Gotinha aqui ... gotinha ali ...

Esse final de semana tive a oportunidade de bater um papo com um amigo que não via fazia tempo, desde que ele se mudou em outubro do ano passado para Brasília para exercer um cargo público num ministério.

Conversamos sobre a vida de servidor público em Brasília, ele reclamou do alto preço dos aluguéis na capital federal, falou do alívio que ainda sente de estar empossado após 28 meses de estudo contínuo e tal. Lá pelas tantas o assunto chegou na boataria de que a crise está fechando a torneira dos concursos públicos.

Muda pouca coisa, cara. O que rola no ministério é que a ordem é para ao invés de fazer grandes concursos com centenas ou milhares de vagas, fazer vários concursos menores para no máximo cem vagas. A idéia é não abrir a torneira toda de uma vez, mas ir gotejando. E você sabe, é de grão em grão que a galinha enche o papo”, ele me disse.

O que esse amigo disse é exatamente o que vinha achando que iria acontecer. Então, meus amigos concurseiros, olha aí mais um sinal para a mudança de estratégia. Que mudança? Bem, vejamos o que representa essa mudança de cenário.

Se antes da crise eram comuns concursos do tipo:

Concurso do Ministério do Planejamento oferece 2.054 vagas” ou “SEFAZ/SP promove concurso para 600 vagas

Por algum tempo teremos:

SEBRAE/GO lança edital com 37 vagas” ou “Alagoas - Ufal lança concurso público com 23 vagas de até R$ 6,8 mil”.

O que isso significa em termos de necessidade de mudança de estratégia? Vejamos.

1 – Será preciso ter bem em mente que áreas do serviço público você almeja, pois com dezenas de concursos de diferentes órgãos e entidades pipocando, a perda de foco poderá ser fatal.

2 – Prepare-se para estudar muito mais, pois com vários concursos acontecendo, os editais variarão muito.

3 – Prepare-se para gastar mais com viagens para fazer provas de concursos.

Daí muitos concurseiros perguntam “você não vai dizer que os concursos ficarão mais concorridos também?”. Sinceramente, acho que o efeito será contrário, os concursos ficarão um pouco menos concorridos, isso em termos reais, no quantum de concurseiros sérios concorrendo realmente às vagas oferecidas, não no número de inscritos, que é uma medida irreal de concorrência. Pensem comigo, quando há poucos grandes concursos, a conseqüência é a concentração maior de um bom número de concurseiros sérios concorrendo às vagas oferecidas. Agora, quando há vários pequenos concursos ocorrendo simultaneamente, há também a dispersão dos concurseiros sérios entre eles, diminuindo a concorrência efetiva.

Resumo da ópera – É isso aí, gente, começamos a assistir uma mudança no cenário dos concursos públicos no Brasil, por conta da crise vão-se por enquanto os grandes concursos, e vêem os pequenos concursos, mas em quantidade respeitável. Ou seja, muda-se apenas o formato, mas os concursos públicos continuam existindo e ainda são uma ótima opção para quem busca estabilidade profissional.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA



Essa vem direto dos anos 90 ... é para levantar da cadeira e dançar um pouco ... hehehe ... eu faço isso de vez em quando ... é bom. Com Razalla o sucesso "Everybody´s Free".

Ferramenta para o estudo eficiente

Um dos grandes obstáculos ao estudo eficiente de um concurseiro é o uso de material de estudo inadequado para determinada matéria E para determinado nível de intimidade com a matéria em questão.

Explico com um exemplo prático.

Como disse num artigo semana passada, estou estudando Direito Tributário pela primeira vez, para o concurso do Ministério da Fazenda. Amada por alguns, odiada por muitos, essa matéria não se mostra mesmo muito amigável no primeiro contato.

Antes de começar a estudá-la, fiz minha costumeira pesquisa por bibliografia, procurando na Internet pela opinião de outros concurseiros quanto aos melhores autores e títulos. Esse, aliás, é um passo não somente muito importante, mas imprescindível, para um estudo eficiente, afinal de contas, não dá para começar a estudar sem saber qual o melhor material de estudo disponível e, principalmente, o mais adequado.

Pois bem, pesquisa feita o livro de Direito Tributário do Ricardo Alexandre surgiu como unanimidade como sendo o melhor para preparo para concursos públicos, não somente o livro.

Por uma feliz coincidência, um amigo tinha o tal livro do Ricardo Alexandre e como não o está usando, me emprestou. Putz, antes do final do primeiro capítulo já sabia que teria um osso duríssimo para roer. Notem que não duvido que a matéria seja relativamente simples depois de entendida, mas enquanto não é entendida, é pra lá de confusa.

Então um colega concurseira e leitora do blog, ao ler meu artigo sobre as dificuldades que estava enfrentando com a matéria que escrevi semana passada, enviou uma dica preciosa. Ela disse que era melhor começar a estudar a matéria pelo livro do João Marcelo Rocha, um livro introdutório, e só então passar para o Ricardo Alexandre.

Procuro daqui, procuro dali, e consigo o livro do tal João Marcelo Rocha, que começo a estudar hoje na esperança de que torne o Direito Tributário mais tranqüilo de ser decifrado e devidamente aprendido.

Sacaram a importância da pesquisa preliminar quanto ao material de estudo?! O que tem de concurseiros por aí que apesar de soarem a camisa e cozinharem os neurônios acabam tendo um desempenho apenas mediano nos concursos que prestam por culpa de estudarem com material inadequado não está no gibi. É muita gente que se frustra com as derrotas pensando bobagens do tipo “putz, eu sou muito burro” ou “eu mereço, não estudei direito”, quando, na verdade, a culpa é toda do material inadequado.

Uma das maravilhas da Internet é a possibilidade de queimar etapas aprendendo com a experiência dos outros. Imagine se eu não pesquisasse qual o melhor material de tributário e fosse estudando pelo primeiro material que me caísse nas mãos como milhares de concurseiros que prestarão o concurso do Ministério da Fazenda estão fazendo e ainda farão, simplesmente seria mais um dos que não têm muitas chances reais de sucesso nesse certame. E assim acontece com todas as matérias.

Só que pesquisar pelo melhor material baseando-se nas opiniões de concurseiros exige algum cuidado, claro.

1º - Nunca confie na primeira leva de opiniões. Procure opiniões diversas.

2º - Cruze as opiniões que encontrar, tenha certeza de que haja um certo contento em torno de algum livro e/ou autor ser o melhor para determinada matéria.

3º - Cuidado com opiniões muito antigas. O melhor livro e/ou autor para determinada matéria em 1998 não é, necessariamente, o melhor em 2008.

4º - Muita atenção às edições dos livros e datas de lançamento de apostilas e aulas em PDF. Pode acontecer de um autor hoje considerado ótimo, não ter sido nada bom quando escreveu o livro que você conseguiu dele e que foi lançado há cinco anos atrás.

Resumo da ópera – Estudar para concursos exige planejamento e pesquisar pelo melhor material de estudo é parte desse planejamento. E é aquela velha história, concurseiro que não planeja, está pedindo para ser derrotado na guerra dos concursos públicos.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA



Acho que já postei esse clipe, mas não importa, a música é muito legal e vale um repeteco se for o caso ... apesar do clipe ser muito ruim. "Boyz" com M.I.A.


COLUNA DA THAÍS - Alegoria da caverna

Existe uma párabola de Platão que acho muito interessante. Dependendo do seu ponto de vista e da sua situação atual, você pode dar diversas interpretações. Logo abaixo você a lerá (Não é a versão original que está na obra "A República" (Início do Livro VII) de Platão e, sim, um resumo, em seguida a minha visão dela.

“Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Eles ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.

Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.

Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como ele, mais além todo o mundo e a natureza.”

Qualquer semelhança não é mera coincidência! (risos)

Como disse antes, é um texto filósofico ao qual podem ser dadas diferentes interpretações ,todas ligadas a essse tipo de atitude: a vontade de quebrar barreiras e paradigmas, dar lugar ao novo, conhecer e se aventurar no desconhecido.

Particularmente, sinto-me dentro da caverna. Não que eu não queira sair! Pelo contrário, estou contando os dias para ver o sol e o que há de bom fora dela. Acontece que o me prende aqui dentro é justamente a preparação para saída.

Assim que vejo minha vida concurseira. Estou dentro da montanha de livros e conhecimento, preparando-me para a quebra do muro das provas para finalmente sair e reencontrar o mundo novo que é o serviço público com sua estabilidade.

Acredito que tudo em nossa vida é desta maneira! Estamos aprisionados em nossa condição – podendo ser boa ou não- e dependendo de como for, tentaremos quebrar os muros para alcançar o novo. Apesar de me sentir dentro da caverna por não ter alcançado meu objetivo maior, devo lembrar-me que já saí de outra caverna uma vez, quando decidi que não queria um emprego privado por mais que a sociedade me cobrasse isso.

Muitos obstáculos e dificuldades são encontradas durante essa saída, afinal, não é fácil mudar. Não é do dia pra noite que conseguimos desmoronar o muro do comodismo e tentar algo novo. Somos julgados por acreditar que há muito mais do que realmente existe e por não nos contentarmos com o que nos é oferecido.

Resumo da Ópera - Só você é capaz de vencer seus medos e romper com o comum! “Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada sempre encontra uma desculpa”.

Thaís Dias é uma concurseira que não quer ficar a vida toda trancafiada dentro de uma caverna e luta por isso com unhas e dentes.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA



Para deixar o sábado mais leve, uma música da trilha sonora do maravilho filme "Juno".

O negócio é roer o osso com vontade

Interessante como o artigo de ontem, sobre minha nova luta pessoal chamada Direito Tributário, rendeu comentários por email. Recebi relatos de colegas concurseiros que estão lutando com a mesma matéria, com Raciocínio Lógico, com Português, com Administração Pública e por aí vai. Essa repercussão deixa muito claro uma coisa que muitos concurseiros preferem não acreditar que ocorra, todos têm dificuldade com alguma matéria.

É verdade, concurseiros têm mania de achar que eles são os únicos a enfrentarem dificuldade com o estudo de alguma matéria. Geralmente pensamos algo assim, “putz, de todos os inscritos no concurso tal, somente eu devo ser tão burro que não consigo estudar com facilidade a matéria tal, tô ferrado”. Até você já pensou assim, não é verdade?

Pois é, gente, nem eu, nem você, nem concurseiro algum é premiado (se é que se pode chamar isso de prêmio) com a exclusividade de dificuldade de estudo da matéria x ou da matéria y. É fato que todos temos dificuldades, o que nos diferencia é o quanto empregamos de esforço para vencer essas dificuldades.

Pessoalmente, classifico as dificuldades da seguinte forma:

Dificuldade frescura – Essa não é uma dificuldade de verdade, daquelas que são um problema sério para ser enfrentado, são é frescurites advinda da preguiça que dá só da perspectiva de estudar uma matéria chata e/ou extensa.

Dificuldade do desconhecido – Essa dificuldade advém da falta de contato anterior com a matéria. Realmente é difícil começar a estudar do zero alguma matéria da qual nem ao menos se conhecia sua existência. E como tudo que é novo nesse campo, é difícil mesmo ... no começo, depois tudo fica mais fácil.

Dificuldade osso – Já essa dificuldade é intrínseca a própria matéria, que é mesmo árida, chatinha e difícil de estudar. Daí o negócio é ter muita paciência, persistência e atenção para dar conta do osso duro de roer.

Dificuldade de não suportar – Algumas vezes a dificuldade tem raízes mais profundas, advindo de uma completa incompatibilidade do concurseiro com a matéria, nesses casos é preciso uma montanha de paciência, outra de persistência e duas de atenção para dar conta do osso.

Então, meus amigos, ser vocês precisam estudar uma matéria na qual têm dificuldade, antes de mais nada, parem cinco minutos e analisem com cuidado qual é o tipo dessa dificuldade. Isso é importante por que sabendo qual é o tipo de dificuldade, sabe-se o que terá de ser feito para contorná-la, senão para pelo menos diminuí-la um pouco. Isso é estudar com inteligência, que é a melhor forma de estudar. Se o concurseiro não faz análises como essa, estuda de forma burra, dando murro em ponta de faca, se sacrificando e amargando dificuldades sem precisar passar por tudo isso, coisas que comprometem a eficiência do estudo. E é aquela coisa, estudo ineficiente significa estudo por mais tempo.

Outra coisa, não tenha vergonha de compartilhar com outros concurseiros sérios as dificuldades que você tenha no estudo de algumas matérias. Trocar idéias a esse respeito é a melhor maneira de receber dicas e conhecer métodos para tornar o estudo mais fácil e eficiente, algo muito bem vindo. Além disso, muitas dessas dicas e métodos são apenas conhecidos por quem já enfrentou as mesmas dificuldades que você enfrenta hoje.

Resumo da ópera - É, vida de concurseiros não é mesmo fácil. As dificuldades são muitas, as soluções são poucas, mas no final o prêmio compensa. Então, cadê o próximo ossão duro de roer? Já estou até com água na boca.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA


Gosto muito da voz da Kelly Clarkson, muito boa cantora. Para vocês a baladinha romântica (vale a pena procurar na web a tradução da letra dessa múscia), "My Life Would Suck Without You".

Agora o negócio é encarar a briga

Essa semana estou passando por algo que não passada desde meus primeiros meses como concurseiro e gostaria de compartilhar isso com vocês.

Como vocês já sabem, estou inscrito para o concurso do Ministério da Fazenda, o tal concurso das 2 mil vagas, recentemente alvo de especulações por conta dos anúncios do governo federal de redução de gastos com a contratação de novos servidores, mas que no final foi garantido de acontecer. Pois bem, semana passada reuni o material de estudo, montei meu planejamento e tal. Como tinha saído de uma prova de concurso, TRE-MG no domingo retrasado, para não forçar demais a cachola (cérebro), a semana foi light. Nessa segunda-feira o estudo sério começou para valer. Planejei por quatro semanas estudar as quatro matérias principais do concurso. Direitos Constitucional e Admnistrativo, tranqüilo, nenhuma grande novidade nos tópicos escolhidos pela banca. Direito Previdenciário, apesar de não ser íntimo da matéria, também já a conhecia de quando estudei para o concurso do INSS ano passado. Agora, direito Tributário ... ahhh, Direito Tributário ...

Direito Tributário será o divisor de águas desse concurso, tenho certeza. Nunca havia tido contato com a matéria antes e não posso dizer que esteja sendo uma experiência das mais agradáveis. Direito Tributário é uma daquelas matérias chatinhas de estudar, pontilhada de detalhes, exceções, o que demanda atenção triplicada durante o estudo, memória de elegante e paciência de monge budista.

Nossa, gente, estudar para esse concurso se mostrou um osso duro de roer, bem duro. Sinceramente, já estava desacostumado de estudar matérias tão exóticas e difíceis assim. Tudo bem de estudar um regimento interno aqui, uma materiazinha exótica leve ali, mas estudar um Direito Tributário pesada como uma boa feijoada em um dia quente de muito sol é dureza.

Analisando isso tudo, pensei em como somos levados a uma zona de conforto mesmo sem nos esforçarmos para isso. Nessa zona de conforto o estudo é conhecido, tudo é um pouco mais fácil, não há surpresas, é como repetir uma seqüência de exercícios, longa e difícil, porém conhecida. Então quando somos obrigados a sair dessa zona de conforto, num primeiro momento levamos um baque, ficamos um tanto desnorteados com a surpresa. Ao invés da seqüência conhecida de exercícios, temos é de brigar “mano a mano” com um monstrão feio e mal humorado.

Minha estratégia para estudar Direito Previdenciário é dividida em três fases:

1ª fase – Estudo preliminar mais leve para conhecer a matéria.

2º fase – Estudo profundo para aprender a matéria.

3ª fase – Estudo através da resolução de questões de provas anteriores para fixar a matéria.

Essa estratégia de estudo não é novidade para nenhum concurseiro sério (pelo menos não deveria ser), e até agora continua sendo a melhor estratégia de estudo para uma matéria desconhecida.

Há muitos comentários em fóruns, comunidades e listas de discussão de concurso públicos que concurseiros que se preparam para concursos da área fiscal (auditor fiscal, fiscal de rendas e tal) prestarão esse concurso como treinamento, por conta das matérias de Direito Tributário e Previdenciário. Sinceramente não acho que isso irá acontecer na dimensão que está sendo comentado (e temido) por dois motivos, primeiro a grande maioria dos concurseiros não está muito disposta a gastar (com inscrição, deslocamento, tempo, ...) para prestar um concurso para um cargo que não pensam nem de longe em assumir, segundo porque poucos concurseiros estão a fim de desviar o foco dos estudos mesmo temporariamente, algo que no longo prazo pode se mostrar fatal.

Resumo da ópera – É, concurseiros, aproveitem enquanto estão desfrutando da tranqüilidade da sua zona de conforto, porque você nunca sabe se amanhã será lançado um concurso que seja muito atraente para você e que o arranque sem dó do seu estudo tranqüilo e conhecido de cada dia.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA

Mais uma música dançante para animar um dia duro de estudos, com Lady Gaga o sucesso prá lá de recente, "Poker Face".

Um por todos e todos por um

Vira e mexe alguém me pergunta por que criei e mantenho esse blog atualizado (quase) diariamente. Uma curiosidade justificada por conta da qualidade dos blogs e websites sobre concursos públicos que encontramos na Internet, grande (re)copiando informações sobre concursos uns dos outros e a maioria re(repassando) links para materiais de estudo de qualidade e procedência duvidosa. Minha resposta é invariavelmente a mesma, esse blog é minha terapia diária, minha forma de verbalizar por escrito minhas preocupações, angústias, minha vontade de ajudar outros concurseiros que se encontram vivendo tudo o que vivo.

O nome “concurseiro solitário” reflete muito bem como vejo nossa situação, a situação dos concurseiros sérios. Vejam bem. Concurseiros que estudam com seriedade são guerreiros solitários nessa guerra, e isso independe de terem apoio de familiares e amigos, freqüentarem ou não cursinhos para concursos. Para entender melhor o que quero dizer, nada melhor do que começarmos com uma boa definição de dicionário do que quer dizer a palavra solitário, porque concurseiros todos sabem o que é.

Vejamos, solitário é a condição de quem vive na solidão, e solidão, por sua vez pode ser definida como:

“Sensação de quem se sente sozinho, isolado, mesmo estando entre outras pessoas; ISOLAMENTO; SOLITUDE: De repente, experimentou uma grande solidão no meio da festa animada”.

Vai me dizer que não é isso que você sente, um estar sozinho, isolado, mesmo estando entre outras pessoas?! Eu me sinto exatamente assim.

Concurseiros são tidos como gente boba de boa fé. Isso mesmo. A maioria das pessoas enxergam concurseiros assim, “são aqueles bestas que que perdem tempo estudando para fazer concursos públicos, achando que vão passar só fazendo prova, como se não soubessem que para entrar numa dessas é preciso ter pistolão, QI (quem indica) ou comprar o gabarito”. Pais apóiam filhos concurseiros porque são pais (e olha que, muitas vezes, nem sendo pais apóiam), outros parentes apóiam da boca para fora ou não perdem tempo com isso e criticam abertamente mesmo, amigos acham que nos tornamos muito chatos e se distanciam ... ou não é assim? Claro que há exceções, mas geralmente é assim.

O concurseiro sério é aquele cara que se mata de estudar pelo sonho de um futuro melhor, que leva porrada sozinho, que fica triste sozinho, que se frustra sozinho, que tem de encontrar ele mesmo meios para se motivar, para continuar lutando ... mas nunca deixa de lutar, nunca desiste do sonho, é teimoso feito uma mula e isso, em última instância, que garante seu sucesso.

Quando comecei a estudar para concursos procurei pela Internet por um companheirismo que não encontrava entre parentes e amigos, e que sabia que somente existe entre irmãos de guerra, brothers in arms. Esse companheirismo é o que chamam no meio militar de “esprit des corps”, ou seja, um sentimento de orgulho e lealdade que existe e é compartilhado apenas pelos membros de determinado grupo. Se sua mãe não entende o drama da sua lutar, se seu namorado acha que você está distante, se sua noiva ou esposa acha que você está perdendo tempo, se seus amigos e amigas acham que você virou um chato ... bem, outros concurseiros sérios o entenderão e farão questão de lhe dar força, de motivá-lo, de assegurar que a lutar vale a pena, que os sacrifícios serão compensados.

Quando escrevo para o blog, ajudo a outros concurseiros sérios através desse “esprit des corps” e também me ajudo. Podemos ser concurseiros solitários, mas não estamos realmente sozinhos, pois temos uns aos outros para tornar essa guerra um pouco menos cruel, um pouco menos solitária.

Resumo da ópera – E se você quiser ajudar com suas palavras a outros concurseiros como você, escreva um artigo e envie para o Concurseiros Solitário, será um prazer publicá-lo. Vocês não imaginam quantos concurseiros sérios sofrem achando que o drama que vivem é tão exclusivo que mais parece uma maldição pessoal, então quando tomam coragem de escrever um artigo para esse blog e recebem um monte de comentários do tipo “eu também estou passando por isso”, notam que o problema não é tão exclusivo e muito menos tão grande quando pensavam, daí o alívio que isso traz não tem dinheiro no mundo que pague. Experimente esse alívio você também. Ahhh, você podem até enviar o link para um clipe no YouTube para acompanhar seu artigo :-)

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA

Um música que vem fazendo muito sucesso e com justiça. Da banda The Killers, "Human".



Dica de motivação - Queime seus navios

Outro dia um concurseiro leitor do blog mandou um email pedido uma dica para manter a motivação para estudar e lutar na guerra dos concursos públicos em alta. Como esse tipo de coisa é muito séria, meditei bastante sobre o assunto e então, ontem, de estalo, me veio à mente uma ótima dica:

QUEIME SEUS NAVIOS!

Não, gente, não endoidei, não. Explico. Nos Estados Unidos a expressão “burn the ships” (queime os navios) é explicada com a seguinte historinha. Quando o conquistador espanhol Hernando Cortez aportou no México, uma das primeiras ordens que ele deu após montarem acampamento na praia foi para que seus homens tocassem fogo nos navios que os havia trazido da Espanha. Cortez fez isso porque estava tão comprometido com sua missão de encontrar tesouros na terra recém descoberta para os reis da Espanha, que não quis permitir que ele mesmo ou seus homens tivessem uma opção de voltar para a Europa sem cumprir a missão. Queimando os navios, Cortez eliminou essa possibilidade, forçando a si mesmo e a seus homens a focarem na missão e fazerem tudo o que fosse necessário para cumpri-la.

É muito tentador o pensamento de largar tudo e voltar para o conforto e segurança que se tinha antes de se tornar concurseiro quando deparamos com as dificuldades e desafios que essa guerra nos impõe a todo momento. Para evitar que nos deixemos levar por essa opção fácil e nos afastar de nossa meta de posse em um cargo público, temos de fazer como Cortez e tacar fogo nos nossos navios, naquelas coisas que podem nos servir como rota de fuga quando fraquejarmos e querermos abandonar nossas metas. Se não tivermos essas rotas de fuga, somos compelidos a continuar seguindo em frente, pois não temos para onde voltar.

Sacaram a coisa, uma das chaves para o sucesso na guerra dos concursos públicos é não termos rotas de fuga. E o que seriam essas rotas de fuga? Podem ser várias coisas, como nos contentarmos com um empreguinho na iniciativa privada, nos contentarmos com o primeiro concursos em que tivermos sucesso, nos contentarmos em viver à sombra de alguma outra pessoa, e por aí vai.

Não entendam que estou dizendo que devemos literalmente tacar fogo em nossas coisas, não é isso. Se você trabalha e estuda para concursos, não vá pedir demissão e mandar seu chefe à puta que pariu. Se você tem um pequeno negócio, mas quer ser servidor público, não vá fechar as portas assim que terminar de ler esse artigo. A coisa é mental, não material. Devemos tocar fogo nessas rotas de fuga, isso sim, dentro de nossas cabeças, de nossas mentes. É uma questão de não acreditar mais em opções que não sejam o sucesso.

Um exemplo prático vem a calhar. Vejamos. Digamos que seja publicada hoje minha nomeação para um dos cargos em que prestei concurso e fiquei bem colocado. Daqui a algumas semanas entro em exercício e a vida melhora 200%. Só que é um cargo de nível médio, não é meu objetivo em termos concurseiros, quero mais que isso, quero um cargo de nível superior com remuneração acima de R$10 mil. A concorrência é dura, tenho de estudar o dobro que estudo hoje em ¼ do tempo que tenho disponível diariamente para estudar. Qual é minha rota de fuga nessa situação? Pensar assim, “já estou empossado, do meu cargo ninguém me tira, ganho razoavelmente bem, posso ficar por aqui mesmo e ser razoavelmente fez até o final da vida”. Sacaram agora? Então terei de tacar fogo nesse navio, nessa rota de fuga. Como farei isso? Simples, passarei a pensar assim, “vou assumir que esse cargo é temporário e que em dois anos serei mandado embora, terei esse tempo para ser aprovado em outro concurso para um cargo muito melhor”.

Resumo da ópera – Quer se sentir motivado? Então queime seus navios e não tenha outra opção possível senão o sucesso. Eu queimei meu navios quando comecei a estudar para concursos públicos. Ainda não venci, mas estou perto. A luta tem sido dura, sangrenta, dolorosa, mas continuo lutando por que não me resta opção, ou luto, luto, não tenho alternativa. No meio militar, desde milhares de anos atrás, é sabido que o soldado mais perigoso é aquele que não tem nada a perder, é aquele que está sem opções, é aquele que se vê diante de uma escolha simples, lutar até vencer, ou lutar até morrer ... eu estou nessa guerra para lutar até vencer, nem morrer é uma opção, por que também queimei essa rota de fuga, esse navio.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA

Gente, adoro essa música, e o clipe também é muito bom. Nada melhor que uma música animada para começar o dia. Com a bonitona Beyoncé, o sucesso Single Ladies (Put A Ring On It).

Por que ninguém é de ferro

Vocês devem estar se perguntando por que o blog não foi atualizado no final de semana. Então vou aproveitar esse questionamento para responder a duas perguntas, no melhor estilo “matar dois coelhos com uma cajadada só”.

1º coelho - Ausência no final de semana

Como vocês sabem, no final de semana passado prestei prova para o TRE-MG no domingo, uma experiência pra lá de cansativa e que me exigiu muito. Mas como quando tomamos um tombo muitas vezes não dói na hora, mas somente algum tempo depois, também o cansaço decorrente dessa prova veio bater na minha porta apenas na sexta-feira. Resultado, tirei o final de semana de folga e não fiz mais nada além de dormir, ver filmes e namorar.

É, gente, nós, concurseiros, estamos longes de ser de ferro. Inclusive já escrevi um artigo aqui no blog sobre esse assunto, dizendo que não somos super-heróis. Temos de respeitar os limites de nosso cérebro e nosso corpo, sob o risco de sermos vitimados pelo estresse, pelo cansaço, por enfermidades diversas.

Pois bem, tirei o final de semana de folga sem culpa, afinal de contas, foi um descanso merecido depois de dois meses e meio de preparo intenso para o tal concurso e de quatro horas de prova que pareceram quarenta. Hoje acordei 110% disposto e pronto para continuar os estudos para o concurso do Ministério da Fazenda que comecei semana passada.

2º coelho – Ausência dos colunistas do blog

Vários de vocês têm perguntando por que nas últimas semanas apenas estão sendo publicados artigos da minha autoria, o que aconteceu com os outros colunistas do blog.

Pois bem, alguns deles preferiram deixar de escrever para o blog para poderem se dedicar integralmente aos estudos ou a outros projetos pessoas, outros preferiram tirar umas férias para retornarem daqui a algum tempo com novos artigos.

Mas as coisas são assim mesmo no mundinho blogueiro, algumas vezes a equipe é de um só, outras vezes a equipe é de uma dezena, tudo depende de uma conjunção de fatores como época, disponibilidade, interesse, satisfação com o projeto, coisas assim.

De qualquer forma o blog está ativo e daqui a pouco teremos outros colunistas, alguns novos, outros já conhecidos.

Essas duas questões acabam se conjugando em uma única questão muito importante no universo concurseiros, a questão de que não somos de ferro.

Muitos concurseiros teimam em acreditar que são de ferro e com isso querem se obrigar a fazer as coisas. Querem se obrigar a estudar além do limite, a alcançarem o sucesso antes do tempo necessário de estudo, a serem empossados independentemente do alvítrio (palavrinha bonita) da Administração pública. Só que não somos de ferro e quando nos obrigamos a fazer e acreditar como se fôssemos, acabamos quebrando a cara mais cedo ou mais tarde, de forma fatalmente dolorosa.

Ter consciência de que somos gente de carne e osso, que nos cansamos, que ficamos de saco cheio das coisas, que muitas vezes precisamos dar um tempo para podermos retornar com força total, tudo isso é muito importante na luta do concurseiro.

Resumo da ópera – Respeite seus limites. Se você ainda não conhece quais são seus limites, então está mais do que na hora de descobri-los.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.


Coelhinho da páscoa concurseiro

Preocupado com a demora em ser empossado em um bom cargo público e após insistentes pedidos da minha mãe, ontem, finalmente, visitei a cartomante que ela consulta regularmente.

Fiquei um pouco assustado quando ela disse que essa demora na posse tem haver com caminhos fechados, intervenção de arcanos maiores e outras coisas que não entendi direito o que eram, mas no final da história ela resumiu a situação assim, “você está preso em um congestionamento kármico mais ou menos como um engarrafamento de sexta-feira no começo da noite na Marginal do Tietê em véspera de feriado prolongado”.

O que me deixou aliviado é que existe uma solução para isso, uma forma de “liberar os caminhos”, que quero compartilhar com vocês. A receita é bem simples e você precisará apenas dos seguintes materiais, um ovo de páscoa de dois quilos, um punhal de aço de cabo vermelho, vários metros de fita roxa, uma pena de andorinha. Deve-se colocar a pena de andorinha dentro do ovo de páscoa, escrever na superfície do mesmo com a ajuda do punhal seu nome, o nome do cargo que você quer conquistar e o nome da banca do concurso, deve-se então embrulhar direitinho o ovo com a fita dando exatamente 2.325 voltas em torno dele. Agora é só esperar que em menos de três meses você passa no concurso.

Vem cá, você acreditou nessa conversa fiada? Espero que não, porque é muito fiada mesmo ... tão fiada quanto esse bafafá de anúncios do governo de cancelamento de concursos e adiamento da posse de concurseiros aprovados.

O que está acontecendo é que o governo está, simplesmente, dizendo o que esperam que ele diga, ou seja, que vai conter gastos, que vai contratar menos e tal. Mas como tudo o que o governo brasileiro diz, e nesse caso a balela é bem vinda, é tudo coisa para “inglês ver”. Querem uma boa prova disso, melhor, uma ótima prova? O aumento para os servidores públicos federais será concedido, apesar de alguma chiadeira quanto ao impacto disso nas contas do governo!

No final do ano passado foi a mesma conversa e não aconteceu nada, os concursos continuaram a serem lançados, as nomeações e posses continuaram acontecendo. Não será diferente agora. Por que não será? Simples, porque o governo precisa de sua máquina burocrática funcionando, essa máquina é movida por servidores públicos, e como há uma defasagem muito grande no número de servidores, se não azeitarem a máquina com novos servidores em ritmo regular, a máquina pára e também o governo, conseqüentemente.

Não duvido que por um ou dois meses o ritmo de anúncio de novos concursos e de nomeações/posses diminua sensivelmente, mas é somente cortina de fumaça. Assim que algum outro escândalo ou acontecimento chamar a atenção da mídia, as coisas voltarão ao seu ritmo normal.

Por um lado tudo isso é muito bom, por que tira os concursos públicos do foco de muitos paraquedistas, o que em última análise diminui a pressão sobre os concurseiros sérios, pressão externa (de familiares, amigos, ...) e mesmo interna (dele mesmo).

Numa situação dessas muitos concurseiros ficam perdidos sem saberem o que fazer. Mas não há motivo para pânico. O negócio é continuar estudando sério e ponto final. Concursos públicos sempre haverão, assim como nomeações e posses.

Resumo da ópera – Calma, gente, calma que esse é somente mais um falatório que não dará em nada. Muita calma nesse momento, cabeça fria e pé na tábua nos estudos.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

Os absurdos que as bancas cometem

Ontem foi publicado o gabarito preliminar da prova do concurso público do TRE-MG sob responsabilidade do CESPE e, para variar, minutos depois começou uma gritaria geral dos candidatos organizados em comunidades, fóruns e listas de discussão sobre o concurso quanto a erros no gabarito e alegações de necessidade de anulação do concurso.

Antes de qualquer coisa é muito importante deixar algo muito claro. Muitos concurseiros criticam os colegas que reclamam de possíveis erros no gabarito e alegam motivos para anulação do concurso. Só que quem erra é quem critica, não quem reclama. Esses concurseiros ditos “reclamões” cumprem um importante papel de fiscalização dos concursos públicos, mesmo sem saber, visto que com suas reclamações, fundadas ou infundadas, obrigam as bancas a ter mais lisura no processo seletivo e corrigir eventuais falhas. Claro que as bancas incluem questões erradas e com mais de uma resposta certa nas provas, é claro que erram no gabarito, é claro que cometem erros e deslizes graves que podem ensejar a anulação do concurso, elas falhas, isso é fato, e somente através da fiscalização atenta dos candidatos que esses erros e deslizes são corrigidos. Quantas fraudes em concursos não foram descobertas por conta das reclamações e alegações dos candidatos? Muitos. Então, antes de criticar os candidatos que reclamam de erros e alegam deslizes graves em concursos públicos, pensem bem nisso. Pode até ser que vários façam isso por motivos egoístas, pensando em anular questões para ganhar pontos ou anular o concurso para ter uma segunda chance e ir melhor dessa vez, mas mesmo fazendo isso forçam à fiscalização dos concursos e às bancas que corrijam erros graves que prejudicariam talvez a todos os candidatos.

Nessa prova do TRE-MG a gritaria é, principalmente, por três motivos:

Erros na prova – O CESPE cometeu alguns erros toscos na prova. Há uma questão de informática cujo comando pedia para que o candidato assinalasse a alternativa incorreta, pois bem, há duas alternativas claramente incorretas e o gabarito apresenta como correta uma alternativa que está certa! Há também uma questão que cobra um ponto da matéria que também claramente não foi listada no edital, ou seja, se o edital não manda estudar, não pode cair em prova.

Erros no gabarito preliminar – Também há vários erros no gabarito preliminar. Algumas questões têm apontadas alternativas errada, outras questões permitem duas respostas corretas, outras nenhuma resposta correta.

Alegação de possível fraude no concurso – Na capa do caderno de prova foi colocado pelo CESPE que o gabarito preliminar seria publicado ontem às 19 horas. Pois bem, no começo da tarde foi vazado um link para os gabaritos, links esses localizados dentro do próprio website da banca. Daí muitos concurseiros desconfiaram de uma possível fraude, visto que quem vazou esse link poderia estar sabendo dele antes da prova, bem como outros favorecidos indevidamente, afinal de contas, somente uma perícia poderia verificar há quanto tempo esse arquivo estava lá e se alguém o acessou antes da prova.

Gente, como sempre fico abismado, estarrecido, abobado de como uma banca famosa e experiente como o CESPE pode cometer erros tão grosseiros, o que não é exclusividade sua, mas de toda e qualquer banca, seja ESAF, FGV, FCC e por aí vai. Putz, os caras têm a experiência, o expertise, os meios, os recursos, tudo para evitarem que erros assim aconteçam e mesmo assim esses erros ocorrem. Sinceramente, acho que falta é uma cláusula obrigatória por lei em todos os contratos para organização de concursos públicos prevendo que se ocorrerem erros desse tipo por culpa das bancas, elas perdem metade do valor previsto para receberem como pagamento pela organização do concurso. Simples assim, precisa só das bancas correrem o risco de perderem dinheiro para fazerem um trabalho perfeito!

Resumo da ópera – As bancas organizadoras de concursos públicos estão longe de ser perfeitas e totalmente honestas. Nenhuma escapa de cometer erros graves nos concursos cuja organização está sob sua responsabilidade e nenhuma pode dizer que tem a ficha limpa em termos de fraude em concursos públicos. Cabe tanto aos órgãos e entidades que promovem os concursos, quanto aos Ministério Público, às associações públicas envolvidas com a proteção dos interesses dos envolvidos com concursos públicos e, principalmente, aos próprios concurseiros ficarem de olho muito aberto para que erros e fraudes sejam evitados e corrigidos com a máxima seriedade.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Êta vida cheia de dúvidas

No artigo de ontem disse que estava para começar a estudar para o concurso público promovido pelo Ministério da Fazenda, aquele que oferece 2.000 vagas para todo o país e que, nos últimos dias, vem sendo alvos de comentários do tipo “por conta da Crise o Governo Federal não vai chamar os aprovados tão cedo”. De qualquer forma, como esse é um dos melhores cursos do momento, decidi por ele.

Pois bem, não é que ontem mesmo, no final do dia, foi publicada uma notícia no site do Jornal dos Concursos (clique aqui para ler), que dizia o seguinte:

Os interessados no concurso de agente fiscal de rendas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo podem contar com mais uma boa notícia! O governador do estado de São Paulo, José Serra, retificou a autorização para a realização do concurso, alterando de 500 para 600 o número de vagas que serão oferecidas.

Ainda segundo a notícia, esse concurso foi autorizado no final do ano passado e que falta apenas ser escolhida a banca organizadora para que seja publicado o edital. O que mais chama a atenção nesse concurso, além do número de vagas, é a remuneração, em torno de R$7 mil. Também o fato de que apenas graduados em meia dúzia de cursos superiores poderão concorrer às vagas é outro alento.

Essa notícia me deixou com uma pulga atrás da orelha ... continuo firme no meu propósito de conquistar uma vagas nesse concurso do Ministério da Fazenda ou fico de olho nesse concurso e se for lançado antes das provas do outro, mudo de time?

Dúvidas, dúvidas ... você concordam comigo que a vida do concurseiro, de vez em quando, parece ser marcada por dúvidas demais?

Um concurso como esse do Ministério da Fazenda, ainda mais por ter como banca a ESAF, não será brincadeira e para ter alguma chance real de abocanhar uma das vagas oferecidas, será preciso estudar muito, mas muito mesmo, e muito seriamente, algo que somente poderá ser feito estando o concurseiro 110% focado nesse concurso. E como dá para estar 110% focado num concurso quando se está de olho em outro que pode sair a qualquer dia? Complicado.

Esse será o segundo grande concurso promovido pelo estado de São Paulo esse ano, já que no próximo final de semana há o concurso para o cargo de Analista em planejamento, orçamento e finanças públicas, aquele que oferece também 600 vagas. Considerando isso e que o último concurso para esse cargo de Fiscal de Rendas foi realizado em 2006, é de se esperar que havendo um novo concurso para o cargo esse ano, o próximo deverá ocorrer somente lá por 2013, o que torna essa oportunidade ainda mais atraente.

Dúvidas, dúvidas ...

Mas é aquela velha história, não dá para “trocar um pássaro na mão por dois voando”. Concurseiros na mesma situação que eu não podem se dar ao luxo de trocar um concurso com data marcada por outro que ainda será lançado.

Diante disso tudo, resolvi fazer o seguinte. Vou estudar para o concurso do Ministério da Fazenda com atenção total até sair esse bendito edital do concurso de São Paulo. Quando sair, vou analisá-lo, ver a data das provas e tal. Dependendo do quanto estou confiante para o concurso do Ministério da Fazenda, o quanto já estudei e quanto tempo falta para prova, daí decido por continuar somente com o Ministério da Fazenda ou abandonar esse concurso e me dedicar apenas ao concurso de Fiscal de Rendas de São Paulo. Essa estratégia é a melhor que posso adotar no momento.

Resumo da ópera – Vida de concurseiro é isso, dúvidas, estratetizações e muito estudo. Não adianta tomar decisões sem antes analisar cada possibilidade como se fosse num jogo de xadrez, pois é o caminho mais curto para a frustração e o fracasso.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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De novo ...

No começo da década de 90 surgiu na TV um seriado infantil de comédia chamado Família Dinossauro, que muitos de vocês devem se lembrar, na qual havia o Baby, o bebê dinossauro da família, que tinha a mania de repetir “de novo” sempre que acontecia algo de que ele gostava. O Baby era jogado para cima, ele pedia “de novo”. O Baby via alguém levar uma porretada na cabeça, ele pedia “de novo”. Daí ter virado mania, por algum tempo e em alguns lugares, das pessoas dizerem “de novo” sempre que acontecia algo que achavam engraçado, só para fazer piada.

Pois bem, hoje é o que chamo de dia do “de novo”, pois hoje começo a estudar para o próximo concurso que vou prestar, o do Ministério da Fazenda.

Esses dias do “de novo” não são lá muito fáceis, não, apesar de parecerem tranqüilos. Digo, no começo da “carreira de concurseiro”, eles são realmente mais fáceis, mas com o passar do tempo vão ficando cada vez mais difíceis, pois significam que o sucesso ainda não foi alcançado. É nesse momento que entra o fator “motivação”. Se o concurseiro está motivado, este dia será encarado em sua maior parte pelo lado positivo de que a luta continua, de que só não há mais esperança quando não há luta. Agora, se o concurseiro está desmotivado, este dia será um verdadeiro inferno astral, um dia para remoer todos os fracassos e insucessos obtidos na guerra os concursos públicos, dia de se culpar e de sentir pena de si mesmo.

Não é à toa que muita gente que um dia resolve encarar concursos públicos desiste depois da segunda, no máximo da terceira, tentativa frustrada, porque não é mesmo fácil recomeçar a estudar concurso após concurso. Seguindo a máxima do famoso William Douglas, "concurso não se faz para passar, mas até passar", o concurseiro sério é aquele que se levanta após cada luta e continua treinando para a próxima até o dia em que vence a guerra e pode, então e só então, se dar ao luxo de dizer “venci, não preciso mais lutar”.

Mas de onde tirar motivação para recomeçar a lutar após tantas lutas?” Muitos concurseiros que já prestaram mais de meia dúzia de concursos públicos se perguntam isso. A resposta é simples, na verdade tão simples que até passa despercebida. Tira-se motivação do mesmo lutar de onde se tirou a primeira vez. Pare e pense, por que motivo, afinal de conta, um belo dia você decidiu empregar todo seu esforço para estudar para concursos públicos? Lembre-se do que o motivava a estudar para o primeiro concurso que você prestou e também da sua animação, da vontade de descobrir as técnicas mágicas que permitiriam que você tivesse sucesso rapidamente, da sua confiança em si mesmo. Basta se lembrar de tudo isso e se fazer sentir tudo novamente. Alguns, melhor, muitos vão dizer que fazer isso não é nada fácil ... e o que há de fácil nessa vida para quem quer fazer as coisas honestamente?!

A guerra que lutamos é sangrenta, muitos são os concurseiros que ficam pelo caminho, muitos desistem sem vitória alguma, outros desistem depois da primeira vitória (que, geralmente, não é lá tão boa em termos financeiros), mas são os que perseveram, os que continuam lutando apesar das porradas, os que não têm medo dos seus dias de “de novo”, que vão no final formam a tropa de elite que realmente concorrem às vagas oferecidas nos concursos públicos. É como na corrida de São Silvestre, no finalzinho há o grupo de elite lá na frente lutando pelos três primeiros lugares, enquanto centenas de metros atrás está todo o resto. O que faz um corredor passar do “todo o resto” para o grupo de elite? Superação, corridas e corridas na bagagem, treino, luta, tudo isso.

Resumo da ópera – Hoje vou organizar meu material de estudo para o concurso do Ministério da Fazenda, ler com cuidado mais uma vez o edital, preparar um planejamento de estudo, enfim, vou criar minha estratégia de batalha e ainda vou começar a estudar a matéria. Faço isso porque tenho certeza de que no final todo o esforço valerá a pena, muito a pena.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA

Para quem não se lembra ou conheceu o Baby.

Como foi a prova do TRE-MG

Ontem fiz a prova do concurso público do TER-MG e penso que seja legal passar para vocês minhas impressões.

Desde o começininho de janeiro vinha estudando exclusivamente para essa prova em tempo integral. Muita matéria, boa parte desconhecida para mim (Regimento Interno do TRE-MG, regimento dos cartórios e juízos e tal). Confesso que me dediquei muito ao estudo para esse concurso. Nas últimas duas semanas fiz somente questões de provas anteriores de arquivologia, direito constitucional e administrativo, leis 8.112 e 8.666, quase 1.000 questões feitas com nível de acerto de quase 90%. Ufa.

E chegou o dia da prova. Gente saindo pelo ladrão, muita gente mesmo, de todos os lugares.

Comecemos pela prova de conhecimentos básicos, com 20 questões.

Português (5 questões) – Achei que as questões estavam bastante fácil. Foram dois textos, um literário e outro jornalístico, cada um com uma questão de interpretação de texto e as outras três questões de gramática. Esperava que houvesse mais questões dessa matéria.

Informática (5 questões) – Também achei que as questões estavam bastante fácil, mas que demandava atenção extra em algumas questões. Uma delas tem, claramente, duas respostas certas, e, com certeza, será anulada e concedida para quem tenha assinalado qualquer uma das respostas corretas.

Raciocínio Lógico (5 questões) – Aqui houve um misto de questões fáceis, com questões mais chatinhas de resolver. No geral achei que foi mais difícil do que eu esperava, além de ter mais questões do que pensava que haveria.

Arquivologia (5 questões) – Aqui também fui surpreendido, pois esperava questões mais tranqüilas de resolver. No geral as questões estavam chatinhas e demandavam muita atenção na resolução.

No geral essa prova de conhecimentos básicos estava um pouco mais difícil que a média de outros concursos e isso, com toda certeza, surpreendeu muitos candidatos. Mesmo considerando que essa prova é de peso 1, rodar nela significa rodar no concurso.

Vamos agora para a prova de conhecimentos específicos, com 40 questões.

Direito Constitucional e Administrativo (16 questões, 8 de cada matéria) – Questões muito fáceis e justas. Quem estudou com seriedade o programa dessas matérias não teve problema para resolvê-las.

Direito Eleitoral (6 questões) – Não estava de graça, mas as questões foram justas, honestas com quem estudou bem a matéria.

Lei 8112 (5 questões) – Questões bastante tranqüilas para quem estava íntimo da matéria.

Regimento de Juízos e Cartórios (5 questões) – Aqui o bicho pegou na forma de questões detalhistas e que exigiam alto grau de intimidade com a matéria. Quem não estudou muito seriamente essa matéria rodou legal.

Regimento Interno do TRE-MG (8 questões) – Mesma coisa do Regimento de Juízos e Cartórios, exigindo íntimo conhecimento do Regimento Interno do órgão por parte do candidato. Outra matéria que vai derrubar milhares de candidatos.

Resumo da ópera – Essa prova não foi fácil, mas foi justa para com quem estudou com seriedade. Agora é esperar o gabarito preliminar oficial, entrar com os recursos devidos, esperar o resultado final e ver no que vai dar. Enquanto isso é começar a estudar para o próximo concurso!

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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A teoria e a prática

Tempos atrás estava conversando com um amigo pelo MSN e o cara estava muito puto da vida. O motivo de tamanha irritação era simples. Ele mora sozinho em São Paulo, trabalha em uma empresa de informática, e vive naquele esquema paulistano de sair muito cedo e voltar muito tarde para casa. Como está economizando bravo para comprar um apartamento, anda preferindo comer em casa que na rua, por ser muito mais barato. Para os dias em que chega muito cansado para cozinhar, ele descobriu uma saída muito prática, “cara, vou comprar um punhado daqueles sanduíches congelados, daí é só colocar no micro-ondas“. O problema, é que o sanduíche mostrado na embalagem era muito diferente do que vinha dentro dela, uma diferença brutal como a foto comparativa acima, e “o gosto também não é muito bom, não. Mas vou ter de comer tudo, já que não dá para devolver e compre uns dez desses sanduíches”.

Algo muito parecido acontece nos concursos públicos. Os concurseiros lêem o edital de um concurso e escolhem um cargo para concorrerem baseados na descrição das atribuições, ou mesmo se baseiam apenas no que acham que os empossados em tal cargo farão. Daí o cara estuda, faz a prova, é aprovado, nomeado, empossado e então decepção, o que ele terá de fazer no dia-a-dia da repartição pública é muito diferente do que ele achava que faria. Daí ele se lembra daquela famosa passagem do poema de Drummond, “e agora, José?”.

Exemplos dessa situação não faltam. Vejamos alguns.

Oficial de Justiça – É grande a expectativa por concursos para esse cargo, que muita gente avalia mais pelas vantagens do que pela rotina de trabalho. Só que uma vez empossado no cargo, o cara poderá tanto fazer apenas trabalhos internos no fórum, quanto ter de entregar intimações para gente perigosa em locais ainda mais perigosos.

Auxiliar de necropsia – A irmã de uma amiga prestou e passou num concurso para esse cargo alguns anos atrás. Ela pensava que faria um trabalho limpo e tranqüilo, como se fosse ser uma enfermeira especializada em lidar com cadáveres limpinhos, arrumadinhos. Ela ficou uma semana no cargo e pediu exoneração. Motivo? Ela não teve estômago para lidar com cadáveres destroçados, em adiantado estado de putrefação, sujos, sangrentos, fétidos.

Auditor Fiscal da Receita Federal – Um dos concursos mais desejados do país. Muita gente acha que a rotina de trabalho de um Auditor Fiscal se resume a dar uma olhadinha em alguns papéis antes de multar empresas que não pagam corretamente os impostos devidos, enquanto aguarda a próxima remuneração polpuda ser depositada em sua conta bancária. Só que a rotina de trabalho desse cargo está anos luz de distância disso. Auditores Fiscais trabalham muito, ficam atolados em meio a montanhas de papel e dados contábeis, enfrentam animosidades e caras feias quando estão fazendo auditoria nas empresas, ralam muito para faz juz ao que recebem.

Policial Federal – Outro cargo que é a “menina dos olhos” de muitos concurseiros, que apenas vêem seu glamour, a imagem hollywoodiana dos agentes da PF vestindo coletes à prova de balas e portando fuzis automático enquanto prendem criminosos famosos. Só que o cotidiano da profissão não é muito diferente do das polícias militares. Os caras têm de enfrentar bandidos, colocar a vida em risco, se embrenhar por lugares violentos e nem um pouco agradáveis.

Para dar um exemplo final e bem atual, que tal o cargo oferecido pelo concurso do Ministério da Fazenda, esse que oferece 2.000 vagas e vem causando furor entre os concurseiros. Sabem o que os aprovados farão? Prioritariamente atendimento ao público nas agências da Receita Federal. Isso mesmo, atendimento. Foi declarado isso por um top-top do mistério em entrevista recente sobre o concurso. Atendimento significa atender os contribuintes, tirar dúvidas, orientar no preenchimento de formulários e tal. Quem pensa que passando nesse concurso vai ficar tranquilinho fazendo trabalho interno atrás de um computador está muito enganado.

Resumo da ópera – Se é preciso ter cuidado com ao escolher um concurso por conta do lugar de exercício do cargo, seja por questões emocionais (deixar para trás família, amigos, namorados e namoradas) ou materiais (pelo custo de montar uma casa nova, uma vida nova), também é preciso ter cuidado na escolha do cargo para o qual se vai concorrer, para evitar que pouco após a posse você, amargamente, descubra que não foi talhado para tal cargo e então peça para sair!

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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Concurseiros na panela de pressão

Na quarta-feira falei dos concurseiros que não refletem com cuidado sobre o que pode significar em suas vidas uma mudança de cidade após a posse. Ontem foi publicado um artigo muito bom enviado por uma concurseira leitora do blog sobre os custos financeiros dessa mudança de cidade. Para fechar o assunto, vou falar hoje da pressão enfrentada por muitos concurseiros quando é publicada a nomeação e eles anunciam para família, namoradas (os) e amigos que estão arrumando as malas para irem embora.

Pressão, essa é a palavra que melhor define o que muitos concurseiros vivem quando anunciam para a família, namoradas (os) e amigos a tão “sofridamente” aguardada notícia de que obtiveram sucesso na guerra dos concursos públicos e, finalmente, forem nomeados para um cargo no serviço público.

Há basicamente três tipos de reações quanto ao anúncio de uma notícia desse tipo:

Felicidade – Ocorre quando a família, namoradas (os) e amigos ficam realmente satisfeitos com a notícia e compartilham da satisfação do sucesso, da recompensa por um longo esforço, junto com o concurseiro. Aqui não há cobrança, pressão, nada de negativo, apenas satisfação e desejo que tudo dê certo, disposição para apoiar o concurseiro nessa nova fase de sua vida, uma fase muito melhor e mais promissora.

Indiferença disfarçada de sorriso amarelo – Ocorre quando a família, namoradas (os) e amigos ficam mais invejosos do sucesso do concurseiro do que felizes com sua conquista. Isso acontece muito. Ao invés de expressarem o que realmente sentem, essas pessoas preferem fingir um sorriso amarelo e parabenizar com uma certa frieza o concurseiro. Se não estão dispostos a apoiá-lo nessa nova fase da vida porque queriam eles mesmos estarem vivendo o que o concurseiro está vivendo, pelo menos também não se esforçam para atrapalhar.

Discordância aberta – Ocorre quando a família, namoradas (os) e amigos descobre que o concurseiro conseguiu mesmo vencer uma guerra que era acreditada como não possível de ser vencida e se ressentem com isso, pois não aceitam a possibilidade do concurseiro se mudar para outra cidade e distanciar de suas vidas. Para essas pessoas passa a ser a hora de fazer o máximo de pressão possível para convencer o concurseiro a ficar com eles, não importando que isso seja fazê-los desistir de seu tão sofridamente conquistado prêmio, o cargo no serviço público.

Mas por qual motivo a família, namoradas (os) e amigos, gente que tecnicamente deveria desejar tudo o de melhor para o concurseiro e apoiá-lo 100% no sentido de que alcance o sucesso, faria pressão para que ele desistisse de uma vaga no concurso público só porque terão de se mudar de cidade e se afastar um pouco? As respostas para essa pergunta são várias, mas o principal motivo, ao meu ver, é a possessividade. Há mães e pais que preferem ter os filhos perto, sob seu olhar atento e constante, porque acham que eles não têm condições de viverem sozinhos. Há namorados e namoradas que acham que a distância significará o fim do relacionamento. Há amigos que sentem inveja do mundo de possibilidades que se descortina diante do concurseiros.

É, gente, não achem que a família, namoradas (os) e amigos são todos, sem exceção, bonzinhos e do bem, porque não são. Tirando os pais, que ao fazerem pressão sobre o concurseiro para que não assumam um cargo público em outra cidade o fazem por acharem que não é o melhor para o filho, ou seja, erram querendo acertar, de resto há por aí muita gente que pensa primeiro nela do que no concurseiro e daí fazem pressão nessas situações.

Resumo da ópera – Amigos concurseiros, se vocês estão prestando concursos com possível, ou certo, exercício em outra cidade, preparem-se para a pressão que irão enfrentar para não assumir esses cargos. Pode parecer fácil dizer hoje que isso não irá impedi-los de tomar posse e tal, mas não será. É muito tranqüilo dizer isso hoje, quando o nível de pressão é zero, mas quando a nomeação sair e a família, namoradas (os) e amigos caírem matando sobre você com 2.312 argumentos diferentes de porque você não deve assumir tal cargo e mudar de cidade, aí, sim, você saberá o real significado da palavra PRESSÃO.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

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CLIPE DO DIA

O clipe de hoje tem tudo a ver com o artigo, é um dos grandes sucessos da banda inglesa Queen. A música de chama "Under Pressure", traduzindo, "Sob Pressão".

Muito além da questão sentimental

Oi, concurseiros, meu nome é Graziela, e como fui empossada no começo do ano em um cargo público do judiciário estadual de Santa Catarina e designada para exercício no oeste do estado, sendo que sempre morei em Belo Horizonte (MG), conheço muito bem a questão de abandonar toda uma vida para recomeçar em outro lugar.

O artigo de ontem foi muito bom, principalmente porque tocou em um ponto muito importante, na necessidade de uma real intenção do concurseiro de assumir um cargo público mesmo com exercício em uma cidade longe de onde se mora, de onde está a família, os amigos, da pessoa amada. Realmente, muitas pessoas não se dão conta disso antes de se inscreverem em diversos concursos, ou se fazem acreditam que será algo muito menos traumático do que é na realidade. Por esse motivo, não são poucos os concurseiros que no momento crucial desistem de serem empossados ou mesmo de entrarem em exercício, eu mesma conheço alguns.

No entanto, o concurseiro se vê na iminência de se mudar de cidade para assumir um cargo público está diante de uma situação que vai muito além da questão sentimental.

Vocês não imaginam como é caro montar uma casa partindo da estaca zero, a burocracia envolvida, a quantidade de idas e vindas, um verdadeiro horror. Permita-me destacar alguns pontos particularmente importantes que me causaram grandes transtornos:

Alugar um apartamento – Nunca pensei que alugar um apartamento (ou casa) fosse algo tão burocrático e desgastante, principalmente para uma forasteira na cidade. Depois de dias procurando por um imóvel que atenda a suas necessidades de localização, tamanho, estado de conservação e valor do aluguel, é necessário ter muita paciência para apresentar todos os documentos exigidos e, principalmente, lidar com a questão do fiador. Como não conhecia ninguém na cidade para onde me mudei e preferia não pagar a taxa abusiva de contratação de um seguro de locação, um tipo de seguro aceito pelas imobiliárias no lugar do fiador, tive de negociar a possibilidade de fazer um depósito de caução no valor de três aluguéis.

Linha telefônica e Internet – Se por um lado se tornou muito fácil contratar a instalação de uma linha telefônica que permita utilização de Internet de banda larga, por outro lado o desgaste para que realmente instalem o produto no prazo combinado continua grande. No meu caso, a instalação atrasou três dias e se deu somente após várias ligações com longas esperas para falar com um atendente.

Comprar móveis – Comprar móveis para a nova casa não é tão fácil quanto somos levados a pensar. Se de um lado temos limitações de espaço no novo lar, de outro lado temos limitações financeiras. Bons móveis são realmente caros, demandando muita pesquisa para se encontrar os melhores produtos dentro do seu orçamento. Além disso, não são poucas as vezes em que não há produtos disponíveis para pronta entrega. O quesito entrega e montagem dos móveis comprados é um caso a parte, e fonte de mais contratempos e dores de cabeça.

Comprar acessórios domésticos – Eu não imaginava que era preciso uma quantidade tão grande de acessórios domésticos para tornar a vida possível em uma casa. São acessórios de cozinha (pratos, talheres, copos), acessórios de banheiro, acessórios de sala, acessórios de quarto. Apesar da maioria desses acessórios não custar caro, o total das compras não será barato, além do tempo que é tomado para ir a todas as lojas e comprar tudo o que é preciso, sempre com a certeza de que algo está sendo esquecido e fará falta no futuro.

Criar uma rotina de viver sozinha – Para quem já viveu ou vive sozinho isso não será problema, mas para pessoas que como eu sempre viveram com a família será uma questão de grande importância. Além de uma certa solidão no começo e do fatal “home sickness”, a famosa saudade de casa, tudo dependerá de você para seu novo lar funcionar, e são tantas coisas. É preciso agendar o pagamento de contas mensais, cuidar da compra semanal de alimentos, manter a organização geral, contratar faxineira, encanador ou eletricista sempre que necessário.

Poderia escrever longas páginas a respeito desse lado material de assumir um cargo público em outra cidade, mas essa não é a intenção desse artigo. De qualquer modo, acredito que consegui sintetizar os pontos mais importantes desse lado da questão.

Resumo da ópera – Espero que este artigo sirva como orientação para concurseiros que estão em vias de se verem em situação similar a minha, e desse modo atentem para outras tantas necessidade com que terão de lidar além da questão sentimental da necessidade de ter de se mudar e recomeçar a vida em como um “estranho numa terra estranha”.

Graziela Souza é uma concurseira que agora luta pela magistratura e vem se adaptando muito bem em viver sozinha longe da família.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

Garota, eu vou pra Califórnia ... vou?

É até engraçado como na guerra dos concursos públicos muitos concurseiros são vitimados por tiros que eles mesmo disparam. Sim, você leu certo. Há muitos concurseiros que são vítimas das próprias escolhas. Melhor explicar com um exemplo prático.

Essa semana um amigo concurseiro recebeu uma ótima notícia que ele esperava há um bom tempo. Saiu sua nomeação para um cargo no Judiciário para um estado da região Centro-Oeste. O cara tinha até desistido de ser chamado nesse concurso, mas depois de mais de um ano, chegou sua vez.

Felicidade geral, comemoração, festa ... só no primeiro momento. Agora o cara está amargando a maior dúvida quanto a pedir a conta de sua vida por aqui e recomeçar a vida a mais de dois mil quilômetros do lugar onde ele nasceu, cresceu e viveu por mais de três décadas.

Claro que esse amigo não pensou que viveria esse drama ao invés da alegria da vitória quando se inscreveu nesse concurso. “Naquele momento tudo era muito claro para mim. Eu estudaria, passaria, arrumaria as malas e iria feliz da vida assumir o cargo, sem mágoas, sem dúvidas, sem sofrimento. Mas não é isso que está acontecendo”.

A mesma coisa acontece com muitos concurseiros. Quando toma conhecimento de um concurso, o cara fica alegre e resolve encarar a luta. Nesse momento a perspectiva de ser aprovado e empossado no cargo em local distante é dourada, linda, bem vinda. Daí o cara começa a estudar e enquanto estuda sonha com a vaga. O cara faz prova pedindo a Deus para ser aprovado. Depois fica ansioso aguardando a nomeação, sonhando com o dia em que vai juntar as malas e partir de mudança para a vida nova. Até aí tudo é muito bonito e fácil de aceitar porque não é concreto, é ainda um objetivo abstrato.

O bicho pega quando o sonho abstrato da posse torna-se concreto com o ato oficial da nomeação do concurseiro. Nesse momento, enquanto para muitos concurseiros é hora de comemorar e arrumar as trouxas, para outros é hora de encarar a fria e cruel necessidade de cortar o cordão umbilical, abandonar o conforto da comodidade, e encarar a estrada, uma nova cidade, uma nova casa, algo aterrorizante.

Por isso já disse várias vezes e repito, precisamos tomar muito cuidado com os concursos nos quais nos inscrevemos e para os quais estudamos com seriedade justamente por conta disso. Se você não se sente confortável com a idéia de ter de abandonar sua família, amigos, cidade, casa para tomar posse em um lugar distante, onde por algum tempo você será um estranho numa terra estranha, então talvez prestar concursos para esses lugar não seja a melhor estratégia.

Desses concurseiros que têm receio de abandonar o ninho, muitos encaram o desafio e vão embora tentar a sorte, mas muitos preferem não arriscar e para esses sobra apenas a mágoa de não ter tido coragem, disposição, ou seja, lá o que for para agarrar a chance de mudança que a vida lhes deu.

Esse amigo está vivendo um momento duro. De um lado há toda a pressão para ele assumir o cargo, pressão dele mesmo, pressão da família, pressão dos amigos, pressão da falta de grana e tudo o mais. De outro lado há toda a pressão para ele não assumir o cargo, pressão dele mesmo, pressão da família, pressão dos amigos, pressão da falta de grana e tudo o mais. O cara simplesmente não sabe o que fazer e tem poucos dias para se decidir, já que semana que vem ele tem de apresentar todos os documentos e passar pelo exame médio anterior à posse.

Resumo da ópera – Se você desconfia que poderá enfrentar o mesmo drama que esse meu amigo concurseiro está enfrentando agora, melhor parar e meditar com muito cuidado sobre o assunto, pois pior que não passar em concurso público, é passar e não tomar posse do cargo por conta de problemas não analisados quando deviam como esse.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA

Lulu Santos - "De Repente, Califórnia"

Só Deus sabe com certeza quando!

Usamos muito a expressão “caixinha de surpresas” quando nos referimos a uma situação em que tudo pode acontecer, na qual não temos um bom palpite ou mesmo idéia do que rolará.

Muita gente não sabe que esse termo é derivado de um brinquedo infantil com o mesmo nome, comum antigamente, mas que vem se tornando cada vez mais raro. A famosa Caixinha de Surpresa era uma caixinha de latão ou madeira toda decorada, bonita, colorida, com uma pequena manivela saliente. Funcionava assim, a criança girava a manivela para fazer uma musiquinha divertida tocar, então, do nada, a tampa da caixa se abria e saltava um boneco de mola de dentro, fazendo-a tomar um agradável susto. Como o dispositivo mecânico que controla essas caixinhas faz com que cada vez a tampa se abra liberando o boneco após um número diferente de giros na manivela, nunca se sabe exatamente quando o danado vai pular para te dar um susto, daí a surpresa.

A concurseira Nara Fernandes Araújo enviou recentemente a seguinte pergunta:

Você acha que os aprovados no concurso do Ministério da Fazenda têm chances de serem nomeados até o mês de setembro desse ano?

Nara, a única resposta que tenho para sua pergunta é que se trata de uma caixinha de surpresas!

É engraçado como concurseiros que ainda não passaram em nenhum concurso não se preocupam muito com isso. A grande maioria tem a falsa crença de que assim que for homologado o concurso no qual finalmente se sagrarem vitoriosos, serão nomeado, empossados e entrarão em exercício, tudo muito rápido e eficiente.

Pena que não é assim.Que o diga a maioria dos concurseiros veteranos que já passaram em concurso público. Claro que em alguns casos a nomeação, posse e entrada em exercício acontece rapidamente após a homologação do concurso, mas é a minoria dos casos. Em geral, é preciso esperar, algumas vezes esperar muito.

Eu mesmo estou nesse barco chamado “esperar muito”. Em novembro de 2007 prestei prova para o concurso do TJSP, passei, mas até hoje não saíram nomeações, nenhuma, niet. No começo do ano passado prestei prova para o concurso da SMA-SP, até hoje não foi divulgada a lista dos aprovados por conta de recursos impetrados por candidatos portadores de necessidades especiais contra o resultado das perícias médicas. E por aí vai.

Provavelmente a Nara está preocupada em saber se as nomeações sairão até setembro por que essa é a data limite para alguma coisa importe para ela, talvez tenha de se mudar, reassumir um emprego, de qualquer forma, nem ela nem concurseiro algum pode trabalhar com um horizonte de tempo tão curto. Podem as nomeações desse concurso sair até setembro? Claro que sim, talvez até antes. Podem as nomeações sair só em novembro ou mesmo no começo do ano que vem, também podem.

Se de um lado pode-se argumentar que essa demora na nomeação dos aprovados de muitos concursos públicos é uma certa falta de respeito da Administração Pública para com os concurseiros, por outro lado também é preciso argumentar que muitas vezes essas demoras são causadas pelo exercício de vários candidatos desses concursos do seu direito do contraditório e da ampla defesa.

Resumo da ópera – Nara, sinceramente não posso responder a sua pergunta com outra resposta que “não tenho a menor idéia”. Acho que o negócio é você estudar forte, prestar esse concurso e torcer os dedos tanto para que você seja uma das aprovadas, quanto para que as nomeações sejam publicadas o mais rápido possível.

AVISO - Gente, estou atrasado em aprovar algumas dezenas de comentários aos artigos postados durante a semana que fiquei sem monitor de computador, bem como de ler vários emails que chegaram. Como final de semana tenho prova, não posso colocar tudo em dia essa semana, mas semana que vem faço sem falta :-)

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

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CLIPE DO DIA

Todos achavam que Britney Spears estava acabada após um longo período de escândalos e bebedeiras, mas não é que a moça está dando a volta por cima bonito?! Com você um de seus novoa sucessos, "Circus".

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