará em tempo integral com força total, digamos, julho do ano que vem. Definido isso, não pense mais no assunto até tal data. Simples? Sim. Fácil de implementar? Nem tanto. Necessário? Absolutamente necessário.

Não adianta, gente, não é por conta de crise nenhuma que vencer na guerra dos concursos públicos, ou seja, sem empossado em um cargo público, é coisa demorada, difícil, extenuante. Sempre foi assim. Há, claro, casos de concursos muito rápidos em que os aprovados são nomeados e empossados a toque de caixa, mas essas são exceções à regra. Como já disse, estudar para concursos públicos exige disciplina, persistência, planejamento, humildade e paciência.

Resumo da ópera – Para o amigo do email dou um conselho. Pare tudo o que você estiver fazendo, agora mesmo, e analise com cuidado se vale a pena você continuar a lutar na guerra dos concursos públicos. Quando você for empossado você acredita que se sentirá realizado profissional e pessoalmente? Você fará o trabalho que você gosta? Você ganhará bem o suficiente para realizar seus sonhos? A estabilidade que você terá compensará os esforços presentes? Se você responder a sim a todas essas perguntas, então defina um mês para o ano que vem até quando você estudará com força total, fará o máximo de concursos na sua área que puder, e então, se ainda não tiver sido empossado, voltará para o mercado privado, sem deixar de continuar estudando, é claro.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA

Hoje é dia de dar umas risadas ... o clipe é muito engraçado e a música é muito legal. Com vocês o som de Electric Six com "Danger! High Voltage".

Cobrança de todos os lados

Nos últimos dias recebi dois comentários de leitores do blog muito parecidos e que expressão um problema enfrentado pela maioria de nós, concurseiros. Vejamos.

“Pior que ficar no "limbo", sem notícias de quando você será chamado, é a cobrança de parentes e amigos quando o concurso demora a te chamar.”

“Duro é sustentar a "teimosia" com tanta gente cobrando resultados imediatos.”

Cobrança ... “Obrigação, demanda, exigência; aquilo que se impõe ou parece impor-se a alguém como uma obrigação e necessidade; tarefa a ser cumprida”.

Poucos são os concurseiros que nunca foram cobrados pelo menos uma vez durante sua luta na guerra dos concursos públicos. Na verdade, a maioria dos concurseiros são cobrados quase que diariamente, se não por palavras, por olhares, por silêncios. E, convenhamos, é dolorosa qualquer forma de cobrança.

É engraçado como quem nos quer bem, assim como quem não nos quer tão bem assim, quando o assunto é cobrança, acabam se nivelando. Digo isso porque, para quem é cobrado, não importa se quem cobra é afeto ou desafeto, a cobrança dói do mesmo jeito.

E por que ser cobrado machuca a alma e a moral do concurseiro? Em minha opinião, primeiro porque a cobrança nos faz remoer de forma mais intensa nossos fracassos passados na guerra dos concursos públicos, nos faz ver o quanto já lutamos sem sucesso e imaginar o quanto ainda teremos de lutar até alcançar a vitória, em segundo porque toda cobrança é, no fundo, um voto de desconfiança na nossa capacidade de sermos vitoriosos nessa empreitada, um outro modo das pessoas dizerem que estão decepcionados por ainda não termos vencido. Claro que essas visões têm um quê de paranóia, como não poderia deixar de ser, mas não estão lá muito longe da realidade, não.

Se a cobrança é um fato recorrente na vida dos concurseiros, algo que independe de nossa vontade para acontecer, então só nos resta a escolha de como receber as cobranças. Essa escolha é muito importante, visto que uma escolha errada poderá se tornar uma fonte constante de frustração, irritação, raiva, tristeza e por aí vai.

Eu, particularmente, prefiro seguir o velhíssimo ditado popular que manda que façamos “ouvidos moucos”. Mouco é uma palavra que caiu em desuso, pelo menos no Brasil, e significa “que não ouve muito bem ou não ouve”. Ou seja, escolhi por simplesmente deixar as cobranças entrarem por um ouvido e sair pelo outro, sem que tenha contato com minha moral, com minha determinação. Alguém me cobra, eu respondo com uma resposta de vaca ... “huuummmm”.

Infelizmente, muitos concurseiros cheios de potencial escolhem por levar as cobranças a sério e, por isso, são fortemente afetados por elas, ficando com a moral baixa, frustrados, se perguntado se estão no caminho certo e/ou fazendo as coisas do jeito certo. Não foram poucos os que, depois de ouvirem sua cota de cobranças, desistiram da luta por se tornarem servidores públicos e foram fazer outra coisa.

Resumo da ópera – Sempre tenha em mente que quem cobra, independente de querer ou não seu bem, o faz sem conhecimento de causa, sem saber como é sentir na pele as dores da luta por um cargo público. É muito fácil cobrar quando se está vendo uma situação apenas pelo lado de fora, afinal, como já diz outro ditado muito popular, “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA

Depois de tratarmos de um assunto um tanto pesado, nada melhor que uma música bem animada para espantar os maus fluidos. Ao som de Pussycat Dolls Ft. Ar Rahman, a deliciosa "Jai Ho".

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