COLUNA DO SOLITÁRIO CONCURSEIRO - Quando é melhor ficar calado

Sou daqueles que seguem o velho clichê: futebol, política e religião não se discutem. São assuntos sempre polêmicos e todos querem puxar para o lado que lhes convém. Claro, não levo à risca, às vezes eu discuto, brinco e me divirto com esses assuntos, tirando a religião por uma questão de respeito.

Não pense você que na área de concursos é diferente. Existem assuntos e situações que não tem como discutir ou sequer comentar. Pra falar a verdade, eu não sei como pessoas que se esforçam para estudar e fazer provas possa perder tempo com conversas que não irão influenciar em nada o seu rendimento. Dos cursinhos aos candidatos terroristas, existe muito “achismo” na área de concursos. Aprendi, portanto, que posso perder meu precioso tempo de estudos discutindo o indiscutível. Em algumas discussões sobre concursos eu não entro mais e tenho boas razões para isso, são elas:

Concorrência: a pior coisa que pode atrapalhar um concurseiro em uma prova é ficar procurando e pensando na concorrência. Tanto faz ter mil ou cem mil concorrentes, o que vai valer na hora da prova será a quantidade de horas que você estudou e sua capacidade de domar os seus sentimentos e anseios. Também não ligo para essa conversa de que apenas 10% estudam. Não existe nenhuma pesquisa sobre o assunto, nada. É tudo “achismo” de donos de cursinhos, professores e candidatos desesperados. Experimente estudar muito e acertar 90% ou mais de uma prova e verá que concorrência é o de menos, basta você fazer a sua parte.

Candidato ao lado: falar sobre o candidato ao lado é uma variação da concorrência. O candidato ao lado nós conhecemos, sabemos como estuda e o que faz. Aqui não se trata de uma conversa e sim uma fofoca de dois concurseiros sobre outro concurseiro. Como estudo em biblioteca quase sempre me deparo com esse assunto. É comum eu escutar algumas coisas do tipo: “Fulano só dorme, como é que quer passar em concurso?”, “Ciclano está estudando errado, desse jeito não vai passar nunca!”, “Beltrano está estudando 12 horas por dia, desse jeito vai dar um nó na cabeça”. Esse é o típico assunto que quando escuto o meu único comentário é um murmúrio sonoro: “Éééé...” Enquanto concurseiros fofocam sobre o candidato ao lado, o mesmo continuará estudando e buscando a sonhada aprovação.

Matérias que irão cair na prova: disso eu até converso, mas separo bem as pessoas. Se você conversar sobre isso com um “falso concurseiro” ou um “fazedor de concursos”, sairá do nada pra lugar nenhum. A conversa será envolta de “achismos” desmedidos que só irão te atrapalhar. Agora, se a conversa for com um concurseiro, como você, poderá render bons frutos. Nada melhor que conversar com uma pessoa comprometida, com experiência em fazer provas, que conhece o estilo da banca e dos examinadores. Juntos, vocês poderão chegar próximos ao que pode estar na prova. Mesmo com esses concurseiros sérios, eu sustento sempre que é melhor estudar tudo e fechar o cerco, do que ficar tentando adivinhar o que estará na prova. Quem já fez prova do CESPE, por exemplo, sabe do que estou falando.

Rankings: confesso que sou curioso e ansioso, mas não perco meu tempo com eles. Dou uma olhadinha pra ver como foi a média das notas e só. Tem gente que cria várias teorias em cima de rankings. Falam sobre fator multiplicador, nota de corte, análises... Tudo bem, se olharmos para a estatística pura, chegaremos a várias conclusões. Mas existe um problema que está em nossa raiz cultural, ou seja, quem se dá bem quer mostrar para todo mundo, faz questão que os outros saibam do seu êxito, quando acontece o contrário, o normal é que as pessoas se escondam, seria algo vergonhoso e, portanto, não merece ser exposto. O que acontece em rankings é isso, quem acha que foi bem e que tem chances, posta a nota, quem acha o contrário fica de fora e aí a estatística quase sempre falha. Rankings de notas só servem para gerar expectativa e ansiedade, além de atrapalhar os nossos estudos. Portanto, use-os com moderação.

Resumo da ópera: Existem assuntos em concursos que são indiscutíveis, seja porque não leva a lugar algum ou porque não se pode chegar a uma conclusão. Portanto, é melhor estudar do que perder tempo com certos assuntos. Ao invés disso, procure pessoas que você possa discutir sobre as matérias, materiais de estudos, dicas e outros assuntos que só irão lhe ajudar no espinhoso caminho do sucesso em concursos públicos. Para aqueles que insistem em conversar sobre isso, fique calado. “Não há nada de errado em não ter o que dizer, a menos que tu insistas em falar”.

Tiago Gomes, um solitário concurseiro especialmente para o Concurseiro Solitário.

Observação 1: Com certeza existem outros assuntos chatos que não foram incluídos neste artigo. Se você também acha um porre determinadas conversas, conte-nos através da ferramenta de comentários do blog.

Observação 2: Meu próximo artigo será sobre o material que já usei nessa longa caminhada. Uma pequena análise sobre os livros e apostilas. Só aqui no Concurseiro Solitário. Fique ligado!

Limbo concurseiro

Essa semana começou muito bem para mim. Faltando duas semanas para as provas do MPOG, estava animado para estudar, descansado depois de tirar o domingo de folga, com uma bela arrancada final de estudos planejada em detalhes. Ou seja, era “céu claro de brigadeiro”, tudo claro, limpo, transparente.

Então na quarta feira algo aconteceu. O resultado de um concurso que nem pensava que estava para sair, saiu. Corro para ver meu desempenho. Algo ótimo aconteceu, estou na lista dos 120 (entre os mais de 5 mil) que tiveram nota suficiente nas questões objetivas para terem as questões subjetivas corrigidas. Mas o “tudo o que é bom dura pouco” me acertou em cheio na cara com a força de um soco do Mike Tyson em seus bons tempos de campeão de boxe peso-pesado.

Há uma nota de corte na soma das questões subjetivas e estou 0,73 pontos abaixo dessa nota.

Esse não é o problema, não, é algo bem pior. Simplesmente está previsto no edital que os candidatos que não concordarem com as notas recebidas nas questões subjetivas poderão, na segunda-feira, entrar com recurso argumentando porque suas respostas merecem notas maiores que as recebidas.

Existe o certo e o duvidoso. No certo não pairam dúvidas, é aquilo e ponto final, é um dia ensolarado ou chuvoso, é dia ou noite. No duvidoso as dúvidas fazem a festa, pode tanto ser isso quanto pode ser aquilo, é dia nublado, é chuva com sol, é aquela hora no amanhecer e no alvorecer em que é tanto dia quanto noite.

LIMBO: Derivação: sentido figurado. Estado de indecisão, incerteza, indefinição.

Simplesmente esse resultado de concurso me jogou no limbo. Claro que vou entrar com recurso, não sou besta de desperdiçar essa oportunidade de poder virar a mesa e ganhar o jogo. Desde quarta-feira estou preocupado com esse maldito recurso, no quê e como argumentar de forma a convencer a banca examinadora de que mereço, pelo menos, esses míseros 0,73 pontos que podem ser a diferença entre minha vitória e derrota nesse concurso.

Gente, estar no limbo é uma droga. Sinceramente não queria estar nessa situação. Sei lá quanto tempo terei de esperar até o resultado desse recurso sair e até lá, por mais que tente compartimentalizar a ansiedade, sei que vou sofrer um pouco com isso.

Ontem disse isso para uma amiga concurseira, que preferia ter passado ou não passado de uma vez ao invés de ficar nessa situação de incerteza, dependente da boa vontade de uma banca examinadora que irá analisar com lupa meus argumentos de que mereço alguns décimos de pontos a mais, convencê-los de que não corrigiram direito minhas respostas, convencê-los de que estão errados em querer me tirar dessa corrida. A menina não gostou muito de me ouvir dizendo isso. Ela retrucou que gostaria de passar por algo assim, pois então ela saberia que estar muito próxima da tão sonhada aprovação, que está quase lá. Onde eu vejo limbo, ela diz que veria horizonte. Talvez se ela estivesse no meu lugar (rezo para que obtenha a aprovação sem passar por esse estágio) veria mesmo horizonte, mas por mais que tente, vejo somente limbo.

Alguns poderão dizer que estou sendo ingrato, que deveria estar contente por ter uma chance, por menor que seja, de virar meu jogo e ao invés de engrossar a multidão que já sabe que não passaram nesse concurso, garantir um lugarzinho nas fileiras dos vitoriosos que receberão como prêmios as vagas oferecidas. Não se trata de ingratidão, mas de incômodo com a incerteza. A última coisa que quero para me atrapalhar é mais ansiedade do que já tenho de lidar.

Resumo da ópera – Já deu para notar que hoje não estou muito inspirado para escrever um artigo animado, criativo, motivador. Perdoem-me, mas esse maldito limbo está me tirando dos eixos e toda minha força está sendo empregada para impedi-la de atrapalhar muito na arrancada final para o concurso do final de semana que vem. Vida de concurseiro, definitivamente, não é fácil. Temos de conviver com pressões de todos os lados, algumas até que não imaginávamos que iríamos ter de suportar.

Limitações geográficas - Quando a distância é um problema

Há concursos pelo Brasil todo, o ano todo. A maioria dos concurseiros procura as melhores oportunidades, ou seja, os concursos que combinem salário atraente, um programa de matérias “estudável”, um bom número de vagas oferecidas e uma possibilidade de baixa concorrência. O problema é que muitas vezes encontra tudo isso em um concurso que será realizado a milhares de quilômetro de onde mora, em um estado distante. Então, como diz o ditado popular “a porca torce o rabo”.

Basicamente temos três tipos de concursos em termos de, digamos, amplitude geográfica. Temos os concursos municipais, que são de amplitude local. Temos os concursos estaduais, que são de amplitude regional. Finalmente temos os concursos federais, que são de amplitude nacional. Os primeiros têm provas nos próprios municípios, logicamente. Os concurso estaduais, em sua maioria, têm provas somente na capital do estado, sendo que algumas vezes são realizadas provas também em algumas cidades maiores do interior. Já os concursos federais, que tecnicamente e legalmente, deveriam acontecer em diversas capitais estaduais pelo país afora, muitas vezes é realizado somente em Brasília, São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Quando falamos de concursos municipais, não há muito do que reclamar. Se são concursos locais, quem estiver disposto a concorrer a uma das vagas oferecidas terá de se deslocar ao tal município para se submeter ao concurso e ponto final. O mesmo acontece com os concursos estaduais, que obrigam os candidatos a viajar para sua capital para fazer as provas, ou então para alguma cidade do interior quando é o caso.

O problema é com os concursos federais, que são realizados com mais freqüência, oferecem o maior número de vagas, o maior número de vagas e por isso são os mais visados. Já me cansei de ver discussões acirradas e reclamações inflamadas de concursos federais que têm provas somente me Brasília, Rio ou São Paulo, contrariando, inclusive, disposição legal. Só que isso acontece e enquanto não muda, devemos lidar com a situação da melhor forma possível.

Realmente prestar concursos públicos em locais distantes é complicado e caro. Complicado por conta do tempo que se gasta com preparativos (descobrir um hotel decente por um preço razoável na cidade de prova, o melhor jeito de chegar lá, ...), com a viagem em si, com o cansaço da viagem e por aí vai. Todo concurseiro que já viajou para uma cidade onde nunca antes havia sentado os pés sabe do que estou falando. Além disso, há os custos envolvidos. Fazer provas em locais distantes não fica barato por mais que se queira poupar. Some-se a tudo isso a concorrência brutal dos concursos públicos atualmente e temos uma receita explosiva de complicação logística, altos custos e chance grande de tudo ser em vão ao não conseguir aprovação.

O concurso do STF que será realizado em julho em Brasília é um bom exemplo desse problema. Esse é um concurso muito visado para cargos muito desejados, bom salário e matérias tranqüilas a serem cobradas em prova. Só que quem quiser concorrer a uma das vagas terá de ir a Brasília e é isso que está pegando para muitos concurseiros.

Eu, particularmente, abro mão de prestar muitos bons concursos por conta da distância de onde serão realizados. Não acho que valha a pena gastar em um único concurso distante o que gastaria para fazer três ou quatro concursos mais próximos. É a tal da fria questão de custo e benefício.

Dependendo do concurso, até vale fazer um esforço extra e bancar os gastos. E quando isso vale a pena? Quando você julga ter boas chances de aprovação. Vocês não imaginam quanta gente já encontrei em concursos em Brasília e que estão lá mais para fazer turismo, pois não têm condições nenhuma de concorrer a uma das vagas oferecidas no concurso. Se não for para efetivamente concorrer a uma das vagas, prefiro não ir.

Resumo da ópera – Não adianta, gente, se o concurso é distante, a grana é curta e a tal relação de “custo x benefício” diz que não, o melhor é esquecer aquele concurso e continuar estudando forte para novas oportunidades mais interessante que surgirão. Concursos públicos acontecem todos os meses do ano, não há motivo para desespero.

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PERGUNTA DO DIA

Como você lida com as distâncias entre onde você mora e os locais de prova dos concursos? Você evita fazer concursos muito distantes? E quando não tem jeito de fazer isso e o concurso é muito bom, como você faz?

Essa pergunta deve ser respondida em nossa comunidade no Orkut. Basta clicar no homenzinho ai em cima (você precisa estar conectado no Orkut em outra janela de navegador para ser levado à página de resposta).

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MÚSICA DO DIA
A música de hoje é um clássico do final dos anos 80, mais exatamente de 1988. "You got it", sucesso de Roy Orbison, alcançou a 9ª posição da Billboard e foi sucesso em muitos países. Esse foi o último sucesso do cantor, que faleceu meses depois de ataque do coração aos 52 anos.

Será que se gasta tanto assim?

Ainda aproveitando o artigo sobre concursos públicos publicado semana passada no CorreioWeb (site do jornal Correio Braziliense) e que citei no artigo da segunda-feira, hoje comentarei sobre os gastos que, segundo o jornal, os concurseiros teriam até obter alcançar a aprovação.

Segundo o artigo, o investimento para ser aprovado em um concurso de nível médio seria entre R$ 4 mil e R$6 mil, enquanto para um concurso de nível superior seria de R$ 8 mil a R$12 mil e, finalmente, para concursos “topo de linha” seria entre R$20 mil e R$30 mil.

Realmente esses valores assustam à primeira vista, mas é preciso vê-lo com uma certa reserva. O artigo deixa claro que esses valores englobam apostilas, livros, taxas de inscrição e um bom cursinho. Só que a realidade dos concurseiros é bem diferente, vejamos:

- O artigo considera a compra de apostilas e livros novos, só que a maioria dos concurseiros reusava material de outros concursos, compra ou ganha material usado por outros concurseiros, colhem material na internet, ou seja, dilui esse custo.

- Como já disse no artigo da segunda-feira, muitos concurseiros não fazem cursinho, seja por opção, falta de grana ou mesmo falta de um bom cursinho na cidade onde vivem.

O que pode “pegar” mais nos custos são viagens para realizar provas em locais distantes, algo que feito com freqüência realmente aumenta muito o valor final da conta da aprovação.

Como concurseiro e conhecendo vários outros concurseiros, sei que os gastos dos concurseiros médios pelo Brasil afora é bem menor. Para conseguir a aprovação em um concurso de nível médio sem viagens para fazer provas em locais mais distantes, um concurseiro gastará em torno de R$ 2 mil. Quando falamos de concursos de nível superior, o material é mais caro e as provas passam, muitas vezes, a serem feitas em cidades mais distantes, o que eleva a conta da aprovação para em torno de R$5 mil. Agora, quando se trata de concursos “topo de linha”, acredito que a conta pode atingir com facilidade os R$10 mil.

Sinceramente, acho que as contas apresentadas no artigo do CorreioWeb estão bastante inflacionadas, mostrando a realidade de um concurseiro ideal (que utiliza os melhores livros e apostilas comprados novos, faz um ótimo cursinho, presta vários concursos só para treinar), algo bem distante da realidade dura da maioria dos concurseiros que têm de driblar a grana curta que precisa ser dividida com outras necessidades mensais básicas.

Não ter as condições ideais para estudar, sejam materiais ou ambientais, não é desculpa para não ser um concurseiro sério. Muito pelo contrário, isso deve funcionar como incentivo, pois não existe melhor motivador que a possibilidade de uma vida melhor, mais tranqüila e mais farta.

Já aconteceu várias vezes de eu ir a uma livraria de concursos comprar algum livro escolhido a dedo e encontrar na loja alguém que compra uma pilha de livros sem nenhum critério e gasta uma boa grana com isso. Não é a toa que já comprei várias vezes livros novos como se fossem usados, isso mesmo, livros comprados por gente assim e que no final são vendidos como livros usados sem que nunca tenham sido ao menos abertos.

Resumo da ópera – Preparar-se com qualidade o suficiente para garantir aprovação em concursos públicos não é fácil e muito menos barato, mas também não é preciso gastar vários mil reais nessa guerra, principalmente quando não se tem vários mil reais para gastar. Como “dinheiro não dá em árvores”, o negócio é escolher com cuidado os livros e apostilas que for comprar, tendo certeza de que realmente são os melhores e que você os usará para vários concursos, segurar os gastos onde for possível, se objetivo e metódico nos gastos. Bom fosse se todos pudéssemos gastar R$6 mil, R$12 mil, R$30 mil para nos prepararmos para concursos públicos.

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MÚSICA DO DIA
A músicad hoje é um clássico do rock dos anos 70. Lançada exatamente em 1970 pela banda canadense "The Guess Who", "American Woman" logo alcançou o sucesso e desde então faz parte da mitologia do rock, tendo sido regravada por diversos cantores e bandas. Essa versão muito legal é interpretada pelo talentoso Lenny Kravitz.

Os três concurseiros

Era uma vez três porquinhos que tinham trabalhos parecidos e um dia resolveram tentar a carreira pública.

Um deles fez essa escolha mais por pressão de parentes e amigos do que porque realmente queria fazer aquilo. Cansado de tanta gente falando na sua cabeça de que ele precisava melhorar de vida, comprou algumas apostilas sem escolher muito e passou a fingir que estudava, fingir que fazia provas, fingir que quase passava. O nome desse porquinho era “falso concurseiro”.

Outro porquinho fez essa escolha parte por pressão de parentes e amigos, parte porque até que queria mudar mesmo de vida. Só que ele não estava muito motivado, tinha preguiça de estudar tanto quanto seria necessário para passar em um bom concurso. Comprou um material de estudo bom, começou a estudar com um pouquinho de esforço e a fazer um punhado de provas de concursos. O nome desse porquinho era “fazedor de concursos".

O terceiro porquinho fez essa escolha totalmente consciente do que teria de ralar antes de obter o sucesso e agradeceu aos conselhos e parentes e amigos que o ajudaram a toma essa decisão. Desde o começou procurou usar o melhor material que podia conseguir, se organizou, criou uma estratégia de estudo que sempre procurava melhorar, ralou muito para estudar sem medo de quantas HBCE (horas de bunda na cadeira estudando) teria de ter para ser aprovado. O nome desse porquinho era “concurseiro”.

Depois de alguns anos o porquinho “concurseiro” já havia sido aprovado em vários bons concursos e ocupava um ótimo cargo público com salário para lá de satisfatório, escreveu um livro sobre estratégias de estudo e estava muito feliz colhendo os frutos generosos do seu esforço. O porquinho “fazedor de concursos” alcançou a aprovação somente depois do dobro de tempo de estudo do “concurseiro” e mesmo assim em concurso menor, no qual foi empossado em um cargo com salário mais ou menos, e continua estudando mais ou menos com a esperança de melhorar de vida. Já o porquinho “falso concurseiro” acabou sendo descoberto como um grande fingidor e até hoje sua família o trata com desprezo e os antigos amigos nem querem ouvir falar nele.

Esses são, em minha visão, os três principais tipos de concurseiros que existem. Só que não são tipos determinados pela genética, mas pela decisão interna de cada um. Isso quer dizer que ninguém nasce “concurseiro”, “fazedor de concursos” ou “falso concurseiro”. Nada disso. Isso quer dizer que o que determina que tipo somos é nossa decisão interna de como encararemos a guerra dos concursos públicos.

Não é incomum de passarmos por dois ou até pelos três tipos. Eu já fui por algum tempo, mais de um ano antes de começar a estudar sério para concursos, um “falso concurseiro” somente para satisfazer a “encheção de saco da família e da namorada”. Quando tomei a decisão de parar minha vida para estudar sério para passar, me tornei um “concurseiro”.

A evolução é sempre bem vinda. O “falso concurseiro” que se torna “fazedor de concursos” ou “concurseiro”, o “fazedor de concursos” que se torna “concurseiro”. Isso é ótimo, parabéns para esses caras. O problema é que também há a evolução inversa, ou seja, do cara desanimar com as derrotas normais nessa guerra e de “concurseiro” se torna um “fazedor de concursos” e então para “falso concurseiro”. Que Deus tenha piedade de quem fizer essa bobagem.

Insisto nessa diferenciação porque acho muito importante deixar claro que todo mundo que faz concursos públicos não pode ser considerado o mesmo tipo de marujo apesar de todos estarmos no mesmo barco. Generalizações aqui não funcionam direito. Comparações devem ser feito com cuidado para não se usar o famoso “dois pesos, duas medidas”.

É também muito importante que cada um pare e seja franco consigo mesmo sobre qual tipo de concurseiro se é realmente. Como já diz o velho ditado “enganar as pessoas é fácil, o difícil é enganar a si mesmo”. Geralmente quem só engana as pessoas é o “falso concurseiro” que só quer com isso que parem de lhe encher o saco. O problema está em quem engana a si mesmo, porque esses são os “fazedores de concurso” que acham que estão fazendo muito quando estão é fazendo pouco.

Resumo da ópera – Seja sincero com você mesmo e defina que tipo de concurseiro você é realmente. Partindo disso você poderá então definir o que precisa fazer para melhorar e chegar mais perto da vitória na guerra dos concursos públicos, ou se não precisa é fazer nada e continuar enganando a todo mundo de que luta por algo que no fundo não está nem aí.

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PERGUNTA DO DIA

Seja sincero, você é um concurseiro (alguém que estuda sério para passar), um fazedor de concursos (alguém que estuda mais ou menos tem esperança de um dia passar) ou um falso concurseiro (você estuda um pouquinho e conta com a sorte para passar?

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MÚSICA DO DIA
A música de hoje é tema do 17º filme de James Bond, o famoso agente britânico 007. Hehehe, sou fã desses filmes. A música se chama "Goldeneye", nome do filme, e é interpretada pela diva Tina Turner. Um clássico essa música.

O que penso sobre cursinhos para concursos públicos

Semana passada foi publicada na seção de concursos públicos do CorreioWeb (site do jornal Correio Braziliense), parada obrigatória para concurseiros interessados em informações fresquinhas sobre concursos públicos, um artigo com o qual não concordo em alguns pontos e vou falar um pouco desses pontos em três artigos ao longo da semana.

Antes de começar, o artigo poderá ser acessado clicando AQUI.

Nesse artigo há várias declarações do professor Granjeiro, dono de um dos maiores cursinhos de concursos do Brasil, o Obcursos. O professor é muito respeitado no meio concurseiro, bem como seu cursinho. A maioria de suas declarações são pertinentes, porém não posso concordar com uma em especial onde ele diz que "A chance de alguém começar a estudar para concursos sozinho e passar é muito, muito pequena".

A maioria dos concurseiros que conheço não faz cursinho. Muitos porque não podem bancar as mensalidades (os melhores cursinhos custam realmente caros), outros porque não dispõem de bons cursinhos em suas cidades e muitos outros porque, simplesmente, preferem estudar sozinhos. Desses muitos já foram aprovados e empossados em mais de um concurso público, outros estão prestes a isso. Constato a mesma coisa quando acesso fórums e listas de discussão concurseiros, são muitos os que nunca fizeram cursinho e tiveram sucesso nessa guerra. Daí não posso concordar com o professor Granjeiro.

Na época do vestibular fiz cursinho, dois anos para ser exato, até conseguir a tão sonhada aprovação no vestibular da Fuvest para cursar Economia na USP. Como tenho certeza de que tal cursinho não difere dos cursinhos para concursos públicos a não ser nas matérias estudadas, minhas constatações sobre o primeiro valem também para o segundo. Vejamos.

1ª Constatação – Cursinhos são ótimos para criar e manter a disciplina dos candidatos, que por conta da rotina, da pressão dos professores e dos colegas, têm o incentivo necessário para estudarem com regularidade e qualidade.

2ª Constatação – Os professores de cursinhos ensinam muitos truques para memorizar melhor os pontos mais importantes da matéria, apontam as matérias mais cobradas, tornam mais fácil o entendimento de pontos complicados e tópicos nebulosos e tal.

3ª Constatação – Apesar de tudo de bom que os cursinhos oferecem, no final o aluno tem mesmo é de estudar sozinho e muito se quiser passar.

Até agora não me sentei na carteira de nenhum cursinho para concursos. Em primeiro lugar porque onde moro não tem nenhum bom cursinho e não tenho condições financeiras para me mudar para uma cidade que os tenha. Em segundo lugar, por já ter um longo histórico de disciplina de estudos, estou me virando muito bem estudando sozinho e já ouço a aprovação bater à minha porta.

Sinceramente, acredito que quem conseguir criar uma disciplina de estudo regular e não tiver problemas para estudar sozinho matérias que nunca viu antes não terá problemas em estudar sozinho para concursos. Muita gente faz isso e com muito sucesso.

Infelizmente cursinho não é a arma mágica que garantirá a vitória nessa guerra. O que há de “fazedores de concursos” que cursam os melhores cursinhos há anos e não conseguiram aprovação nenhuma até agora é um absurdo. Isso acontece porque além daquelas cinco horas de cursinho o cara terá de estudar outras cinco por conta própria. Só freqüentar as aulas de cursinho e nunca abrir as apostilas e livros em casa não adianta porcaria nenhuma a não ser enganar pais, esposas, maridos, namoradas, amigos de que se está estudando quando na verdade não está.

Resumo na ópera – Não descarto a possibilidade de me matricular em um bom cursinho depois de empossado (portanto com grana para pagar a mensalidade). Porém, não acho mesmo que cursinho seja indispensável para a aprovação em concursos públicos, que a chance de aprovação de quem faz concursos é “muito, muito pequena” para quem estuda sozinho como diz o professor Granjeiro. Acho, ao contrário, que tudo dependerá da determinação, da quantidade e qualidade de estudo do concurseiro. Afinal de contas, há concurseiros sérios e meros “fazedores de concursos” tanto entre os matriculados em cursinhos quanto entre os que estudam sozinhos, e só os primeiros vencerão essa guerra. Alguém duvida disso?!

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PERGUNTA DO DIA

Você acha que para ter sucesso em concursos públicos e estar na lista de aprovados é essencial fazer um bom cursinho? Ou você acha que pode ajudar, mas não é algo essencial para a aprovação e que pode ser deixado de lado e compensado no estudo sozinho?

Essa pergunta deve ser respondida em nossa comunidade no Orkut. Basta clicar no homenzinho ai em cima (você precisa estar conectado no Orkut em outra janela de navegador para ser levado à página de resposta).

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MÚSICA DO DIA
Essa música muita gente vai reconhecer do comercial da Citroen que vem passando na TV nos últimos meses. Essa música se chama "At Last" e é interpretada pela diva do blues, soul, R&B e Jazz Etta James. Composta em 1951 por Mack Gordon e Harry Warrem e seu primeiro intérprete foi o ícone Glenn Miller, mas foi na voz de Etta que ela se tornou uma das músicas mais famosas, tocadas e usadas em filmes e comerciais desde 1961. Inclusive Etta Jones entrou no Hall da Fama do Grammy em 1999 justamente por essa música. Inclusive a letra diz bem como será a vida após nossa posse no tão sonhado cargo público. Duvida? Veja você mesmo nesse link AQUI.

Venham papear um pouco sobre concursos públicos

Bate-papo do Concurseiro Solitário
Já está rolando e vai até por volta das 21:30 desse domingo.

Vá ao chat do IG (http://batepapo.ig.com.br)

Escolha nas opções de salas o Afinidades.

Escolha o canal Atualidades.

O bate-papo será na Sala 1

COLUNA DA CONCURSEIRA CRÔNICA - Os sete pecados capitais do concurseiro

Estar na batalha dos concursos é uma gangorra emocional. São altos e baixos que nos fazem passar por toda a escala de sentimentos. Como não poderia deixar de ser, essa variação constante nos leva a cometer alguns pecados que podem prejudicar, e muito, nossa trajetória rumo ao sucesso. Vejamos quais são essas faltas, e como podemos driblá-las sem maiores arranhões.

Inveja – quando vemos nossos amigos de infância e de faculdade levando uma vida bacana, trabalhando na iniciativa privada, comprando carro, financiando apartamento, parece que a escolha pelos concursos foi uma inconseqüência. Seres imperfeitos e falíveis que somos, vem o sentimento destrutivo de que poderíamos estar lá no lugar deles, ganhando um salariozinho mediano, viajando uma vez por ano, comendo em restaurantes legais, saindo à noite. Antes de entrar em desespero e começar a se perguntar "Por que cargas d'água tomei a decisão estúpida de sair do mercado??!!", lembre-se de que a prosperidade no setor privado é relativa e falível. O mesmo amigo que hoje você vê na crista da onda corre o risco de estar em péssimos lençóis segunda-feira de manhã, enquanto os seus esforços para passar no concurso te levarão à mais confortável das vidas profissionais. É melhor esperar mais um pouco pelo carro, a casa e os passeios, e tê-los "até que a morte os separe", ou sair correndo atrás dessas benesses, correndo o risco de perdê-las num momento de revés? Fico com a primeira opção.

Ira – reprovação em concurso é dose pra leão – digo isso de cadeira. Há algo pior do que estudar a beça, colocar-se inteiro dentro de um propósito e levar uma "banda" do destino? Culpamos quem fez a prova ("aqueles malditos venderam os gabaritos!" ou "não acataram os recursos porque são canalhas!"), a família ("também, ninguém me dá força...") e os concurseiros de pára-quedas que caem no dia da prova e, por dominarem melhor a linguagem da organizadora, se dão bem num concurso que não era o foco deles ("isso não é justo com quem se preparou!"). Agora, pára e pensa: de que adianta esmurrar as paredes? O concurso está feito, homologado e já tem até gente sendo chamada... fato consumado! Em vez de esquentar a cabeça com um problema que nem é mais seu, concentre-se no próximo certame. Depois de muito sofrer e remoer, agora adoto a política do "prova feita, prova esquecida": não mexo em mais nada e só passo no site pra ver o resultado final – sem esquecer dos recursos, claro!

Preguiça – tem dia que a gente acorda de manhã e a última coisa que quer é sentar à frente de um livro ou de uma apostila. Tanta coisa mais interessante pra fazer... caminha quente, aquele romance maravilhoso na mesinha de cabeceira, um filme bom pra assistir... ah, eu sofro muito com minha preguiça! Quase sempre tento vencê-la, mas quando não dá mesmo, capitulo e espero a vontade chegar – melhor uma "morfada" eventual do que um estudo improdutivo. Geralmente recupero o pique quando penso seriamente nas coisas boas que cada minuto de dedicação pode render. É infalível.

Soberba – pior do que um concursando pessimista, daqueles que acham todos os concursos concorridíssimos e difíceis de passar, é o "concursando-estrela" - o famoso sabe-tudo. O tipo é bem corriqueiro em sites de relacionamentos e similares: sempre sabe toda a matéria, ridiculariza quem se dispõe a discutir ou fazer perguntas em relação ao edital e passa aos espíritos menos preparados a impressão de que uma vaga do edital já está previamente ocupada por ele. Tornar-se um ser desses é horrível, deprimente. Dificilmente os nomes destas criaturas figuram na lista de aprovados, e é a própria insegurança, além de uma boa dose de deformação de caráter, que os levam a desestimular os concursandos, ou melhor, "inimigos", na sua visão estreita. Ao fim e ao cabo, como pode ser inteligente alguém que comete a burrice de hostilizar e humilhar pessoas com quem, num futuro próximo, pode estar lado a lado, trabalhando? Não caiam na lábia desses pseudo-concurseiros!

Avareza – é fato sabido por todos nós que estudar e fazer concursos públicos custa dinheiro. Não dá nem pra começar sem ter um bom compêndio de leis; a elas, vão se juntando inúmeras apostilas, livros e arquivos de computador. A vida anda cara, os orçamentos estão cada vez mais apertados, entretanto preparar-se na base do 0800 é praticamente impossível. Se você tiver condições mínimas de bancar essa fase, não regateie com valores de passagem, inscrições e outros custos. Prestar provas racionalmente, levando vários fatores em consideração antes de se despencar da beira-mar pra Brasília, por exemplo, faz todo sentido, mas daí a economizar e perder chances vai uma grande distância. No último concurso da CGU, havia uma lista com mais de 1.000 inscrições de hipossuficientes indeferidas por falta de comprovação. É muito!

Gula – todo mundo que caminha na nossa estrada, por mais low profile que seja, está doido pra passar logo num concurso. Quem não quer realizar um sonho que, na esteira, tornará possível a realização de muitos outros? Só que estamos falando de um projeto de médio a longo prazo, com uma série de variáveis que podem adiantar ou atrasar o resultado positivo. Fazer mil concursos ao mesmo tempo vai te levar a estudar insuficientemente para cada um deles, e poderá atrasar seus planos. Veja o lançamento de uma série de editais simultaneamente como uma boa chance de escolher o seu concurso no varejo, em vez de mergulhar de cabeça no atacado. Por outro lado, sou radicalmente contra fazer provas só pra esse ou aquele tipo de cargo. Concurso é oportunidade, e não devemos desperdiçar as que nos parecem interessantes. Focar exclusivamente em concursos com salários astronômicos, pensando em uma conta bancária bem gorda, pode não ser muito produtivo. Planeje sua vida no serviço público de forma racional; depois da primeira nomeação, a tranqüilidade conquistada pode ser a chave das próximas portas...

Luxúria – buscar prazer nas atividades diárias é necessário, mas tornar essa busca uma obsessão pode ter conseqüências desastrosas para um concurseiro. Uma grande parte das pessoas que tentam concursos largaram suas carreiras por motivos bem parecidos: instabilidade, salário baixo, falta de perspectiva. No meio do caminho, por motivos diversos, podemos fraquejar e cair na tentação fácil de retornar à atividade que, em algum momento, nos fez mal a ponto de resolvermos relegá-la ao passado. Conflitos do gênero podem surgir até dentro do universo concurseiro. Essa semana, saiu um concurso que seria "minha cara": cargo de Produtor Cultural da Fundação de Arte de Niterói, exigindo como pré-requisito Graduação Plena em Produção Cultural – não por acaso, eu me formei no único curso do gênero, oferecido pela Universidade Federal Fluminense. Voltar a trabalhar com arte seria muito prazeroso pra mim, mas quando vi o salário oferecido... consegui me apaixonar perdidamente por Direito Constitucional!

P.S.: compus esse texto em BrOffice, o novo programa queridinho das provas de Informática. Aprendam a mexer nele, porque, ao que parece, a tendência é forte.

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Para não perder o costume, OUTRO PUXÃO DE ORELHA

A flávia também deixou de estudar uma boa hora para escrever esse ótimo artigo de domingo para vocês e também não irá se incomodar de ler alguns comentários sobre ele. Não sejam mal agradecidos. Fazer isso não custa nada, não. E vocês ainda podem comentar de três maneiras:

1 – Usando a ferramenta de comentários de cada artigo (clique no “comentários” pequenininho logo depois do “Postado por Concurseiro Solitário” no final de cada artigo).

2 – Usando o chat box na coluna lateral (basta preencher os campos de nome, email/url, mensagem e então clicar em “ir”).

3 – Enviando o comentário por email para concurseirosolitario@gmail.com

Comentar fará bem para vocês e me ajudará a bolar outros artigos interessantes para o blog. Ganhamos todos. Então trate de colocar a preguiça de lado e mande seu comentário sobre o artigo de hoje!

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Bate-papo do Concurseiro Solitário
(Hoje, DOMINGO, a partir das 20:00)

Vá ao chat do IG (http://batepapo.ig.com.br)

Escolha nas opções de salas o Afinidades.

Escolha o canal Atualidades.

O bate-papo será na Sala 1

COLUNA DA RAQUEL - "Sorria você está estressado"

Gente, nunca pensei que iria acontecer comigo. Eu pensava que iria agüentar firmemente. Eu quase consegui me enganar. Eu estou estressada de verdade. Não é igual aos concurseiros falsos que existem por aí que, por qualquer bobagem e qualquer chilique, se consideram assim. A pessoa diz "Aiiii, tô estressadaaaa!" (risos).

Domingo dei um mau jeito no ombro porque ando com a musculatura super-tensa. Só que a dor não parou. Minha coluna veio reclamando esses dias todos. Só que hoje, meu corpo disse "pára tuuuudo!!!!" (ele fala, é só entender os sinais). Minha memória já vinha dando sinais de curto-circuito quando comecei a esquecer certas coisas, compromissos, e isso me alertou. Isso me mostrou que algo está errado comigo. Pois é, estou cansada e não posso fazer muitos movimentos com meus ombros porque doem muito. Que loucura, né?! Raramente acontece comigo algo assim.

Fazer concursos é uma grande pressão. A gente se planeja, cria expectativas, estuda muito e ainda fica se controlando. Nos controlamos tanto que os músculos tensionam e depois chegam a um ponto que provoca dor. A saúde mental já foi pro espaço há tempos, hehehe. Só que quando o corpo somatiza, aí é melhor ficar atento, porque todo o equilíbrio emocional que se tem vai para o ralo. O corpo humano não suporta tamanha carga por tanto tempo. A reação é essa mesmo.

Acho que o problema é essa expressão carregada de responsabilidade: "agora ou nunca". Isso porque ou você faz uma tremenda força nesses últimos momentos ou não consegue nada. É algo cruel, porque nos cobramos muito para sermos melhores e, desta forma, conseguirmos o que tanto desejamos. O corpo acaba pagando a conta. E eu pratico esporte! Imagina se eu não praticasse!

Bem, a solução é tirar um diazinho (veja lá, não vá abusar) para esvaziar a mente. Procure assistir a algum filme, de preferência que trate de algum tema atual (isso pode cair numa redação), ler uma revista (Veja, Época, Isto é), mas não "Caras", rsrsrs. Tem que ser algo que vá te enriquecer, porque em reta final a gente fica na base do vale tudo. Mesmo que se perca esse dia de estudos ou parte dele, será fundamental para reunir energias para o próximo. Além do mais, depois que for nomeada, descansarei melhor. Por hora pararei apenas o suficiente para ir bem nessa reta final.

Resumo da Ópera - Conselho de amiga. Estude com seriedade, agüente firme, mas leia as mensagens que seu corpo te envia. Pratique esportes para seu corpo reagir melhor. Afinal você nunca foi e nunca será robô.

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MÚSICA DO DIA
Ah, a música de hoje para os concurseiros maluquinhos (risos), " Crazy" de Gnarls Barkley.

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OUTRO PUXÃO DE ORELHA

Ué, gente, ninguém os artigos dos convidados para o blog? A Raquel perdeu pelo menos meia horas de estudo para escrever esse artigo para vocês e o mínimo que vocês podem fazer em agradecimento enviar seu comentário. Fazer isso não custa nada, não. E vocês ainda podem comentar de três maneiras:

1 – Usando a ferramenta de comentários de cada artigo (clique no “comentários” pequenininho logo depois do “Postado por Concurseiro Solitário” no final de cada artigo).

2 – Usando o chat box na coluna lateral (basta preencher os campos de nome, email/url, mensagem e então clicar em “ir”).

3 – Enviando o comentário por email para concurseirosolitario@gmail.com

Comentar fará bem para vocês e me ajudará a bolar outros artigos interessantes para o blog. Ganhamos todos. Então trate de colocar a preguiça de lado e mande seu comentário sobre o artigo de hoje!

Estudando em horas "picadas"

Retomando o assunto de ontem, falemos hoje sobre algo que incomoda a muitos concurseiros, não poder estudar em períodos contínuos, ou seja, não poder, por exemplo, estudar oito horas direto, mas somente em blocos de duas horas entremeados a outras atividades.

Mas o que fazer quando se está trabalhando e mesmo assim se continua a estudar para concursos? Como otimizar o estudo quando somente se tem horas “picadas” disponíveis, algumas horas no início da manhã, algumas horas a tarde, algumas horas a noite e um tempinho irregular ao longo do dia?

Muita gente reclama que é difícil estudar assim e estão cobertos de razão. Claro que é mais fácil sentar-se diante do livro com a tranqüilidade de ter toda a manhã livre para estudar determinado assunto. É como participar de uma corrida onde não há preocupação com o tempo de prova. Outra coisa completamente diferente é sentar-se diante do livro sabendo que se tem somente duas horas para dar conta de determinada matéria. Os corredores velocistas sabem muito bem o que é a briga contra o relógio.

Infelizmente quem está nessa situação tem somente duas opções. Aproveita essas horas “picadas” para estudar da melhor forma possível ... ou não estuda.

Acho que tudo é uma questão de planejamento, que se for bem feito permitirá ao concurseiro nessa condição se preparar o suficiente para concorrer sério para qualquer concurso público. Não é à toa que se diz que “a necessidade é a mãe da invenção”. Se temos um objetivo e estamos dispostos a lutar para atingi-lo, não é uma questão de somente ter horas “picadas” para nos estudar que nos impedirá de alcançar o sucesso.

Como optei por uma estratégia de concursos-escada, sei que logo também estarei nesse barco e que terei de continuar estudando de forma descontínua ao longo do dia. Por isso mesmo venho conversando com vários concurseiros que já estão nessa situação, pesquisado e pensando com cuidado no assunto, justamente para já ter um plano de batalha para quando isso acontecer (logo, com a ajuda de Deus e muito estudo).

Vejamos alguns pontos importantes a serem considerados quando é preciso estudar tendo somente horas “picadas” disponíveis.

Cuidado com a escolha das matérias – É muito importante saber escolher que matéria estudar em cada hora “picada” disponível. Não adianta nada querer estudar uma matéria que tomará duas horas de estudo quando se tem apenas uma hora. Não vai dar, o estudo será interrompido e no final se precisará de pelo menos meia hora a mais por conta da necessidade de retomar o estudo, o que não acontece instantaneamente. Agora, se você escolhe estudar uma matéria que tomará uma hora apenas, não haverá problemas e seu estudo será otimizado.

Cuidado com a escolha do material – A escolha do material de estudo passa a ter, também, uma importância muito maior. Não dá para querer estudar usando várias fontes e material complicado demais. Isso vai tomar muito mais tempo do que se tem disponível. Há no mercado muitos livros e apostilas de ótima qualidade e descomplicados, que devem ser a escolha dos concurseiros de horas “picadas”.

Cuidado com o controle do tempo – Se o controle do tempo já é importante para quem estuda tendo o dia todo disponível, imagine então para quem tem somente horas “picadas”. Controlando o tempo de forma militar é possível estudar tudo o que você planejou para estudar naquele intervalo. Sem controle, boa sorte.

Aproveitar feriados e finais de semana – Para quem é da turma das horas “picadas”, feriados e finais de semana valem ouro, pois são os dias em que poderão ser dedicados 110% ao estudo e poder dar conta daquelas matérias mais complicadas e que tomam mais tempo. Então, nada de baladas, churrascos, viagens e tal. Se você é um concurseiro sério que está a fim de melhorar de vida logo, não pense duas vezes antes de dedicar TODOS os feriados e finais de semana ao estudo.

Não sacrificar o sono – O pior negócio que qualquer concurseiro pode fazer é sacrificar o sono sagrado de cada dia para estudar achando que isso é algo correto de se fazer. Claro que não é e a conta a ser cobrada no futuro próximo será alta, muito alta. Portanto, nada de sequer pensar em fazer isso. Durma religiosamente de sete a oito horas diárias e ponto final.

Resumo da ópera –
Estudar em períodos descontínuos não é a melhor coisa para se fazer, isso é claro. Mas para quem não pode dispor do dia todo para os estudos, o negócio é aproveitar da melhor forma possível as horas “picadas”, algo que se feito com planejamento e bom senso levará à vitória na guerra dos concursos públicos sem dúvida alguma.

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PUXÃO DE ORELHA

Ué, gente, ninguém mais comenta os artigos? Fazer isso não custa nada, não. E vocês ainda podem comentar de três maneiras:

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PERGUNTA DO DIA

Você acha que estudar "picado", ou seja, estudar uma ou duas horas de cada vez entremeando com outras atividades (trabalho, lazer, obrigações caseiras, ...) atrapalha ou não influi tanto na qualidade do estudo? O que você faz quando só dispõe desse tipo de tempo para estudar? Como otimiza os estudos?
Essa pergunta deve ser respondida em nossa comunidade no Orkut. Basta clicar no homenzinho ai em cima (você precisa estar conectado no Orkut em outra janela de navegador para ser levado à página de resposta).

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MÚSICA DO DIA
Hoje tenho para vocês uma raridade musical. "Smoke get in your eyes" é uma música bem antiga, composta em 1933 por Joe Kern e Otto Harback para uma opereta, veio mesmo a fazer um sucesso estrondoso em 1958 na voz do legendário The Platters, permanecendo no primeiro lugar da BillBoard por vários meses. Em 1989 essa música foi tema para o filme "Always" (Além da Eternidade) de Steven Spielberg, só que na voz de J.D. Souther. A trilha sonora desse filme é dificílima de encontrar, daí essa versão ser raridade. Quanto ao filme, é um romance misturado com aventura ótimo para concurseiros ou concurseiras que têm namorado(a), noivo(a), marido(esposa) em um sábado a noite.

Aumentando as horas de estudo diárias

Quando o assunto é aumentar a quantidade de horas estudadas, concurseiros ou “fazedores de concursos” arregalam os olhos só de ouvir sobre o assunto. Não era para ser diferente, afinal de contas estamos falando das armas mais básica nessa guerra, horas de estudo.

Claro que essa arma tem variações como qualquer arma. Podemos estar falando de ótimas horas de estudo, sérias, bem pensadas, bem aproveitadas, efetivas, que realmente agregam conhecimento e tornam o cargo público mais próximo e factível, como também podemos estar falando de horas de estudo de mentirinha, enganações, fingidas, bem como de um sem número de variações entre esses extremos.

Como esse é um blog para concurseiros sérios, deixemos as horas de estudo de má qualidade para lá e falemos somente das horas de estudo sérias.

Quando concurseiros se encontram, seja no mundo real ou virtual, algumas perguntas são garantidas de serem ouvidas. “Quantas horas você estuda por dia?”, “Você acha que estudando cinco horas por dia dá para passar?”, “Estudo doze horas por dia e ainda acho pouco”. Dá até para acreditar que horas por dia de estudo são a medida da seriedade do concurseiro. Quisera eu que fosse tão fácil assim, mas não é, principalmente pelo fato de que temos de ver não somente o lado quantitativo dessas horas de estudo, mas também o lado qualitativo, afinal de contas, quatro horas de estudo sério, concentrado e com excelente aproveitamento valem mais que doze horas de estudo leve, superficial ou com o material errado.

Mas como aumentar as horas diárias de estudo? É só aumentar e pronto? É preciso estratégia nisso também? Pode-se dobrá-las de um dia para o outro ou é preciso fazer isso progressivamente? Essas são questões importantes sobre um assunto importante.

Tenho um amigo que é dono de uma academia de musculação e fitness. É uma academia pequena, porém muito bem montada, onde os alunos têm atenção individualizada e cujo objetivo é prepara-los para provas atléticas amadoras, como correr uma maratona ou participar de um enduro a pé. Esse amigo sempre fala de como o maior problema que enfrente é a cabeça dura de muitos dos seus clientes. “Faz dez anos que o cara não pratica exercícios, daí chega à academia e quer treinar feito um cavalo de corrida pensando que assim estará preparado para a maratona de Nova York em uma semana”. Mas não são somente os iniciantes que fazem tranqueira, não. “Tem também um pessoal com um preparo físico razoável, mas que se recusa a pular alguns estágios iniciais que poderiam pular sem problema e querem começar a treinar do zero, isso é perda de tempo”. Dei risada no dia em que ele falou isso, já que eu não recusaria algo assim de jeito nenhum. “É difícil fazer as pessoas entenderem qual é o nível de preparo delas e as fazerem treinar de acordo”.

Com concurseiros acontece a mesma coisa. Temos os concurseiros iniciantes que querem abraçar o mundo, estudar doze horas na no primeiro mês de estudo. Claro que isso não dará certo. Temos também os concurseiros que já estão estudando há algum tempo, mas que ainda acham cedo demais passar a estudar o dobro do tempo que estudam atualmente. Claro que isso também não dará certo.

Penso que há duas maneiras de aumentar as horas de estudo diárias, cada uma ideal para públicos distintos:

Aumento progressivo – Indicado para concurseiros iniciantes, pois é preciso fazer o corpo e o cérebro se acostumarem com cargas crescentes e progressivas de estudo, o que não acontece do dia para a noite. Em minha opinião passar de três horas de estudo por dia para seis horas por dia ao longo de dois ou três meses é uma boa estratégia.

Aumento “aos pulinhos” – indicado para concurseiros que já terminaram a faze inicial (do aumento progressivo), quando o corpo e o cérebro já estarão prontos para aumentos maiores no tempo de estudo de até duas horas de uma vez. Então não haverá problema de numa semana estudar seis horas por dia e na semana seguinte oito horas por dia.

Só que quando falamos de estudar, o céu não é o limite. Acho, particularmente, oito horas de estudo diárias uma boa média. Dez horas já é puxado, mas dá para segurar a barra por alguns meses. Passar de dez horas de estudo diário é pedir para ter problemas de saúde e fadiga.

Isso é muito sério, gente. Estudar mais de dez horas por dia, todos os dias por meses a fio é receita garantida para ter vários problemas de saúde e, principalmente, fadiga mental. Isso não é lenda, acontece mesmo. Conheço vários concurseiros com problemas de saúde (gastrites, alergias, resfriados contínuos, pneumonia, ...) e vários outros que simplesmente tiveram de parar de estudar por um tempo porque o cérebro cansado não dava mais conta.

Resumo da ópera – Estudar sério para concursos é andar sobre o fio de uma espada. É preciso muito, mas muito cuidado mesmo para não se prejudicar estudando insuficiente ou então estudando demais. É preciso equilíbrio e bom senso. Precisamos respeitar tanto as bancas organizadoras de concursos públicos e as provas que prepara, quanto nosso próprio organismo.

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Continuarei esse artigo amanhã falando sobre estudar horas contínuas e horas picadas.

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PERGUNTA DO DIA

Como você aumenta as horas de estudo? De uma vez passa, tipo passar de quatro para oito horas de estudo de um dia para o outro? Ou progressivamente, aumentando uma hora a cada dois ou três dias até chegar ao seu objetivo? Quais são em sua opinião as vantagens e desvantagens de cada método?
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MÚSICA DO DIA
A música de hoje é uma das mais conhecidas do repertório do monstro-sagrado do soul, James Brown. "I Got You (I Feel Good)" foi lançada como single em 1965 e chegou à terceira posição da BillBoard, onde ficou por seis semanas consecutivas. Não há como não animar para estudar depois de ouvir essa música.

Matérias exóticas

Como o futebol, concursos públicos são caixinhas de surpresa, não tenho mais dúvidas disso.

Para quem não tem formação superior em Direito, qualquer matéria da área soa meio estranha no começo, principalmente por conta do jargão e da lógica própria de funcionamento. Mas foi somente estudando para concursos públicos que tive de encarar matérias no mínimo exóticas, como arquivologia, gestão governamental e gestão de materiais.

Concordo que essas matérias têm, na maioria das vezes, tudo haver com os cargos para o qual concursos são organizados, mas não deixam de ser uma pedra no sapato de muitos candidatos por vários motivos:

- Por serem exóticas e nunca terem sido estudadas, são novidades e como toda novidade demanda tempo para ser estudada e assimilada, e tempo é um ingrediente escasso para os concurseiros, daí acaba se tornando necessário dar conta dessas matérias na correria, o que, quase sempre, significará estudo insuficiente.

- Matérias exóticas muitas vezes fogem completamente do ramo de formação de muitos concurseiros, que então têm dificuldade dobrada para estudá-las.

- O pior, no entanto, é a dificuldade em encontrar material de estudo para as matérias exóticas, saber se o material encontrado é bom ou não, encontrar questões cobradas em concursos anteriores, ter uma noção se o modo como se está estudando é o correto e mais eficiente.

Estou enfrentando esse problema nesse exato momento. Inscrevi-me no concurso do MPOG, para o cargo de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, só que está sendo muito difícil encontrar material dessas matérias (Políticas Públicas e Gestão Governamental) que cubram todos os pontos listados no edital. Para a segunda até que está relativamente mais fácil de encontrar material, mas para a primeira está sendo muito difícil. Das apostilas que encontrei no mercado para esse concurso, nenhuma me pareceu cobrir essas matérias com a profundidade e amplitude que considero necessárias. Encontrei alguns poucos livros que cobrem pontos do edital e estou tendo de me virar com teses de mestrado e doutorado, artigos especializados e outras fontes pouco comuns. Ou seja, gasto mais tempo procurando material de estudo do que efetivamente estudando e como a banca é a ESAF isso está me preocupando, muito.

Há outras matérias exóticas em que á farto material de estudo ou mesmo que seja pouco é facilmente encontrado. Nesses casos as coisas ficam bem mais fáceis, pois não se perde tanto tempo procurando-os. O problema, porém, é decidir que material usar. Quando me deparo com situações assim, que não confio totalmente no meu discernimento para decidir qual o melhor material de estudo, procuro por discussões antigas (de dois ou mais anos) em fóruns concurseiros sobre o assunto, onde posso ter uma base do que usaram nos concursos anteriores e o que se mostrou mais eficiente.

Outro problema com matérias exóticas é a dúvida quanto ao seu peso na prova. Será que serão muito ou pouco cobradas? As questões serão mais fáceis ou mais difíceis? Será melhor dar muita, média ou pouca atenção para a matéria? Infelizmente não há resposta definitiva para nenhuma dessas questões. Na prova do TST, por exemplo, apostei que o Regimento Interno seria a bola da vez e estudei a matéria, que considero exótica, com vontade e determinação. Na hora da prova cobraram apenas algumas questões da matéria. Para a prova do STF será cobrado não somente o Regimento Interno do órgão, mas também seu Código de Ética. Daí surgem dúvidas. Será que a banca cobrará apenas algumas questões como fez na prova do TST? Será que será o contrário? Devo estudar muito, médio ou pouco essa matéria? O que fazer? Essa é a parte que menos gosto nos concursos públicos, a necessidade de apostar. Alguns concurseiros apostarão que será pouco cobrada e estudarão de acordo. Outros apostarão que serão muito cobradas e também estudarão de acordo. Qual a melhor estratégia? Só posso dizer que cada uma tem uma chance de 50% de ser a correta, alguns concurseiros se darão bem e outros se darão mal.

Resumo da ópera – Como se não faltasse dificuldades suficientes para estudar adequadamente as matérias, digamos, comuns cobradas nos concursos públicos, temos também de nos preocupar em estudar algumas matérias exóticas que as bancas fazem questão de incluir nessa guerra. Mas como bons soldados podemos apenas reclamar um pouco e fazer de tudo para dar conta de mais esse obstáculo colocado em nosso caminho para a vitória. E que vença o que apostar suas fichas na estratégia que se mostrar a melhor para vencer a guerra, afinal de contas, “aos vencedores as nomeações”.

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PERGUNTA DO DIA

O que você faz quando o edital pede o estudo de matérias exóticas, pouco comuns e que você nunca teve contato? Como você faz para driblar a dificuldade em encontrar material? Você as estuda como se fosse uma matéria comum ou dá mais atenção por nunca as ter estudado?
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MÚSICA DO DIA
É engraçado como no universo da música há extremos. Alguns cantores são conhecidos por dezenas das músicas que interprestou, alguns são esquecidos, outros serão sempre lembrados por uma música apenas. Esse é o caso do cantor inglês Billy Idol com sua inesquecível e sempre atual balada roqueira "Eyes without a face". Lançada em 1984, essa música chegou à quarta posição nas "10 mais" da Billborad. O clip dessa música também é antológico e merece ser assistidos, basta procurar no YouTube.

Ninguém disse que seria fácil

Atualmente estou estudando para dois concursos públicos (MPOG e STF) e mesmo assim estou tde “orelhas em pé” para novos bons concursos que venham a aparecer. Estudo no mínimo 8 horas por dia todos os dias da semana, exceto domingos quando estudo 4 horas, todas as semanas do mês, todos os meses do ano, desde abril do ano passado. Estou nessa guerra há 13 meses, um total de 52 semanas, quase 400 dias, onde acumulei quase por volta de 3.000 horas de estudo. Já prestei sete concursos. Fui muito bem em dois, mais ou menos em outros dois, uma negação em um, e dois ainda não sei o resultado, mas estou confiante. Tenho no computador quase 20 gigabytes de material de estudo para concursos públicos, mais 50 quilos de livros, apostilas, resumos e papelada de concursos. Já engoli uma boa quantidade de sapos por ter escolhido lutar nessa guerra, briguei com um irmão e dois amigos. Gastei em inscrições, material e despesas de viagem para fazer provas alguns mil reais.

E vocês querem saber, isso não me surpreende e, muito menos, me desanima, muito pelo contrário.

Fico muito puto quando ouço concurseiro dizer alguma variação do máximo do autocomiseração “ninguém me disse que seria tão difícil”. Porra, o que você esperava, amigo? Que fosse fácil conquistar um emprego público que oferece estabilidade, bom salário e um punhado de vantagens? Surtou?

Não se enganem, essa guerra em que lutamos é difícil, dura, trabalhosa, toma tempo, recursos e muito esforço, mas muito esforço mesmo. Para cada história de sucesso há mil histórias de fracasso. Para cada feliz concurseiro sorridente no dia da posse há um punhado que ficou pelo caminho, que desanimou, que achou difícil demais continuar lutando.

Que muita gente entra nessa guerra achando que seria mais fácil do que é, é fato. Eu já pensei assim. Putz, sou um cara inteligente, passei no vestibular da Fuvest e me formei em Economia pela USP. Juro por Deus que pensei que seria empossado em, no máximo, antes do natal do ano passado. Não demorou muito tempo para eu notar que, como todo novato, tinha sido muito inocente e otimista. Pus os pés no chão, ergui a cabeça, encarei o futuro e continuei estudando apesar dos tropeços, apesar dos contratempos, apesar das batalhas não ganhar, apesar do desânimo que vira e mexe vem me fazer uma visita desagradável.

Agora, não consigo aceitar que tem gente que fica nessa guerra por um, dois, três anos, e continua achando que é fácil, mas que algum complô universal impede que vença e seja empossada. Quem realmente acredita nisso conseguiu fazer algo extraordinário que é enganar a si mesmo. Putz, esse pessoal deveria fazer algo menos extraordinário e mais prático que é cair na real e estudar com qualidade e vontade para passar.

No bate-papo de domingo um dos participantes disse “Tenho amigos que falam que estão estudando há cinco anos, mas eu pergunto: ‘Sim! Mas há quanto tempo você está parado?’”. Gente assim é comum nas fileiras dos “fazedores de concursos públicos”, chamo assim porque acho que só merece o título de “concurseiro” quem estuda com seriedade para passar. Tenho certeza de que esse pessoal se acha injustiçado, se pergunta por que para outras pessoas a luta por um cargo público é tão mais fácil, rápida e menos dolorosa.

Ponham uma coisa na cabeça, não existe luta por cargo público mais fácil, rápida e menos dolorosa. Fácil nunca é, a não ser que a pessoa tenha uma memória prodigiosa ou uma inteligência fora do comum. Rápida pode ser dependendo do grau de conhecimento anterior da pessoa, do tempo que dedicar aos estudos e dos concursos que prestar, o que não exclui uma boa dose de dor. Indolor nunca será, já que a dor faz parte do mecanismo que levará à vitória, e olha que são diversos os tipos de dor, há a dor física de ficar horas, horas e horas sentado estudando, a dor de espírito pela pressão da guerra, a dor no bolso com os gastos, a dor no ego ao descobrir que não se é tão bom quanto se pensava, entre outros tantos tipos de dor.

Resumo da ópera – Vocês devem estar pensando “putz, o cara acordou de mau humor”. Podem apostar que sim. Mas experimentem acordar e ligar a TV depois de escovar os dentes para dar de cara com um “fazedor de concurso” dizendo para um repórter que está estudando há três meses, mas que a concorrência é muito grande, que é preciso abrir mão de muitas coisas para poder estudar, que tem gente muito melhor e mais bem preparada prestando os mesmos concursos, blá blá blá blá blá blá blá ... “Puta que pariu, pare de reclamar e vá estudar que cargo público não cai do céu, não, meu amigo”.

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PERGUNTA DO DIA

Quando você decidiu estudar para prestar concursos públicos, você achou que essa guerra seria fácil? Quanto tempo demoraram para cair na real e descobrir que a caminha é longa e a luta é sangrenta? Ou ainda não se deram conta disso?
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MÚSICA DO DIA
Depois dessa explosão de fúria, nada melhor que uma música tranquila para acalmar. "Fever" é um clássico dor hythm and blues e tem em Peggy Lee uma das suas melhores intérpretes. Pouco conhecida dos não-iniciados no gênero, Peggy é muito famosa no meio, ganhadora de diversos prêmios, que além de cantora também foi compositora e atriz, sendo, inclusive, indicada ao Oscar.

COLUNA DA RAQUEL - Seja o que o acaso quiser

Estudar é como tomar homeopatia (para quem acredita neste tipo de medicina). Leva tempo para fazer efeito e cada receita é individual. O que faz bem a uma pessoa pode não fazer bem ou ser inócuo para outra.

Dito isso, ponho uma pá de cal nos meus questionamentos, revoltas, sentimentos ruins. Sim, eu sou humana e tenho meus dias de fúria. Só que obtive uma ajuda amiga e fui resgatada quando estava quase caindo no fundo do poço outra vez. Logo aquele poço que eu afirmei ter mola!

Tudo isso porque recebi um telefonema de um amigo que foi aprovado em um concurso. Ele, com toda sua boa vontade, deu-me dicas, mostrou métodos de estudos que iam diametralmente contra os usados por mim. Fiquei desestabilizada. Afinal, ele é uma "autoridade" no assunto. Ele merece crédito porque foi aprovado. Pensei: não dá tempo, ferrou! Pra não dizer f...

Como eu resolvi isso? Ai, ainda bem que eu resolvi porque eu senti um medo paralisante! Bem, eu resolvi continuar com o meu método "tartaruguinha". Parece piada, mas ele consiste em continuar como estou indo. Depois de encarar com frieza, eu vi que eu estou aprendendo e o dia em que eu tiver de ser aprovada eu serei aprovada. Claro que nessa reta final eu posso me ajudar, usando uns resuminhos, umas técnicas de memorização para coisas que exijam decoreba.

Aos domingos, que era o meu dia de descanso (muitos irão me recriminar por isso) eu irei dar uma estudada de leve pela manhã nas minhas anotações, farei alguns exercícios. Se dará tempo para fazer tudo isso eu não sei. Minha única certeza é a de que estou fazendo minha parte, aquilo que é possível. Eu vejo muitos filmes de super-heróis, como o "Homem de Ferro", mas isso não faz de mim uma heroína. Seja o que o acaso quiser!

Vai me dizer que essas coisas nunca aconteceram com você? Aposto que muita gente passa por momentos assim e sofre com isso.

Resumo da ópera – Frieza! Acredite em você. Depois de ouvir falar a respeito de um monte de técnicas de estudos, a gente deve mesmo é ouvir nossa intuição. Não desmerecendo o meu bem-sucedido amigo, penso que só nós mesmos sabemos quais são nossas próprias necessidades. Viu? Estudar é uma questão de auto-conhecimento.

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MÚSICA DO DIA
Vocês já devem estar sentindo falta de uma música. Lá vai "Dr. Alban – Free up Soweto". Afinal, quem não quer se livrar deste encargo chamado concurso?

Está começando ...

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Coluna do SOLITÁRIO CONCURSEIRO - Eu nunca vou estudar para concurso!

Quem nunca disse isso, parabéns! Você percebeu cedo que este poderia ser um bom caminho. Eu não. Falei e repeti essa frase várias vezes por 6 anos, sendo os 4 da faculdade e mais 2 anos trabalhando, em média, 12 horas por dia. Percebi que a vida ia além da profissão que eu tinha escolhido e que, em certo momento, meu corpo pediria qualidade de vida, tranqüilidade e um pouco de paz. Então mudei o rumo da vida, mordi fortemente a minha língua, catei os cacos da minha cara e decidi encarar de uma vez por todas o mundo dos concursos.

Essa decisão aconteceu há exatos 2 anos. No começo eu não tinha nem a faca, nem o queijo. Sabia como seria difícil consegui-los. Passei, então, 3 meses planejando os meus estudos. Busquei os melhores cursos, sempre em busca do melhor custo-benefício; li sobre métodos de estudos e dicas para novos concursandos; ouvi pessoas que já estavam na batalha há algum tempo; fiz aquisições de materiais e fui para a guerra. A idéia era de que eu precisava daquela “faca” pra cortar o “queijo” que saciaria os meus desejos.

A “faca” que eu precisava, em um primeiro momento, era o conhecimento. Não tinha nenhuma noção sobre as matérias de direito e precisava de uma base muito boa. Por 6 meses eu estudei apenas o básico: constitucional, administrativo, matemática, informática e português. Passado o primeiro ano de estudos e quase todas as matérias de direito na cabeça, no papel e nos livros, percebi que a “faca” já não era aquela de cortar o pão nosso de cada dia. Naquele momento senti que precisava de um “facão” ; este representa a dificuldade maior de todo concurseiro, manter o que aprendeu na memória, atualizando-se sempre e nunca parando de estudar. Neste último ponto eu falhei. Neste tempo todo não estudei todos os dias e acabei parando em alguns momentos para realizar outros projetos. Falha crucial para um concurseiro com objetivos claros.

O “queijo” é a experiência de fazer concursos, lidar com a ansiedade e o nervosismo na hora da prova. No começo o que eu desejava era uma “mussarela ou muçarela”, como queiram. Sabia que eu tinha que aprender a fazer prova e ficar colado na cadeira por infindáveis 4 horas. Como foi difícil me acostumar a essa nova rotina, logo eu que sempre fui agoniado ao fazer as coisas, sem muita paciência. Agora eu tinha que passar a semana sentada em uma cadeira e em pleno domingo de sol, tinha que ficar sentado, também em uma cadeira, olhando para um emaranhado de folhas que valiam o meu futuro. Com o tempo, usei a “faquinha” pra cortar toda a “mussarela” e fui me tornando experiente.

Após esse período, sinto que estou perto do legítimo “queijo” suíço. Preciso melhorar minha ansiedade, estimular minha criatividade para desenvolver mais técnicas e métodos de estudo. Ah! Também preciso continuar amolando o meu “facão” para nunca precisar recorrer à “faquinha” novamente. Esta eu uso apenas quando a matéria é nova, aí sim me recorro a ela. Se antes eu falei que nunca iria fazer concurso, hoje digo que não farei concurso até passar. Farei até alcançar os meus objetivos na carreira pública. Hoje sei que escolhi o melhor caminho, apesar de todos os obstáculos. Hoje tenho a faca e o queijo na mão. E você?

Resumo da ópera: Primeiro: nunca diga nunca, você pode quebrar a cara. Segundo: é preciso ter muita coragem para encarar a guerra dos concursos públicos. Terceiro: é preciso buscar e amolar as “facas” (conhecimento). Quarto, é necessário maturar o “queijo” (experiência), para que ele tenha sabor e consistência. Quinto: é fundamental, depois de ter a faca e o queijo na mão, saber cortar o “queijo” de uma forma que você possa desfrutá-lo da melhor maneira possível, rumo ao seu sucesso.

Tiago Gomes, um solitário concurseiro especialmente para o Concurseiro Solitário.

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Clipe do dia

Todos já viram ou ouviram falar do filme "Rocky – O Lutador". Apesar de muito novo, eu adorava ver os filmes do Rocky Balboa, me instigava. O personagem de Stalonne me ensinou muita coisa sobre como devemos encarar a vida. Hoje em dia, o filme é utilizado por vários consultores em palestras motivacionais. Sempre que posso, assisto aos filmes. No último que saiu, tem uma cena interessante e tem tudo a ver com o nosso momento em busca de um lugar ao sol dos concursos públicos. Vale à pena conferir!!!!



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